03/05/2022

"Visões de 1992" (Parte 3): Uma TEIA de Emoções na Reta FINAL de Um Ano Inesquecível...

Frank Miller dava início a um dos seus trabalhos mais aclamados: "Sin City", e Alan Moore escrevia sua obra erótica "Lost Girls"! A Revista Wizard, criada em julho de 1991, passaria por uma reformulação a partir da sua sétima edição, passando a ser publicada em cores e em papel couché, e acrescentando matérias sobre os títulos da Valiant e Image Comics, da qual a revista foi uma garota propaganda muito forte!

Em tempos pré-internet, a revista Wizard era a maior fonte de informação sobre quadrinhos da época. Quem conseguia um exemplar importado tinha em mãos "o futuro", e saberia antes de todos o que iria ser publicado no Brasil nos próximos anos e o que aconteceria com seus personagens favoritos!

Convido a todos, uma vez mais, para fazermos uma viagem 30 anos no passado, revisitando uma época mais "simples", por assim dizer, mas cheia de grandes lançamentos...

Setembro:

X-Men nº 47: Roteiro de Chris Claremont, e arte de Marc Silvestri. Publicado originalmente em "The Uncanny X-Men n° 240", de fevereiro de 1989. Nastirth revela a verdade sobre a origem de Madelyne Pryor e seu envolvimento com o Sr. Sinistro, e Os X-Men enfrentam os Carrascos nos túneis que outrora foram ocupados pelos Morlocks. A verdade sobre Madelyne Pryor é um retcon, onde é revelado que ela é na verdade um clone de Jean Grey criada em laboratório pelo Senhor Sinistro com a intenção de usá-la para seduzir e afastar Ciclope dos X-Men. A intenção do vilão era neutralizar o herói e mantê-lo sob vigilância controlada, e, principalmente que ele e Madelyne dessem a luz uma raça de “mutantes nobres”, com a qual ele pretendia dominar o planeta. Sua vida foi despertada quando a entidade Fênix captou uma assinatura genética igual a de Jean e entrou rapidamente nela. Ela entretanto não sabia que estava sendo manipulada e que na verdade era um clone, devido à falsas memórias implantadas em sua mente. Memórias que mostravam ela como a única sobrevivente de uma acidente de avião, ocorrido no mesmo dia em que a Fênix se sacrificou na Lua. Os planos de Sinistro começam a funcionar quando Scott conhece Madelyne e fica completamente encantado pela semelhança da moça com Jean Grey, sua antiga namorada morta. Logo eles começam a namorar, e Scott apresenta Madelyne aos X-Men durante a frustrada cerminônia de casamento de Logan e Mariko (na mini-série "X-Men nº 01, de junho de 1988, Editora Abril). Os mutantes ficam impressionados com a semelhança dela com Jean Grey. Scott suspeitava que algo estranho acontecia com Madelyne pois, além da semelhança, muitas outras coincidencias relacionavam ela a Jean, além dele ter a sensação que algumas vezes ela podia ler sua mente. O Mestre Mental usou suas ilusões para fazer Scott e os X-Men pensarem que Madelyne era a Fênix Negra. Depois da batalha, Scott e Madelyne se casaram e vão para sua lua de mel ("X-Men nº 01", de novembro de 1988, Editora Abril). Após a Lua de Mel, Pryor volta a pilotar. No entanto, durante uma viagem, ela, Scott e uma tripulação de cientistas é capturada por Loki, o Deus da Trapaça, que dá poderes para cada um deles, criando os Berzerkers. Pryor se torna Anódina, provida de poderes de cura (republicado pela Panini em "Marvel Vintage: X-Men: Guerras Asgardianas", de maio de 2021). Após a aventura em Asgard, Madelyne e toda a tripulação voltam ao normal e é revelado que ela está grávida. Para o seu desgosto, seu marido retorna aos X-Men. Madelyne estava decepcionada com sua ausência que, uma semana depois de voltar de Asgard ainda não tinha ligado para saber como que ela estava por colocava os X-Men sempre como prioridade. E assim, entra em trabalho de parto e tem seu filho sozinha, sem ninguém para ajudá-la. A equipe retorna depois da missão e encontra Madelyne com seu bebê. O filho passa a se chamar Nathan Christopher Charles Summers. (Christopher em homenagem ao Corsário, ao pai de Scott e Charles em homenagem ao Professor X), que na realidade é conhecido como o mutante Cable. Com o retorno de Scott nos X-Men, Ororo que havia perdido seus poderes defende que a liderança seja decidida em uma batalha entre os dois na sala de perigo. Ciclope perde a luta e, se sentindo humilhado, diz que os X-Men não são mais o seu lugar e larga a equipe ("X-Men nº 25, de novembro de 1990, Editora Abril). Na verdade, a derrota de Scott Summers foi influenciada pela telepatia que estava aflorando em Madelyne. Assim, tudo parecia que ia dar certo para Maddie agora, com Scott longe da equipe novamente, cuidando da família no Alaska; Assim como Sinistro também desejava. Porém, o impensável aconteceu: Jean, que todos acreditavam estar morta, retorna ("Grandes Heróis Marvel nº30", de dezembro de 1990, Editora Abril, republicado em "Marvel Vintage: X-Men: A Ascensão da Fênix", de julho de 2021, Editora Panini). Scott recebe a noticia do retorno de Jean por um telefonema, quando vê Scott se preparando para sair como no seu tempo de herói, Maddy diz que se ele saísse de casa que não precisaria voltar mais. Scott, sem conseguir olhar nos olhos de Madelyne, a abandona junto com seu filho e vai de encontro com Jean.Já não bastasse ter sido abandonada pelo seu marido, outra consequência do retorno de Jean foi que Sinistro mudou seus planos e mandou os carrascos a exterminarem assim como qualquer documentação ou indício de que ela tinha existido. Evitando assim que ela atrapalhasse os planos que Sinistro tinha para Scott e sua prole. Em um confronto mental, Madelyne e Jean se enfrentam, até que Madelyne se mata. Jean absorveu a essência vital do clone para dentro de seu próprio ser, assim como a parcela da Fênix que tinha no clone ("X-Men nº 49", de novembro de 1992, Editora Abril. Republicada em "X-Men: Inferno nº 06" de janeiro de 2019, Editora Panini). Outras identidades de Madelyne Pryor são:Anódina (Madelyne Summers); Rainha dos Duendes (Madelyne Jennifer Pryor); Rainha Vermelha (Madelyne Pryor). Esta história que revela a origem da personagem foi republicada pela Editora Panini em "X-Men: Inferno n°04", de novembro de 2018.

Um Conto de Batman - Duelo n°01: Roteiro de Denny O'Neil, e arte de Jim Aparo (págs. 1-6); Keith Giffen & Jones III (págs. 7-15); Joe Quesada & Rubinstein (págs. 16-24); Tom Lyle & Templeton (págs. 25-27).Publicada originalmente em "Batman: Legends of The Dark Knight Annual n°01", de dezembro de 1991. Mini-série quinzenal em duas edições. Batman caminha por uma cordilheira coberta de neve carregando um saco verde nas costas, e chega ao mesmo mosteiro em que treinou e se formou quando era jovem, passando por uma sepultura. Dentro do mosteiro, o Mestre Kirigi afirma que o Batman tem duas opções: Abandonar o seu caminho atual ou abraçá-lo totalmente. Batman escolhe a segunda opção e é instruído a ir por uma porta e  não esquecer a sua bagagem a que o herói chama de  "o seu fardo". Atravessando a porta, Batman cai numa caverna infernal onde um demónio tenta o seu melhor para conseguir o fardo de Batman, mas é derrotado. Saindo desse inferno, Batman encontra um castelo com uma princesa cuja roupa muda para a de uma simples dona de casa. Ele a reconhece como Tália, e ela lhe oferece comida e bebida. A comida tem gosto de carne seca e o vinho é sangue. A mulher então se transforma em um demônio de pele branca que tenta impedir que o Batman saia, mas acaba falhando. Ela confronta novamente o Batman e ele derruba o seu copo de sangue revelando outra porta que o leva para Washington que está sendo invadido por um disco voador. Depois do veículo  cair no edifício do Capitólio, a imagem de um extraterrestre parecido com um inseto exige o sacrifício de um milhão de pessoas ou destruirá o planeta. O Batman entra no Edifício do Capitólio, onde encontra e derrota o extraterrestre. O extraterrestre revela que foi tudo um plano, uma vez que a queda da sua nave se deveu ao fato de ter ficado sem combustível e estava ligado a um código onde tinha de matar um inimigo ou morrer em combate. O herói informa o extraterrestre que o seu próprio código o proíbe de tomar uma vida, e o alienígena pergunta se ele pode encontrar asilo aqui. O Batman lhe que sim, e sobe para a nave espacial. Ao sair de um densa névoa, Batman está agora na Era da Proibição América (1920-1933) e depois de lutar contra os bandidos que lhe roubaram sua bagagem,esta cai num rio. A correnteza arrasta então o Batman para uma tempestade de neve, e ele ouve novamente a voz do demônio do inferno que lhe diz que o Batman sabe como calá-lo. Acendendo uma fogueira, o herói adormece, e é acordado por soldados nazistas zumbis.  Batman foge para uma ponte acima de uma ponte com baixas alemãs enterradas no local. Na ponte há dois tanques. No mais próximo encontra-se um Homem Obeah (um praticante de vudu) e do outro emerge Adolf Hitler. Hitler se enfurece em alemão com soldados que não cairão nas balas, o Homem Obeah levanta os soldados alemães dos seus túmulos.  Quando o Batman traça em direção ao tanque com Hitler, é atingido no lado da cabeça, o que faz eco dos golpes que sofreu em todas as outras fases desta viagem. Ao chegar a Hitler, o tanque cai para trás e apenas Hitler sobrevive. Hitler então se transforma no Coringa. O vilão diz ao herói que ele está tendo alucinações por causa do frio, e o Coringa aproveita o momento para atingí-lo na cabeça com uma pedra. Continuando a caminhar através das montanhas nevadas da Coreia, e carregando o vilão dentro de um saco, Batman percebe que as alucinações começaram quando eles passaram pela sepultura do Mestre. O Coringa conta ao herói como ele agiu na realidade e as suas ações coincidem com as alucinações que teve. O Coringa então pergunta ao Batman porque ele não o mata, e o herói responde que isso não o faria melhor do que os seus inimigos, e o tornaria o vingador louco que as pessoas  pensam que ele é. Quando o Coringa comenta o quão nobre repugnante é o Batman, ele revela que a sua última razão é que ele se recusa a dar ao vilão a satisfação de ele falhar. Uma história surreal e cheia de metáforas, sendo uma espécie de meditação transcendental, explicando o karma do herói ligado ao seu principal e mais perigoso inimigo. Esta aventura saiu em uma única edição lá fora com o dobro de páginas das edições mensais como de praxe, mas a Editora Abril aproveitou para desmembrá-la em formato de mini-série!

Homem-Aranha nº111: Roteiro de David Michelinie, e arte de Todd McFarlane.Publicado originalmente em "The Amazing Spider-Man n° 312", de fevereiro de 1989. História interligada com o arco Inferno dos X-Men! O Duende Macabro tem causado grande tormento à família de Harry Osborn, e Harry  sucumbindo ao tormento, assume outra vez o manto de seu pai Norman Osborn e se torna uma vez mais o Duende Verde! Embora tenha uma capa muito instigante, a batalha entre os dois Duendes não é muito interessante e deixa muito a desejar pelo potencial que poderia ter! Em outros tempos teria sido épica nas mãos de um artista mais habilidoso e com a arte mais fluída! Foi republicada pela Editora Abril em "O Melhor do Homem Aranha nº 02", de agosto de 1997; pela Editora Panini em "Os Maiores Clássicos do Homem Aranha nº 06", de janeiro de 2008; e na edição omnibus "O Espetacular Homem Aranha por David Michelinie e Todd Mcfarlane, de maio de 2021; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem Aranha nº 28, de junho de 2018.

Graphic Globo nº11:Roteiro de Jean-Pierre Dionnet, e arte de Enki Bilal. Publicado originalmente em "Exterminateur 17 n°01", de março de 1979. Exterminador 17: O Mestre é inventor de várias gerações de andróides colocados ao serviço da humanidade sem que lhes sejam reconhecidos quaisquer direitos. Quando uma campanha militar onde estas unidades cibernéticas estão prestes a ser desativadas, o Mestre reconhece o número 17, um dos protótipos que lhe serviu de base para os modelos atuais. Abalado com descoberta, O Mestre e acaba morrendo. Então, como se o espírito dele  tivesse entranhado na carcaça mecânica do robô, o Exterminador 17 ganha vida, e parte à descoberta da sua verdadeira identidade. Ele era o Número 17, o primeiro protótipo bem-sucedido de uma raça de guerreiros andróides conhecidos como Exterminadores. Agora ele busca a liberdade, mas o império busca sua destruição. Com esta aventura futurista, Bilal e Dionnet nos levam a refletir sobre quando começa e acaba a vida, e sobre os laços que se podem estabelecer entre homens e máquinas, com forte inspiração em obras de Phillip K.Dick, e Isaac Asimov. Em 2003, 24 anos depois de seu lançamento original em 1979 esta obra ganhou continuação na França, numa série de três álbuns conhecidos como "Trilogia Ellis". O primeiro volume "A Aliança', o roteiro ficou novamente à cargo de  Jean-Pierre Dionnet, mas na arte Enki bilal foi substituído por Igor Baranko. O segundo volume " O Retorno a Ellis" saiu em 2004; e o terceiro "Lágrimas de Sangue", em 2008. As continuações permanecem inéditas no Brasil! Última edição do título! Assim como a sua concorrente na Editora Abril que foi cancelada em julho, o Selo Graphic Globo também é cancelado abruptamente! Já havia indícios de que isso ia acontecer, já que houve um hiato muito grande entre a penúltima e a última edição, assim como houve com título "Graphic Novel" publicado pela Editora Abril, e infelizmente a história se repetiu! Trazendo publicações de alta qualidade nos mesmos moldes de sua concorrente, com títulos escritos por escritores renomados,super-heróis, europeus, e nacionais, o título "Graphic Globo" se confunde ou melhor, se mescla ao período do que houve de melhor em matéria de publicação de Graphic Novels no Brasil! Foi outra grande perda neste tumultuado ano de 1992, restando no mercado a título de graphic novels apenas o título "Graphic Marvel" pela Editora Abril , mas infelizmente também por pouco tempo! Exterminador 17  também foi lançado no Brasil pela Editora Meribérica de Portugal, que tinha uma filial aqui no Brasil, mas infelizmente fechou as portas em 2002, em meio a rumores da falência da matriz. 

Wolverine Especial - Aventura Na Selva: Roteiro de Walt Simonson, e arte de Mike Mignola.Publicado originalmente em "Wolverine: The Jungle Adventure  n°01", de janeiro de 1990. Edição especial com 52 páginas  em formato americano! Indo atrás de respostas na Terra Selvagem após sofrer uma tentado em Nova York, Wolverine é confundido por uma tribo primitiva com um deus, que pede sua ajuda para libertá-los dos perigos que passaram a ameaçá-los devido à presença do vilão Apocalypse no local com seus experimentos genéticos. O final deixa um gancho muito interessante! Outra publicação perdida no limbo editorial!

O Último Americano n°01: Roteiro de Alan Grant, John Wagner; e arte de Michael Mike McMahon. Publicado originalmente em "The Last American  n°01", de dezembro de 1990. Mini-série mensal em quatro edições. Vinte anos se passaram desde que uma guerra nuclear jogou o mundo em um armagedon. Colocado para dormir em animação suspensa, o Capitão Ulysses S. Pilgrim é acordado por três robôs militares. Agora, Pilgrim tem uma última missão: avançar através do holocausto nuclear e procurar sobreviventes. Publicação lançada pelo Selo Epic da Marvel lá fora! A publicação segue muito o clima paranóico dos anos 80 de uma iminente Guerra Nuclear e as consequências dela para o mundo e para a humanidade. Lembra muito o filme "O Exterminador do Futuro nas cenas do futuro distópico! Diversos filmes e publicações da época trazem este enredo, sendo a mais notória Watchmen de Alan Moore. O Último Americano foi concebido quatro anos antes da Queda do Muro de Berlim em 09 de novembro de 1989, bem no auge da tensão do holocausto nuclear na Era Reagan! Foi a última publicação da Editora Globo em formato de mini-série, encerrando um ciclo muito promissor que a editora vinha fazendo há anos com títulos como Moonshadow, V de Vingança, Liberdade, Gilgamesh, Viagem a Tulum, dentre outros! Sandman, e Akira continuariam a serem publicados, mas o caso é diferentes já que Sandman é uma revista mensal, e Akira já estava em andamento, e futuramente ficaria em hiato por alguns anos, sendo concluído somente em 1998! John Wagner é um dos criadores de Juíz Dredd, personagem que também estava fora do mercado no Brasil há 12 anos, mas as coisas viriam a mudar neste respectivo ano e ele volta a ser publicado no Brasil em um material inédito no mês de dezembro. Alan Grant um dos escritores da "“onda britânica” que levou vários artistas de quadrinhos do Reino Unido a trabalhar com histórias de personagens dos Estados Unidos, e trabalhou também em títulos do Batman, e em vários títulos do Juiz Dredd. O Último americano não traz aquele humor negro e ácido contido nas publicações de Juiz Dredd; é uma obra literalmente "americana". Com violência quase nula, e uma arte que lembra "Batman-O Cavaleiro das Trevas", pode-se dizer que a obra é uma distopia pós-apocalíptica que busca uma esperança para a humanidade em meio à tragédia criada por ela mesmo! É o tipo de obra que mostra que embora o ser humano seja o seu maior inimigo, a espécie é muito resiliente, capaz de sobreviver à todas adversidades que possam a vir existir! Esta obra encontra-se perdida no  limbo editorial brasileiro, não sendo republicada desde 1993, quando saiu encadernada pela Editora Globo!

Grandes Heróis Marvel nº 37: Quasar - O Vingador Cósmico: Roteiro de Mark Gruenwald, e arte de Paul Ryan.Publicada originalmente em "Quasar n°01 a nº 03", de setembro a novembro de 1989. Com a morte do Capitão Marvel o Universo ficou sem um protetor. Os Braceletes Quânticos do falecido herói estão em posse do governo, mas as tentativas de usá-los até agora se mostraram no mínimo um tanto perigosas, e os artefatos precisam encontrar um ser digno para ser o portador do imenso poder que possuem.Wendell Vaughn tem como objetivo se tornar um agente de campo da S.H.I.E.L.D.. No entanto, apesar de seus esforços seus superiores tinham a opinião de que Vaughn não possuía "instinto assassino", algo segundo eles essencial para a função. Após um atentado tentando roubar os braceletes, Wendell decide colocá-los para salvar sua vida e descobre o enorme poder contido neles, e a capacidade de conseguir controlá-los. Então surge  Quasar, o Vingador Cósmico! O personagem apareceu pela primeira vez como "Marvel Boy" em Captain America nº 217  de janeiro de 1978 (no Brasil, "Almanaque do Capitão América nº 43" de dezembro de 1982). Ele continuou a fazer aparições em Capitão América, O Incrível Hulk , Marvel Two-in-One , e Vingadores . Ele foi reformulado como Quasar por Mark Gruenwald, e apareceu pela primeira vez com esse novo nome em "The Incredible Hulk  nº 234" , de abril de 1979 (no Brasil,  "O Incrível Hulk nº 01", de julho de 1983, republicado em "Coleção Histórica Marvel nº 02", de março de 2018). Sua principal arma eram os braceletes quânticos criados pela equipe de Tony Stark, e aqui o mesmo escritor que o reformulou tenta levar o personagem ao nível do emblemático Capitão Mar-Vell, mas infelizmente não consegue! Embora o Capitão Marvel tenha tido "vida curta" no Universo Marvel, ele  foi um personagem muito marcante, e ninguém conseguiu substituir ele nem mesmo seu filho  Genis- Vell conseguiu isso! Agora, substituir o herói como protetor do universo aí é outra história! Porém, Quasar nunca passou disso, um personagem de quinto escalão que serve mais como coadjuvante das histórias de outros personagens, do que como protagonista das suas! Este material foi republicado pela Editora Salvat em "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel n° 91", de outubro de 2018, e traz mais seis histórias do título solo do personagem que durou 60 edições lá fora de outubro de 1989 a novembro de 1994, sendo quatro inéditas no Brasil já que as edições de nº 04 e nº 05, a Editora Abril usou como tapa buraco Em "Homem Aranha nº 112", de novembro de 1993; e Hulk nº 122, de agosto de 1993, respectivamente! A história com interligação com a Saga "Atos de Vingança" ("Quasar nº06") onde ele enfrenta os vilões Laser Vivo e  O Fantasma Vermelho, a Abril pulou na época em que publicou a saga por aqui!!

O Incrível Hulk nº 111: Roteiro e arte de John Byrne.Publicada originalmente em "The Sensational She-Hulk nº 04", de agosto de 1989. A Mulher-Hulk fará um encontro com seu novo chefe,e  após uma dificil escolha de roupa, ela vai até a reunião que se mostra um fracasso. Ela tenta se acalmar num bom almoço, e lá ela descobre que a atendente, uma senhora chamada Louise Mason foi uma heroína dos anos 40 conhecida na época como Loura Fantasma, mas a conversa é interrompida pelo Metalóide, inimigo tradicional do Demolidor. A aclamada fase de John Byrne na personagem iniciada em "Grandes Heróis Marvel nº36", no mês de junho, continua com o título solo da personagem migrando para a revista do Hulk. Esta história foi republicada pela Editora Salvat em "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel nº 80, de abril de 2018.

Outubro:

Coleção Invictus n° 1: Batman Versus A Mulher-Gato: A Editora Nova Sampa inicia uma publicação que trazia as histórias da Era de Ouro e Prata do Universo DC onde cada edição é dedicada a um personagem! No ano em que a Mulher Gato brilhou e roubou a cena no filme Batman-O Retorno, é justo a primeira edição da coleção ser dedicada a ela! São três histórias em uma edição com 100 páginas abordando momentos distintos na cronologia da personagem. Na primeira história, intitulada "As Belas Adormecidas de Gotham City", com roteiro de  David Vern e arte de Sheldon Moldoff, publicada originalmente em "Batman nº 84", de junho de 1954, temos Mulher-Gato retornando a Gotham City, e Selina Kyle participando de um concurso de beleza, impedindo com sucesso que Batman a prenda sem provas de que ela é a Mulher-Gato. Quando mais tarde ela sucumbe a uma doença estranha e ficando em coma, até o Batman fica perplexo com o aparecimento da Mulher-Gato enquanto Selina se encontra em estado vegetativo. Uma por uma, das participantes do concurso de beleza ficam doentes como Selina, e quando todos elas ficam incapacitadas, Selina se recupera milagrosamente. A suspeita de Batman aumenta quando Selina se torna a vencedora do concurso por unanimidade, e ele descobre que o prêmio foi o meio para esconder diamantes contrabandeados de Paris. Depois disso, Batman consegue deduzir o truque por trás da aparente doença da Mulher-Gato e a vilã é finalmente presa. Esta história foi publicada pela primeira vez no Brasil pela Editora EBAL em "Batman Bi nº 03", de agosto e setembro de 1965. Na segunda história intitulada "A Rainha Felina da Selva", com roteiro de Edmond Hamilton, e arte de Dick Sprang, publicada originalmente em "Detective comics nº 211", de setembro de 1954, a vilã rouba uma remessa de diamantes de um avião e depois que ele pousa, ela escapa em seu próprio  avião- o "Catplane". A polícia avisa Batman e Robin sobre o último crime da Mulher-Gato e eles a seguem no Batplano em direção a uma ilha tropical. A Mulher-Gato consegue danificar e derrubar o Batplano, forçando Batman a pousar na ilha, onde a Dupla Dinâmica é emboscada pelos capangas da vilã. A Mulher-Gato e sua gangue tiram as armas de Batman e Robin e lhes dão uma vantagem inicial para serem caçados por ela Mulher-Gato e seus gatos selvagens de estimação. Os heróis tentam derrotar a gangue, mas sem seus equipamentos, são facilmente dominados pelos criminosos. Os bandidos decidem eliminar Batman em uma alta cachoeira na selva, e para garantir que todas as evidências do assassinato sejam destruídas, eles devolvem seu  cinto de utilidades, o que permite que Batman e Robin evitem uma morte certa e prendam os criminosos. No entanto, a Mulher-Gato consegue escapar graças aos seus gatos selvagens e Batman e Robin juram capturá-la na próxima vez. Esta história era inédita no Brasil! Estas duas histórias trazem as últimas aparições da Mulher-Gato na “Era de Ouro”. Ela só retornaria às HQs 12 anos depois, em 1966, graças à popularidade alcançada na série de TV  “Batman”. Na terceira história, intitulada "O Rei dos Felinos", com roteiro de Bill Finger, e arte de Bob Kane, e Lew Schwartz, publicada originalmente em "Batman nº 69 de fevereirro de 1952; temos um novo criminoso em Gotham City que se autodenomina o Rei dos Felinos e usa os mesmos métodos da notória "ex-criminosa",  Mulher-Gato. Batman e Robin logo seguem o rastro do vilão e percebem que ele está tentando convencer Selina Kyle a voltar para sua vida de crime aliando-se a ele. Quando Batman e Robin tentam impedi-lo, Selina os deixa inconscientes permitindo que o Rei dos Felinos fuja, esperando que ele faça a escolha certa, se entregando à polícia, mas ele não faz isso. Selina liberta a Dupla Dinâmica, que segue a pista do criminoso e eles confrontam o criminoso no Zoológico de Gotham. Durante o confronto, Batman e o Rei dos Felinos caem cada um em gaiolas separadas de tigres. A Mulher-Gato chega a tempo de salvá-los e, após seu sacrifício heróico, o Rei dos Felinos se rende, permitindo então ser levado às autoridades. É então que Batman descobre que o Rei dos Gatos é Karl Kyle, irmão de Selina. Esta história foi publicada pela primeira vez no Brasil pela Editora EBAL em "Superman nº 58, de julho de 1952.

Homem-Aranha n° 112: Roteiro de Gerry Conway, e arte de Sal Buscema. Publicada originalmente em "Peter Parker, The Spectacular Spider-Man n° 148", de março de 1989. História interligada com a Saga Inferno dos X-Men! Demônios estão à solta em Nova York, e dois espíritos particularmente malévolos estão de olho em Betty Brant e Flash Thompson! A capa apesar de muito chamativa no estilo Walking Dead, não traz a sinopse verdadeira da história, sendo esta imagem apenas um sonho de Betty Brant.

Batman & Drácula: Chuva Rubra: Roteiro de Kelley Jones, e arte de Malcolm Jones III.Publicado originalmente em "Batman & Dracula: Red Rain", de janeiro de 1991. Mini-série quinzenal em três edições! De morcegos e vampiros: vampiros são humanos? Se não são um dia foram?? E se um dia foram, não devem ter perdido a capacidade de julgar, de optar entre o bem e o mal???. É essa a questão que atormenta Batman nesta impressionante história em que enfrenta Drácula, o Príncipe dos Vampiros, e sua família. Sem saber a resposta, Brucen Wayne delira num sonho enevoado e conflitante, pressionado por seu obssessivo compromisso com o combate ao crime. Enquanto Bruce Wayne delira em seu sonho enevoado e conflituoso, vampiros rasgam gargantas nas noites de Gotham City. As vítimas são principalmente os indigentes e as prostitutas de rua. Enquanto Batman se aconselha com Ariane, toda esta informação é censurada pelas autoridades municipais. Batman alia-se a Tanya, uma vampira que se rebelou contra Drácula e se alimenta de plasma sintético, e aos seus companheiros, munidos de estacas de carvalho, crucifixos e armas de prata, para derrotarem Drácula e os seus seguidores. A vitória tem um alto preço: a destruição da Mansão Wayne a morte de Tanya, dos seus companheiros e de Bruce Wayne, que acaba se tornando de fato um vampiro. A Editora Abril na época não informou que  esta história se passava em univero alternativo, causando confusão entre os leitores. Esta mini-série se tornou um clássico absoluto do personagem, e ganhou duas continuações: "Tempestade de Sangue", e "Bruma Escarlate", que juntas formam  "A Trilogia de Sangue" do personagem como um vampiro! Porém, a Editora Abril não se interessou em publicar as duas continuações, e elas acabaram saindo pela Editora Mythos: "Tempestade de Sangue" saiu no formato de mini-série em duas edições entre outubro e novembro de 2001 (saindo encadernada em outubro de 2005); e 'Bruma Escarlate" também em duas edições no mês de dezembro de 2001, mas não saiu encadernada até o  momento!

A Teia do Aranha nº 37: Roteiro de Lein Wein, e arte de Ross Andru.Publicada originalmente em "The Amazing Spider Man nº 163, de junho de 1977. Parando para inspecionar um buraco em uma de suas botas, o Homem-Aranha é testemunha de alguns criminosos assumindo o controle de uma van da polícia e evita que os bandidos escapem, devolvendo-os à polícia. Enquanto no laboratório de Marla Madison, J. Jonah Jameson e Madison estão revisando os danos causados ​​pelo Homem-Aranha ao seu robô Spider-Slayer. Jameson então decide que é melhor seguir o plano B. Enquanto Liz Allan pega Harry no consultório do psiquiatra, Peter Parker recebe a visita de J. Jonah Jameson, que lhe mostra as fotos do "Clone-Aranha" sendo eliminado. Jameson acredita que o Homem Aranha assassinou Parker e tomou seu lugar. Peter consegue afastar as suspeitas mostrando a Jameson um monte de fotos que ele modificou para a ocasião e tenta fazer parecer que as fotos do Clone-Aranha são falsas. Quando Jameson se pergunta como elas poderiam ter sido feitas se Parker tivesse as fotos da fonte, Peter novamente desvia as suspeitas, sugerindo que Harry Osborn poderia ter feito isso quando eles eram companheiros de quarto e ele acreditava ser o Duende Verde. Isso satisfaz Jameson, que sai, negando o pedido de aumento de Peter. Mais tarde, enquanto lançava uma teia pela cidade, o senso de aranha do Homem-Aranha o chama a atenção de um homem estranho que se esgueira pelas ruas. Enganando o cara e fazendo-o falar, ele descobre que ele faz parte de um grupo de homens que estão usando um laser para fazer um buraco em um túnel específico do metrô. O Homem-Aranha vai até o local e captura os homens. Quando ele termina de derrotá-los, ele é confrontado por seu líder - o Dr. Faustus. O verdadeiro autor destas fotos comprometedoras só seria revelado em "The Amazing Spider Man nº 180", de maio de 1978, onde é mostrado que elas foram tiradas por Harry Osborn após ter sido hipnotizado por seu psiquiatra Barton Hamilton que mais tarde viria a se tornar o terceiro Duende Verde. Stan Lee é homenageado nessa história na forma de um transeunte na rua. Esta história foi publicada pela primeira vez no Brasil em "Homem-Aranha n° 42", de junho de 1982, pela Editora RGE, e foi republicada pela Editora Panini em "Marvel Verse- Homem Aranha Desmascarado", de janeiro de 2022.

Super-Homem nº 100: Roteiro de Jerry Ordway;Dan Jurgens; e Roger Stern,  e arte de Jerry Ordway; Dan Jurgens; Kerry Gammill.Publicado originalmente em "Superman nº 41, nº42, de março e abril de 1990; "Adventures of Superman nº 464, nº 465, de janeiro e fevereiro de 1990; "Action Comics nº 651", de março de 1990. Edição especial comemorativa com 132 páginas, trazendo o arco de histórias completo "O Dia do Kriptoniano"! Lobo e Draaga rumam para a Terra a fim de confrontar o Superman por desavenças passadas, sem imaginar que o Homem de Aço que encararam é bem diferente daquele que vão encontrar, já que ele está ficando desprovido de emoções e assumindo uma personalidade mais racional como a dos Kryptonianos. Draaga, quer vingança porque se tornou uma piada no Mundo Bélico após o Superman derrotá-lo em batalha na época em que ele esteve exilado no espaço! O sanguinário Lobo que nunca recusa uma luta e sempre querendo se provar "O Maioral" encontra a Fortaleza da Solidão e entra num confronto feroz com o Superman, mas acaba derrotado. Máxima retorna à Metrópolis com uma resposta irrecusável para o herói, mas ele se recusa a copular com ela e criar " a prole perfeita" almejada por ela para continuar a sua disnatia em seu planeta, criar uma nova Krypton e futuramente dominar o universo. Rejeitada, Máxima ataca violentamente, e durante o embate, o uniforme do herói muda para o traje cerimonial Kryptoniano de seu pai Jor-El, e então sua parte alienígena domina seu corpo e mente e ele fica totalmente desprovido de emoções. Enfim Draaga tem sua vez de confrontar o Superman, que abandona totalmente sua identidade heróica e assume sua personalidade Kryptoniana. O embate é monumental, arrasa trechos da cidade, e alcança a Estátua da Liberdade e com uma ajudinha de Professor Hamilton, alcança seu clímax na Lua. Depois de derrotar Draaga, e quase matá-lo o Superman é trazido de volta à Terra pelo Professor Hamilton. Frio, e muito racional sua vida civil é transformada em frangalhos devido às suas ações nos últimos dias, mas o Homem de Aço parece não dar importância, e é quando seu pais adotivos entram em ação para evitar o pior! Retornando com eles à Fortaleza da Solidão, o herói descobre que está sendo controlado pelo artefato Kryptoniano conhecido como Erradicador, que o força a se tornar um Kryptoniano completo aceitando sua herança. Porém o Homem de Aço se liberta do controle da máquina e a destrói, reassumindo seu manto. Esta edição de nº 100 se mostra um marco da DC Comics na Editora Abril pois foi a única publicação da editora americana que conseguiu atingir esta numeração histórica! O título "Super Homem" estreou junto com o do "Batman", e "Heróis em Ação" em julho de 1984, depois da Editora Abril conseguir os direitos de publicação, que até 1983 pertenciam à Editora Ebal, que publicou a DC no Brasil por mais de quatro décadas! O primeiro título do Batman na editora durou dez edições e foi cancelado em Abril de 1985; e a esta altura em 1992,  já tinha tido três tentativas de emplacar um revista solo no Brasil, mas todas foram canceladas por baixas vendas, mesmo com dois filmes arrasa-quarteirão do herói já lançados! "Heróis em Ação" seguiu o mesmo caminho, durando apenas dez edições e sendo cancelado em abril de 1985, abrindo espaço para o lançamento do título "Superamigos" que seguia os mesmos moldes  de título mix da DC, trazendo vários heróis na publicação, mas com mais páginas, seguindo o estilo almanaque e ao invés de 84 páginas como sua antecessora, a publicação tinha 132 páginas. "Novos Titãs" estreou dois anos depois da Abril começar a publicar a DC, em abril de 1984, e também teve vida longa, assim como o título do Superman, mas "Super Homem" foi o primeiro da DC na Abril a bater o recorde de cem edições publicadas! "Superpowers", que estreou em maio de 1986, era um título trimestral, portanto se diferenciava dos demais que eram mensais não se encaixando nesta lista. "Super-Homem" durou 147 edições, sendo cancelado em setembro de 1996, após a saga Zero Hora que reiniciou o universo DC. Então o título é reiniciado a partir da Edição número zero em outubro de 1996. No momento certo revisitaremos este período! Esta edição comemorativa trouxe um calendário do ano de 1993!

Capitão América nº 161: Roteiro de Mark Gruenwald, e arte de Kieron Dwyer.Publicada originalmente em "Captain America nº 350", de fevereiro de 1989. Edição especial comemorativa com 100 páginas, lombada quadrada, com capa cartonada e laminação em brilho. Primeira edição sem preço de capa e com código para conversão de preço, de acordo com o dia, na tabela do jornaleiro, devido à inflação da época. Após meses de manipulação do ressuscitado Caveira Vermelha, Steve Rogers finalmente confronta e derrota seu substituto como Capitão América- John Walker. Depois de derrotar Walker, Steve também luta contra seu arqui-inimigo, o Caveira Vermelha. Durante a luta, o vilão que utiliza um corpo clonado de Steve Rogers que também possui o soro do Supersoldado, tem seu rosto permanentemente transformado em uma máscara do Caveira Vermelha , graças à sua exposição ao  "Pó da Morte". O vilão mais uma vez escapa, e no final desta história, Steve Rogers assume mais uma vez o manto do Capitão América. Esta história foi republicada pela Editora Panini em "Marvel Vintage Capitão América: Capitão Contra Capitão", de dezembro de 2021.

Nick Fury Vs. S.H.I.E.L.D. nº 01: Roteiro de Bob Harras, e arte de Paul Neary.Publicado originalmente em "Nick Fury vs. S.H.I.E.L.D nº 01, de junho de 1988". Minissérie de luxo em seis edições quinzenais! Com um enredo repleto de intrigas, traições, e assassinatos, que não deixa nada a dever a nenhum filme de James Bond, esta excepcional mini-série traz Nick Fury  e a S.H.I.E.L.D como protagonistas de um título próprio depois de quase 20 anos. Depois de um ato de sabotagem derrubar o Helicarrier da S.H.I.E.L.D., a equipe de Nick Fury arrisca suas vidas para extrair o poderoso núcleo de energia da máquina, mas ele é roubado em um ataque por agentes da H.Y.D.R.A. deixando o Agente Quartermain e vários outros em estado crítico. Com problemas suficientes para se preocupar Nick Fury, recebe o chamado de seus agentes disfarçados, Rollins, o chama de seu posto na Roxxon Química com notícias terríveis sobre um misterioso "Projeto Delta", um nome que lembra Fury de um programa da S.H.I.E.L.D. de reciclagem que não saiu do papel. Rollins leva Nick Fury até o mainframe da Roxxon,  e lhe mostra o Delta que nada mais  é do que uma coleção de dados altamente classificados em operativos e tecnologia da S.H.I.E.L.D. . Se isso não fosse perturbador o suficiente, eles avistam nas sombras um grupo de figuras encapuzadas carregando o núcleo de poder roubado do Helicarrier. No dia seguinte o Agente  Quartermain morre na sede da S.H.I.E.L.D.,  Abalado, Nick Fury mal consegue processar sobre tudo que viu na sede da Roxxon. Ele relata tudo ao conselho de supervisão de S.H.I.E.L.D., e exige autorização imediata para invadir a Roxxon e obter de volta o núcleo e os dados confidenciais, mas eles não aceitam e  secretamente conspiram para detê-lo. O Agente Rollins é logo capturado na sede da Roxxon pelo Agente Woo, e quando Fury é chamado de volta ao conselho, Rollins refuta seu relatório anterior. Percebendo o quão profunda é a conspiração de dentro a S.H.I.E.L.D. para sabotá-lo, Fury se rebela, e o conselho ordena que todos os agentes o detenham, mas os amigos mais próximos de Nick, não tendo ideia do que está acontecendo, são naturalmente relutantes a esta ordem superior. Dum Dum Dugan impede Rollins de atirar em Nick, dando-lhe a chance de escapar. Daí em diante uma série de reviravoltas acontecem, com Nick Fury sendo caçado por ex- amigos e novos inimigos, e recrutando um antigo amigo do passado para ajudar a limpar seu nome. Alianças inesperadas, traições, sabotagens, e mortes; com viagens a lugares exóticos e ao espaço até a surpreendente conclusão onde é revelado quem está por trás de tudo! Esta mini-série serviu como base para a trama de "Capitão América 2: O Soldado Invernal", de 2014. Alexander Pierce aparece pela primeira vez aqui nesta mini-série, sendo um amigo de Fury do passado; um agente fora de forma e pouco expressivo no tempo em que estava na ativa. As belíssimas capas são um atrativo à parte. Lembram pôsteres da série 007, e cada uma é feita por um artista diferente: Livro Um: A Equação Delta. Arte de  Jim Steranko. Livro Dois: Nas Profundezas.Arte de  Bill Sienkiewicz. Livro Três: Aliança Incerta.Arte de M. D. Bright. Livro Quatro: A Conexão Oriental.Arte de Joe Jusko. Livro Cinco: Chamado para a Ascensão.Arte de Kevin Nowlan. Livro Seis: Luz da Verdade.Arte de Tom Palmer. Na época a mini-série foi um grande sucesso de vendas, levando a Marvel a criar uma série contínua de Nick Fury, Agente da SHIELD em 1989, que durou 47 edições (setembro de 1989 a maio de 1993). Este título teve as seis primeiras edições publicadas na revista  "Wolverine nº 14 a nº 18", de abril a agosto de 1993, pela Editora Abril.

Batman - Terror Sagrado: Roteiro de Alan Brennert, e arte de  Norm Breyfogle. Publicado originalmente em " Batman: Holy Terror", de novembro de 1991. Publicação pertencente à série "Túnel do Tempo" que traz histórias dos heróis da DC em universos paralelos. Em uma realidade alternativa, Oliver Cromwell, usurpador do trono britânico no século XVII, recuperou-se da malária, e  expandiu a ditadura cristã instaurada por ele até os dias de hoje, também para a América , e para Gotham Towne. A história traz como premissa um capítulo importante da História Britânica: o fim da monarquia absolutista por conta do golpe de Oliver Cromwell, que governou a Grã-Bretanha por cinco anos (1653-1658) com muito rigor, mostrando uma realidade alternativa. Nascido na aristocracia rural, Cromwell passou por uma conversão religiosa na década de  1630 se tornando puritano, uma concepção da fé cristã desenvolvida na Inglaterra por uma comunidade de protestantes radicais depois da Reforma religiosa feita por Martinho Lutero.O adjetivo "puritano" designa os membros calvinistas rigoristas que são rígidos nos costumes, especialmente quanto ao comportamento sexual. O autor Alan Brennert já havia trabalhado com Batman, Mulher Maravilha, e com o Demolidor na Marvel, e estava afastado há anos dos quadrinhos.Nesta história, numa realidade alternativa na linha "Elseworld" ( a primeira a ostentar o logo do Túnel do Tempo), vemos  Bruce Wayne vivendo numa cidade chamada Gotham Towne, vivenciando a dor da perda de seus pais, porém, num mundo onde a igreja domina quase toda a América e boa parte da Europa sendo fundida com o Estado criando um mundo basicamente dominado por dogmas severos tomado pelo medo que ela impõe mostrando inclusive assuntos como tentativas de alteração na orientação sexual da pessoa. A trama parte da premissa de que, o casal de médicos Wayne não foram vítimas de um simples latrocínio, mas sim de algo arquitetado por traz da corrupção clerical na qual todo o país está tomado.Quando Bruce descobriu toda a verdade sobre a morte de seus pais e que as mesmas foram uma conspiração governamental, para se vingar, ele passa a se vestir de morcego. Outros heróis do Universo DC participam da trama com destaque para o Superman (sendo este comparado a Jesus Cristo, mas preso numa masmorra pelo Estado),  Charles McNider (Doutor Meia-Noite), Barry Allen (Flash). Embora seja uma trama sombria, no final este Batman encontra o caminho no qual ele deve seguir, encontrando um propósito maior do que somente vingar a morte de seus pais. Foi a primeira HQ de super heróis em que vi uma palavra de baixo calão de forma explícita, algo incomum até para os dias de hoje; mas na trama faz sentido já que palavrão é um forma de uma pessoa pecar, sendo tal ato condenado na Bíblia Sagrada, e num mundo dominado pela igreja que controla toda a sociedade com mãos de ferro, mas peca com corrupção interna, o palavrão dito por Barry Allen é a forma dele se expressar contra um membro da sociedade clériga após anos de tortura. A arte fica por conta de Norm Breyfogle, que já trabalhava na época em diversas histórias do herói nos seus títulos mensais.

Novembro:

O Homem-Aranha nº 113: Roteiro de David Michelinie, e arte de Todd McFarlane.Publicada originalmente em "The Amazing Spider Man nº 314", de  abril de 1989. É véspera de Natal, e Peter Parker, sua esposa Mary Jane e Tia May retornam ao condomínio onde o casal mora em Bedford Towers para descobrir que eles estão sendo despejados. O aviso de despejo é entregue a eles pelo advogado de Jonathan Caeser (que sequestrou Mary Jane), Malcolm Kinderman. O Advogado explica que enquanto seu cliente estiver na prisão, ele ainda tem o direito de despejar os Parker. Quando Mary Jane pergunta sobre o dinheiro que ela investiu em seu condomínio, Malcolm explica que seu dinheiro ficará bloqueado em um processo jurídico, que deve terminar em alguns anos.  Sem casa, para passar o Natal, Tia May se oferece para guardar os pertences de Peter e Mary Jane  em sua pensão. A velha sorte de Parker retorna, e uma vez mais sua vida muda de rumo, sendo este mais um recomeço na vida civil do herói e da sua esposa que agora mudará de carreira! Esta história foi republicada pela Editora Abril em "O Melhor do Homem-Aranha n°03", de janeiro de 1988; pela Editora Panini em " Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha n°06", de janeiro de 2008, e em "O Espetacular Homem-Aranha Por David Michelinie e Todd McFarlane", de maio de 2021; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n° 28", de junho de 2018.

Superpowers n° 26: Publicação trimestral, com 84 páginas e quatro histórias. Um Morcego em Metrópolis: Roteiro e arte de de Jerry Ordway.Publicado originalmente em "Superman nº 44", de junho de 1990. Ameaçada pelos membros da Intergangue, a jornalista Cat Grant e seu filho Adam são alvos de um atentado, mas são salvos pelo Superman, e pelo Predador. Enquanto isso, em Gotham City, Batman, numa de suas rondas, faz uma curiosa descoberta ao encontrar no cadáver de uma mulher, um anel com um  rubi de kryptonita! Inspecionando os pertences da vítima, ele descobre que o ela veio de Metrópolis e decide pedir  ajuda ao Superman para resolver este caso. Levado ao túmulo: Roteiro e arte de Dan Jurgens.Publicada originalmente em " Adventures of Superman n° 467", de junho de 1990. Clark Kent encontra um bilhete deixado por Batman em seu apartamento e se prepara para encontrar o vigilante em algum lugar de Metrópolis. À noite, Batman entra furtivamente no necrotério e tira as impressões digitais da vítima não identificada, com um guarda  acionando o alarme quando ele sai. Superman ouve o alarme e vai naquela direção esperando encontrar Batman, mas em vez disso encontra o Predador vigiando a casa de Cat Grant. Enquanto o Superman conversa com o vigilante, Batman chega, e interrompe interrompe a conversa e pede ao Superman para lhe falar em particular. Quando eles saem, o Predador é atacado e mantido em cativeiro por Onda de Choque e Calafrio, dois assassinos contratados pela Intergangue após o fracasso do Blindspot em sequestrar Grant. Em um beco, Batman explica ao Superman sobre duas mortes relacionadas à radiação em Metrópolis e Gotham City. Ele mostra uma reconstrução do rosto do corpo feminino, e Superman fica chocado ao descobrir que é Amanda McCoy,cientista da Lexcorp que foi demitida após descobrir que a identidade secreta do Superman era Clark Kent, mas Lex Luthor achou absurdo demais para ser verdade. Superman explica sua conexão com a LexCorp e o anel de Kriptonita que ela usou nele. Sem que o Superman saiba, Batman está com o anel, mas decide mantê-lo longe dele. Os dois decidem  investigar os laboratórios da LexCorp. Batman verifica os computadores e encontra o endereço de Amanda. Com a segurança em seu encalço, eles escapam do prédio e seguem para o Zenith Awards, apresentado por Lex Luthor, em suas identidades civis. Bruce Wayne e Clark Kent conhecem Lex Luthor, e Luthor agradece Kent por salvar sua vida alguns meses atrás, porém as tropas das da Intergangue interrompem a cerimônia, na tentativa de atingir Kent e Lois Lane. Lex salva Clark Kent de uma explosão, dizendo que agora eles agora estão quites. Usando sua visão de calor para criar uma cortina de fumaça, Clark muda para seu traje de Superman e Bruce para seu traje de morcego. Eles param os invasores e saem em busca de Cat Grant, supondo que já a sequestraram. Enquanto isso, o vilão Onda de Choque destrói o prédio onde o Predador está sendo mantido prisioneiro, e Calafrio, disfarçado de José Delgado (a identidade secreta do Preador), sequestra Cat Grant. Pacto Mortal: Roteiro de Roger Stern, e arte de Bob McLeod.Publicada originalmente em "Action Comics  n° 654", de junho de 1990. Depois de frustrar o ataque de Intergang à  festa de Lex Luthor, Batman e Superman ouvem o som de um prédio sendo demolido. Chegando lá, Superman encontra o capacete do Predador  entre os destroços, mas o vigilante de alguma forma sobreviveu à demolição e informa o Superman sobre o ataque que sofreu nas mãos de Onda de Choque  e Calafrio. De repente, Onda de Choque surge dos escombros e ataca os dois, mas Superman o derrota, e vilão diz a eles onde Cat Grant está sendo mantida refém pela Intergangue. Em um parque industrial periférico, a Dra. Moon prepara Cat Grant para um processo de lavagem cerebral para mudar seu testemunho contra Morgan Edge (Chefe da Intergangue) no julgamento que se aproxima. Mas o processo é interrompido antes mesmo de começar, quando Batman, Superman, e Predador invadem as instalações. O trio derrota os homens de Intergangue e salva Cat Grant, mas Batman desaparece deixando um bilhete para Superman dizendo que ele saberá onde encontrá-lo. Superman encontra Batman no apartamento bagunçado de Amanda McCoy, e Batman lhe mostra o diário dela, onde ela escreveu tudo sobre suas investigações sobre a identidade real de Superman e como Lex Luthor desacreditou sua descoberta. Mais tarde, ela tentaria provar a dualidade do Superman com a ajuda de um detetive particular chamado Matt Stockton, que acabou morrendo nas mãos da Intergangue durante a investigação. A última anotação em seu diário diz sobre ela ter roubado o Anel de Kryptonita de Luthor para confrontar Clark Kent e forçá-lo a admitir que era o Superman. Batman conclui que após seu confronto com Kent no cemitério, ela foi morta por alguns assaltantes que roubaram sua bolsa e saquearam seu apartamento. Batman também revela que ele estava com o anel nos últimos dias e entrega-o ao Superman. Antes de ir embora, ele sugere que o Superman pegue todas as evidências sobre sua identidade. Na manhã seguinte, Bruce Wayne lê sobre o veredito de culpado na sentença de Morgan Edge e a reportagem sobre a morte de Amanda McCoy no jornal. De repente, o alarme Bat Caverna é acionado. Bruce muda para seu traje de Batman e descobre que Superman é o intruso. Superman conta a Batman sobre como alguns vilões tentaram subverter sua vontade e seu medo de que algum dia eles possam a vir ter sucesso, então ele diz que confia em Batman o suficiente para dar a ele a responsabilidade de guardar o Anel de Kryptonita, dando-lhe o meio necessário para matá-lo se esse dia chegar. Álbum de Família:Roteiro de Roger Stern, e arte de Kerry Gammill.Publicada originalmente em "Action Comic n° 655", de julho de 1990. Martha e Jonathan Kent examinam um álbum de fotos da vida de seu filho. Esse álbum já apareceu também na série de TV "As Novas Aventuras do Superman", de 1993, no terceiro episódio da primeira temporada, intitulado "Uma Visita Estranha" ("Strange Visitor (From Another Planet)")

Almanaque Conan nº 01: Edição especial com 132 páginas, trazendo três histórias inéditas. A Filha do Rei-Deus: Roteiro de Michael Fleisher, e arte de Gil Kane, e Luke McDonnell.Publicada originalmente  em "The Savage Sword of Conan n° 85", de fevereiro de 1983. Contratado para resgatar a Princesa Ayella, a deusa-princesa de Kambuja que foi sequestrada pelo feiticeiro G'Humen Thak,  para usá-la como fantoche para derrubar o pai dela, o Deus-Rei, do trono de Kambuja e controlar o reino através da devoção que o povo tinha pela princesa.Durante o resgate, Conan reencontra o bando dos Afghulis e parte em busca de um. O Afghulistão fica no sopé sudoeste das montanhas Himelianas, ao norte de Kosala e a oeste de Vendhya. É habitada por guerreiras tribos de montanhistas, que invadem o norte de Vendhya em busca de especiarias e ouro. Os Vendhyans dizem que apenas os Ghulistani conhecem todas as curvas das montanhas e vales do Ghulistan, conhecimento esse que é usado para fazer emboscadas com grande efeito. Os membros da tribo Afghuli são altos e poderosos, com ombros largos, pele morena, cabelo encaracolado e barbas longas. Os fortes ventos da montanha secam e enrugam suas peles, dando-lhes uma aparência enrugada. Eles lutam com a tulwar e a faca Zhaibar de um metro de comprimento. Existem centenas de tribos espalhadas pelo Ghulistão. Os mencionados na saga incluem os afghulis, que governam a região sudoeste conhecida como Afghulistão, os wazulis, que controlam o sul do Ghulistão perto da fronteira de Vendhyan, e as tribos menores de Dagozai, Gharzai e Khurakzai. Normalmente, as tribos obedecem a um líder guerreiro forte e carismático e o seguem até que cometa um erro. Uma falha e o líder é deposto ou mesmo morto. Conan sempre desejou se tornar o líder da tribo. Os Afghuli foram criados por Robert E. Howard em "People of Black Circle"  (no Brasil:"Os Profetas do Círculo Negro), de setembro-novembro de 1934, adaptado em "Savage Sword of Conan nº 16 a Nº 19, de dezembro de 1976 à junho de 1977. O conto original pode ser encontrado em "Conan -O Bárbaro-Volume 2", publicado pela Editora Pipoca e Nanquim; e a adaptação do conto para os quadrinhos foi republicada mais recentemente no Brasil em "A Coleção -A Espada Selvagem de Conan n°06, de novembro de 2019. Esta história "A Filha do Rei-Deus", foi republicada pela Editora Panini em "A Coleção- A Espada Selvagem de Conan n° 26", de setembro de 2020. O Sangue de Bel-Hissar! Roteiro de Roy Thomas, e arte de John Buscema.Publicada originalmente em "Conan the Barbarian nº 27", de junho de 1973. Depois do sangrento cerco de Makalet, Conan ainda perseguido pelos soldados Turanianos - encontra refúgio numa fortaleza ocupada por  perigosos facínoras. Baseado no conto "O Sangue de Belshazzar", de Robert E. Howard. O conto original pode ser encontrado em "Conan -O Bárbaro-Volume 1, publicado pela Editora Pipoca e Nanquim. Esta história foi republicada pela Editora Mythos em "Conan-O Bárbaro nº 06", de  agosto de 2002; e foi republicada pela Editora Panini em  "Marvel Omnibus- Conan O Bárbaro: A Era Marvel n°02", de junho de 2021. O Vento Divino: Roteiro de Chuck Dixon, e arte de William Johnson.Publicada originalmente em "Savage Tales n°07", de outubro de 1985. No Japão medieval, a armada do conquistador mongol Kublai Khan encontra tempo ruim, com chuvas e trovoadas. História curta, contendo apenas oito paginas, baseada em fatos reais, contando uma das batalhas de Kublai Khan, o quinto grão-cã do Império Mongol, de 1260 a 1294, e o fundador da dinastia Luã, que dominou grande parte da Ásia Oriental. Em  1274, Cublai lançou ao mar uma numerosa esquadra de navios chineses e arqueiros mongóis, mas a missão foi um grande devido a um tufão que se abateu sobre o Mar do Japão, que os japoneses viriam a chamar de Kamikaze ("Vento Divino"), pois os livrara de uma invasão que poderia ter posto seu país sob controle mongol. O tufão também proporcionou ao Japão tempo para a construção de suas defesas. Em 1281, Kublai lançou mais um ataque, e desta vez a marinha japonesa encarregou-se de derrotar os invasores, escravizando e matando milhares de mongóis. A Editora Abril costumava usar histórias assim como "tapa buraco" em suas publicações, seja para atingir o número de páginas, ou para "dar um tempo" da publicação de alguma saga de algum personagem que precisava ser ajustada cronologicamente por algum motivo! Isto era bem comum, e tinha histórias muito boas usadas para este fim, como essa, Simbad, Eternos, Contos de Asgard, dentre outras!

A Espada Selvagem de Conan nº96: Roteiro de Michael Fleisher, e arte de John Buscema.Publicada originalmente em "The Savage Sword of Conan n° 76", de maio de 1982. Honrando o último pedido de um rei condenado, Conan se encontra à mercê de uma rainha assassina e uma horda de morcegos vampiros gigantes. Esta história foi republicada pela Editora Panini em "A Coleção A Espada Selvagem de Conan n° 23", de agosto de 2020. Esta edição trouxe como brinde um adesivo metalizado!

Capitão América nº162: Roteiro de Mark Gruenwald, e arte de Kieron Dwyer.Publicada originalmente em "Captain America nº 351, de março de 1989. O Capitão América e Nick Fury se unem para destruir uma base ultrassecreta da  S.H.I.E.L.D. Esta história se passa após a mini-série "Nick Fury Vs. S.H.I.E.L.D". .

X-Men nº 49: Roteiro de Chris Claremont, e arte de Walt Simonson, e Marc Silvestri.Publicada originalmente em "The Uncanny X-Men n° 243", de abril de 1989, e "X-Factor nº 39", de abril de 1989". Os X-Men e o X-Factor vão de encontro ao Sr. Sinistro, ao chegarem à  Escola Xavier, eles encontram os Carrascos a tropa de assalto do vilão. Então, é revelado todo o passado de Scott Summers, e como toda a sua vida foi manipulada pelo vilão. A Abril mesclou os títulos "The Uncanny X-Men n° 243", com "X-Factor nº 39": 37 páginas (das 49 originais), sendo: 14 páginas (das 25) de "The Uncanny X-Men n° 243", (por Claremont, e Silvestri) - Título original: "Ashes!"; 23 pgs (das 24) de "X-Factor nº 39"(por Louise Simonson, W. Simonson, e Al Milgrom). Esta história foi republicada pela Editora Panini em "X-Men: Inferno n°06", de janeiro de 2019!

Dezembro:

Coleção Invictus nº 02: Super-Homem: O Homem de Aço: Roteiro de Jerry Siegel, e arte de Joel Shuster.Histórias publicadas originalmente em "McClure Newspaper Syndicate nº 01, nº 02, nº 03, nº 05", de 1939. Esta edição da Coleção Invictus traz as raríssimas Tiras Diárias de Jornal do Superman. A primeira edição traz  a história: “Superman Comes to Earth”, que engloba as tiras diárias publicadas originalmente entre 16/01/39 e 28/01/39. Nela, todos os habitantes de Krypton possuíam superpoderes, característica que foi esquecida com o passar dos anos pelos autores. As demais tiras englobam o período de 30/01/39 a 29/04/39. Fundada em 1884 pelo Editor Samuel Sidney McClure, o McClure Newspaper foi a primeira distribuidora dos Estados Unidos. Produzia histórias em quadrinhos, colunas, folhetins, e outros materiais editoriais que distribuía por todo território nacional. Apresentou muitos escritores americanos e britânicos às massas. Entre as tiras diárias (em preto-e-branco) e páginas dominicais (coloridas) que produzia estavam pesos-pesados como Archie, Superman e Batman (com a devida autorização da DC Comics). Problemas financeiros fizeram com que o McClure Newspaper fosse vendida em 1952. Começando em janeiro de 1939, uma história em quadrinhos do Superman apareceu nos jornais, distribuída pelo McClure Syndicate. Uma versão colorida de domingo foi adicionada em  novembro daquele ano. Jerry Siegel escreveu a maioria das tiras até ser recrutado para a Segunda Guerra Mundial em 1943. As tiras de domingo tinham uma continuidade narrativa separada das tiras diárias, possivelmente porque Siegel teve que delegar as tiras de domingo a "ghostwriters". Em 1941, as tiras de jornal tinham um público estimado em 20 milhões. Joe Shuster desenhou as primeiras tiras e, em seguida, passou o trabalho para Wayne Boring, e de 1949 a 1956, as tiras de jornal foram desenhadas por Win Mortimer. A tira terminou em maio de 1966, mas foi revivida de 1977 a 1983 para coincidir com os filmes do Superman protagonizados por Cristopher Reeve. A tira diária foi palco de muitas histórias, exclusivas da série regular de quadrinhos do Superman. Os primeiros anos consistiam em histórias do Superman da era Siegel, muitas das quais ainda não foram republicadas. As tiras continham a primeira aparição de um Lex Luthor careca, ao contrário de que como ele era retratado nas HQs, com uma cabeleira ruiva.O erro original é atribuído a Leo Nowak, um desenhista do estúdio que ilustrou Superman para os jornais durante este período, e a teoria é que Nowak confundiu Luthor com o Ultra-Humanóide, um inimigo recorrente do herói na época que, em sua encarnação na Era de Ouro, se assemelhava a um homem idoso e careca. A primeira aparição de Mxyzptlk e a primeira troca de figurino na cabine telefônica nos quadrinhos também ocorreram nas tiras diárias. O Sr. Mxyzptlk foi criado pela primeira vez para aparecer em Superman nº 30 (setembro de 1944), intitulada "The Mysterious Mr. Mxyztplk". Mas devido ao tempo de espera de publicação, a equipe da tira diária do escritor Whitney Ellsworth e do artista Wayne Boring viu o que havia sido criado para a edição nº 30 e foi capaz de usá-lo primeiro na história de da tira diária chamada  "The Mischievous Mr. Mxyzptlk", publicada de 21 de fevereiro de 1944 a 19 de julho de 1944. Então o Sr. Mxyzptlk não foi criado para, mas publicado pela primeira vez na tira diária do Superman. E embora publicado em segundo lugar, o Sr. Mxyztplk foi criado pela primeira vez para a edição de nº30 do Superman e foi escrito por Jerry Siegel e desenhado e pintado por Ira Yarborough. Outras histórias significativas da publicação incluem o Superman salvando o Papai Noel dos nazistas, histórias da época da Segunda Guerra Mundial sobre o herói protegendo a frente  americana, e Clark Kent se casando com Lois Lane. A arte inclui apresentações dos famosos artistas do Superman, Wayne Boring e Curt Swan. Superman apareceu nos jornais novamente em 1978, com a tira de jornal The World Greatest Superheroes, que foi renomeada em seu nome em 1982 e durou até 1985. Entre essas duas séries de histórias em quadrinhos, Superman apareceu em quase 12.000 tiras de jornal exclusivas. As Tiras Diárias de Jornal do Superman já havia sido publicada anteriormente no Brasil em "O Globo Juvenil" entre 1939 e 1940. Após esta edição da Editora Nova Sampa, elas saíram republicadas em  "Coleção Velha Guarda n° 18", da Editora Gurizada em setembro de 1997.

O Homem-Aranha nº 114: Roteiro de David Michelinie, e arte de Todd McFarlane.Histórias publicadas originalmente em " The Amazing Spider Man nº 315 a nº 317", de maio a julho de 1989. Venom consegue fugir da prisão de segurança máxima para supercriminosos conhecida como "A Gruta" e uma vez mais vai atrás do Homem Aranha em busca de vingança. Enquanto isso, o herói enfrenta seu antigo inimigo o Homem Hídrico que tentou roubar a folha de pagamentos de um estaleiro. Porém, o vilão consegue escapar, e o Homem Aranha recupera a sua câmera fotográfica, esperando que as fotos tiradas da batalha lhe dêem algum dinheiro, ainda mais agora que ele e sua esposa Mary Jane foram despejados do seu apartamento em Bedford Towers, e tiveram que ir morar na casa da Tia May no Queens. Voltando à sua identidade civil, ele se encontra com Mary Jane que lhe pergunta se ele a quer acompanhar a Manhattan, para uma sessão de fotos. Peter concorda já que tem fotografias para levar ao Clarim Diário. Venom chega a Nova Iorque para se tentar sua vingança, e se esconde nos esgotos e encontra um abrigo abandonado construído durante a década de 1950, de que tomou conhecimento durante a sua carreira como repórter de jornal no Globo Diário. O lugar se torna sua base de operações enquanto caça e destrói o Homem-Aranha. Na caça ao seu inimigo Venom acaba encontrando a Gata Negra no antigo apartamento de do casal em Bedford Towers.A ex-parceira do herói ainda não tinha conhecimento que ele havia se casado com Mary Jane, e foi até o local com esperanças de um retorno na relação. Atacada por Venom, ela trava uma batalha violenta contra o vilão, mas é derrotada e tem o seu nariz quebrado por ele, neste momento Venom comenta sobre a esposa de Peter e ela acaba tomando conhecimento de que seu antigo namorado se casou. Nesse momento, na porta da frente do edifício, Mary Jane chega para pegar a papelada final sobre o seu despejo, e  vê Venom saindo do seu antigo condomínio, e foge apressada antes de ser reconhecida. Quando Peter Parker retorna à casa de sua tia, May diz ao seu sobrinho que Mary Jane está perturbada por alguma coisa e que ele devia falar com ela. Quando Peter vai ao seu antigo quarto para ver como está a sua mulher, ela lhe conta que Venom está de volta. Mary Jane receia que o vilão os siga até ali, mas Peter resolve que irá encontar ele primeiro. Já como Homem-Aranha, Peter percorre a cidade na esperança de encontrar Venom e levá-lo à justiça. Desistindo da busca infrutífera,ele retorna ao local onde escondeu as suas roupas, e é emboscado pelo Vilão. A batalha leva os dois para uma fábrica de embalagens de carne, momento em que Venom lhe despeja uma cuba repleta de sangue e miudezas, o Homem-Aranha fica enojado e  em pânico, mas consegue criar uma distração e fugir, na esperança de poder planejar uma  forma melhor para deter seu inimigo. Infelizmente, ele deixa cair o seu pacote de teias com suas roupas, e Venom aproveita a oportunidade para revistar as roupas do herói, momento em que ele encontra uma série de avisos de mudança de endereço que dão ao vilão a oportunidade que ele tanto esperava. Apesar do perigo de Venom estar solto e seu encalço, Peter tentar agir naturalmente com sua tia May, lembrandoa si mesmo que Eddie Brock não sabe onde ele vive atualmente. Quando ele e a Tia May estão saindo para ir fazer compras, Peter fica horrorizado ao ver Eddie Brock à sua espera lá fora. Brock se apresenta à Tia May,  e ele  então pergunta à May se ele pode falar com Peter, uma vez que eles têm um assunto a discutir. May diz a Peter que eles podem ir às compras mais tarde e volta para a casa. Enquanto Peter e Eddie caminham pela rua, Peter lhe pergunta como ele descobriu que ele estava hospedado na casa da tia May. Brock mostra que ele mudou de endereço,mostrando para Peter o que ele deixou para trás involuntariamente durante o confronto anterior dos dois. Peter Parker ainda não compreende porque é que Brock não instigou uma batalha no local, e Eddie explica que não quer prejudicar nenhum inocente e que não deseja revelar publicamente a dupla identidade do Homem-Aranha para poder se vingar do herói. Então Peter pergunta a Eddie o que ele quer de fato, e Brock diz que quer que eles se encontrem na Seacrest Estate na ponta de Montauk, em Long Island.A praia estará deserta nesta época do ano e ele quer lutar lá com o Homem-Aranha até o fim, de uma vez por todas. Brock então parte, deixando Peter  considerando a proposta. Peter recorda como o Venom quase o derrotou da última vez, transforma-se em Homem-Aranha e tenta obter alguma ajuda.O herói uma vez mais busca a ajuda do Quarteto Fantástico,  Ben Grimm, O Coisa diz ao Homem-Aranha que ele pode contar com o Quarteto Fantástico caso ele precise de ajuda. Quando Peter Parker regressa a Forest Hills, fica horrorizado ao ver Eddie Brock  ajudando sua Tia May a pendurar roupa no varal do quintal. Peter afasta Brock e lhe diz para parar de assediar a sua família, pois o seu problema está com ele e só com ele. Eddie concorda, revelando que sabe que Peter foi ao Quarteto Fantástico pedir ajuda. Brock o lembra que eles devem se combater  sozinhos, ou ele irá prejudicar aqueles que lhe são mais próximos. Brock então assume a forma de um policial se vai embora. Peter decide contar à Mary Jane tudo que está  acontecendo, e Mary Jane compreende, mas espera que Peter possa obter algum tipo de ajuda. Peter receia não ser capaz de conseguir alguma sem Venom descobrir. Mais tarde nesse dia, o Homem-Aranha faz uma visita ao psiquiatra Dr. Charles Jefferson. Ele diz a Jefferson que precisa lhe falar de uma questão de vida ou morte, a sua própria. Na manhã seguinte, Peter Parker chega à praia de Montauk, antes do seu encontro com Venom. Ele está confiante que pode usar os conselhos que lhe foram dados pelo Doutor Jefferson para o ajudar a derrotar o vilão na batalha. Ele se desloca para uma casa de barcos próxima para colocar seu traje de Homem-Aranha. Assim que ele está vestido, Venom ataca, tendo o vilão a vantagem de poder ter o seu simbionte mergulhado na areia e atacar o herói pelo chão. Ao libertar-se do ataque de Venom, o Escalador de Paredes corre de volta para a casa de barco e acende gasolina na esperança de explorar a fraqueza do simbionte. No entanto, Venom mergulha na água abaixo da casa para evitar a chama. Uma vez que o simbiote não dispara o seu sentido de aranha, o Homem-Aranha tenta marcar Veneno com um localizador de aranhas, mas o simbiote detecta-o e destrói o dispositivo de localização. O Homem-Aranha tenta fugir do local, mas o vilão agarra o herói e tenta afogá-lo no oceano. Ao libertar-se, o Homem-Aranha tenta o seu perigoso trunfo.  Peter Parker se oferece para permitir que o simbionte se ligue a ele novamente. Para a grande surpresa de Eddie, o  simbionte começa a fluir dele para se reencontrar com o seu hospedeiro original. No entanto, a dor causada pela tentativa de cortar a sua ligação a Eddie Brock e de se ligar ao Homem-Aranha causa a ambos dor suficiente para nocautear os dois. Peter então vai à procura de um telefone para ligar para o Quarteto Fantástico para ir buscar Brock, de modo a poder ir para casa e dizer a Mary Jane que está tudo bem! Estas histórias foram republicadas pela Editora Abril em "O Melhor do Homem-Aranha n°03", de janeiro de 1998; pela Editora Panini em "Homem-Aranha: Grandes Desafios n°01", de maio de 2007, e em " O Espetacular Homem-Aranha Por David Michelinie e Todd McFarlane", de maio de 2021; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n° 32", de agosto de 2018.

Batman & Juiz Dredd - Julgamento em Gotham nº 01: Roteiro de Alan Grant, e John Wagner; e arte de Simon Bisley. História publicada originalmente em "Batman/Judge Dredd: Judgment On Gotham", de dezembro de 1991. Mini-série em duas edições quinzenais! Problemas no espaço tempo! Algo vindo do futuro surge em Gotham. O Juiz Morte, ser de uma dimensão onde a vida é um crime, vai para Gotham City após conseguir um Teletransportador Dimensional com o Máquina Malvada da Gangue Angel.O Juiz Morte se deleita no passado com sua insana vontade de transformar a cidade em um grande cemitério, após alguns assassinatos, o monstro dá de cara com Batman, e o herói acaba  indo para o futuro e descobrirá o peso das leis dos juízes, em especial a do próprio Juiz Dredd. Durante o interrogatório do herói conduzido por Dredd, Batman se liberta, espanca o Juiz e foge.Salvo pela Juíza Anderson,o herói e a juiza voltam à Gotham com o objetivo de deter o Juiz Morte que está trabalhando em parceria com o Espantalho, e matando diversas pessoas em um show de heavy metal. Juiz Dredd se teletransporta para Gotham com o objetivo de ajudar a Juiza Anderson, prender o Máquina Malvada (que foi atrás de Morte querendo seu pagamento pelo Teletransportador), e levar o Batman em cana. Claro que este último objetivo, Dredd não consegue realizar, até porque Batman é tão casca-grossa quanto ele e quando dois iguais se encontram nenhum dos dois cede, cabendo à Juíza Anderson apaziguar os ânimos, e colocar um pouco de razão na situação! Originalmente esta mini-série saiu lá fora como uma Graphic Novel, mas a Editora Abril resolveu desmembrá-la e transformá-la numa mini-série em duas edições. Esta publicação marca o retorno do Juiz Dredd às HQs brasileiras, depois de 12 anos, já que sua última aparição no Brasil foi em "Capitão Z Apresenta: Ano 2000 n° 10", da Editora EBAL, de novembro de 1979. Esta publicação traz a primeira aparição no Brasil da Juíza Anderson, e do Juíz Morte! Este é o primeiro de vários encontros do Juíz Dredd com o Batman, havendo mais três no decorrer dos anos: "Batman & Juiz Dredd - Vingança em Gotham", de junho de 2005; "Batman & Juiz Dredd - A Charada Definitiva", de julho de 1998 (estes dois pela Editora Abril); e "Batman & Juiz Dredd - Morra Sorrindo n°01, e nº 02", de fevereiro e março de 2002 (pela Editora Mythos). Desde 1999, os direitos de publicação do Juíz Dredd no Brasil se encontram com a Editora Mythos, com apenas duas edições especiais saindo pela Pandora Books ("Juiz Dredd - Os Juízes do Apocalipse", de junho de 2003; e "Juiz Dredd - Os Punhos de Stan Lee", de outubro de 2003). Simon Bisley é um artista tradicional das publicações do Juíz Dredd! Estreou nos Estados Unidos com a mini-série  "Lobo - O Último Czarniano", de 1990, mas já fez inúmeros trabalhos como capista para a Heavy Metal, Hellblazer, Patrulha do Destino, Monstro do Pântano, Sláine (também como artista principal), Thor, Arlequina, dentre outros.

MAD nº 89: A Revista MAD essencialmente era uma revista em quadrinhos, com quadros fixos como Spy vs.Spy, e outros que iam sendo criados e apresentados aos leitores conforme a passagem do tempo. Em 1992, uma época "mais simples", por assim dizer se comparada aos dias atuais onde tudo gira em torno da internet, estando todos conectados o tempo todo onde somos bombardeados o tempo todo por notícias e informações de todos os tipos. Naquele tempo não sabíamos o que estava por exemplo o que estava sendo publicado ou vindo a ser criado nas principais editoras de HQS da época, ao contrários dos dias atuais! A Revista Wizard saía somente uma vez por mês, e caso você conseguisse comprar a publicação todos os meses, você era um leitor bem informado, aliás, você era o conhecedor do futuro, já que você detinha informações de dois, quatro, cinco anos no futuro das publicações no Brasil, já que havia uma janela muito grande de publicação entre o EUA e o Brasil! Outra forma, era se você conseguisse comprar as edições importadas.Se você morasse, ou tivesse um parente ou um amigo que pudesse enviar as edições diretamente dos EUA para você, as coisas estavam boas, ou em último caso morasse em cidades que possuíssem comics shops ou importadoras de HQs na época. Em outubro de 1992 os leitores brasileiros de HQs foram surpreendidos com a notícia da Morte do Superman que saiu num jornal televisivo, até então uma das maiores fontes de informação na época! Com uma notícia bombástica dessas os leitores procuraram informações de como? E quem poderia assassinar o super heróis mais poderoso e famoso dos quadrinhos? Se você não tivesse os privilégios que citei acima, você iria ter de esperar literalmente alguns anos para ter suas dúvidas esclarecidas, quando enfim esta saga fosse publicada por aqui! Eis que então a Revista MAD passa na frente de todos e mostra literalmente a face do carrasco do Superman, numa seção da publicação que relembra toda a trajetória do Superman as HQs. Numa época em que tudo era mais difícil de se obter informações, a revista conseguiu "dar o furo" da década, e com a vantagem de  ter distribuição nacional e atingindo a todos os leitores curiosos! Vale ressaltar que o vilão Apocalypse foi tendo sua face revelada aos poucos já que ele de início ele foi mostrado trajado com um uniforme que cobria todo o seu corpo. Felizmente, A Morte do Superman não teve respeitada a janela de publicação entre EUA e Brasil, e foi publicada bem antes do previsto por aqui!

Homem-Aranha Anual nº 02: Roteiro de David Michelinie, e arte de Todd McFarlane.Histórias publicadas originalmente em "The Amazing Spider Man nº 320 a nº 325, de setembro a novembro de 1989. Edição especial com 132 páginas, contendo seis histórias! Passada a ameaça de Venom, Peter Parker e Mary Jane tentam se adaptar à sua nova vida e buscam uma nova perspectiva do futuro, e neste interím surge uma nova ameaça internacional no horizonte que pode provocar uma guerra entre países. Homem-Aranha  reencontra Silver Sable que está junto do mercenário conhecido como Paladino na investigação de uma empresa estadunidense que possui relações com ataques à Symkaria, país de origem de Sable, e acaba sendo contratado por ela mais uma vez para ajudá-la a desvendar as conspirações que envolvem seu país. Um atentado ao Palácio de Symkaria vitima a futura rainha e o Primeiro Ministro, acirrando os ânimos sobre a conspiração em andamento naquele país.O Capitão América acaba se juntando à força tarefa para tentar impedir uma guerra sangrenta entre os EUA e a Symkaria. O vigilante Solo auxilia os heróis na busca por respostas na volta deles aos EUA. Enquanto isso, Capitão América e Silver Sable perseguem Dentes-de-Sabre que é o principal suspeito do assassinato do Primeiro Ministro symkariano.Rejeitado pelo governo americano para trabalhar em missão oficial pelo seu país, o Homem-Aranha age sozinho e consegue desvendar o verdadeiro cérebro por trás das ações de tudo: O Caveira Vermelha, cujo objetivo é roubar a Constituição dos EUA, a Declaração de Independência, e a Carta dos Direitos e  plantá-la na Symkaria como seu o país tivesse roubado estes documentos históricos, criando uma guerra entre os dois países. Frente a frente com o verdadeiro reponsável, o Caveira Vermelha, oferece ao escalador de parede uma oportunidade de se juntar a ele, revelando que não está planejando roubar os documentos, mas sim destruí-los, e oferece ao Homem-Aranha uma pasta cheia de dinheiro. Embora fique tentado devido aos momentos financeiros difíceis que está passando, o herói recusa a proposta do vilão.Desapontado, o Caveira Vermelha ordena aos seus lacaios da Ultimato que o matem e vai embora. Enquanto o Homem-Aranha luta contra os mercenários contratados, ele vê um soldado  ligando a bomba de destruição. O herói consegue bloquear a alavanca de detonação disparando um de seus localizador de aranhas para dentro do dispositivo. Ao abrir a porta secreta pela qual o Caveira Vermelha escapou, ele não encontra rastros do vilão. Ainda assim por sorte, tinha montado a sua câmera e um gravador áudio no poço de ventilação, recolhendo as provas de que precisava para provar que o Caveira Vermelha estava por detrás de toda a trama. Mais tarde, no Pentágono, o Homem-Aranha entrega as provas e é parabenizado pelo seu trabalho. Silver Sable também contactou o primeiro-ministro da Symkaria e o governo de lá absolveu os Estados Unidos de qualquer envolvimento na conspiração do assassinato. O Capitão América  então diz  aoescalador de paredes que gostaria de ter ajudado mais na missão, mas teve de fazer o que tinha de fazer. O Homem-Aranha admite que teve de fazer a mesma coisa, e é tudo o que todos eles podem fazer. O vigilante conhecido como Solo foi criado por David Michelinie, e apareceu pela primeira vez em "Web of Spiderman Man nº 19",de outubro de 1986 (inédita no Brasil). Seu nome é James Bourne, uma clara homenagem ao personagem Jason Bourne, criado pelo escritor Robert Ludlum que apareceu pela primeira vez no livro "The Bourne Identity", de 1980, que foi adaptado para a televisão em 1988, interpretado por Richard Chamberlain no papel de principal. O mesmo livro foi adaptado em 2002 num filme de mesmo nome, e, dessa vez, estrelado Matt Damon no papel principal, fazendo grande sucesso e tendo mais três continuações, e um spin-off. Solo nasceu nos EUA, mas renunciou a cidadania a qualquer país, e atua como agente antiterrorista e tem aparições limitadas no Universo da Marvel. Ele é conhecido por sua frase de efeito, "Enquanto Solo vive, o terror morre!". Sua última aparição no Brasil foi em "Homem Aranha & Deadpool nº 01", de fevereiro de 2017, publicado pela Editora Panini. O Ultimato é um grupo de partidários revolucionário constituídos de uma unidade de libertação totalmente integrada, móvel e adaptada com treinamento ostensivo, que se manifesta contra o governo, liderados e financiados pelo vilão Apátrida. Já enfrentaram o Capitão América em várias ocasiões! Estas histórias foram republicadas pela Editora Abril em "O Melhor do Homem-Aranha n°04", de agosto de 1998; pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n° 37", de fevereiro de 2019; e pela Editora Panini em " O Espetacular Homem-Aranha Por David Michelinie e Todd McFarlane", de maio de 2021. A fase Mcfarlane no Homem Aranha foi longa, mas a Abril acelerou a publicação dela com duas histórias em média por edição e duas edições anuais(que no total compilam 10 histórias desta fase), deixando a impressão de que ela foi curta, pois em um ano ela foi basicamente toda publicada.Porém ainda haverá mais algumas histórias  a serem publicadas nos próximos anos!

Fantasma Extra n° 48: "O Triângulo do Diabo": Roteiro: Janne "Jan" Lundström, e arte de  Jaime Vallvé. O Fantasma investiga o paradeiro de Diana, que desapareceu durante um cruzeiro no Triângulo das Bermudas. "Pesca Pirata": Roteiro: Norman Worker, e arte de  Kari Leppänen. Para impedir mais um conflito entre os Llongo e os Wambesis, o Fantasma terá que desbaratar uma quadrilha que pratica pesca ilegal e, resgatar a filha do rei dos Llongo. Última Edição do título! A partir de 1993, o Fantasma fará parte do mix da revista "Gibi" publicada pela Editora Globo, onde cada edição é estrelada por  personagens da Marvel ou da King Features! Estratégia extemamente controversa e retrógrada adotada pela Editora Globo na época após perder os direitos de publicação de vários personagens da Marvel que vinha publicando desde 1991. Os poucos que sobraram que a Editora teve os direitos de publicação mantidos, ela publicou num título revezando com O Fantasma, Recruta Zero, Mandrake, criando uma verdadeira bagunça editorial que durou exatamente um ano. No momento certo, será abordado de forma mais profunda o título e suas publicações!

A Teia do Aranha nº 39: Roteiro de Len Wein, e arte de Ross Andru.Hist[orias publicadas originalmente em The Amazing Spider Man nº174, e nº 175", de novembro e dezembro de 1977. O Vilão Matador é contratado pela Frente de Libertação Popular para que elimine o Editor Chefe do Clarim Diário J. Jonah Jameson que, com seus editoriais no jornal, estaria trazendo à tona os reais interesses da organização.O Justiceiro e Homem Aranha, acabam se unindo para que isso não aconteça.  J.J.Jameson, e capturado pelo Matador e levado ao topo da Estátua da Liberdade, onde os terroristas da Frente da Libertação Popular  planejam detonar uma bomba para destruir o monumento com J.J.Jameson junto! Em meio à batalha, o Justiceiro precisa escolher entre sua aliança com o Aranha, e a lealdade ao homem que um dia salvou sua vida no Vietnã. Quando o Justiceiro escolhe salvar o Homem-Aranha que estava ferido, e Jameson pairando sobre a borda do monumento sobre seu ex-aliado em situação semelhante, Kenyon o liberta de sua dívida com ele, e se deixa cair para a morte. Durante a guerra do Vietnã, o tenente Burt Kenyon salvou a vida de seu camarada Frank Castle abatendo as forças inimigas e arrastando-o para um local seguro. Tanto Castle quanto Kenyon presumiram que isso era uma dívida de vida. Logo depois, Kenyon foi dispensado do serviço militar por ser considerado psicologicamente instável. Ao retornar aos Estados Unidos, Kenyon começou a trabalhar para a organização conhecida como Maggia com o codinome Matador. Em sua primeira missão, o Matador entrou em conflito com o Homem-Aranha ao assinar um contrato para matar o herói. Conseguindo colocar um rastreador no vilão após sua missão falhar, o Homem-Aranha passou seu rastreador para o Justiceiro, que começou a caçar seu ex-amigo. Vários anos depois, Hitman foi um dos muitos amigos ou inimigos do Homem-Aranha que voltou à vida pelo Chacal usando sua clonagem revolucionária. O Chacal pretendia usar o retorno dessas pessoas como um incentivo para fazer o Homem-Aranha juntar-se a sua empreitada. A maioria das pessoas clonadas que voltaram à vida pelo Chacal morreram pouco depois, mas o Matador foi um dos poucos sobreviventes e continuou trabalhando como mercenário. Kenyon também criou uma maneira de enganar constantemente a morte, estabelecendo um sistema no qual sua consciência era carregada para uma nuvem e então baixada para um novo corpo sempre que necessário. Como parte de um plano para consolidar o poder em Symkaria, a Condessa Karkov contratou o vilão para atacar o Doutor Destino em uma audiência da ONU. Sabendo com certeza que o ditador da Latvéria iria usar de seus robôs; Karkov armou o Matador com uma bala inteligente que se infiltrou na rede do Doombot. Depois concluir a missão, o Matador se desfez de seu corpo atual cometendo suicídio com veneno. Na Editora RGE, o vilão foi chamado de Golpeador, mas o nome correto seria Matador mesmo já que no original ele se chama "Hitman"! Sua primeira aparição no Brasil foi em "Super-Heróis Marvel n° 28", de  outubro de 1981, publicada pela RGE!

Grandes Heróis Marvel n° 38: Vingadores da Costa Oeste: Roteiro e arte de John Byrne. Histórias publicadas originalmente em "The West Coast Avengers n° 42 a nº 45", de março a junho de 1989. Wanda está desesperada para ajudar o seu esposo, Visão, que anteriormente teve sua mente apagada. O Pantera Negra e o Homem-Formiga afirmam que não há mais nada que possa ser feito, mas Wanda não acredita, e toma isso como uma recusa em auxiliá-la em recuperar a mente de seu marido. Enquanto a Feiticeira se afasta furiosamente de seus companheiros, ela passa para o lado de Magnum, um membro dos Vingadores da Costa Oeste. Wanda não sabe, mas o único que pode ajudá-la, é ele, porém, ele não quer revelar a Feiticeira que seria capaz de trazer a mente de seu esposo de volta, pois assim como Visão, Magnum é apaixonado por Wanda. Decidida a ajudar o seu marido, a Feiticeira pega a nave dos Vingadores ao lado de Visão e parte a procura de alguém que possa ajudá-la. Sua busca a leva a Universidade de Saunders, uma faculdade de artes que fora recentemente convertida para as chamadas Ciências Exatas, cuja especialidade é robótica. Wanda e seu marido pousam o avião dos Vingadores e logo se encontram com Jeremiah Randômico, o reitor de robótica. O homem assegura a Feiticeira Escarlate que é capaz de recuperar a mente de Visão, assim ele os leva para o interior da faculdade, os heróis não percebem, mas assim que deixam a nave, ela é destruída. Jeremiah seduz Wanda com promessas vagas enganando-a, e logo que consegue separá-la de seu esposo,  o plano de Randômico é o de controlar o poder de Wanda, assim como muitos tentaram antes dele. O supervilão viajante do tempo Immortus manipula os Vingadores e a Feiticeira Escarlate para que Wanda o tornasse o mestre do tempo. Como parte de sua trama, Immortus assumiu o controle de agentes federais corruptos e fez com que uma força-tarefa comandada pelo personagem Cameron Brock desmontasse completamente o Visão. Isso leva a um momento, aliás, que foi perfeitamente adaptado em WandaVision, quando Wanda vê o corpo de seu amado completamente desmantelado. Embora Hank Pym tenha sido capaz de reconstruir o Vingador sintético, Simon Williams se recusa a deixar seus padrões mentais serem usados novamente para programar o Visão, ainda abalado pelo primeiro uso não consensual de sua mente por Ultron ("Avengers nº 57,  e nº 58", de outubro e novembro de 1968). Assim, devido à recusa de Simon e ao dano catastrófico à sua pele sintética, Visão retorna completamente branco e sem emoções, o que acaba com seu relacionamento com Wanda. Mais tarde, Visão recuperaria um senso de personalidade e humanidade programando-se com os padrões cerebrais do cientista falecido Alex Lipton em "Avengers Spotlight nº 40"  (inédita no Brasil), de Len Kaminski, Carrie Barre e Gavin Curtis. Em "Avengers nº 360" de 1993 ("Capitão América nº 204",de maio de 1996 da Editora Abril) de Bob Harras, Steve Epting e Tom Palmer, a mente do Visão foi colocada no corpo de sua contraparte maligna de uma dimensão alternativa, o Anti-Visão. Após o final dessa trama, o Vingador permaneceu nesse novo corpo, que era uma versão levemente atualizada de seu visual clássico. "Feiticeira Escarlate – A Busca pelo Visão" é uma ótima HQ, que se aprofunda ainda mais na persona da heroína escarlate, mostrando as dificuldades que ela passa sendo um alvo constante já que muitos querem roubar seu poder a qualquer custo, e isso causa grandes impactos em sua psique.Uma personagem frágil mentalmente que pode a qualquer momento, estourar! "A Busca pelo Visão”, de John Byrne, é  pelo menos uma parte da história de WandaVision (2021)! Foi republicada em Maiores Clássicos dos Vingadores, Os n°02, de dezembro de 2006; e Marvel Vintage Vingadores: A Busca Pelo Visão, de setembro de 2021!

Batman - Mestre do Futuro: Roteiro de Brian Augustyn, e arte de Eduardo Barreto.História publicada originalmente em "Batman: Master of The Future", de dezembro de 1991. Edição especial com 68 páginas, que traz a sequência de "Gotham City 1889", publicada pela Editora Abril em junho de 1990. Onze meses após os acontecimentos de Gotham City 1889, Bruce Wayne aposentou a capa  e o capuz de Bat-Man (como é chamado). No entanto, há algumas pessoas que anseiam pela volta do vigilante para proteger a cidade novamente. A noiva de Bruce, Julie Madison, que dirige o Fundo de Socorro aos Órfãos de Gotham City, foi salva pelo Batman de um grupo de bandidos, e James Gordon, que é agora comissário de polícia depois do seu antecessor Tolliver ter se tornado prefeito da cidade. O novo Comissário de Polícia está descontente pelo prefeito ter gasto o orçamento da cidade na próxima exposição do século XX enquanto a cidade se encontra numa grave crise econômica, e receia que isto possa atrair os piores dos criminosos do país, o que significa que terá de aumentar a força policial da cidade, que está sem a ajuda do Batman. Na Câmara Municipal de Gotham,o Prefeito Tolliver demite Buffalo Bill Cody por querer incorporar o seu rodeio na exposição, com base no fato dela se dedicar a celebrar o futuro e não o que o presidente da câmara considerou como "um passado bárbaro". Ele também anula o conselheiro Rupert Thorne, que também está preocupado comos gastos exorbitantes da exposição. Tolliver assegura a Thorne que a exposição trará receitas. O conselho é então subitamente interrompido por um homem chamado Alexandre LeRoi, um pirata aéreo e auto-proclamado "Mestre do Futuro", que critica o Prefeito Tolliver e todos por serem demasiado otimistas com o futuro, e afirma que a próxima tecnologia industrial só irá poluir o mundo. Ele então avisa a todos que destruirá Gotham "com o fogo do sol", a menos que cessem as celebrações da cidade.O Prefeito Tolliver é cético em relação às ameaças de LeRoi e pede a prisão do homem, mas o pirata do ar salta pela janela da sala do nono andar e desaparece. O prefeito insiste então em continuar a exposição. Entretanto, LeRoi consulta um benfeitor desconhecido que faz um acordo com o pirata aéreo. O benfeitor questiona-o sobre o porquê dele estar fazendo isto. LeRoi responde que a humanidade se encarregou de sacrificar imprudentemente todos os seus recursos por "máquinas" e que a única maneira de os "ensinar" é destruí-los. Depois de anunciar ao seu benfeitor o seu plano, que envolvia uma lente de painel solar importada, LeRoi parte então para a sua nave aérea. Algum tempo depois, na feira de exposições, Bruce chega tarde ao comitê de planejamento do Tolliver, que inclui Rupert Thorne e James Gordon. Enquanto Tolliver e o seu comitê visitam o recinto da feira, são atacados por uma metralhadora automática. Bruce salva rapidamente a vida de Tolliver e paralisa a metralhadora, atirando-lhe um tubo de ferro. Ao examinar os destroços da máquina, Thorne descobre uma carta de aviso escrita por LeRoi que afirma que a cidade vai "queimar". Tolliver, ainda inabalado pelo aviso, insiste que as celebrações devem continuar. Gordon confia com Bruce que acredita firmemente que uma força policial extra não seria suficiente para deter LeRoi e que só o Batman o poderia deter. Na Mansão Wayne, Bruce entra na batcaverna, e novamente assume a identidade de Bat-man. No dia da abertura da exposição, LeRoi prossegue com a sua operação. Ele invade a residência de Tolliver e rapta o presidente da câmara à mão armada, trazendo-o na sua nave aérea, chamada por ele de  "Ave de Rapina", LeRoi acompanha Tolliver a bordo do seu dirigível e apresenta o piloto robô do navio, Antonio. Na feira, muitos dos convidados, incluindo Thorne, Claypool e Bruce Wayne esperam impacientemente a chegada de Tolliver. Bruce ouve então um zumbido. No alto da feira, LeRoi monitoriza a exposição e mostra a um Tolliver perturbado como vai destruir a feira e a cidade: usando uma arma especial de raios solares. Em terra, todos já testemunharam o dirigível de LeRoi. Bruce encontra Julie e ambos sabem que algo terrível está prestes a acontecer. LeRoi dispara então a sua arma, que incendeia um pavilhão. Tolliver implora a LeRoi para poupar a cidade, mas LeRoi ignora-o e atira-o para fora do seu dirigível, enviando Tolliver para a morte certa atravessando a clarabóia do teto do salão da exposição. Bat-Man usa uma asa delta exposta para chegar ao dirigível, uma vez que o calor crescente dos incêndios o ajuda a alcançar o aeróstato .  LeRoi vê o Bat-Man e tenta fugir para longe dele, mas é detido pelo herói. Após destruir acidentalmente Antonio, empurrando LeRoi para cima dele, Batman e LeRoi levam a luta de sabres até ao casco do dirigível.  Os dois lutam de igual para igual, mas o piloto robô arruinado sobrecarrega os motores do dirigível, provocando a queda do aeróstato. Batman escapa enquanto LeRoi despenca para a morte junto com o dirigível em chamas que cai na baía de Gotham. Na sequência da devastação de LeRoi,  133 pessoas foram mortas, incluindo o Prefeito Tolliver. Na câmara municipal, Batman confronta Franklyn Claypool e revela que sabe que Claypool foi o benfeitor secreto de LeRoi. Depois de investigar o bairro  que foi deliberadamente destruído por LeRoi, Batman soube que Claypool era o proprietário dessa área. É então revelado que Claypool tinha planejado vender as propriedades agora mais valiosas, uma vez que o trabalho de LeRoi tinha sido feito para destruir a feira que tinha posto em risco o seu plano. Porém,  Claypool estava verdadeiramente arrependido da perda de vidas inocentes que tinha causado por ter conspirado com LeRoi, é acaba sendo preso pelo Comissário Gordon. Um tempo depois, Bruce leva Julie para a periferia da cidade para refletir sobre tudo o que aconteceu. Julie fala surpreendentemente a Bruce de que ela sabe que ele é o Batman. Ela conta que após ter sido salva pelo herói, ela reconheceu que ele era Bruce Wayne através dos seus olhos. Julie assegura a Bruce que o seu segredo será mantido em segurança e promete que irá apoiar a sua causa. Após um longo beijo, no final, o Batman continua a zelar por Gotham. Embora não seja tão impactante como sua antecessora Gotham City 1889, é um bom material que resistiu bem ao avanço do tempo, principalmente graças à arte do uruguaio Eduardo Barreto (1954-2011), que é o grande atrativo desta HQ, compensando um roteiro tão simplório! Foi republicado pela Editora Panini em  "Batman: Gotham 1889", de outubro de 2018.


Até+

PS: O "Submundo" agradece (mais uma vez) à espetacular colaboração do Elcio Abreu... Que pesquisou e redigiu esta imensa postagem em 3 partes cobrindo os principais lançamentos de 1992 (um ano bastante turbulento: mas que marcou época, pelo que vimos até aqui). E que venham as "Visões" de 93, 94, 95 e ALÉM , rs! Obrigado, Elcio!

29 comentários:

  1. Grande Leo e Elcio, blz? Que matéria, hein? Parabéns.

    Em retrospectiva, e com o olhar crítico atual, 1992 foi o "início do fim". Vê que a qualidade em geral dos gibis MARVEL/DC começa a decair nitidamente nesse final de ano, com Mcfarlane, Silvestri e cia dominando.

    Por exemplo, depois de Capitão América 162, e a Saga do Super Nova (que já era mediana, mas pelo menos divertia), nunca mais tivemos uma história boa de verdade com os Vingadores principais, cuja qualidade só volta após o famigerado Heróis Renascem. Não é a toa que a equipe passou a ser considerada do segundo escalão da Marvel depois de ficar praticamente uma década inteira nessa situação, tendo recuperado a moral mesmo apenas depois dos filmes.

    Enfim, digno de nota também é a lembrança da série Invictus, que trazia a nata do material clássico da DC, mas o burraldo aqui, quando decidiu "virar marvete" trocou tudo no sebo por gibis de gosto duvidoso da Marvel. Queria ter ainda na minha coleção, esse é um dos grandes arrependimentos que tenho como colecionador de gibis...

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    1. E aí, Guilherme... blz?

      Valeu mesmo por ter curtido este COMBO TRIPLO noventista do Elcio, amigo (esta já é a minha matéria preferida do ANO, rs)!

      E realmente, este foi mesmo o INÍCIO do FIM... a década de 90 ainda traria algumas ótimas surpresas (principalmente na linha Vertigo), mas nas revistas de linha Marvel/DC (super-heróis) a coisa vai ficar mto feia ainda (a ponto da Marvel praticamente ter falido no final dos 90)!

      O mais irônico e triste de tudo isso... é q NEM a Marvel e NEM a DC aprenderam NADA com a dura lição q os anos 90 lhes impuseram. Após uma fase bem dramática pra ambas as editoras, elas voltaram a se recuperar nos anos 2000 (apesar de ainda manterem títulos de baixíssima qualidade ofuscando uma minoria q era mto boa), mas CAGARAM tudo de novo de uns anos pra cá novamente: com excessos de lacração e outras babaquices q desagradam profundamente o leitor médio q não quer ver cartilhas militantes tomando o lugar de BOAS histórias (cada vez mais EXTINTAS). Ou seja: não aprenderam NADA com os erros do passado!

      E putz, TBM ratiei com a série Invictus... q tive a oportunidade de comprar uma vez a troco de banana e deixei passar (por pura bobeira: eu não queria formatinhos em P&B q não fossem do "TEX", kkk)!

      Abs!

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  2. opa...encerrando a materia, só me resta deixar meus parabens ao elcio pelo excelente trabalho...se for ver com carinho ainda tinha coisa boa por ali nos anos 90...nick fury era um espetaculo aquelas capas, apesar da historia mais ou menos...batman e dracula é um classico do morcego ( ou seria dos morcegos?)...o ultimo americano era interessante, ate porque na epoca qualquer coisa alem de marvel, dc, disney e monica era um luxo pra mim...e a editora globo caprichou em algumas coisas, tipo moonshadow, mundo sem fim e um gibi que eu adorava na época, que era o dreadstar do grande starlin...batman e juiz dredd foi o começo da era dos crossovers nas hqs...dali pra frente todo mes alguem de uma editora encarava alguem de outra editora, quase sempre com resultados bem abaixo do esperado...tipo capitao america e batman do byrne, que é uma bobagem sem noçao e o pior de todos, pra mim, demolidor e batman do ja esculachado por nós d g chichester...quanto ao quasar, meu deus do céu, que negocio ruim era aquele? nao tinha como dar certo mesmo...gruenwald em seu pior momento...nessa época eu comprava tudo que vinha na banca, ja que era barato pra caramba e qualquer trocado que meu pai me dava ja era convertido em hqs...pura nostalgia...agradeço pela materia que me trouxe otimas lembranças do meu velho que ja se foi ha tempos..mas deixou pra mim o gosto pela leitura...um abraço pra voces e um abraço pro meu paizao, onde quer que ele esteja...valeuuuu...

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    1. E aí, ajota... blz?

      Valeu mesmo por ter curtido a mega-postagem do Elcio... Ano q vem tem MAIS, rs!

      E realmente... Nem precisava peneirar mto pra encontrar coisa boa nos anos 90: Hj em dia, por exemplo, é mto mais difícil encontrar material bom nas bancas (entre o material moderno, é claro)!

      "Batman X Drácula" eu não tenho... e lamento mto nunca ter sido republicada (eu queria mto ter esse material). "Dreadstar" eu só fui ler há poucos anos, qdo a Devir publicou a "Odisséia da Metamorfose", e depois segui com as edições da Mythos e busquei 2 GN da Globo em sebos (adorei essa série: Obra-prima do Starlin)!

      "Batman X Dredd" é mto bom... Gostei de todos os crossovers da dupla (tenho os 3 da Abril e o 4º q saiu pela Mythos)! Já o "Quasar" eu nunca fui com a cara dele (preferi passar longa da edição da Salvat tbm, hehe)!

      E fico feliz em saber o qto este tipo de postagem nos traz boas lembranças... Vc teve o privilégio de ter vivido bons momentos com o seu pai, isso é mto importante: O meu morreu mto cedo (qdo eu tinha 1 ano) e nem cheguei a conhecer. Eu vou me esforçar pra chegar pelo menos aos 80 (pra qdo eu me for, meu filho ter uns 30 anos e poder guardar as melhores lembranças de mim tbm, rs)!

      Abs!

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    2. ""Batman X Drácula" eu não tenho... e lamento mto nunca ter sido republicada (eu queria mto ter esse material)."

      No caso é uma trilogia:
      Chuva rubra, tempestade de sangue e bruma escarlate.
      Só tenho a 1a parte e curti. Esses elseworlds mais antigos tem despertado mais meu interesse do que o material que tem saído em Black Label. Mas ano que vem sairao obras interessantes como Suicide Squad - Get Joker e Suicide Squad - Blaze. Dei uma checada por scans e achei a arte muito boa. Já The Knight do Zdarsky , One Dark Knight do Jock e Dark Knight of Steel do Tom Taylor deixarei passar, acho que quando sairem aqui vao custar uma nota preta, mas nao valem.o investimento.

      Criaram tambem outra revista pro Morcego, a tal de Batman Urban Legends, só o fato de ser nela que colocaram essa ideia de merda do Tim Draje ser bi, já me fez boicotar a revista. O Damian wayne é outro que tá perdido, colocaram um uniforme preto e horrendo pro moleque usar. Mas há alguns materiais que parecem promissores , o Garth Ennis está escrevendo uma minisserie do Pacificador (acho que ja deu pra perceber que k grupi tá em alta, né?) Rsrsrss

      Como leitor do Batman, e saudosista dos anos 80 e 90. Tenho notado que maioria das histórias do personagem, já não possuem o mesmo.brilho de outrora. Ainda há gente boa trabalhando com ele, mas não tem sido mais algo contante como antes. O Ivan Reis chegou até a desenhar umas historias, mas não ficou fixo no título. E faz tempo que algum escritor se ocupou com o personagem pra escrever um run longo e sólido. Acho que o último que ficou por um longo período escrevendo historias boas com ele, foi o Peter Tomasi, não coloco o Snyder, Tom King e Tynion IV nesse meio, porque acredito que eles dividam opinioes.

      Hoje o Batman tá "pobre ", sem Alfred, sem uma equipe de desenhistas e roteiristas fixos que trabalhem pra entregarem algo que pareça novo ou que não seja uma reciclagem de ideias batidas e que preste. Resta saber se o tal do Chip Zdarsky vai durar e ter um run longo e conciso.

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    3. "O meu morreu mto cedo (qdo eu tinha 1 ano) e nem cheguei a conhecer. Eu vou me esforçar pra chegar pelo menos aos 80 (pra qdo eu me for, meu filho ter uns 30 anos e poder guardar as melhores lembranças de mim tbm, rs)!"

      A foto e as discussoes aqui nos comentarios, as vezes me fazem esquecer que tu já tem 50 anos rsrrsrs. Vida longa e próspera, Comandante Leo

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    4. "No caso é uma trilogia: Chuva rubra, tempestade de sangue e bruma escarlate."

      Bem lembrado, L...

      Eu tinha me esquecido dessas outras 2 partes... Acho q passei batido por elas por não ter a 1º (Chuva Rubra), q era a q mais me interessava!

      Essa fase foi boa pro "Batman", né? Ele tinha bons crossovers... esses com o "Drácula", "Juíz Dredd", "Predador", etc. BEM melhor do q hj em dia, onde ele faz crossover com "Fortnite" e outras tranqueiras do tipo, kkk!

      "só o fato de ser nela que colocaram essa ideia de merda do Tim Draje ser bi, já me fez boicotar a revista."

      Pô, não sabia dessa... Até o Tim resolveram tirar do armário? Realmente, essa "NOVA ordem mundial" NÃO é pra mim: Não me considero conservador, mas tbm tô de saco cheio dessa agenda da lacração (q não tem capacidade de criar NADA novo e vive apenas pra desconstruir os personagens já existentes - apenas como "desaforo" pra quem pensa diferente deles). Por essas e outras, q tenho evitado cada vez mais os materiais atuais da Marvel/DC (quero ler BOAS histórias, e não panfletos lgbtxyz feitos apenas pra "causar", rs)!

      "Garth Ennis está escrevendo uma minisserie do Pacificador (acho que ja deu pra perceber que k grupi tá em alta, né?) Rsrsrss"

      Pois é... Tô ligado nessa. Aliás, tenho q comentar q o ENNIS parece finalmente estar ganhando mais holofotes pela Panini, já q além de "Pacificador" e "Batman - Reptiliano" (ambas serão comentadas futuramente aqui no blog), ele TBM já tá com 2 TIJOLÕES do "HITMAN" anunciados quase q juntos (uma OVERDOSE do Irlandês beberrão, rs)!

      Abs!

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    5. "A foto e as discussoes aqui nos comentarios, as vezes me fazem esquecer que tu já tem 50 anos rsrrsrs. Vida longa e próspera, Comandante Leo"

      Brigadão mesmo, L...

      Na verdade, eu tenho 49... Mas faço cinquentinha daqui a exatos 10 DIAS, hehe!

      Já pedi de presente pra patroa o "TEX OMNIBUS"... e da minha parte vou me auto-presentear com um COMBO quíntuplo de gibis: "Justiceiro" (Marvel Knights), "Hitman", "As Tiras do Aranha 3", "Frank Miller OMNIBUS", e "LJA do Pérez" (vai ser RANCHO de TIJOLOS no site da panini, kkk)!

      Abs!

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    6. "Essa fase foi boa pro "Batman", né? Ele tinha bons crossovers... esses com o "Drácula", "Juíz Dredd", "Predador", etc. BEM melhor do q hj em dia, onde ele faz crossover com "Fortnite" e outras tranqueiras do tipo, kkk!"

      Boa observação, eu me esqueci disso, visto que tenho 0 (zero) interesse por esses crossovers atuais. Alguns achei ruins como.os 2 crossovers que ele tem.com o Spwan. Mas outris como o do Predador e Justiceiro são divertidos.

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    7. Esses crossovers modernos são uma desgraça mesmo, L...

      DC & Hanna-Barbera... Fortnite... Puta q o pariu, né?

      Abs!

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  3. A maior parte da Abril chegava aqui menos o Aranha Anual que só conseguiu via Salvat e o .batman e juiz dredd que saiu pela Meriberica em formato fb sc.Eram outros tempos.

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    1. E aí, Optimus... blz?

      Naquela época era tudo mais difícil mesmo pra gente ter acesso, não é?

      Pra vc ver como são as coisas... Hj em dia eu tenho comprado bastante coisa de Action Figures pelo Ebay e Amazon internacional e tem sido tudo mto simples e fácil (e barato tbm: tem me saído mais em conta comprar coisas da Espanha, EUA, e Inglaterra, do q aqui mesmo no Brasil, rs)!

      Abs!

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  4. Fala aí Leo!

    Cara essa coluna "Visões de..." são realmente verdadeiros tratados sobre os quadrinho do ano em questão. Nos anos 90, eu já estava colecionando não com o mesmo planejamento e criteriosidade de hoje em dia. Mas já mantinha a maioria das edições que comprava, ao contrário de quando menino tinha o hábito de trocar as revistas nos sebos.

    Na década de 90 achei muito oportuno a Abril publicar edições anuais como era rotina nos EUA. Essa edição do Aranha trouxe o teioso pelas mãos do Michelinie e de um jovem promissor Todd McFarlane, que viria se tornar um dos maiores magnatas dos quadrinhos controlando sua própria editora e criando um personagem que se expandiu pra vária mídias, como animações, filmes pra cinema, games e action figures que é o Spawn. Personagem esse que tentei consumir o material, mas que simplesmente não consegui achar qualidade nas suas histórias.

    Então é isso amigos. Parabéns de novo ao ELcio e obrigado a vc e ao comandante Leo por nos proporcionar essa verdaderia enciclopédia sobre o mercado de quadrinhos no ano de 1992.

    Valeu, um abraço!

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    1. E aí, LEPM... blz?

      Bem nessas, amigo... Essa coluna do Elcio bem q poderia ser compilada num LIVRO mesmo, de preferência cobrindo toda a década de 90. Pois acho injusto essa década levar uma má-fama q tem pelas lembranças de coisas ruins q se destacaram mais do q deviam nos anos 90 (a começar pela famigerada "Era Image"). A década de 90 teve MUITA coisa boa tbm, e esta série de matérias do Elcio comprovam e ressaltam bem isso, rs!

      Eu recomecei minha coleção de gibis a partir de 1995... assim, este começo dos 90 ainda foi um período meio nebuloso pra mim, já q não acompanhei de perto a chegada dessas HQs e seu impacto imediato no mercado nacional. Tudo q eu tenho do início dos anos 90 são gibis q peneirei nos sebos mesmo OU em republicações de encadernados!

      Tbm tentei, mas NÃO consegui gostar do "Spawn", hehe... Cheguei a comprar os 12 primeiros números da Abril e até já passei adiante (não é a minha praia mesmo, rs)!

      Concordo contigo sobre as edições "ANUAIS" da Abril, q eram os meus ALMANACÕES favoritos: por trazerem sagas completas em edições q tbm serviam pra adiantar a cronologia (a exemplo do "Aranha Anual 5", q trouxe aquela loooooonga saga do "Ratus")!

      Fico feliz q vc tenha curtido este COMBO de postagens do Elcio... e saiba q ele já anda trabalhando na próxima (q vai ao ar no ano q vem, rs)! Obrigado mesmo!

      Abs!

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  5. Oi Leo!
    Agradeço mais uma vez a oportunidade de poder expor minha idéia aqui no Blog através do "Visões"!
    Agradeço a todos que prestigiaram a matéria, e expressaram seus comentários!
    A opinião de vocês é muito importante, é graças a elas que saberei se estou no caminho certo, e os erros que preciso corrigir!
    Meus agradecimentos ao Leo, por deixar expor minhas idéias em seu Blog, e em especial ao Guilherme; ao Francisco Araújo; ao Roberto Xavier; ao L; ao LEPM;, ao Celso Lopes; ao Optimus Primal; ao Scant; ao Aleph;ao Marcelo Castro Moraes; ao Gustavo Basso; ao Renato França; ao Mauropresley, que me alertou sobre o erro que cometi sobre a encadernação de "Capitão América-As Primeiras Histórias"; e a todos que leram e acompanharam minha matéria mesmo sem expor seus comentários em relação a ela!
    Ainda pretendo resgatar muitos fatos e publicações desta época para serem relembradas, e prescrutando "O Visões de 1993", ele será mais enxuto em matéria de publicações, com menos títulos, mas não deixará de ser especial, pois já se iniciará com um acontecimento muito especial para os fãs de HQs que causou uma grande revolução na época, e também começará a desenhar um mosaico que se prolongou por toda a Década de 90, além de ser o primeiro passo para de fato para entrarmos na polêmica década de publicação de HQs, quando então teremos duas edições muito importantes que são fortes representantes deste período!
    Outro fato marcante em particular deste ano, será o fato de que a maioria das publicações deste período estão esquecidas no tempo, e dificilmente serão republicadas novamente, o que torna este ano em matéria de publicação de HQs ainda mais do que especial!
    Será mais uma viagem incrível ao passado, em mais um ano muito especial, talvez até mais marcante do que foi este ano de 1992!!
    Abraços a todos!!

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    1. Élcio, parabéns e muito obrigado por seu trabalho maravilhoso quanto aos quadrinhos publicados no Brasil. Uma verdadeira sessão nostalgia, de ótimas lembranças.

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    2. "Meus agradecimentos ao Leo, por deixar expor minhas idéias em seu Blog, e em especial ao Guilherme; ao Francisco Araújo; ao Roberto Xavier; ao L; ao LEPM;, ao Celso Lopes; ao Optimus Primal; ao Scant; ao Aleph;ao Marcelo Castro Moraes; ao Gustavo Basso; ao Renato França; ao Mauropresley, que me alertou sobre o erro que cometi sobre a encadernação de "Capitão América-As Primeiras Histórias"; e a todos que leram e acompanharam minha matéria mesmo sem expor seus comentários em relação a ela!"


      Esse L sou eu, ou outro? Kkkkk de qualquer forma, obrigado.

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    3. Oi Eduardo Mendes!
      Obrigado pelo elogio! Fico feliz que você tenha gostado da matéria, e tenha tido grandes recordações desta época, hoje já tão distante!! Realmente nós vivemos um era de ouro de publicações de HQs no Brasil, uma período único, onde basta olharmos para uma capa de publicação da época que já temos um turbilhão de memórias vindo à tona!
      Era uma época "mais inocente", mas ao mesmo tempo "mágica", onde tudo era novidade e descoberta, ao contrário de hoje que ja sabemos previamente o que vai sair e se tivermos curiosidade podemos até conferir uma versão digital do material antes de comprar.
      Naquele tempo era tudo na raça mesmo, tinha de pagar para ver, ou se tivéssemos sorte, alguém para emprestar e conferirmos se valia a pena ou não comprar!
      Todos os dias podíamos ir nas bancas que havia novidade além de jornais; e quão emocionante era esperar a revista Playboy chegar para sabermos quem era a musa da capa!
      Vivemos uma época única, especial em muitos sentidos, e presenciamos grandes acontecimentos e transformações da História da humanidade nestes últimos 30 anos!
      À medida que os anos forem avançando "O Visões" irá recordando estas transformações passo a passo e lado a lado com os lançamentos de HQs da época!
      Pra quem gosta de HQs, cultura pop, cinema, geopolítica, e uma pequena dose de política brasileira, continue acompanhando o Blog do Submundo HQ que uma vez por ano nós vamos fazer uma intensa viagem ao passado!
      Abraços!

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    4. "Agradeço mais uma vez a oportunidade de poder expor minha idéia aqui no Blog através do "Visões"!

      Eu e os demais leitores do "Submundo" é q agradecemos, Elcio... Pelo seu extenso trabalho de pesquisa e dedicação ao tema. É realmente um privilégio pro blog compartilhar uma matéria desse porte (e com periodicidade anual ainda por cima: q nem um "TEX Gigante", hehe)!

      E pelo q falaste acima, o "Visões de 93" promete pro ano q vem, hein? Estaremos aqui no aguardo então, amigo! E mais uma vez, obrigado por ter escolhido o "Submundo" pra publicar seu trabalho!

      Abs!

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    5. "Esse L sou eu, ou outro? Kkkkk de qualquer forma, obrigado."

      Imagino q vc seja vc mesmo, kkk...

      Abs!

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  6. Fala Léo!
    Parabéns à vc e ao Elcio, pela publicação desta "reportagens", com muito embasamento e pesquisa, além de uma grande dose de tempo na pesquisa!
    abs

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    1. Oi Victor!
      Agradeço seu elogio!
      Embora eu seja muito prolixo ao escrever, tenho de confessar que a parte da pesquisa é o que há de mais legal em fazer a matéria!
      O curioso é que eu seleciono a publicação, e muitas vezes ela puxa uma fato novo, se interliga com outra, etc.
      Eu costumo dizer que é algo "predestinado", porque todas as minhas pesquisas sobre os títulos da matéria fluem de forma tão fácil, que parece que era para ser desta forma mesmo, tudo já está ali pronto para ser escrito, montado e publicado!
      Nestes três anos fazendo o "Visões", eu aprendi e conheci muita coisa, seja sobre sagas, bastidores de criação, pilantragens editoriais, curiosidades,etc.
      É uma imersão total, uma viagem muito prazerosa e catártica no mundo das HQs, aliada a uma boa dose de nostalgia!
      Abraços!

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    2. Valeu mesmo, Victor...

      Ano q vem tem MAIS, amigo... hehe!

      Abs!

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    3. "Eu costumo dizer que é algo "predestinado", porque todas as minhas pesquisas sobre os títulos da matéria fluem de forma tão fácil, que parece que era para ser desta forma mesmo, tudo já está ali pronto para ser escrito, montado e publicado!"

      E aí, Elcio... blz?

      Só pra fazer um adendo à esse seu comentário... É exatamente assim comigo tbm, amigo: quase 11 ANOS de blog e a sensação q eu tenho ao escrever qq matéria é bem assim: Parece q ela se escreve sozinha e eu só digito no teclado e seleciono as imagens!

      Por exemplo... O título da minha postagem-tributo ao Adams e Pérez veio automaticamente: "O Bravo e o Audaz" (te juro q não levei uma fração de segundos pra pensar nesse título, ele simplesmente VEIO e eu sabia q caberia como uma luva à matéria, já q AMBOS os artistas trabalharam no título "The Brave and the Bold" e ficou uma puta referência aos 2!

      É quase uma SIMBIOSE entre quem escreve e a matéria a ser escrita, kkk!

      Abs!

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  7. Fala Elcio e Léo, infelizmente terminou a trilogia " Visões 1992 ", Léo, bem que poderia antecipar os próximos artigos, são muito bons de ler e relembrar aqueles loucos anos noventa, como sugeriu um colega nos comentários, lançar num formato de livro seria uma ótima opção, sem querer ser puxa-saco, os textos do Elcio, são muito bem elaborados, tanto a resenha das hqs, quanto o contexto da época, mas paciência, resta aguardar o " Visões 1993 ". 1992 foi o ano que oficialmente me tornei colecionador de hqs, nessa época só comprava a revista solo do Wolverine, Conan, SAM, as Graphics, e as edições especiais, minha coleção decolou mesmo a partir de 1994 até 1998, a economia estava estabilizada e consegui comprar coleções inteiras, no auge da minha coleção, tive quase seis mil hqs em 2005, depois me afastei do mundo das hqs, por causa da faculdade e sem querer querendo virei pai, e na época trabalhava e tinha terminado a faculdade, precisei levantar dinheiro pra construir, e infelizmente tive vender minha coleção, na época foi um bom dinheiro, me ajudou bastante, mas me doeu ver minhas hqs indo embora, fiquei um bom tempo afastado e em 2012, voltei a colecionar, atualmente minha coleção é modesta, mas aos poucos estou conseguindo recuperar muito material, mas o que estou querendo dizer com esse meu relato é que, artigos como esse, nos mostram que os gibis não são só entretenimento, mas fazem parte da nossa história vida, podemos sair do mundo dos gibis, mas o mundo dos gibis nunca sai da gente, e mais uma vez parabéns ao Submundo por nos proporcionar essa viagem no tempo. Abraços.

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    1. E aí, Francisco... blz?

      Brigadão mesmo por ter curtido esta série de postagens do Elcio... Mas não tenho como antecipar as demais, pq elas não estão prontas, hehe. Imagino q recém o Elcio deva começar a estruturar o "Visões de 93" pra ir pro ar no ano q vem. Mas a ideia seria ótima de reunir todas as matérias de "Visões" cobrindo a década de 90 inteira (e ainda transformar em LIVRO depois - seria um documento único sobre os anos 90)!

      Lançar um livro hj é mais fácil do q há alguns anos atrás, pois tenho certeza q atingiria a meta no Catarse (ou outra plataforma do tipo). Eu faria uma ampla divulgação aqui no blog e em outras redes sociais tbm. É um projeto q emplacaria com certeza!

      "artigos como esse, nos mostram que os gibis não são só entretenimento, mas fazem parte da nossa história vida, podemos sair do mundo dos gibis, mas o mundo dos gibis nunca sai da gente"

      Perfeita essa frase, amigo... É bem isso aí mesmo: Os gibis nos trazem lembranças (boas ou não tão boas) de momentos e fases da nossa vida. As lembranças boas nos fazem sorrir e relembrar aqueles momentos bons como se estivéssemos de fato viajando no tempo. E mesmo as lembranças não tão boas tbm nos fazem refletir sobre os nossos aprendizados de vida. Enfim, os gibis estão mesmo enraizados na gente, rs!

      Obrigado pelo seu relato tbm... Me identifiquei bastante, pq tbm tive um longo período de afastamento dos quadrinhos (entre 1985-1995) e mesmo hj eu tbm passo dificuldades pra conseguir LER tudo aquilo q compro (já q trabalho e filho pequeno demandam mais do nosso tempo e atenção, hehe)!

      Abs!

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  8. Parabéns, Élcio e Leo, por essa grande matéria sobre as publicações no ano de 1992.
    "A teia do Aranha" foi uma revista que iniciou com uma proposta excelente e foi se perdendo em relação à formato é fases. Eu cheguei a ter as 3 primeiras, formato magazine, e alguns números perdidos no formatinho. Mas, era uma revista bem difícil de encontrar. Principalmente para garotos sem dinheiro que dependiam de ganhar ou conseguir na base da troca.
    Para o ano de 1993 já antevejo coisas como "Encontros Marvel & DC" esses foram os primeiros gibis que me fizeram juntar moedinhas para ir comprar na banca. Na época eu tinha como meta conseguir o encontro "Super-Homem e Homem-Aranha" e quando foi anunciada essa republicação fiquei em êxtase. RS
    Uma boa semana para todos.

    ResponderExcluir
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    1. Valeu mesmo por ter curtido a mega-postagem do Elcio, Roberto...

      Uma curiosidade ocorreu comigo em relação à "Teia do Aranha"... Qdo eu voltei a colecionar HQs em 1995, a 1º revista q me chamou atenção na banca foi a "Teia" 65, com o "Dr. Destino" na capa:

      http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/ShowImage.aspx?id=8533&path=abril/t/tea0301065.jpg

      Comprei na hora (até por fã xiita do "Destino")... Mas me faltavam TODAS as 64 edições anteriores. Pra minha sorte, um sebo tinha acabado de ser inaugurado aqui em POA na época e eu fui o 1º cliente desse sebo (vi o anúncio procurando gibis nos classificados de um jornal local). Chegando na loja, ganhei uma baita promoção por ser o 1º cliente do sebo: O dono do local viu q eu me interessei pela "Teia" e tinha a coleção completa em perfeitíssimo estado de conservação. Aí ele me deixou levar a coleção TODA por 1 real cada exemplar (menos os 4 primeiros, q ficaram 10 reais cada por serem em formato magazine). Deixei um cheque com ele e voltei no dia seguinte com um MOCHILÃO pra levar os gibis, rs!

      Mantenho elas até hj na estante... bela coleção!

      Abs!

      Excluir
    2. "...Chegando na loja, ganhei uma baita promoção por ser o 1º cliente do sebo: O dono do local viu q eu me interessei pela "Teia" e tinha a coleção completa em perfeitíssimo estado de conservação. Aí ele me deixou levar a coleção TODA por 1 real..."
      Que sorte!
      Entre todos os títulos da editora Abril "Homem-Aranha" e "A teia do Aranha" são os únicos que não me restaria caso tivesse conseguido colecionar. O personagem teve três décadas de estórias em alto nível. Lembro da fase Roger Stern e Ron Frenz. Pra mim era a melhor fase depois do Stan Lee e John Romita. Pena que a galera Image colocou o nível lá embaixo com suas artes extravagantes e desproporcionais.

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