03/05/2022

"Visões de 1992" (Parte 1): O Mercado de HQs no Brasil Há 30 ANOS Atrás...

(Texto do Elcio - em mais uma espetacular colaboração pro "Submundo", rs): O ano de 1992 foi um ano intenso e caótico no Brasil! Hiperinflação descontrolada e denúncias de corrupção fazem ser instaurado um processo de impeachment contra o Presidente Fernando Collor - o 1º eleito democraticamente depois de 25 anos. Milhares de jovens chamados de "Caras- Pintadas" saem às ruas do país com faixas e cartazes pedindo a saída do presidente do cargo. Em 29 de dezembro de 1992, Fernando Collor renuncia à presidência da República, horas antes de ser condenado pelo Senado por crime de responsabilidade, tendo seus direitos políticos suspensos por 8 anos.

1992 também foi o ano do lançamento da tão aguardada sequência do filme "Batman" de 1989: "Batman - O Retorno"! E nos EUA estreava a série animada: "Batman - The Animated Series", de Bruce Timm e considerada uma obra-prima da animação, sendo muito cultuada pelos fãs até hoje! No Brasil, infelizmente, as coisas não estavam tão bem para o Cavaleiro das Trevas, e mesmo com tantas publicações dele chegando às bancas, o personagem sofre uma pesada baixa com o cancelamento abrupto de sua revista mensal em formato americano!

Confira abaixo o mês-a-mês deste turbulento ano nas bancas (By Elcio):

Janeiro:

Superaventuras Marvel nº 115: Roteiro de Ann Nocenti, e arte de John Romita Jr. História publicada originalmente em "Daredevil nº 266", de maio de 1989. O Demolidor bebe num bar  sozinho na véspera de Natal. Os outros fregueses que ali se encontram compartilham histórias de solidão, desgosto e arrependimento. Uma sedutora atendente do lugar não é o que parece. Ann Nocenti no seu melhor momento na revista do herói, trazendo algo como um sonho estonteante e positivamente deslumbrante!

Homem-Aranha nº 103: Roteiro de Gerry Conway, e arte de Sal Buscema. Histórias publicadas originalmente em " Peter Parker, The Spectacular Spider-Man n° 137, e nº 138, de abril e maio de 1988. O Homem Aranha encontra o novo Tarântula, um agente do governo de seu país que caça imigrantes ilegais de seu país Delvadia nos EUA com o aval do governo americano para assim manter relações cordiais com os países da América do Sul. O novo Capitão América (John Walker) é designado para trabalhar com o Tarântula, e eles entram em conflito com o Homem-Aranha, que viu um funcionário do Clarim Diário ser morto pelo vilão, pelo fato de ser um imigrante ilegal e se recusar a voltar a seu país de origem. Em seu clímax o Homem Aranha e o Tarântula acabam se enfrentando de forma definitiva, enquanto Walker se recusa a intervir. O Homem-Aranha derrota o vilão, que é deportado para seu país natal. Walker posteriormente conversa com seus próprios superiores e descobre que um agente do governo americano chamado Gullivar South estava trabalhando sem autorização oficial para apoiar o país sul-americano. Nocauteado pelo novo Capitão América , o  corrupto agente ouve do próprio Capitão América que "a bandeira que ele usa deve inspirar as pessoas, não instilar medo!" Meses depois da morte do Tarântula original, o Capitão Luis Alvarez foi contratado pela mesma ditadura repressiva de Delvadia, um país sul-americano, para substituí-lo como o equivalente do país ao campeão fantasiado dos Estados Unidos: O Capitão América! Alvarez foi injetado com drogas que deram a ele força aprimorada, além de ser um exímio combatente corpo a corpo. Esta história é uma crítica ao "Immigration Reform and Control Act of 1986", polêmica Lei de Imigração e Reforma aprovada pelo Presidente Ronald Reagan em 1986, que alterou  a lei de imigração dos Estados Unidos, tornando ilegal a contratação de imigrantes ilegais  e estabelecendo penalidades financeiras, além de outras para as empresas que empregassem imigrantes ilegais. A lei também legalizou a maioria dos imigrantes sem documentos  que chegaram ao país antes de 1º de janeiro de 1982. Todos os imigrantes sem documentos são chamados de "imigrantes ilegais", pois essa era a nomenclatura comum para aqueles que entraram nos Estados Unidos ilegalmente na época em que esta história foi escrita. Como tal, deve ser considerada uma referência atual que reflete as sensibilidades da época. Desde então, a adoção do termo menos abrasivo de "Imigrante Indocumentado" passou a ser de uso comum. Esta história faz parte da saga "Capitão América Nunca Mais", republicada pela Editora Panini em duas partes em 2021. Porém, estas duas histórias não fazem parte dos encadernados saídos no Brasil, porque estes seguem o encadernado americano"Captain America Epic Collection: The Captain", que não traz estas histórias originalmente. Talvez caso um dia saia uma versão omnibus desta saga isso venha a acontecer! A arte de Sal Buscema começa a ficar decadente, bem distante da época em que ele desenhava as revistas do Incrível Hulk, época em que se consagrou!

Batman Anual nº 02: Edição especial com 164 páginas. O Olho de Quem Vê: Roteiro de Andrew Helfer, e arte de Chris Sprouse.História publicada originalmente em "Batman Annual n° 14', de dezembro de 1990. Após o primeiro ano de Batman como vigilante, Gotham City é atormentada por um serial killer "especializado" em matar idosos. O criminoso acaba sendo identificado como o cirurgião Rudolph Klemper, que apesar dos melhores esforços de Batman, Capitão James Gordon, e do promotor Harvey Dent acaba absolvido em seu julgamento. Isso perturba profundamente Harvey Dent, especialmente quando Klemper explica que os assassinatos foram dirigidos por "Little Rudy" - uma personalidade dividida que lhe permite dissociar-se de toda a culpa e manter a compostura perfeita em qualquer interrogatório. Pouco depois de sua absolvição, Klemper é morto por uma explosão inexplicada dentro de sua própria residência. Vários dias depois, Batman, Gordon e Dent codificam sua aliança e concordam em melhorar sua rede de informações, para que as muitas apreensões de Batman possam navegar melhor no sistema judiciário. Essa aliança deu frutos rapidamente, permitindo até que o trio prendesse o chefão da Máfia, Vincent Moroni . Mas, apesar desses sucessos, Batman fica cada vez mais desconfiado do estado mental de Dent, especialmente quando Dent começa a sugerir que eles plantem evidências e matem os suspeitos. Na verdade, Dent possui uma personalidade dividida, nascida de um "jogo" de infância em que seu pai jogava uma moeda para decidir suas surras, e para lidar com o abuso, essa personalidade ficou violentamente amoral, acreditando no "jogo" manipulado desde o início. Apenas quando se tornou adulto Dent e "herdou a moeda de seu pai", ele viu a moeda de fato como ela sempre foi descobrindo que ela tinha dois lados iguais, uma maneira de seu pai sempre justificar os espancamentos. Vindicado por isso, sua personalidade alternativa agora atormenta seus sonhos quase todas as noites; no entanto, Dent insiste em carregar a moeda como um amuleto da sorte, acreditando ser mais forte do que seu trauma. Enquanto isso, Moroni e o traiçoeiro assistente  Adrian Fields tentam adiar o julgamento de Moroni, sem sucesso; até mesmo um assassino se mostra inútil quando a personalidade alternativa de Dent assume o controle e o derrota violentamente. Resignado ao julgamento e provável condenação, Maroni pede um último favor a Fields: que alguma arma seja plantada no tribunal para que ele possa se vingar pessoalmente. No dia do julgamento, Fields coloca uma garrafa com ácido para Maroni, que joga o líquido sobre o promotor desfigurando uma parte de seu rosto durante o interrogatório; imediatamente após o incidente, Maroni é baleado e morto pelos oficiais de justiça. Enquanto Dent se recupera de seus ferimentos no hospital, sua esposa Gilda traz para ele o Dólar de prata com duas face iguais como um sinal de conforto e sorte. Infelizmente, a moeda apenas inspira Dent a finalmente soltar a sua personalidade obscura, sem lei e sem escolha sendo esta última usada apenas no "momento certo": Quando a face manchada da moeda (causada pelo ácido de Moroni) surge durante um lance. Depois de uma visita secreta de Batman que confirma que Fields deu o ácido a Moroni, Dent foge do hospital e ataca Fields em sua própria casa. Apesar da intervenção de Batman e ofertas de informações sobre os criminosos de Gotham (o suficiente para "controlar metade do submundo") de Fields, Dent mata Fields e foge, deixando Batman gravemente ferido. Depois de se recuperar e aprender sobre o passado de Dent com Gordon e Gilda, Batman persegue Dent até a clínica psiquiátrica onde agora Dent vive. Lá, Dent,  agora chamando a si mesmo de "Duas Caras" - ressuscitou seu velho jogo: se a moeda vier com o lado limpo para cima, seu pai viverá; se vier com o lado da cicatriz para cima, ele morre. Quando a moeda vem com o lado limpo para cima, Dent pacificamente se rende a Batman e é levado para o Asilo de Arkham para Criminosos Insanos. Vários meses depois, os médicos de Arkham usam cirurgia plástica para reparar as cicatrizes de Dent como parte da terapia de Dent. O processo inicialmente parece ser um sucesso, e o próprio Dent começa a ter esperança de ter uma vida normal novamente. Sem aviso, no entanto, a personalidade alternativa de Dent ressurge e o força a reabrir as cicatrizes, lembrando-o de que eles não têm "escolha. Nenhuma escolha". No filme "Batman-O Cavaleiro das Trevas" (2008) o personagem Harvey Dent (Aaron Eckhart) menciona que sua moeda da sorte pertencia a seu pai, e ela possui os dois lados idênticos.Embora pare por aqui as referências já havia algo sombrio na personalidade de Harvey ligada à moeda, que se tornou totalmente amoral após a morte de Rachel Dawes! A Chegada do Engenheiro do Crime: Roteiro de Marv Wolfman, e arte de Jim Aparo.Histórias publicadas originalmente em "Batman n° 443 e nº 444", de janeiro e fevereiro de 1990. Uma onda de crimes misteriosos assola Gotham City, deixando a polícia completamente desorientada e colocando à prova toda a astúcia e habilidade de detetive de Batman. Os furtos e arrombamentos são comandados por um especialista, o misterioso Engenheiro do Crime. Tim Drake ainda se encontra em treinamento, uma vez que Batman não quer cometer o mesmo erro que cometeu com o Robin anterior Jason Todd; e coloca o garoto como observador de seus métodos de combate ao crime. Embora muitos pensem que Bruce Wayne "não trabalha", e deixa o comando de suas empresas nas mãos de Lucius Fox, isso não é bem verdade, já que o herói sabe tudo que acontece em suas empresas se mantendo atualizado diariamente. Aqui é apresentada pela primeira vez a Tanya fox, a esposa de Lucius Fox. A Editora Abril cortou uma página inteira da edição de nº 444! Estas histórias foram republicadas pela Editora Panini em "Batman - As Muitas Mortes de Batman e Outras Histórias", de julho de 2019, e em "A Saga do Batman nº 11", de fevereiro de 2022. Arco: Quando A Terra Morre! Roteiro de Marv Wolfman e arte de Jim Aparo.Histórias publicadsa originalmente em "Batman n° 445 a  nº 447" de março  à maio de 1990. Continuação da saga "As Dez Noites da Besta" (edição de luxo publicada pela Abril em março de 1989). Em Gotham City , Batman persegue o assassino conhecido como Slasher , e aproveitando do seu conhecimento especializado da cidade e seus arredores captura o assassino sem muito esforço e a noite chega ao fim. Enquanto isso, na Rússia , o departamento de polícia de Moscou está investigando o que parece ser a mais recente morte em uma série de assassinatos brutais. A notícia chega a Gotham por meio de um representante da Rússia, que conversa com o Comissário Gordon sobre os assassinatos cometidos pelo "NKVDemônio" , um aprendiz do KGBesta . O agente russo quer que Gordon convoque Batman e o envie em uma missão à Rússia para deter o criminoso, mas Gordon explica que não tem essa influência sobre o vigilante, porém sem o conhecimento deles, Batman está na saliência de um prédio vizinho escutando toda a conversa. Em sua identidade civil como Bruce Wayne, ele resolve fazer uma viagem  de negócios à Rússia. Chegando lá ele conhece Anna, sua "assistente sombra do governo", que irá ajudá-lo durante a viagem ao país. Batman sai em sua primeira noite para se acostumar com o ambiente, e depois de falar com o detetive Nikita Krakov, ele faz planos e arranjos para capturar o Demônio. Graças às informações fornecidas por Krakov, Batman atrai dois bandidos para um cemitério, onde ele os assusta e diz a um deles para dar ao Demônio uma mensagem em seu nome. Não muito depois disso, o criminoso descobre o local de encontro de Batman e se revela desafiando o homem que derrotou a Besta, seu mestre. O Demônio ataca o herói, e revela como ele foi treinado e como se tornou imune à dor graças aos esteróides fornecidos pelo KGBesta, permitindo que ele se torne a máquina de matar perfeita. Batman é incapaz de vencer o Demônio em seus próprios termos até porque o vilão é mais feroz e brutal que o KGBesta, mas isso não o preocupa porque o vilão não sabe que está cercado pela polícia. Quando Krakov e seus homens se revelam, O Demônio percebe que foi atraído para uma armadilha e escapa por um bueiro que se conecta aos esgotos. Batman é incapaz de deter o criminoso, sabendo que esta não é sua cidade e que O Demônio conhece todas as rotas de fuga, tanto quanto ele conhece o layout de Gotham. Sem saber o que fazer, Batman entra no bueiro, sabendo que o criminoso já está bem longe. Enquanto isso, durante o dia, ele passa seus dias como Bruce Wayne, lidando com a frente de negócios e com dois agentes do governo fazendo "a sua sombra"(vale ressaltar que esta história se passa antes da dissolução da União Soviética, em  26 de dezembro de 1991). Bruce encontra Vicki Vale , que está em uma missão fotográfica na Rússia e os dois jantam, que termina com a promessa de um encontro entre eles em Gotham. Naquele momento, Alfred informa a Tim que seu treinamento foi adiado e ele então pergunta sobre os pais de Tim, conforme instruído por Bruce. A mente dedutiva de Tim permite que ele deduza que há algo estranho em toda a situação. A Polícia de Moscou e Batman organizaram uma vigilância atenta do Estádio Lênin, onde outra das possíveis vítimas do Demônio está entre a platéia assistindo a uma partida de hóquei. Enquanto a polícia vigia a vítima, Batman investiga a área e acaba encontrando um dos jogadores morto nos armários, percebendo que o criminoso está escondido à vista de todos. Batman alerta a polícia, mas o aviso chega tarde demais, pois o Demônio mata sua vítima usando um disco de hóquei explosivo. Depois que sua missão é cumprida, ele dá início à sua fuga e depois de conseguir driblar os policiais, ele vai para a estação de metrô mais próxima, onde toma um trem e é seguido de perto por Batman. Lá dentro, O Demônio toma uma mulher inocente como refém e força Batman a pular do trem em movimento em troca da vida dela. A queda de Batman é dura e quando ele é encontrado pela polícia, ele é levado a um hospital para que seus ferimentos sejam tratados. No entanto, os médicos disseram ao chefe de polícia Nikita Krakov que o Batman aparentemente entrou em um estado catatônico auto-induzido para evitar mais danos ao seu corpo ("se desligando"). Assim que os médicos e a polícia deixam Batman sozinho no quarto do hospital, o Cavaleiro das Trevas se levanta e sai do local pela janela. Na noite seguinte, Batman se encontra com Krakov novamente, que fica chocado com a resistência e determinação do herói. Krakov então fornece a Batman o nome de outra possível vítima do Demônio e, desta vez, eles estão determinados a impedir o assassino. Durante um jantar internacional especial, a Polícia e o herói reforçam a segurança interna para impedir o Demônio. Tudo parece perfeitamente normal até que o local é atacado de fora por mercenários caindo de balões de ar quente. Krakov envia todos os seus homens para lutar contra os criminosos, mas Batman deduz que tudo isso faz parte do plano do Demônio, momento em que o assassino se revela como um dos convidados de dentro do jantar, onde está disfarçado, e atira em sua vítima. Embora o homem não morra e Batman se revela como outro convidado disfarçado e enfrenta o assassino. Batman e o Demônio lutam dentro do local e levam o combate até uma passarela superior, onde Batman usa sua corda para prender o braço do criminosos ao seu tal qual ocorreu com o KGBesta. Porém, os ferimentos dos confrontos anteriores com o Demônio, o impedem de lutar no auge de suas habilidades, e o criminoso leva a melhor no confronto novamente. Depois disso, o oficial Nikita Krakov diz a Batman que ele precisa manter suas atividades discretas para que os chefes não interfiram em seu trabalho. Batman retorna ao seu quarto de hotel, onde Vicki Vale  o espera. Bruce abre a porta, fingindo ter tirado uma soneca, e depois de um banho rápido, ele e Vicki saem para um passeio noturno em um parque próximo. Nesse ínterim, O Demônio continua sua sequência de mortes e mata mais duas pessoas de sua lista de vítimas, deixando apenas um último homem. Enquanto Bruce e Vicki falam sobre a situação atual da Rússia, Vicki lembra a Bruce que Mikhail Gorbachev fará um discurso no aniversário de Lenin, no mesmo dia do "Dia da Terra", que é um esforço para parar as atividades humanas que estão poluindo o mundo. Com essa informação, Bruce deduz quem é a última vítima na lista do Demônio (o Presidente Mikhail Gorbachev) e deixa Vicki sozinha, que furiosa  promete encontrá-lo em Gotham. Enquanto tudo isso acontece, o Demônio coloca uma bomba debaixo d'água, em algum lugar da cidade. À noite, Batman fala com Krakov e  sobre o próximo alvo do Demônio. No dia seguinte, a polícia e Batman fazem parte das medidas de segurança para o discurso de Gorbachev e quando a bomba do Demônio explode, cria uma distração perfeita para o assassino atacar Gorbachev. Batman deduz o plano de ação, e evita que o assassino reivindique sua última vítima. O último confronto é brutal quando o Demônio abre o corte no peito de Batman pela terceira vez, mas Batman quebra a mão dele. Batman então pega a arma do Demônio e a aponta para ele, assim como o Demônio remove o anel de segurança de uma granada. O Demônio é abatido a tiros por Krakov e os Oficiais de Polícia, fazendo com que seu corpo caia em cima da granada e explodindo  seu o corpo em chamas.Batman é poupado da necessidade de matar o próprio Demônio e Krakov permite que ele saia para evitar que as autoridades o detenham para interrogatório. Quando Bruce Wayne deixa a Rússia, ele diz a sua assistente Anna que já fez arranjos para começar um negócio em uma das fábricas que ela lhe mostrou e que ela deve ser promovida por sua ajuda. Enquanto o carro sai do hotel, Krakov observa de longe, com um sorriso que sugere o fato de ele ter deduzido que Batman é Bruce Wayne. Essa pode ser considerada a melhor saga do herói daquele ano, e uma das melhores em muitos anos pós-Crise! Roteiro enxuto e bem desenvolvido por Marv Wolfman (responsável pelo sucesso de Novos Titãs), e com a arte de Jim Aparo, o desenhista "definitivo" do herói, chegando inclusive a rivalizar com o clássico de Jim Starlin "As Dez Noites da Besta",e Batman no auge de suas histórias, antes das megassagas "forçadas e cheias de furos". Antigamente eram exploradas as habilidades especiais do herói adquiridas ao longo dos seus anos de treinamento, não só em artes marciais como também o uso delas na parte da meditação que permitia ao herói façanhas consideradas "lendas", mas que existem de fato, como essa do herói de "desligar" seu corpo para não sofrer danos internos durante a queda em alta velocidade, algo que monges Shaolin conseguem fazer dentre outras consideradas impossíveis! O verdadeiro nome do NKVDemônio é Gregor Dosynski, e ele de fato é morto nesta saga.Tempos depois surgiu um sucessor chamado Nicodemus, que lutou contra o Aquaman e foi morto na prisão, e posteriormente surgiu um terceiro que era um mercenário e guarda costas de um líder de gangues em Gotham City, mas morreu assassinado durante um tiroteio na saga "Jogos de Guerra", publicada em "Batman Edição Especial - Jogos de Guerra n°01", de julho de 2005 pela Editora Panini. Estas histórias foram republicadas pela Editora Panini em "A Saga de Batman nº 15", de junho de 2022! A capa da edição traz uma bela arte feita por Neal Adams. Esta foi a última edição do título com capa plastificada. Depois desta edição o título entrou em hiato por quase três anos!

Capitão América n°152: Roteiro: Mark Gruenwald, e arte de Tom Morgan.Histórias publicadas originalmente em "Captain America nº 335, e nº 336", de novembro e dezembro de 1987. O novo Capitão América (John Walker) e seu parceiro Bucky (Lemar Hoskins) continuam seu rigoroso treinamento  promovido pelo governo americano para estarem à altura de seus antecessores. Enquanto isso, numa pequena cidade do interior, um grupo de conservadores radicais conhecidos como "Cães de Guarda"incendeiam uma loja de produtos eróticos e matam o seu proprietário. Esse grupo é contra pornografia, educação sexual nas escolas, aborto,  evolucionismo, e mais o que eles consideram "imoral"! Embora simpatizante dos ideais do grupo, John Walker é enviado para a sua velha cidade natal com o objetivo de se infiltrar no grupo e prender seus líderes e financiadores, algo que ele executa com perfeição! Enquanto isso, descobrimos o paradeiro do antigo Capitão América Steve Rogers que anda pelos Estados unidos buscando um sentido para a sua vida, agora que abandonou seu antigo uniforme.Ele vai de encontro a um homem chamado Irmão Natureza, que verdade é um ecoterrorista que está despertando a fúria da população pelos seus atos em prol da natureza. Aparentemente o ecoterrorista possui superpoderes, e Steve Rogers tenta pará-lo para que ele não cause mais danos à sociedade em em prol de sua causa. Ao enfrentá-lo o ex-Capitão acaba o salvando de um perigo da natureza selvagem. Agradecido, o homem conta sua história, e Steve Rogers então descobre que pode lutar por uma causa sem ser um renegado indo contra os ideais do governo. A dupla Capitão América (John Walker) e Battlestar ( Bucky IV) foi mostrada na série de TV "Falcão e o Soldado Invernal", com Wyatt Russel como John Walker\Capitão América\Agente Americano,  e Clé Bennett como Battlestar. Essas histórias foram republicadas pela Editora Panini em "Marvel Vintage: Capitão América: O Novo Capitão América", de agosto de 2021.

Superalmanaque Marvel n°05: Edição Especial com 260 páginas trazendo a Saga A Queda dos Mutantes. "Máscaras":Roteiro: Louise Jones Simonson, e arte de  Walt Simonson.Histórias publicadas originalmente em " X-Factor n° 24 a n° 26, de janeiro a março de 1988. "Garras e Dentes": Roteiro: Louise Jones Simonson, e arte de Bret Blevins.Histórias publicadas originalmente em "The New Mutants n° 59 a nº 61", de janeiro a março de 1988. "Falsa Aurora":Roteiro Chris Claremont, e arte de Marc Silvestri.histórias publicadas originalmente em "The Uncanny X-Men n° 225 a nº 227", de janeiro a março de 1988. A Queda dos Mutantes já vinha sendo apresentada em forma de prelúdio na revista dos "X-Men", desde o final de 1991, e teve interligação com outros títulos da Marvel, e foi publicada de forma desconexa no Brasil. "Em Superaventuras Marvel nº 82" de abril de 1989, foi publicada o primeiro prelúdio da saga no Brasil em uma história do Demolidor, mas a Editora Abril fez modificações na história para retirar as menções à saga "Queda dos Mutantes". Ela começa de fato em "" X-Factor n° 24 ": Em 1988, as publicações dos mutantes era composta por três principais títulos, que, assim como "Massacre de Mutantes", dividiu suas páginas em um evento contínuo entre as revistas. Em "The Uncanny X-Men", Tempestade perdeu os poderes devido a uma arma neutralizadora criada por Forge ("X-Men nº 09", dejulho de 1989, da Editora Abril) e, mesmo assim, ainda se tornou líder dos X-Men. Em "X-Factor", o Anjo havia sido espancado durante as batalhas nos túneis Morlocks, em Massacre de Mutantes. Warren Worthington III teve suas asas amputadas e vivia um momento de depressão, que se tornou ainda mais sombrio quando seu avião foi sabotado, o que, aparentemente, causou sua morte. A equipe, que reunia os X-Men originais, também passava por um momento turbulento, e embora secretamente usasse a imagem pública do governo para salvar mutantes, o grupo entrou em atrito com os X-Men e com os Novos Mutantes. Tempestade vai para Dallas à procura por Forge, mas encontra Nazé, ancião xamã da tribo Cheyennes e mentor de Forge. Ele diz a Tempestade que Forge é aliado de uma entidade cósmica chamada Adversário e para salvar o mundo ela terá que matá-lo. Depois de quase matar Forge, Tempestade descobre que Nazé é na verdade o próprio Adversário, que a está usando. Os X-Men vão para Dallas, em busca de Ororo, e se deparam com o grupo governamental Força Federal (Freedom Force), e então uma grande batalha acontece aos olhos do público, com a participação de demônios, criaturas bizarras e neandertais.  Tanto os X-Men quanto a Força Federal estranharam essa “participação surpresa” e uniram forças para investigar tal fenômeno. Mais tarde, é revelado que tais criaturas vieram para a Terra por culpa de Forge, que com seus rituais místicos indígenas, invocou por engano estes seres durante a Guerra do Vietnã, para vingar os colegas que morreram. Para conseguir enviar os demônios de volta ao lugar de origem, Forge vence o vilão "Adversário" com a ajuda de Colossus, que consegue derrubar o oponente com o aço orgânico frio de seu corpo. Porém,  para selar a passagem, Forge precisa sacrificar nove almas, o número exato de almas dos integrantes do grupo dos X-Men na época. Sendo estas: Tempestade, Wolverine, Colossus, Longshot, Vampira, Cristal, Psylocke, Destrutor, e Madelyne Prior que morrem no noticiário da TV ao vivo. O noticiário televisivo na época teve muita importância na história, sendo a principal fonte de cobertura dos eventos para a população numa era pré-internet! Enquanto isso, o X-Factor é sequestrado pelo vilão Apocalipse, que oferece ao grupo uma aliança contra a humanidade. Os heróis recusam a proposta e vêem Warren Worthington III, que havia sido dado como morto na explosão de seu avião, reformulado como um dos Quatro Cavaleiros de Apocalipse. Anjo havia se tornado Morte, ou Arcanjo, com garras afiadas disparadas por suas novas asas. Ele foi o responsável pela derrota de seus ex-colegas de equipe. Antes que os Quatro Cavaleiros pudessem devastar Nova York, Homem de Gelo consegue sensibilizar o pouco que ainda havia de seu amigo dentro do Arcanjo, fazendo com que Morte recuasse e o X-Factor pudesse obter uma pequena vitória, ao impedir a destruição da Big Apple.Enquanto isso, os Novos Mutantes se envolveram em uma crise numa ilha com várias criaturas e com o grupo extremista chamado de "A Direita", liderado por Cameron Hodge,  Magia então consegue transportar os inimigos para o Limbo, porém, Cifra é brutalmente assassinado. A morte choca Magneto, que culpa a humanidade por isso, e deixa a Escola Xavier, abandonando os jovens mutantes à própria sorte, tendo que lidar com o luto e sem mentor algum. Esta saga foi republicada pela Editora Panini em três volumes entre agosto e dezembro de 2013, incluindo os prelúdios dela, com algumas histórias inéditas que trazia a interligação da saga com o título de outros heróis da Marvel.

Wolverine Especial: Sede de Sangue: Roteiro e arte de Alan Davis.História publicada originalmente em "Wolverine: Bloodlust", de dezembro de 1990. Edição especial com 52 páginas. Um bando de vigilantes bêbados persegue um psicopata enlouquecido pelo deserto gelado de Yukon ... eles não estão fazendo prisioneiros. Uma raça de criaturas místicas aparece no norte canadense ... com fome de almas. Wolverine é confrontado por estas criaturas místicas que precisam de sua ajuda. Como de costume, Logan está dividido entre seu lado selvagem e seu lado racional. Embora este seja um tema recorrente, esta ainda é uma ótima leitura com obras de arte limpas e nítidas!

Classics Illustrated n° 11: História de Edmond Rostand, roteiro de Peter David, e arte de Kyle Barker.História publicada originalmente em "Classics Illustrated  n° 21", de março de 1991. Cyrano de Bergerac, baseada na peça teatral de Edmond Rostand de 1897, que traz a história do exímio espadachim Cyrano de Bergerac (1619-1655)  um herói romântico, que combate a covardia, a estupidez e a mentira, que é apaixonado por sua prima, Roxane, moça inteligente, mas um tanto pedante, que gosta de ser cortejada com palavras bonitas e originais. A história passa-se na França, no século XVII, Cyrano de Bergerac além de ser um bravo espadachim, é um poeta brilhante, mas dono de um nariz imenso, motivo pelo qual considera-se feio e desprezível.

Fevereiro:

Homem-Aranha nº 104: Roteiro de David Michelinie, e arte de Todd McFarlane.Publicada originalmente em "The Amazing Spider Man nº 298, e nº 299", de março e abril de 1988. A estréia da revolucionária fase de Todd McFarlane no título! Recém casado e pronto para sair de seu antigo apartamento, o Homem Aranha enfrenta novamente o mercenário chamado Chance, cuja missão é roubar um carregamento de armas estrangeiras que o exército americano irá receber para estudo. Enquanto isso, nas sombras alguém busca vingança contra o Homem Aranha, e este misterioso inimigo utiliza o seu antigo uniforme negro alienígena! Chance consegue êxito em sua missão, que para evitar de ser pego pelo herói causa um acidente no porto com o carregamento de armas, porém é traído pelos seus contratantes que sabotam sua armadura e o capturam para tentar entender como funciona o seu armamento, em especial os disparadores de pulso e os jatos dos tornozelos que aparentemente não possuem nenhum mecanismo para acioná-los. Tendo lançado um rastrador no criminoso, o Aranha consegue localizá-lo e salvá-lo de seus captores: O milionário Carton Drake e a Fundação Vida. O Homem Aranha  e Chance forjam uma aliança incomum e temporária para poderem escapar da base da organização destruindo inteiramente o local e acabando com os planos mirabolantes dela. Furiosa com o desaparecimento do marido que sequer se preocupou em avisá-la onde está, Mary Jane chega em casa e encontra o misterioso homem que se esconde nas sombras usando o antigo uniforme alienígena de seu marido: Venom! A Editora Abril vinha preparando há alguns anos os fãs do herói para a estréia da aclamada fase de Todd McFarlane à frente do título do Homem Aranha, seja na seção de cartas do título ou publicando capas feitas pelo artista na revista que publicava a fase clássica do herói:"A Teia do Aranha'! Todd Mcfarlane foi febre na época nos EUA com a sua fase no Homem Aranha, que rendeu muito comercialmente  para a Editora tanto nas HQs que ele desenhava, como nas dezenas de capas que ele fazia na época! Estas duas primeiras histórias desenhadas por ele não estão com a arte tão estilizada, não fazendo o leitor notar algo "revolucionário" nela, estando ela no mesmo estilo dos artistas anteriores como Rich Buckler, e Rick Leonardi. A Mary Jane de McFarlane é mais voluptuosa, abandonando aquele visual mais juvenil, partindo para o visual "mulher empoderada" e bem sucedida! Curioso é que tal mudança se deu apenas mudando o penteado da personagem! Estas duas histórias  foram republicadas em " O Melhor do Homem-Aranha n°01", de dezembro de 1996, pela Editora Abril; Pela Editora Panini em "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha n°05", de maio de 2007; "Homem-Aranha: Grandes Desafios n°01", de maio de 2007; e em "Marvel Omnibus: O Espetacular Homem-Aranha Por David Michelinie e Todd McFarlane", de maio de 2021; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n° 18", de dezembro de 2017.

Superaventuras Marvel nº 116: Roteiro e arte de John Byrne.História publicada originalmente em "Star Brand nº 19", de maio de 1989. A última edição de Estigma é publicada no Brasil. Estigma é um personagem criado por John Byrne pertencendo ao Novo Universo, criado pela Marvel em 1986; e conta a história do mecânico Ken Connell que, após o encontro com um alienígena, herda os poderes da “arma mais poderosa do universo”, a Marca da Estrela. Nunca Existiu coisa tão cobiçada, temida, amada ou odiada em toda a existência, e  agora que essa arma caiu nas mãos de Kenneth Connell, um terráqueo. Um outro homem, que não ele, sucumbiria perante o fardo de sofrimento, tensão, suspeita e medo que a Marca da Estrela traz ao seu portador. Essa arma se trata de uma tatuagem em formato de estrela que pode ser transferido para qualquer ser vivo racional, e nunca para um objeto inanimado. Esta marca confere entre outras coisas poderes de vôo, super força, invulnerabilidade e rajadas de energia, desde que o portador acredite ser capaz de fazer isso. Na época surgiram muitas críticas alegando que o personagem era um possível plágio do Lanterna Verde da DC Comics. A estréia do personagem no Brasil foi no hoje lendário título "Força Psi n°01', de 1987 publicado pela Editora Abril! A Criança Estigma finalmente cresceu e chega a uma revelação surpreendente sobre si mesmo e sua relação com Ken Connell e o misterioso Ancião! Mas como Jacob Burnley influencia nesta nova verdade? Um excelente trabalho de John Byrne, embora a conclusão seja digna de um plágio de idéias de Alan Moore. O Novo Universo foi criado em 1986, na época das comemorações dos 25 anos da Marvel; o então editor-chefe Jim Shooter lançou esta nova linha editorial, que se tratava de um universo completamente separado do tradicional da Editora, com a sua própria continuidade e sem a existência de crossovers com personagens de outras linhas ou editoras. Pretendendo ser mais realista, não existiriam seres mitológicos, deuses, magia, supertecnologia ou extra-terrestres. A quantidade de super-seres e super-poderes também seriam limitados, não sendo os personagens tão sensacionalistas ou perfeitos, sendo um contraste direto com o Universo Marvel tradicional, o qual não é mais do que um espelho do mundo real no qual o conhecimento público de super-heróis, super-vilões e das suas atos tem pouco efeito na vida cotidiana do cidadão comum. A limitação dos elementos de fantasia e as atividades dos seus personagens serem pouco expostas ao público, tornou este universo mais real, mas também permitiu eventos catastróficos,  que antes da sua extinção,  dificilmente ocorreriam no universo tradicional, como a destruição de Pittsburgh (The Drift),  e a guerra com a África do Sul (The War). O Novo Universo não  atingiu  o sucesso esperado pela Marvel, e os críticos reclamavam que os conceitos dos personagens eram pouco interessantes, e alguns eram derivados de outros personagens já estabelecidos, sendo Estigma considerado quase uma cópia do Lanterna Verde como mencionado anteriormente. As vendas foram baixas, e em 1989 este universo foi abruptamente cancelado, tendo no entanto existido nos meses seguintes a publicação de "The War" (inédita no Brasil), que tentava resolver algumas pendências. O Novo Universo tem tido algumas aparições fugazes. Peter David introduziu Justice como o Profeta da Rede no Universo Marvel 2099 e Fabian Nicieza deu um pequeno papel a Estigma em Gambit. Mark Gruenwald trouxe o Novo Universo de volta num número na revista Quasar nº31 em Fevereiro de 1992 (inédita no Brasil) , o que originou a mini-série em quatro edições "Starblast" em 1994 (inédita no Brasil), um crossover onde se veriam os personagens do Novo Universo pela última vez. Em 2006 a Marvel anunciou que o escritor Warren Ellis e o desenhista Salvador Larroca criariam um projeto baseado no Novo Universo, chamado de NewUniversal.De fato este projeto saiu numa mini-série em seis partes, inédita no Brasil! A maioria dos títulos deste Novo Universo foram publicados no Brasil pela Editora Abril. Algumas das histórias dos oito títulos principais foram publicados nas revistas "Justice" e "Força Psi", exclusivas do Novo Universo, que duraram 12 números. Parte da restante saga do Estigma foi publicada na revista Superaventuras Marvel do nº 108 ao nº 116.

Batman n° 25: Roteiro de Alan Grant, e arte de Norm Breyfogle.História publicada originalmente em "Batman nº 457", de dezembro de 1990. Batman é capturado pelo Espantalho, e cabe a Tim Drake resgatá-lo. Este é o batismo de fogo do garoto aspirante ao cargo de Robin, já que ele enfrentará um dos piores adversários do herói, mostrando todo o conhecimento que adquiriu ao longo dos meses de treinamento, e a sua determinação de se tornar de fato um herói. Inevitavelmente Tim Drake é infectado pelo gás do medo do Espantalho e reviverá seus piores pesadelos, mas com muita determinação ele vence o alucinógino, derrota o vilão e resgata seu mentor. No final Tim Drake finalmente consegue aquilo que tanto almejou: O posto de Robin e seu uniforme! Apesar de na capa Tim Drake aparecer vestindo o uniforme novo de Robin, isso só acontece de fato no final da história quando é revelado o novo uniforme do tradicional parceiro do Batman, deixando o gancho para a mini-série solo do personagem.

Robin nº 01: Roteiro de Chuck Dixon, e arte de Tom Lyle.História publicada originalmente em "Robin nº 01", de janeiro de 1991. Mini-série quinzenal em três edições,  em formato americano. Tim Drake finalmente conseguiu se tornar Robin, mas o peso do manto ainda é muito grande para ele, e então para não cometer os mesmos erros que cometeu com Jason Todd, Batman o envia para a França para treinar artes marciais com um de seus antigos mestres: Rahul Lama, especialista em pontos de pressão e artes de cura. Em paralelo acompanhamos Lady Shiva investigando a lenda sobre o Rei Cobra, um mestre de artes marciais que derrotou vários grandes mestres ao redor do mundo, sendo considerado invencível, usando como sua principal arma a escuridão. Rahul Lama é um mestre exilado na França, morando num casebre sem luz e com higiene precária, além de estar velho demais para transmitir seus conhecimentos; então as aulas de combate são ministradas pelo seu neto Shen Chi, cabendo ao mestre ancião somente os ensinamentos de cura. Shen Chi não segue os ensinamentos budistas, sendo um delinquente juvenil, que espera somente a morte de seu avô para ganhar muito dinheiro com as técnicas especiais. Depois de uma semana inteira de surras e hematomas, Tim sai com Shen Chi na noite de Paris, e vão até um bar, onde uma bela garota chinesa se interessa por Tim. A paquera é interrompida por um rapaz que leva a garota à força para fora do bar.Tim pensando que ela está em apuros vai ajudá-la, mas acaba levando um violento chute  no rosto que o deixa combalido no chão. Determinado a ajudar a garota, Tim retorna à casa de Rahul Lama e veste seu uniforme de Robin. Saltando pelos telhados da capital francesa, ele localiza a garota num beco junto a outros rapazes da gangue que ela faz parte espancando um homem. Tim entra em cena para salvar o homem da morte certa, e para sua sorte ele também é um lutador treinado em artes marciais, e então tem início uma grande luta de dois homens contra vários adversários armados da gangue conhecida como Dragões Fantasmas, e Lady Shiva observa tudo de uma escada de incêndio num prédio vizinho. Derrotados, os que sobraram correm junto com a garota! Tim resgata o misterioso homem e o leva para longe dali, e neste momento ocorre uma grande guinada na sua jornada! Clyde Rawlins é um ex-agente do DEA (Departamento de Narcóticos dos EUA), que foi encarregado pelo Departamento para investigar os cartéis da heroína. Clyde começou a tomar medidas contra a gangue de rua asiática conhecida como os Dragões Fantasmas. Ele acabou por descobrir que os Dragões Fantasmas respondem a um lorde das drogas chamado Sir Edmund Dorrance, também conhecido como Rei Cobra. Dorrance ficou irritado com a persistente interferência de Clyde e decidiu fornecer ao agente da lei incentivo suficiente para o manter-se afastado do caso. O Rei Cobra invadiu a casa dos Rawlins e matou os seus dois filhos enquanto dormiam. Em seguida, procedeu à tortura e acabou por matar a mulher de Clyde. A morte da sua família levou Clyde à beira do abismo. O DEA sentiu que ele era psicologicamente inapto para o serviço e suspendeu a sua licença. Com um grande desejo de vingança, Clyde decidiu perseguir o Rei Cobra e os Dragões Fantasmas por conta própria. Durante dois anos, investigou a cadeia de heroína do Rei Cobra e seguiu os Dragões Fantasmas até à seção de Hong Kong em Paris, França. Ele enfrentou-os no interior de um armazém sujo, mas os bandidos capazes conseguiram combatê-lo. Billy Hue, líder dos Dragões Fantasmas, amarrou Clyde a uma cadeira e começou a torturá-lo, até o momento em que Robin entra em cena. Robin leva Clyde para um hotel hotel e trata de seus ferimentos.Clyde Rawlins fica grato ao jovem aventureiro, e concorda em ajudá-lo a aperfeiçoar a sua técnica de combate ao crime. Ensinando a Robin alguns princípios básicos do combate corpo-a-corpo, que o jovem herói combina com o estilo de luta que adotou do seu mentor, o Batman. Neste interím, a gangue vai ao encontro do Rei Cobra que mata o líder dela pela falha em matar Rawlins, e nomeia a garota chamada Lince como a líder do bando. Sob as ordens do Rei Cobra, os Dragões Fantasmas retornam para corrigir sua falha, e seguem Clyde até ao Hotel St. Germain e invadem o quarto; momento em que Lady Shiva resolve deixar o papel de espectadora e resolve agir ajudando Clyde e Robin a fugir dos criminosos. Estando sem muita opção, eles aceitam a ajuda de Shiva celebrando uma aliança temporária com ela. Os três queriam pôr fim ao império do Rei Cobra, mas cada um deles queria fazê-lo por razões completamente diferentes. Lady Shiva se oferece para treinar Robin.Ela é uma velha conhecida de Batman, e já lutou com ele  e contra ele algumas vezes. Após várias surras, Robin encontra seu caminho e consegue surpreender Shiva em uma luta! Investigando as operações do Rei Cobra, eles partem para Hong Kong e descobrem que ele tinha se apoderado de um esconderijo nazista com o vírus da peste bubônica engendrada  em laboratório. O plano de Dorrance é liberar o vírus na cidade para devastá-la pois não aceita que ela seja devolvida à China, já que na sua concepção Hong Kong era uma grande matrópole graças à influência Britânica que a tomou como uma de suas colônias.Seguindo o rastro da gangue dos Dragões Fantasmas, eles atacam o quartel general do Rei Cobra no Edifício Dorrance. Enquanto Robin corre para impedir que o vírus seja liberado na cidade, Clyde vai atrás do Rei Cobra para se vingar. Chegando ao terraço, ele entra em uma sala com várias esculturas, e descobre que o Rei Cobra já o esperava. Mesmo habilidoso, Clyde não era páreo para o hábil lutador cego treinado. O Rei Cobra o golpeia Clyde com um pontapé brutal nas costas, esmagando a sua espinha, e em seguida, ele  executa um golpe fatal no seu pescoço. Clyde perece sem nunca ter vingado a morte da sua amada esposa e filhos. Ao ouvir o grito de  Rawlins, Robin vai ao encontro de seu amigo e o encontra morto.Sozinho, e totalmente no escuro, o garoto é forçado a enfrentar o Rei Cobra. Sabendo que não é pareo para o lutador, Robin é forçado a usar de inteligência e astúcia para sobreviver,  e tudo que ele aprendeu com o Batman anteriormente se fez extremamente útil e ele consegue enganar e derrotar o perigoso Rei Cobra jogando-o pela janela do terraço. Segurando em um parapeito, o vilão implora pela ajuda do garoto, mas Lady Shiva entra em cena e pede para que Robin seja seu instrumento e mate o vilão. Robin se recusa, mas ela joga o Rei Cobra do parapeito, aparentemente matando o vilão! O Rei Cobra, alcunha de Sir Edmund Dorrance é um ex- oficial da Artilharia Real  do exército britânico. Ele e alguns amigos,  tornaram-se mercenários, oferecendo seus conhecimentos profissionais especializados para vários rebeldes anticomunistas, em troca de dinheiro. Em Santa Prisca, enquanto ele trabalhava com os rebeldes locais, o acampamento foi pego de surpresa por soldados do governo e Edmund foi cegado por tiros. Ele fugiu do país, deixando para morrer uma rebelde do sexo feminino que tinha dormido com ele. A mulher estava viva e grávida do filho dele.Conforme as leis do país, ela e seu filho foram presos pelos crimes de Edmund contra o governo de Santa Prisca, com a criança, crescendo na prisão e futuramente se tornando o vilão Bane. É muito controverso o fato dele dele ser o pai biológico de Bane, até porque ele aparenta ter pouco mais de trinta anos, a mesma faixa etária de Batman e Bane que possuem a mesma idade! Nunca foi explicado onde ele treinou artes marciais e quem o treinou, bem como ele consegue executar com tanta precisão e destreza seus golpes. O Rei Cobra é muito habilidoso, sendo capaz de enfrentar sozinho dezenas de adversários ao mesmo tempo! Seu caminho ainda irá  cruzar com o do Robin algumas vezes, bem como do Batman que ele irá enfrentar em breve! Lady Shiva é a maior lutadora de artes marciais do Universo DC, sendo superior em habilidade ao Batman.Já enfrentou diversos heróis da DC, e basicamente ninguém é capaz de derrotá-la em combate. Já deu surras homéricas na Mulher Gato, Caçadora, e até na Canário Negro. Só quem rivaliza com ela em habilidades de luta é Richard Dragon.Ela é a mãe biológica de Cassandra Cain, a quarta Batgirl! Ela foi criada por Denny O'Neil, e apareceu pela primeira vez em "Richard Dragon, Kung Fu Fighter nº 05" de dezembro\ janeiro  de 1975 (no Brasil,  "Kung Fu n° 17" de janeiro de 1976, da Editora EBAL). A Editora EBAL rebatizou a personagem como  "Lady Çiva" (com cedilha). Na série de TV "Birds of Prey", Lady Shiva foi interpretada por Sung Hi Lee, no episódio 8 cujo título é o nome da personagem. Na animação "Batman: Alma do Dragão", ela foi dublada por Kelly Hu, a China White da série "Arrow". Esta mini-série do Robin saiu originalmente lá fora em cinco edições, mas como a Editora Abril optou por lançá-la em três edições, com cada edição contendo duas histórias, e para manter o padrão, a editora inseriu a edição de "Batman nº 466", na última edição! A primeira edição trouxe um encarte mostrando em detalhes todo o novo traje do personagem com várias especificações. É mencionado que este novo uniforme do Robin foi escolhido pelo Diretor Tim Burton, até aquele momento o responsável pelo sucesso do filmes do Batman no cinema! A saga conta ainda com a participação de Henri Ducard, um dos mentores de Bruce Wayne, que na verdade é um mercenário assassino com habilidade de sniper. Henri Ducard é o disfarce de Ra's Al Ghul em Batman Begins vivido pelo ator Liam Neeson, que treina Bruce Wayne nas arte do Ninjutsu! A Editora Abril lançou esta mini-série encadernada no mês de novembro de 1992, numa edição especial com 142 páginas.

Capitão América nº 153: Roteiro de: Mark Gruenwald, e arte de Tom Morgan, e Kieron Dwyer.Histórias publicadas originalmente em "Captain America nº 337, e nº 338", de janeiro e fevereiro de 1988. Falcão, Nômade, e Demolição,  antigos parceiros do Capitão América no combate ao crime estão preocupados com ele que está desaparecido há meses, desde que abandonou o uniforme e o escudo, e os entregou ao governo americano. Sendo assim, eles saem pela América em busca de seu desaparecido amigo e aliado.Neste interím, a Sociedade Secreta dá início a uma série de roubos a cassinos em LasVegas. O grupo de uniformizados consegue encontrar Steve Rogers de maneira acidental, e após colocarem a conversa em dia e Steve dizer que ainda quer lutar pela justiça usando um nova identidade e uniforme; Demolição um herói que tem muita gratidão por Steve Rogers lhe apresenta um novo uniforme com  certa semelhança ao seu antigo de Capitão América, mas com cores totalmente opostas, sendo a cor preta a predominante! O grupo descobre sobre a onda de crimes da Sociedade Secreta e vai ao seu encalço em Las Vegas, e mesmo conseguindo deter os criminosos, eles são acusados de violarem a lei por um dos policiais e acabam presos. Do outro lado do país, o novo Capitão América e Bucky vão ao encalço de um milionário, e ex-cientista político e conselheiro presidencial chamado Anthony Power, que construiu um castelo medieval gigantesco nos EUA, e usa mercenários vestidos como romanos como segurança.  Power se tornou megalomaníaco após a  doença mental que acometeu seu filho depois que ele retornou da Guerra Vietnã graças aos horrores que ele presenciou por lá. Com o estado mental de seu filho deteriorando mais a cada dia, ele criou um laboratório e transferiu sua mente para a de seu filho, e passou a usar uma armadura especial criando logo em seguida o Império Secreto com o objetivo de levar os EUA a uma guerra nuclear sendo que somente ele e seu grupo iriam sobreviver. Anthony Power tentou bombardear a Rússia duas vezes, mas  foi impedido pelo grupo de heróis conhecidos como Os Defensores nas duas tentativas. Nesta última, após perder muito dinheiro, ele ainda teve o cérebro atingido  pela Serpente da Lua, que o "fritou". Após ficar em uma instalação da S.H.I.E.L.D. sob custódia consegiu fugir recentemente, quando o governo americano manda o Capitão América e Bucky capturá-lo novamente e trazê-lo sob custódia! Após derrotarem alguns capangas com armadura, eles são surpreendidos por um homem gigante superpoderoso com inteligencia limitada, que ataca violentamente O novo Capitão América e Bucky. Com muito custo, eles conseguem deter o gigante com um "enforcamento duplo", e finalmente encontram o perigoso terrorista que ao atacálos é detido de forma brutal pelo Capitão América John Walker. Dentro da cadeia em Las Vegas Steve Rogers e seu grupo tentam impedir a fuga dos membros Sociedade Secreta. A capa da edição é uma homenagem à capa de  "The Avengers n°04", de março de 1964 que trouxe a primeira aparição do Capitão na Era de Prata.Esta história foi republicada mais recentemente  no Brasil em "Coleção Clássica Marvel nº 04", de abril de 2021, pela Editora Panini.Essas histórias foram republicadas pela Editora Panini em "Marvel Vintage: Capitão América: O Novo Capitão América", de agosto de 2021.

The Flash - Revista em Quadrinhos Oficial da Série n°01: Roteiro John Byrne; Mark Waid.Arte de Javier Saltares; Darick Robertson, David G. Williams.Histórias publicadas em "Flash TV Special n°01", de janeiro de 1991. Edição especial em formatinho com 68 páginas. Com o sucesso do filme Batman de Tim Burton, a DC resolveu investir em outro herói da DC Comics: O Flash, criando uma série de TV do Velocista Escarlate. Barry Allen (John Wesley Shipp), funcionário da polícia científica (CSI), sofre um acidente químico, sendo banhado por produtos químicos após seu laboratório ser atingido por um raio. Esse acidente fez com que ele desenvolvesse poderes de super velocidade. Após a morte de seu irmão por uma perigosa gangue local, ele resolve combater o crime na cidade de Central City, ajudado pela Draª Tina McGee (Amanda Pays). Mark Hamill fez o papel do vilão Trapaceiro, e reprisou este papel na série "The Flash"  em três episódios  na primeira, segunda, e terceira temporada entre os anos de 2015 e 2016. A série mantinha a atmosfera sombria criada para o filme Batman de de Tim Burton. Infelizmente, a série teve apenas uma temporada com 22 episódios mas fez um tremendo sucesso na época, principalmente quando foi exibida pela Rede Globo em horário nobre nas noites de terça feira! A série se tornou cult com o passar dos anos, e John Wesley Shipp que fez o papel de Flash ganhou o papel de pai de Henry Allen, o pai de Barry Allen (Grant Gustin), na série  de mesmo nome criada em 2014 pelo Canal CW. Posteriormente Shipp, assumiu o papel de Jay Garrick, o Flash da Era de Ouro (Terra-3 na  cronologia da série The Flash de 2014). Reprisa ainda seu papel de Barry Allen como o Flash dos Anos 90 no Crossover de séries da CW chamado  "Crise Nas Infinitas Terras", em 2020. Atualmente faz o papel de Jay Garrick na série da Stargirl que pertence a um universo paralelo do "Arrowverse" do CW ". Esta edição traz duas histórias ambientadas no universo da série original nos anos 90 com dois grandes roteiristas John Byrne e Mark Waid, e uma  reportagem dos bastidores da série "Por trás das cenas de The Flash", e um Guia de Episódios do seriado de TV.

Mundo Sem Fim nº 01: Roteiro de Jamie Delano, e arte de John Higgins. História originalmente publicada em "World Without End n°01", de novembro de 1990. Mini-série quinzenal em seis edições! Milhões de anos no futuro, um novo mundo emerge, um mundo feito de carne viva, cercado por mares ácidos. Podre nas bordas, inundado em pântanos gangrenados e eriçado de montanhas de ossos, o núcleo fervente do planeta abriga a cidade de Bedlam, onde uma raça totalmente masculina suprime todas as manifestações de feminilidade. Nesta paisagem de sonho magnificamente ilustrada de brutalidade e erotismo, uma misteriosa presença feminina chamada Rumor surge para desafiar e ameaçar a ordem de supremacia masculina, e os líderes da brutal Gess liberam sua arma... o seu campeão misógino Irmão Ossos em uma guerra mortal entre os sexos. Publicada lá fora pela DC Comics na época, esta obra não saiu pelo Selo Vertigo, embora se encaixasse  perfeitamente no tipo de obra publicada pelo extinto selo adulto da editora. É uma publicação pós-apocalíptica que mistura religião, eugenia, misoginia, em uma sociedade totalitária! É um bom material que merece ser redescoberto, mas os direitos da obra pertencem ao autor Jamie Delano e não à DC Comics, e foi republicado pela Editora Dover lá fora em 2016. A Editora Globo lançou a mini-série encadernada no mês de outubro de 1992.

A Teia do Aranha n° 29: Roteiro de Gerry Conway, e arte de Ross Andru.História publicada originalmente em The Amazing Spider Man nº 144, de maio de 1975. Joe Robertson recebe um misterioso telegrama de Paris, supostamente de J. Jonah Jameson, pedindo para que ele leve 1 milhão de dólares em títulos negociáveis na cidade francesa. Suspeitando que seu patrão foi sequestrado, Robertson convida Peter Parker para ir com ele até a Cidade da Luz. Chegando lá,  o Homem Aranha é forçado a entrar em ação para tentar resgatar J.J.Jameson das mãos do criminoso chamado Ciclone, que  durante o embate leva a melhor, e acaba sequestrando Joe Robertson também. Depois de ser derrotado contra o Ciclone, o Homem-Aranha retorna ao quarto de hotel em sua identidade civil como Peter Parker. Lá ele recebe um telefonema de sua Tia May, que busca notícias dele. Depois de terminar o telefonema com Peter, May e Anna Watson vão ao cinema. Enquanto caminhavam pela cidade, May acaba vendo uma mulher que se parece muito com Gwen Stacy, a estranha semelhança faz com que May desmaie de susto. Enquanto isso, em Paris, Peter é atacado pelos homens empregados do Ciclone no quarto de hotel, eles o subjugam e exigem que ele entregue o dinheiro ao vilão na Catedral de Notre Dame. Peter obedece, pega a valise com o resgate  no valor de um milhão de dólares e segue em direção ao local de reunião. No entanto, ele tem um plano para deter o ciminoso, e para em uma loja para comprar um artefato antes de vestir seu traje de Homem-Aranha e entrar em ação. Na catedral, Ciclone diz a Jameson e Robertson que criou seu dispositivo de fabricação de vento (fonte de seu poder) para OTAN. No entanto, quando soube que a OTAN só comprava artefatos especiais dos Estados Unidos, ele logo foi demitido e passou a odiar os americanos. Depois de explicar suas origens, o criminoso é atacado pelo Homem-Aranha. Após uma longa batalha, o Homem-Aranha consegue derrotar Ciclone quando ele liga um ventilador gigante que cria um contra-vento que faz com que o criminoso se choque contra uma parede, nocauteando-o. O Homem-Aranha parte após libertar Joe e Jameson, e quando seu gravador cronometrado (com uma mensagem pré-gravada para eliminar qualquer suspeita de que Peter Parker e o Homem-Aranha são a mesma pessoa) é ativado, ele cria um álibi perfeito dando a impressão que Peter Parker também está no local tirando fotos. Pouco depois, os três homens voltam para os Estados Unidos. Ao chegar em casa, Peter encontra Anna Watson esperando por ele do lado de fora de seu apartamento. Ela diz a ele que sua tia está no hospital, mas ele deveria ir ver o que o espera lá em cima. Correndo para seu apartamento, Peter fica chocado ao encontrar Gwen Stacy no apartamento esperando por ele. Este é o início de uma das sagas mais emblemáticas do personagem! Curiosamente neste ano de 1992 em especial veremos o passado com sua primeira aparição, e o presente do clone de Gwen Stacy, já que será mostrado quem de fato ela  é, pois ela não é meramente um clone feito a partir das células da falecida namorada do herói, existe algo maior por trás dela! No mês de agosto toda a verdade será revelada em "Superalmanaque Marvel n°07", na conclusão de " A Guerra do Alto Evolucionário"!! Esta história foi republicada pela Editora Abril em "Origens dos Super-Heróis Marvel n°06", de julho de 1997; pela Editora Panini em "Homem-Aranha: Grandes Desafios n°05", de julho de 2007; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n°03", de maio de 2017.

SuperPowers nº 24: Roteiro de Keith Giffen, e arte de MikeMckone.História publicada originalmente em "Justice League America Annual n°04", de abril de 1990. A estréia da infame Liga da Justiça Antártica! Vários ex-membros da Gangue da Injustiça se encontram na agência de empregos da cidade de Nova York. Major Disastre acredita que este encontro não foi apenas o acaso, mas um verdadeiro capricho do destino. Ele convence o Mestre das Pistas, Big Sir, Rei Relógio, Multi-Homem, e o Poderoso Bruce a embarcarem em uma ousada aventura criminosa final. Naquela noite, os vilões invadem o Metropolitan Museum of Sundries para roubar o valioso Diamante Dooley. Infelizmente, um grupo de terroristas  chegou antes deles e está roubando o diamante para si próprios. Os Super-Vilões enfrentam seus adversários e, inadvertidamente, se tornam heróis aos olhos do público. Sem ter a quem recorrer, Major Desastre decide lucrar com essa oportunidade recém-descoberta e se inscreve para ser membro da Liga da Justiça Internacional. Maxwell Lord dá aos vilões supostamente reformados uma chance de se provarem a si mesmos, e os estabelece como o braço da Antártica da Liga da Justiça Internacional. Completando a lista da equipe estão o Lanterna Verde, G'nort e o Esquiador Escarlate. Na Antártica, G'nort descobre uma estação de pesquisa científica abandonada. A instalação já foi usada para conduzir experimentos biológicos com pinguins, transformando-os em animais assassinos vorazes que matavam todos na base. A Liga da Justiça Internacional fica sabendo do incidente e pede a ajuda de seus colegas da Liga da Justiça na Europa. Quando as equipes chegam à Antártica, eles descobrem que os pinguins dominaram o quartel-general da Liga da Justiça Antártica. Enquanto os heróis tentam controlar os pássaros assassinos, um terremoto irrompe na região causando o colapso da sede da Liga da Justiça Antártica. A Liga da Justiça da Antártica fica soterrada, mas G'nort consegue retirar seus companheiros de equipe dentro de uma bolha verde energética. Milagrosamente, todos eles conseguem encontrar Deus. Mais tarde, na embaixada da Liga da Justiça Internacional, Maxwell Lord revê o estatuto da Liga da Justiça da Antártica e decide dissolver a equipe.

Graphic Marvel n° 11: Roteiro de Tom de Falco, e arte de John Buscema. História publicada originalmente em "Wolverine: Bloody Choices ", de  junho de 1991. Wolverine: Escolhas Malditas. Durante suas férias no Havaí, Wolverine intervém quando um garoto tenta matar um homem chamado Bullfinch,  que na verdade é um senhor do crime local; mas é atacado pelo guarda-costas de dele chamado Shiv, que pode ser possivelmente um irmão de Wolverine. Logan leva o menino a um médico que conhece e descobre que ele foi abusado sexualmente por Bullfinch, que ainda mantém o irmão do menino preso. Wolverine tenta rastrear o criminoso, mas encontra Shiv esperando por ele e, após escapar, encontra Nick Fury, que está na cidade para derrubar Bullfinch. Juntos, eles atacam a mansão do criminoso, e Wolverine luta contra Shiv mais uma vez. Bullfinch consegue escapar, mas a perseguição contínua de Wolverine o convence a fazer um acordo com a S.H.I.E.L.D., e isso perturba o herói mutante, que quer que o criminoso pague por seus crimes, principalmente os envolvendo crianças, com sua morte. Nick Fury é contra o posicionamento de Wolverine e insiste que eles podem salvar mais vidas deixando Bullfinch viver e obtendo mais informações sobre um cartel de produtores e traficantes de cocaína. Depois de encontrar na S.H.I.E.L.D. um abrigo seguro Bullfinch fica detido, Wolverine e Fury brigam, com Nick Fury lutando ao máximo para cumprir sua promessa de proteger o criminoso, mas Wolverine acaba sobressaindo no confronto, e consegue matar Bullfinch. Esta é a segunda parte da trilogia de Graphic Novels Wolverine\Nick Fury, iniciada em "Graphic Novel n° 20-Wolverine/Nick Fury: Conexão Scorpio", publicada pela Editora Abril em agosto de 1990. A terceira parte chamada "Wolverine/Nick Fury: Scorpio Rising", de 1994 permanece inédita no Brasil!

Graphic Globo n° 10: Roteiro e arte de Jim Starlin.História publicada originalmente em "The Price n°01", de 1981. Dreadstar Especial: O Preço. É a segunda parte do arco de histórias de "A Odisséia da Metamorfose (Metamorphosis Odyssey) iniciada na revista" Epic Illustrated", e conta a história do sacerdote-mago Syzygy Darklock e sua ascensão ao poder dentro da Igreja da Instrumentalidade. Foi publicada originalmente pela Eclipse Comics em preto e branco na "Eclipse Graphic Album Series nº 05", de 1981. Foi reimpresso, com arte colorida, em "Dreadstar Annual nº 01", pela Marvel Comics em 1983, sendo esta a versão publicada no Brasil! A história começa com uma descrição da Galáxia Empírica e das duas superpotências cósmicas que a governam: A Monarquia e a Instrumentalidade, que estão envolvidas numa guerra galáctica há duzentos anos. A Monarquia é uma dinastia com doze séculos, fundada e mantida por uma família real. A Igreja da Instrumentalidade é dedicada a "Os Doze Deuses", cujos líderes detêm autoridade espiritual e temporal sobre metade da Galáxia. Os sacerdotes da Instrumentalidade são estudiosos e mágicos. A igreja é corrupta, e os seus líderes dedicam-se ao poder, tanto temporal como mágico. À medida que a história continua, o irmão de Darklock é horrivelmente assassinado, e Darklock investiga e descobre que o seu irmão foi morto por um demônio, e passa a investigar sozinho para descobrir quem o enviou. Antes de poder investigar, ele é chamado perante o Senhor Alto Papal, chefe da igreja, que o ordena a abandonar a investigação. A causa oficial da morte é considerada "atividades demoníacas", e o Lorde Papal não quer nenhum bispo de sua igreja "empreendendo atos de vingança". Darklock parece aceitar a decisão, mas planeja continuar a sua investigação. Ele revela isto um familiar seu, uma freira chamada Irmã Marian, e  diz a ela que as suas capacidades mágicas são muito mais avançadas do que a igreja imagina. Embora ele tivesse planejado usar seus poderes para aumentar a sua posição na igreja e assim ditar a política do Estado, irá agora usá-los para encontrar o assassino do seu irmão. Darklock consegue descobrir qual o demônio  matou o seu irmão, e depois o invoca, e força as respostas do demônio com os seus poderes mágicos. Darklock fica sabendo que ele tinha sido enviado por um feiticeiro imensamente poderoso. O demônio também revela que enquanto estava no poder do feiticeiro, o feiticeiro torturou-o impiedosamente, fazendo com que o demônio odiasse tanto o feiticeiro que estaria disposto a fazer algo que de outra forma nunca teria feito: transportar Darklock para um plano dimensional onde ele pode absorver energia mágica semelhante à de Deus, e tornar-se muito mais poderoso do que o feiticeiro. Darklock concorda, e recebe o poder; embora a provação seja tão grande que o seu corpo fica praticamente destruído. Ele perde ambas as pernas, um braço, a orelha direita, e o olho esquerdo; e o que resta do seu corpo é despedaçado e anormalmente alongado. Usando os restos do corpo do seu irmão, ele repara o seu corpo com partes cibernéticas, mantendo a sua existência através da sua vontade, a sua grande capacidade mágica, e o seu poderoso sentido de auto-crença. Ele confronta o feiticeiro que ordenou a morte do seu irmão, apenas para aprender que o feiticeiro fez tudo precisamente para trazer a ascensão de Darklock ao poder, para que ele pudesse cumprir o seu destino. O feiticeiro tinha tido uma visão do futuro onde um grande "acontecimento" estaria prestes a acontecer, o que teria um grande efeito positivo na humanidade. Ele previu que ou Darklock ou o seu irmão estariam envolvidos de forma proeminente, então o feiticeiro decidiu assegurar que o "evento" acontecesse e mandou assassinar o irmão de Darklock para depois o atrair. Ele torturou deliberadamente o demônio, pelo que ficaria suficientemente zangado para mostrar a Darklock o caminho para ganhar o vasto poder que ganhou. O feiticeiro mostra a Darklock a sua visão do futuro, assegurando assim que ela acontecerá. Furioso por ter sido feito instrumento do feiticeiro, Darklock o mata. Ao morrer, o feiticeiro revela que sabia que Darklock o mataria, e dá-lhe as boas vindas, pois acredita que ele não terá força para enfrentar o que está para acontecer. Darklock agora terá de suportar o fardo do futuro. O feiticeiro o avisa que mesmo o grande poder que ele tem agora não será suficiente, e lhe diz da forma mais terrível como ele pode aumentar ainda mais o seu poder. Convencido agora da necessidade do "acontecimento" e do seu papel na sua realização, Darklock faz uma troca terrível: sacrifica a sua familiar, Irmã Marian (que é devorada viva por um demônio). Em troca, o demônio concede-lhe ainda mais poder mágico (embora desta vez de uma forma que não o irá prejudicar ainda mais). O poder místico de Darklock agora anula qualquer outro indivíduo na Galáxia Empírica, levando o Senhor Alto Papal a dizer "Lá vai a força mais poderosa em duas pernas que já encontrei". O poder de Darklock deve ser quase igual ao de um dos Deuses". Darklock demite-se então da igreja, e parte para um planeta menor chamado Caldor,  habitado por agricultores. Em Caldor ele conhece e prepara Vanth Dreadstar( o protetor das pessoas que lá vivem). Darklock surpreende Vanth ao revelar que conhece a história de Vanth e da espada do poder, e  o prepara para o dia em que ele irá forçar a paz nas duas superpotências da Empirical Galaxy, da Monarquia e da instrumentalidade, que têm lutado entre si em uma guerra que dura duzentos anos. No final de O Preço, Darklock olha para as estrelas, e espera que a Irmã Marian o perdoe quando se juntar a ela no "lugar reservado às almas que tinham um propósito na vida". O título Graphic Globo retorna após um hiato de oito meses.Coincidentemente  o título da Editora Abril "Graphic Novel' com o qual a publicação fazia concorrência direta também ficou em hiato por vários meses, porém o retorno que deveria indicar algo positivo para os fãs dos títulos, indica que eles retornaram apenas para se despedir! Esta Graphic Novel foi republicada pela Editora Mythos em "Dreadstar - O Princípio", de abril de 2017.

Marvel Saga nº 03: X-Men: Histórias Raras e Clássicas. Roteiro de Chris Claremont, e arte de John Byrne.Histórias publicadas originalmente em "The Uncanny X-Men nº 123 a nº 128", de julho a dezembro de 1979. Edição especial trazendo seis histórias marcantes dos X-Men nas mãos da consagrada dupla Claremont\Byrne que revolucionou o título dos mutantes nos Anos 70! Começando pelo confronto do grupo com o vilão Arcade, com a participação especial do Homem Aranha, e logo em seguida a emblemática saga do mutante Proteus! Estas histórias foram publicadas originalmente no Brasil na época pela Editora Abril em "Superaventuras Marvel nº 14" de agosto de 1983; "nº 20 a nº 23" de fevereiro a maio de 1984. Estas histórias foram republicadas posteriormente em: (Contra o Arcade)"X-Men -Edição Histórica nº 02", de abril de 2002 pela Editora Mythos; "X-Men: Magneto Triunfa", em junho de 2016 pela Editora Panini; Os Heróis Mais Poderosos da Marvel nº 56, de abril de 2017 pela Editora Salvat. (Contra Proteus: )"X-Men -Edição Histórica nº 02", de abril de 2002 pela Editora Mythos;e "X-Men: A Saga da Fênix Negra", de janeiro de 2016 pela Editora Panini.

Classics Illustrated n° 12-O Presente de Natal e Outras Histórias: História de O. Henry, e roteiro e arte de Gary Gianni. História publicada originalmente em: "Classics Illustrated n° 15", de novembro de 1990. Um belo e emocionante conto do escritor O. Henry  (pseudônimo de William Sydney Porter, 1862-1910), No conto “Presente de Natal” de 1905, um jovem casal que vive em Nova York, mesmo sem dinheiro, resolve se presentear, na véspera do Natal. Os dois, Jim e Della, saem por Nova York em busca de uma solução secreta  para seus anseios afetivos. Ele possui somente um velho relógio de algibeira, herança do avô e do pai, porém sem a  corrente. Ela só dispõe das belas madeixas castanhas do seu longo cabelo. Della vai a uma loja de perucas e vende seu cabelo por 20 dólares, mas quase chora ao perder suas madeixas. Em seguida, compra, pelo mesmo valor, o presente do seu querido noivo, uma corrente para o antigo relógio de grande estima. Ao mesmo tempo, Jim vende o seu único bem material, o relógio, e, com o dinheiro, compra o presente de Natal para a sua amada: um pente de concha de tartaruga com armação de prata, digno dos seus lindos cabelos. Em lágrimas os dois se abraçam, choram e riem quando entregam seus ( agora inúteis) presentes. O. Henry  faz uma alusão aos presentes dos Reis Magos, na noite do Natal, que também pareciam inúteis, cuja história ainda hoje é contada, depois de tantos séculos. Esta foi a última edição do título! Lamentavelmente com uma hiperinflação vigente no ano de 1992, que obrigava o leitor a selecionar o que comprar, este título "Classic Illustrated" não teve reconhecido o seu devido valor no meio de tantas publicações da época. Em formato americano, capa cartonada e papel couchê, o título era relativamente caro para os padrões da época, por isso o seu cancelamente precoce, já que originalmente o título teve mais 12 edições lá fora, chegando ao total de 27 edições publicadas. Houve uma tentativa de relançamento da publicação no Brasil em 2010 pela Editora HQ Maniacs, que publicou "Alice Através do Espelho" (adaptado de Lewis Carroll), que infelizmente ficou só nesta edição! "Alice Através do Espelho", foi lançado lá fora em fevereiro de 1990,  e estava inédita no Brasil, com o cancelamento precoce do título pela Editora Abril. A Editora Trem Fantasma lançou no Catarse em 2021 uma campanha para financiar a republicação de "Moby Dick" de Herman Melville, adaptada  por Bill Sienkiewicz, que foi a edição nº 01 desta coleção, lançada pela Editora Abril em novembro de 1990. Quem sabe este seja o início da republicação deste título que merece ser redescoberto pela nova geração de leitores!

Março:

Batman nº 26: Roteiro de Marv Wolfman e arte de Jim Aparo. História publicada originalmente em "Detective Comics nº 628" de abril de 1991. Em um antigo esconderijo do Pinguim, um ornitólogo foi encarregado de catalogar os milhares de pássaros no local, mas ele é interrompido pelo criminoso conhecido como Matadouro, que mata o homem removendo seu coração e mata todos os pássaros. O  horrível crime chama a atenção do G.C.P.D. e do Batman, que vai ao Asilo Arkham para interrogar o Pinguim e obter qualquer informação que possa ajudá-lo a resolver o caso. Para a surpresa de Batman, Matadouro está trancado em sua cela e o administrador do asilo não tem registro de nenhuma fuga recente. Naquela noite, Matadouro é libertado de sua cela por membros da equipe de limpeza e eles o levam a uma fábrica de laticínios, onde ele pretende matar todas as vacas e usar seus corações. A polícia recebe uma ligação de emergência da fábrica e Batman fica sabendo da situação. Ele deixa a Batcaverna no Batcópetro e diz a Alfred para encontrar qualquer conexão entre pássaros, vacas, e rituais. Batman enfrenta Matadouro na fábrica de laticínios, mas o louco destrói o Batcópetero e foge. Ao retornar para a Batcaverna, Batman descobre que o criminosor está de fato realizando um antigo ritual para ganhar a imortalidade. O ritual consiste em matar 200 pássaros, 400 vacas e 600 humanos. Para evitar que Matadouro realize a última etapa de seu ritual, Batman interroga a equipe de limpeza de Arkham e descobre que o criminoso pretende matar este número exato de pessoas necessárias para o ritual destruindo a Ponte Gotham, fazendo com que um trem, cheio de pessoas, caia para a morte certa. Batman tenta avisar as autoridades, mas não adianta e é forçado a correr em direção à ponte. Usando o Batmóvel, Batman dirige a toda velocidade para alcançar o trem e salta para o vagão-motor. Como os controles estão emperrados e o trem não pára, Batman separa o vagão-motor do resto dos vagões, evitando qualquer acidente. Quando Matadouro percebe que seu plano falhou, é muito tarde para ele reagir quando Batman aparece e derrota o louco e os seus associados. Enfurecido, Batman confronta o criminoso, perguntando se suas atrocidades realmente o tornaram mais forte ou imortal. Batman derrota Matadouro sem um único soco, pois ele desmaia de "medo do herói". Polêmica história que provocou a ira dos leitores na época, que enviaram centenas de cartas à redação da Abril pedindo explicações sobre este polêmico desfecho da história, onde um criminoso mata centenas de animais e planeja matar centenas de pessoas e nem punido merecidamente é pelo herói! Outro ponto polêmico, são os equipamentos de combate ao crime do herói muito antiquados para a época pendurados como enfeites de natal no teto da Batcaverna. Nada contra Jim Aparo para mim ele ainda é o melhor desenhista do Batman até hoje, mas tenho de ressaltar que ele estava um pouco defasado em sua arte para mostrar os acessórios de combate ao crime do herói! Com certeza ele estava parado na década de 1970, pois os acessórios são mostrados como os do Desenho Animado dos Superamigos, com pouca tecnologia. A esta altura o herói já tinha ganhado um filme arrasa-quarteirão há três anos tecnologia moderna e de ponta e um prestes a estrear com mais equipamentos modernos. Não sou a favor de que as HQs têm de se espelhar no cinema, mas em certos casos isso é necessário, principalmente quando envolve tecnologia.Creio que um potencial leitor fosse ao cinema, visse os acessórios de combate ao crime do herói com visual moderno e tecnologia de ponta, e vai até uma banca para comprar uma HQ do herói que traz acessórios visualmente ultrapassados e pendurados de qualquer jeito no teto da Batcaverna, acaba desanimado e desistindo de começar uma coleção do herói! Vale ressaltar que depois de 1992, a Batcaverna recebe um upgrade tanto em visual como em equipamentos!

Homem-Aranha nº 105: Roteiro de David Michelinie, e arte de Todd McFarlane. História publicada originalmente em "The Amazing Spider Man nº 300", de maio de 1988. Ao chegar em seu apartamento, Peter encontra Mary Jane aterrorizada após ser surpreendida por uma sinistra criatura vestida com um uniforme negro quase idêntico ao seu de Homem Aranha. Peter constata que se trata de alguém usando seu antigo uniforme alienígena que ele trouxe do Planeta Bélico na época em que lutou nas Guerras Secretas. Ele vai até o Edifício Baxter e pega a arma sônica que Reed usou para separá-lo do traje hospedeiro, mas acaba sendo emboscado por Venom  o novo hospedeiro do traje, que na verdade, e um homem com uma musculatura avantajada e com uma sinistra boca no traje. A história de Venom começa quando o jornalista Eddie Brock cai em desgraça após o Aranha provar que uma de suas reportagens era falsa e ele perde o emprego, e acaba nutrindo um ódio mortal pelo herói, e foi escolhido pelo Simbionte para ser seu hospedeiro no momento em que Peter o arrancou de seu corpo na catedral ("Homem Aranha nº 81", de março de 1990, publicado pela Editora Abril). Venom prende o herói com sua teia no badalo de um sino da catedral, e enquanto ele conta sua história o herói descobre um meio de detê-lo, já que o mesmo usou muito de seu hospedeiro gastando uma enorme quantidade de teia pra prendê-lo e o deixando fraco! Derrotando o vilão, ele é levado ao Edifício Baxter e fica preso num tubo como antes, e Peter retorna à sua vida normal, já que agora irá morar num apartamento de luxo em Bedford Towers! A partir desta edição o Homem Aranha volta a usar em definitivo seu uniforme tradicional (a pedido de Mary Jane) e não tendo mais nenhum do antigo, Mary Jane lhe mostra o que ele trouxe da Alemanha ("Homem Aranha nº 94", de abril de 1991), e então ele decide voltar ao uniforme clássico. Durante os anos seguintes foi sendo mostrado que Venom não é de fato um vilão, e sim um anti-herói, com muitos momentos trágicos que o levaram até este caminho! Eddie Brock já foi separado do simbionte algumas vezes e outros já chegaram a ser hospedeiros do alienígena. Um deles foi Mac Gargan-o criminoso conhecido como O Escorpião por um período de tempo, e até Flash Thompson! Venom também teve "filhos" o mais notório deles é o Carnificina! Venom é um dos poucos vilões que conseguiram ultrapassar este rótulo e se tornou tão famoso quanto seu principal adversário. O personagem chegou até a ganhar dois filmes solo de grande sucesso: "Venom" (2018), e "Venom -Tempo de Carnificina" (2021)! Esta história  foi republicada em " O Melhor do Homem-Aranha n°01", de dezembro de 1996, pela Editora Abril;pela Editora Panini em "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha n°05", de maio de 2007; "Homem-Aranha: Grandes Desafios n°01", de maio de 2007; e em "Marvel Omnibus: O Espetacular Homem-Aranha Por David Michelinie e Todd McFarlane", de maio de 2021; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n° 18", de dezembro de 2017.

Wolverine nº 01: Roteiro de Chris Claremont, e arte de John Buscema.Histórias publicadas originalmente em "Marvel Comics Presents nº 01 a nº 10", de setembro de 1988 a janeiro de 1989. Wolverine, inicia uma nova vida em Madripoor, Cingapura. Ocultando como pode sua verdadeira identidade, ele combate o crime solitariamente como o Caolho, evitando ao máximo usar seus poderes mutantes. Esta nova fase de aventuras solo do herói é mais "pé no chão", e tem um viés mais de conspiração e espionagem no estilo dos filmes de James Bond. Estas histórias foram republicadas pela Editora Panini em "Coleção Histórica Marvel: Wolverine n°01", de março de 2017.  Esta edição foi publicada em lombada quadrada, e capa cartonada com o Wolverine em alto relevo.

O Incrível Hulk nº 105: Roteiro de David Michelinie, e arte de Mark D.Bright.História publicada originalmente em "Iron Man nº 228", de março de 1988. Steve Rogers (obrigado pelo governo dos EUA a deixar de ser o Capitão América), pede um novo a Tony Stark. Tony fabrica o artefato e entrega ao ex-Capitão América, que percebe  algo errado em seu amigo, e desconfia que ele pretende atacar aprisão conhecida como Gruta, para desarmar os Guardiões que utilizam a tecnologia Stark em suas armaduras. Homem de Ferro e Jim Rhodes atacam a Gruta e desarmam a armadura dos Guardiões, mas a amizade de Homem de Ferro e Capitão fica abalada. Titânia e Mr. Hyde aproveitam para fugirem. Os dois heróis não entram em confronto físico como mostrado na capa da edição, e o agora conhecido somente como  "O Capitão" não consegue deter Tony Stark de seu intento ficando "imobilizado" por um tempo, porém sem ferimento algum. Esta história foi republicada em dois momentos distintos pela Editora Panini: Em "Homem de Ferro: A Guerra das Armaduras", em capa cartão em maio de 2010, e em capa dura em junho de 2021. Parte desta história continua em "Capitão América nº 155", de abril de 1992, e que foi republicada em "Capitão América: O Novo Capitão América", de agosto de 2021.

Homem-Aranha: Tormento nº 01: Roteiro e arte de Todd McFarlane. Histórias publicadas originalmente em "Spider Man nº 01 - nº 03", de agosto a outubro de 1990. Mini-série mensal em duas edições em formato americano, com 60 páginas. Uma matança sanguinária tomou as ruas de Nova York, arrastando subitamente o Homem Aranha para um embate contra um de seus inimigos clássicos que se mostra mais selvagem e brutal do que nunca: O Lagarto! No entanto, um misterioso inimigo manipula tudo das sombras, e logo o Herói Aracnídeo se verá enredado em uma trama maligna que só terminará com a sua destruição ou, então, com seu absoluto tormento! Na época foi considerada " A continuação da Última Caçada de Kraven", já que a Feiticeira Calypso busca vingança contra o herói pela morte de seu amante - Kraven-O Caçador! "Homem-Aranha: Tormento" é o início do trabalho de Todd McFarlane como roteirista conquistado pelo desenhista após o sucesso revolucionário de sua fase como desenhista do herói durante dois anos do título principal do personagem: “Amazing Spider-Man”. Infelizmente, Todd McFarlane não se sai tão bem na empreitada, sendo a obra em si "vazia" demais com diálogos risíveis, cheio de chavões, frases de efeito,e  repetições com o único propósito de estender um fiapo de história por cinco edições que se mostram muito vazias e cheia de situações  forçadas.Temos um Lagarto enlouquecido matando um monte de gente e atacando o Homem-Aranha em razão de feitiçaria de uma bruxa de vudu e somente isso! É uma história violenta que coloca esse antigo inimigo do Herói como um verdadeiro monstro enlouquecido e com sede de sangue; porém a história  não consegue ser sombria o suficiente como " A Última Caçada de Kraven" em razão da arte de McFarlane e das cores fortes de Bob Sharen, fora o fato de não ter conteúdo o suficiente para encher um pires.Originalmente esta publicação aqui lançada em formato de mini-série foi lançada lá fora no novo título mensal do Homem Aranha chamado apenas "Spider Man"que durou 98 edições (1990-1998), é, até hoje uma das edições mais vendidas de toda a história dos quadrinhos dos EUA, com uma tiragem inicial  incluindo todas as capas variantes  de 2,35 milhões de cópias. A Icônica pose do herói foi copiada por diversos artistas ao longo de mais de 30 anos com diversos heróis na mesma posição! Esta saga  já foi republicada várias vezes no Brasil, a começar pela Editora Panini em "Homem-Aranha: Grandes Desafios n°02", de maio de 2007; "Homem-Aranha: Tormento", em março de 2013; e "Marvel Omnibus:Homem-Aranha por Todd McFarlane", de dezembro de 2021; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n°07", de julho de 2017.

"Marvel Force n°09": Roteiro de Howard Mackie, e arte de Javier Saltares.Histórias publicadas originalmente em "Ghost Rider nº 05, e nº 06, de setembro e outubro de 1990. O Motoqueiro Fantasma está lidando com uma gangue de rua local depois deles tentarem estuprar uma garota, e ele está prestes a usar seu olhar de penitência quando os policiais chegam,  eele é obrigado a fugir noite adentro adentro. No dia seguinte, outra gangue de rua usando armamento de alta letalidade começa a atirar no Washington Square Park enquanto o Justiceiro observa toda a ação. Subjugando um dos adolescentes, ele descobre onde está sendo fornecido armas a eles. Daniel Ketch descobre sobre a vestimenta de um garoto de rua local cujo mentor é Eddie, e  vai investigar.  Em Forest Park, o Justiceiro observa através da mira de sua arma o movimento das gangues em um armazém, e  percebe que o Motoqueiro Fantasma está olhando diretamente para ele e se pergunta se ele o vê. A pergunta do Justiceiro é facilmente respondida quando O Espírito da Vingança o confronta no prédio de onde ele estava vigiando o armazém. Prendendo-o na frente da moto eles param em cima da clarabóia e caem por ela para dentro do armazém onde o terrorista Apátrida está discursando para um exército de jovens. Capturados, os acólitos do terrorista cercam os dois vigilantes. Des costas um pro outro, Justiceiro e Motoqueiro Fantasma são atacados pelo bando, mas o Apátrida diz para eles se dispersarem e irem embora, pois ele tem outros planos para eles. conseguindo escapar sozinho, o Terrorista deixa uma bomba programada para explodir o local. Os dois vigilantes escapam e logo em seguida o prédio explode. Um dos jovens que estava no armazém é visto correndo para um beco, Justiceiro o captura e o ameaça, e o Motoqueiro Fantasma usa de suas táticas para obter informações sobre onde o Apátrida e seu plano. O Jovem diz a eles que os acólitos do terrorista estariam distribuindo armas no World Trade Center à noite e que o plano do Apátrida é atacar o Federal Bank Reserve e usar um gerador de pulso eletromagnético para causar um curto-circuito nos computadores que e roubar todo o papel-moeda. Indo ao encalço do vilão, eles derrotam suas tropas, e finalmente pegam o Apátrida e o impedem de completar seu plano. O Motoqueiro Fantasma usa nele o " Olhar de Penitência". Quando os policiais chegam os dois vigilantes fogem noite adentro. Última edição do Título! A empreitada da Editora Globo em publicar novamente a Marvel no Brasil durou muito pouco, devido ao processo movido pela Editora Abril na época para ter o direito integral de publicação dos personagens da Casa das Idéias no Brasil! Restou para Globo ainda alguns personagens da Marvel que a editora paulista não se interessou em publicar como Cavaleiro da Lua, Esquadrão Supremo,Doutor Zero, Cavaleiro de São Jorge, e Força de Ataque Morituri. Estes personagens foram publicados em outro título chamado "Gibi Apresenta:", a partir do ano de 1993! Em janeiro de 1993, o Motoqueiro Fantasma (Danny Ketch) fez a sua estréia na Editora Abril em "Superaventuras Marvel nº 127", a partir da sua primeira edição como se não tivesse sido publicado anteriormente pela Editora Globo! Este encontro do Motoqueiro Fantasma e do Justiceiro não foi republicado novamente! Embora a Editora Abril tenha adquirido os direitos de publicação do personagem ela não republicou estas histórias e pulou vários números do título do personagem na época!! Haverá outros encontros do Justiceiro com este Motoqueiro Fantasma ao longo dos anos! O Apátrida  foi criado por Mark Gruenwald e Paul Neary, e apareceu pela primeira vez em  "Captain America nº 312", de dezembro de 1985 (no Brasil, "Capitão América n° 116", de janeiro de 1989 da Editora Abril). Seu verdadeiro nome é Karl Morgenthau,filho de um banqueiro suíço que se tornou diplomata, em Berna, na Suíça. Karl queria seguir os mesmos passos de seu pai e se tornar um diplomata, até que seu pai foi pisoteado até a morte em uma manifestação na embaixada da Latvéria. Desde então ele passou a acreditar que a humanidade precisava acabar com o conceito de países e nacionalismo, que fazia com que as pessoas se sentissem superiores diante de uma nacionalidade diferente. Ele criou a identidade de Apátrida e, com a fortuna que herdou criou um arsenal tecnológico, bem como financiou o grupo de partidários conhecido como Ultimato.Ele usa um traje altamente resistente igual a uma armadura, e lentes especiais em sua máscara que o ajudam a resistir a flashes de luz cegantes,  tem um emblema da Terra no cinto e carrega munição e suprimentos de combustível nas costas. Sua principal arma é uma maça com cravos, embora ele também tenha usado, ocasionalmente, uma pistola lança-chamas e metralhadoras comuns, além de possuir excelentes habilidades físicas, sendo um exímio lutador corpo a corpo com grande habilidade no Karatê. É também é um brilhante estrategista terrorista e um excelente linguista. O vilão  apareceu na minisérie da Disney Plus "Falcão e Soldado Invernal" de 2021, porém lá ele foi mostrado como uma mulher chamada Karlie Morgenthau , vivida pela atriz Erin Kellyman. A origem da personagem é diferente do personagem original das HQs, mas  as motivações são semelhantes. No Universo Cinematográfico da Marvel, os Apátridas são partidários de um movimento político que surge nas redes sociais promovendo a união entre as nações. Eles deixam pichações virtuais em ruas espalhadas pelo mundo para convocar seus apoiadores para suas reuniões. Essas reuniões em sua maioria envolvem ataques a bancos e outras formas de terrorismo doméstico. É em sua essência um grupo criminoso que manipula as massas frustradas com o caos político e social para espalhar o terror. Seus membros usam máscaras com um símbolo que mistura o globo com uma mão sangrenta. Os Apátridas querem um mundo onde as pessoas não sejam separadas por fronteiras e outros conceitos vagos. Eles lutam contra o nacionalismo, sejam estas bandeiras, manifestações culturais, ou símbolos como o Capitão América. Mas sua verdadeira motivação tem motivos mais egoístas. Para eles, o mundo estava melhor antes do "blip" de Thanos, quando metade da população foi presumidamente morta. Com menos pessoas nas ruas, a natureza voltava a prosperar e os países cooperavam para procurar uma solução para a catástrofe global. Alguns usam o similar do Soro do Supersoldado que lhes concede superforça, e agilidade fora do comum.

Grandes Heróis Marvel nº 35: Roteiro e arte de Barry Windsor-Smith. Histórias publicadas originalmente em "Marvel Comics Presents nº 72-84", de março a julho de 1991. Arma X: Década de 60, Logan é um policial em decadência que desde sua aposentadoria compulsória e precoce, gasta seus dias bebendo e se metendo em brigas. Ele acaba sendo sequestrado por alguns homens que o levam para uma instalação militar cuja localização é desconhecida. Essa instalação é a sede do Projeto X, programa ultra-secreto do governo cujo objetivo  é criar o assassino perfeito. Logan foi escolhido pelo seu porte físico avantajado e passado conturbado. Dentro do complexo encontramos três pessoas responsáveis pelo processo: A secretária Carol Hines, o Dr. Cornélius e o misterioso Professor. Eles são os responsáveis por todo o processo que transformaria Logan na perfeita máquina de matar, sendo o Professor o responsável em inocular o metal Adamantium no esqueleto de Logan. O processo não ocorre como o esperado, ocorrendo um excesso de absorção do metal nos punhos de Logan. Esse excesso seria o responsável pelo surgimento das famosas garras de adamantium. Após esse processo ter sido realizado com sucesso, o trio  realiza os implantes de memórias falsas e vários tipos de condicionamento mental para assim minar a vontade própria de Logan e, assim, controlá-lo de forma absoluta. Porém, as coisas não saem como eles planejam e o futuro Wolverine acaba por vencer as drogas e a confusão mental resultante do processo e escapa para as florestas geladas do Canadá, deixando uma trilha de corpos pelo caminho. Ele fica lá até ser encontrado por James e Heather MacDonald, o casal que o recrutou para fazer parte do primeiro supergrupo canadense, a Tropa Alfa. Wolverine sempre foi um personagem misterioso, cujo passado era mostrado a conta gotas.Muito se especulava sobre quem ele realmente era, e como ele adquiriu as famosas e indestrutíveis  garras de Adamantium. Por quase 20 anos esta dúvida permaneceu entre os leitores até que finalmente foi mostrada de forma brilhante pelo mestre Barry Windsor-Smith, numa história que não segue o tradicional, cheia de idas e vindas embaralhando a cabeça do leitor tal qual os implantes de memória falsas implantados no personagem! Creio que isso tenha sido proposital por parte do escritor, para dar ao leitor a sensação angustiante de não saber o que é real ou falso tal qual os implantes de memória feitos no personagem. Os referidos implantes de memória criados pelo autor nesta obra serviram como referência para vários roteirista, e qualquer furo cronológico na biografia do personagem que existisse era justificado como resultado dos implantes sofridos durante sua passagem pelo Projeto X. Durante alguns anos, Arma X foi um grande marco tanto para os fãs do herói, como para os roteiristas de histórias do Wolverine, sendo considerada a história "definitiva" da origem das garras de Wolverine; e uma grande fonte de referências do passado do personagem. Infelizmente, as Editoras não possuem o hábito de tornar intocáveis suas obras primas, e permitem que escritores menos talentosos estraguem algumas de suas melhores histórias,e foi isso que aconteceu com Arma X. Poucos anos depois de publicada esta história, o então roteirista do título do Wolverine, Larry Hamma, achou que seria uma idéia interessante se num confronto entre X-Men e Magneto, o mestre do magnetismo retira-se o adamantium dos ossos de Wolverine. O escritor se esqueceu de que, sem adamantium, sem garras, e para arrumar esta confusão, Hamma decidiu que seria interessante dar a Logan garras de osso, jogando todo o trabalho de Barry Windsor Smith no lixo. Esta história foi publicada  lá fora  em "X-Men nº 25", de outubro de 1993; no Brasil foi publicada em "X-Men Gigante n°02", de abril de 1996 pela Editora Abril, e republicada pela Editora Panini em "X-Men: Atração Fatal n°03", de setembro de 2014. Isso sem contar que as tais garras de osso criariam mais problemas à já conturbada cronologia do personagem, mas também criariam um hype a mais em seu passado misterioso; , já que se Logan já tinha as garras desde quando era garoto, por que só passou a usá-las após sua passagem pelo Projeto X? Em 2001 foi criada a mini-série "Origem" de Paul Jenkins e Andy Kubert que teve como objetivo revelar de uma vez por todas o passado obscuro do Wolverine em definitivo. Mesmo assim, e ainda com as revelações sobre o passado de Logan mostradas em "Origem", "Arma X" não deixa de ter o seu valor ou importância na cronologia deo herói. Arma X pode realmente ser considerada uma obra prima das HQs, um clássico moderno das Nona Arte publicada numa época considerada pouco criativa para os quadrinhos em si. A obra já foi adaptada em desenho animado na segunda temporada de "X-Men: A Série Animada" (X-Men: The Animated Series ) no segundo episódio intitulado "Repo Man". Foi adaptada para o cinema em "X-Men 2" (1993); em "X-Men Origens: Wolverine"( 2009); e em "X-Men Apocalypse"( 2016). Arma X  foi republicada em "Wolverine Extra nº 01", de abril de 1995, pela Editora Abril; pela Editora Panini em "Wolverine-Arma X", de outubro de 2003, em formato americano e capa cartão; e em "Wolverine-Arma X-Edição Definitiva", de novembro de 2013, em formato americano e capa dura; e pela Editora Salvat em "A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel n° 12", de maio de 2014.

Abril:

Batman: Acossado nº01. Roteiro de Doug Moench, e arte de Paul Gulacy.Publicada originalmente em " Legends Of Dark Knight nº 11", de setembro de 1990. Mini-série quinzenal em cinco edições. Batman já atua como vigilante há algum tempo nas ruas de Gotham, mas mesmo com o apoio do Capitão James Gordon, uma grande  parte da polícia acha que ele é tão perigoso quanto os criminosos que ele prende. E a situação se agrava quando surge em Gotham um novo psiquiatra chamado Hugo Strange, que utiliza dos meios de comunicação em massa e apoio de grande parte da sociedade de Gotham para fazer um diagnóstico profundo sobre o Cavaleiro das Trevas e o perigo que ele representa para todos. Strange secretamente inveja o herói por tudo aquilo que ele pode realizar, seu poder, seu fascínio e por isso mesmo quer ver o Batman derrotado. Estudando a fundo o Cavaleiro das Trevas ele consegue desvendar sua identidade secreta, e convence o Prefeito de Gotham a montar uma força tarefa para caçar o Homem-Morcego e ainda manipula um desorientado policial chamado Max Cort a sequestrar a filha do prefeito de Gotham para a culpa recair sobre o herói; e a se tornar um violento vigilante conhecido como "Fragelo da Noite. Acossado trabalha nas brechas de "Ano Um", e foca principalmente no submundo de Gotham,  de uma maneira mais profunda, mostrando criminosos mais "pé- de- chinelo", e o seu chefão conhecido como "O Peixe" (não por acaso semelhante ao Rei do Crime da Marvel), e toda a rota de tráfico de drogas da cidade, ao mesmo tempo em que a polícia tenta capturar o  herói. A Mulher Gato participa como coadjuvante, e é mostrado que a aquela vida miserável na vida da personagem ficou pra trás e seus crimes começaram a dar resultado financeiro para ela, já que ela agora mora num apartamento de luxo! As cenas envolvendo a filha do prefeito de Gotham sequestrada, amarrada em uma cama em trajes sumários, e por vezes espancada pelo vilão Hugo Strange (aparentemente misógino), hoje causaria muita polêmica, podendo até mesmo ser alvo de censura! Aqui temos o Batman explicando a necessidade de ter um veículo de transporte para se locomover, já que ele ainda faz uso da "asa delta" mostrada em Ano Um, e por vezes precisa sacrificar o artefato em sua missão! É mostrado o herói construindo do zero o seu "primeiro" Batmóvel, e o modelo pode levantar polêmica porque não se parece em nada com o primeiro que ele teve de fato nas HQs, sendo até mais moderno e estilizado do que ele usava na sua cronologia vigente da época! Esta foi a primeira e única aparição deste Batmóvel!! Doug Moench e Paul Gulacy repetem uma vez mais a parceria, iniciada no título do "Mestre do Kung Fu" da Marvel; e particularmente Gulacy faz aqui um excelente trabalho com cenas de luta mais "realistas", e de ação mais dinâmicas! Criado por Bob Kane e Bill Finger, Hugo Strange é um dos adversários mais antigos do Batman.Sua primeira aparição foi em Detective Comics nº 36, de fevereiro de 1940. Hugo Strange, é um adversário muito perigoso do Cavaleiro das Trevas, sendo um mestre em psicologia e psiquiatria, e usa tais conhecimentos para hipnotizar e antecipar os movimentos de um inimigo previamente estudado. Seus conhecimentos de yoga permitem a ele diminuir suas funções autonômicas para simular a morte. A primeira aparição de Hugo Strange fora das HQs se deu em "Batman: A Série Animada" (1992-1995),  e também foi mostrado em  na série animada "Liga da Justiça Sem Limites" (2004-2006), que ele é um membro do Projeto Cadmus. O personagem apareceu também em na série animada "The Batman" (2004-2007), onde sua aparência foi bastante modificada, e na série de TV "Gotham" (2014-2019), sendo interpretado por BD Wong. Hugo Strange também pode ser encontrado no jogo Batman: Arkham City. Ele é o responsável pela instalação da prisão dentro da área decadente de Gotham City e um dos principais antagonistas do jogo. Foi republicada na coleção "A Lenda de Batman nº 52" da Planeta DeAgostini em 2021, e pela Editora Panini em janeiro de 2022.

Homem-Aranha nº 106: Roteiro de David Michelinie; e arte de Todd McFarlane. Publicada originalmente em: "The Amazing Spider-Man n° 302, nº 303", de julho, e agosto de 1988. Em Emporia, Kansas, Peter Parker é apresentado nos laboratórios de investigação de Martin Jacobi, que ofereceu a Peter um emprego como assistente principal da Divisão Experimental. Peter não tem certeza de que aceitará o emprego, embora esteja muito impressionado com as instalações, uma vez que estas lhe oferecem as oportunidades de emprego que tem procurado desde os seus tempos de colegial. Peter ainda não consegue aceitar o fato de que foi recomendado para o cargo pelo Dr. Curt Connors, que se transforma no Lagarto,e é tão amigo do Homem-Aranha como inimigo. É o mostrado A Peter no exterior das instalações uma nova ala está a sendo construída. Elepensa como não seria possível conseguir tal cargo em Nova Iorque, e se pergunta como esta grande mudança para o Kansas iria impactar a sua vida. Logo ele se deparara com uma discussão entre o Doutor Royce Nero e o chefe de construção Wes Cassidy. Royce, um antigo funcionário do governo, está chateado porque o equipamento de construção de Cassidy estar a perturbando o seu delicado equipamento. De repente, uma das tochas de acetileno recua, ameaçando causar uma explosão maciça, Wes Cassidy ordena a todos que evacuem o local antes que venha a explodir. Peter Parker consegue escapar da confusão e como Homem-Aranha oferece ajuda. O Homem-Aranha está contente por a área ter sido evacuada, salvando Peter de explicar porque é que o Homem-Aranha está na área. Ele vê as chamas a aproximarem-se do barracão cheias de mais cilindros de propano. Antes de o Homem-Aranha poder entrar e tentar apagar as chamas, ele fica chocado ao ver Wes Cassidy a correr de volta ao local em super velocidade. Mesmo antes dos olhos espantados do Homem-Aranha, ele observa enquanto Cassidy dá pontapés na parte de trás de uma pick-up e chuta o isolamento das paredes para dentro das chamas, sufocando-as. Com o perigo a terminar, tanto Cassidy como o Homem-Aranha vêem-se e descolam como se nenhum deles quisesse ser descoberto. Mais tarde, de volta ao seu disfarce civil, Peter Parker recebe a garantia de Martin Jacobi de que estas coisas não acontecem regularmente no local. Peter tem a certeza de que se tratou apenas de um acidente isolado. Pensando para si próprio, fica surpreendido ao descobrir alguém com super-poderes, mas espera que essa seja a única surpresa que o espera no Kansas. Nesse momento, no laboratório de Royce Nero, o cientista começa um teste de uma nova luva que ele construiu. Disparando uma viga de um dos seus dedos, a luva faz explodir uma rocha no outro extremo da sala. Nero está satisfeito com os resultados, confiante de que a sua nova invenção está quase completa. De volta à  Nova Iorque, Silver Sable acaba de terminar uma sessão de treino quando seu Tio Morty chega para a informar que seu grupo de mercenários retornou de sua missão, lhe informando que conseguiram localizar o Neonazista conhecido como Fritz Kraus, mas a sua organização é muito maior do que eles esperavam. Ao ouvir isto, Sable decide que está na hora de chamar um operativo especial. Mais tarde,  na zona rural de Emporia, o chefe da família de Wes Cassady aguarda seu jantar. Enquanto aguarda fora de casa, Wes é abordado pelo Homem-Aranha. O Escalador de Paredes explica que está interessado em saber como Wes obteve os seus poderes, sendo ele o único super-humano da região. Cassady está grato por ter alguém com quem possa conversar sobre o assunto. Wes leva o Homem-Aranha para a garagem, com a promessa dele de não rir quando revelar a fonte do seu poder. Wes explica que era ajudante quando o edifício On-Line foi construído pela primeira vez, e durante o trabalho de construção, uma cobaia coelho  escapou da sua gaiola no laboratório. Com a criatura a correndo solta no local da construção, Wes tentou pegá-lo, no entanto, o coelho o mordeu. Desde então, ele tem a capacidade de se locomover a uma velocidade super rápida. Terminando a sua história, Wes pergunta porque é que isto foi lhe acontecer. O Homem-Aranha sugere que ele use os seus poderes para fazer o bem, e promete manter os poderes de Wes em segredo. De volta ao Brooklyn, o Homem-Areia regressa ao quarto alugado onde tem vivido sob o pseudónimo de Sylvester Mann. Infelizmente, ele descobre que se trancou de novo e usa secretamente os seus poderes de areia para abrir a porta. Uma vez lá dentro, a sua senhoria, a Sra. Casada, diz a "Sylvester" que ele tem uma visita, e ao subir ao seu quarto, descobre que é Silver Sable, que diz ao "ex-vilão" que ela tem um trabalho para ele. Em nas Bedford Towers , Mary Jane recebe um telefonema do seu marido, que lhe diz estar muito entusiasmado com a proposta de emprego e queirá lhe falar sobre o assunto assim que retornar para casa dentro dealguns dias. Mary Jane teme que isto aconteça! No dia seguinte, no Complexo de Pesquisas, Jacobi é interrompido pelo Dr. Nero, que invade seu consultório usando seu equipamento tecnológico. Nero explica que ele veio para receber suas dívida, depois de ser forçado a se aposentar do trabalho do governo, ele estava transformando seu equipamento de controle de distúrbios em uma arma ofensiva. Ele então exige que Jacobi entregue planos para um projeto secreto do cofre. Neste momento, Peter Parker chegou ao portão principal quando o alarme de segurança dispara, Peter decide fugir e se transformar no Homem-Aranha, e pega Nero destruindo a instalação. Enquanto o Homem-Aranha luta com Nero, Wes Cassidy observa da multidão. Quando o Homem-Aranha é derrubado, ele pede ajuda a Cassidy, mas ele não consegue fazer isso. Eventualmente, o Homem-Aranha consegue recuperar a vantagem quando um laser de teste é ativado durante a batalha. Enquanto Nero está ocupado se esquivando da explosão, o Homem-Aranha consegue acertar um golpe que nocauteia seu inimigo. Com a batalha terminada, Wes pede desculpas ao Homem-Aranha, já que ele não conseguiu se envolver. O Homem-Aranha diz a ele que entende, dizendo a Wes que todos nós temos decisões a tomar e conviver e vai embora. Mais tarde, depois de voltar a ser Peter Parker, ele oferece uma desculpa esfarrapada sobre a existência de uma equipe de Homens-Aranha, já que o herói mascarado foi visto na Inglaterra e na Alemanha nos últimos meses para explicar que seu alter ego está ativo no mundo. O Sr. Jacobi espera que a opinião de Peter sobre a o centro de pesquisas não seja prejudicada por estes acontecimentos recentes. Peter garante que não, mas ele precisa falar com a esposa antes de aceitar o emprego! Quando Peter retorna a Nova York e se reencontra com sua esposa, ele diz a ela que a oferta de emprego é a realização de um sonho. É quando Mary Jane diz a ele que ela não pode abandonar sua carreira e vida na cidade de Nova York, nem mesmo pelos sonhos de Peter. Isso deixa o casal em um impasse ao decidir o que fazer a seguir. O Homem-Aranha fica sentado pensando sobre a maior decisão que já teve que tomar em sua vida. Ele recebeu uma oferta de emprego na Pesquisa On-Line do Kansas, no entanto, sua esposa, Mary Jane, não quer deixar sua carreira na cidade de Nova York. Quando ele retorna para sua nova casa em Bedford Towers, Mary Jane adormece na frente da televisão. Qunado Peter desliga a TV, ele acorda Mary Jane, que pergunta se ele tem alguma foto para o Clarim Diário. Peter responde que não, pois estava tudo calmo naquela noite. Peter tem uma grande decisão sobre se deve aceitar a oferta de emprego no Kansas, especialmente porque Mary Jane não quer desistir de sua vida e carreira na cidade de Nova York. O casal decide encerrar a noite e se preocupar com o assunto na manhã seguinte. Na manhã seguinte, na Embaixada Symkaria, o Homem Areia está passando por uma sessão de treinamento para Silver Sable. Ele destrói uma aranha robótica com relativa facilidade graças aos seus poderes. Silver Sable está impressionada, mas ela avisa que sua presa atual, o neo-nazista conhecido como Franz Kraus, não será um inimigo fácil de derrotar. Silver diz a ele que ela vai trazer outro agente, alguém que ele está familiarizado. Um telefonema é feito e, mais tarde naquele dia, quando Peter Parker chega ao Clarim Diário, ele descobre que o jornal está veiculando um anúncio pago por Silver Sable solicitando a ajuda do Homem-Aranha. J. Jonah Jameson está chateado com isso, no entanto, o avarento não pode recusar o fato de que Sable está pagando três vezes o preço normal por um anúncio de uma página.  Ao ouvir isso, Peter decide ver o que Sable deseja , pois pode permitir que ele distraia as coisas. Peter não é o único que está tentando esquecer seus problemas atuais. Do outro lado da cidade, Mary Jane está posando para uma sessão de fotos de moda, mas sua mente está focada na oferta de emprego de Peter. Mary Jane está debatendo se deveria desistir de sua vida atual por causa de Peter, imaginando se ela o ama o suficiente para fazer tal sacrifício. Mais tarde, o Homem-Aranha está na embaixada da Symkaria à espera de se encontrar com Silver Sable. Quando Silver Sable o recebe, ela fica aborrecida por ele não ter entrado pela janela como no passado, depois de lhe explicar o motivo de tê-lo procurado, ela explica que tem contratos para ele assinar para que possa ser pago pelo seu trabalho. Reunindo-se  com o seu ex inimigo Homem Areia, Silver Sable explica que os dois estão sendo contratados para o caso  Franz Kraus, para que possam criar um plano de ataque. Embora o Homem-Aranha seja um dos inimigos mais antigos do Homm Areia, o Homem-Aranha está ansioso por trabalhar com ele para derrubar um notório neonazista.Pouco depois o trio está do lado de fora do armazém que Kraus utiliza como base de operações. Silver Sable  ordena ao Homem-Aranha que dê uma olhada pelo lado de cima do local. O Homem-Aranha faz uma teia até ao telhado e passa pelos guardas de sentinela. Rastejando através do sistema de ventilação, o herói descobre que Kraus e os seus homens têm um grande esconderijo de armas e veículos de qualidade militar. Infelizmente, o Homem-Aranha gruda em uma uma tábua apodrecida que despenca e envia o herói para o chão. Um dos guardas ouve a a queda do herói e vai investigar. O Homem-Aranha o nocauteia fazendo-o cair em uma caixa de madeira, esmagando-a. O Homem-Aranha fica surpreendido ao descobrir caixotes cheios de drogas. Ao esgueirar-se, o Homem-Aranha encontra Franz Kraus no seu escritório. Kraus pretende usar os fundos obtidos pelo tráfico de drogas para ajudar a formar um novo estado nazista, como resposta anti-semita à nação de Israel. Tendo ouvido o suficiente, o Homem-Aranha parte para poder contar a Silver Sable tudo o que ouviu. Entretanto, em Bedford Towers, Mary Jane ficou impaciente à espera que o seu marido voltasse para casa para que pudessem conversar. Decidindo tomar a sua própria decisão sobre o assunto, ela vai ao armário e tira uma mala. Nesse momento, o Homem-Aranha fica chocado com o fato de Silver Sable e homem Areia petenderem lidar sozinhos com Franz Kraus. As suas sugestões de que pelo menos chamem a polícia caem por terra. Não disposto a deixar os dois ir sozinhos, o sentido de responsabilidade do Homem-Aranha obriga-o a acompanhá-los. Dentro do armazém, o Homem-Aranha cria uma manobra de distração para que o Homem-Areia possa ir à procura de Kraus. Distraído por pensamentos sobre a situação com a sua esposa, mas depois de uma quase fatalidade, decide concentrar-se mais na luta que tem em mãos. Enquanto o Homem-Aranha e o Homem Sandman despacham os soldados, Silver Sable luta com os guardas pessoais de Franz Kraus. Enquanto ela está ocupada com eles, o Neo-Nazi tenta fugir, mas ela consegue apanhá-lo, empurrando o cano da sua arma pela garganta abaixo e desafiando-o a dar-lhe uma razão para puxar o gatilho. Com a batalha terminada, os neonazistas são entregues às autoridades.  Depois de ser pago pela missão, o Homem-Aranha volta para casa, e quando chega chega, descobre que Mary Jane fez uma série de malas. No início ele pensa que ela vai deixá-lo, no entanto, ela diz a Peter que  vai acompanhá-lo no seu novo emprego Kansas. No entanto, Peter diz-lhe que decidiu não aceitar o trabalho, e que decidiu voltar à escola para que possam ficar em Nova Iorque. Mary Jane está tão feliz, que finge desmaiar nos braços do seu marido. O Homem Areia abandona sua vida de crimes em "Marvel Team-Up nº 138", de fevereiro de 1984, história publicada pela Editora Abril em "Homem Aranha nº 68", de outubro de 1988. Estas duas histórias foram republicadas em "O Melhor do Homem Aranha nº 01" de abril de 1996,pela Editora Abril; "Os Maiores Clássicos do Homem Aranha nº 05", de maio de 2007, e "Marvel Omnibus: Espetacular Homem-Aranha Por David Michelinie e Todd McFarlane", de maio de 2021, pela Editora Panini; e "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha n° 18", de dezembro de 2017 pela Editora Salvat.

Betty Boop em A Grande Chance n°01: Roteiro de Joshua Quagmire, e arte de Leslie Cabarga e Knight Milton. Publicada originalmente em "Betty Boop's Big Break n°01", de 1990. Edição especial em formato americano, e com 84 páginas! Publicada lá fora pela First Comics, esta edição especial traz uma aventura da pin-up, por Coney Island na era da depressão. Betty e seu namorado Bimbo tentam participar de uma produção cinematográfica estrelada por seu velho amigo, o Palhaço Koko, mas as coisas não saírão como o planejado. A publicação resgata o clima de comédia no estilo dos desenhos animados "Talkartoons"  onde a personagem apareceu pela primeira vez em 1930. Os Talkartoons eram uma série de 42 curta-metragens de animação produzido pelo Fleischer Studios e distribuídos pela Paramount Pictures entre 1929 e 1932, sucedendo a série "Out of the Inkwell". Betty Boop é a pin-up mais famosa do mundo, e foi criada por Max Fleischer, e desenhada por Grim Natwick e apareceu pela primeira vez  no curta de animação "Dizzy Dishes", em 09 de agosto de 1930. Betty foi  criada tendo como inspiração as divas da década, tendo como inspiração maior a cantora Helen Kane (1904-1966), de onde as feições da personagem foram criadas. Betty  tinha um jeito de garota independente e provocadora, com curvas perfeitas e com as pernas sempre de fora, exibindo uma cinta-liga, espelhando-se nas divas da época, e ao som de muito Jazz. E meados da década de 1930, ela teve de ficar mais "comportada" devido à vigência do Código Hays(oficialmente Motion Picture Production Code ou Código de Produção de Cinema) que foi um conjunto de normas morais aplicadas aos filmes lançados nos Estados Unidos entre os anos de 1930 e 1968 pelos grandes estúdios cinematográficos. Seu nome deriva de Will H. Hays, advogado e político presbiteriano, presidente da Associação de Produtores e Distribuidores de Filmes da América (Motion Picture Producers and Distributors of America — MPPDA) de 1922 a 1945. Sob a liderança de Hays, a MPPDA (mais tarde conhecida como MPAA), adotou um código de autocensura em 1930, que foi aplicado de maneira mais rígida a partir de 1934. Este código explicitava qual conteúdo era aceitável ou não-aceitável para os filmes produzidos nos Estados Unidos. O Código Hays foi abolido por completo em 1968, quando a MPAA passou a adotar um sistema de classificação indicativa. Sob a nova regra, os filmes produzidos a partir daquele momento receberiam uma das quatro indicações etárias possíveis:"G "para o público em geral;"M" para conteúdo maduro;"R" para conteúdo restrito (onde menores de 17 anos só poderiam entrar no cinema acompanhados por um adulto);"X" para conteúdo explícito (onde menores de 17 anos não poderiam entrar no cinema de maneira alguma). Betty Boop se tornou uma das personagens de desenhos animados mais conhecidas e populares do mundo, e já participou de mais de 100 animações, e várias HQs, sempre representando o lado sexy e fetichista dela, e se  distanciando muito dos desenhos animados, uma vez que com o passar dos anos muitos não têm conhecimento dela como uma criação cinematográfica. Ela teve uma coleção de miniaturas lançada em 2013 pela Salvat chamada de "Betty Boop-Show Collection"!

A Teia do Aranha nº 31: Roteiro de Gerry Conway, e arte de Ross Andru.Publicada originalmente em "The Amazing Spider Man nº 149 e nº 150", de outubro e novembro de 1975. Para salvar a vida de Ned Leeds, que está sob o poder do Chacal, O Homem Aranha precisa derrotar seu próprio clone. O Chacal  criou um clone do próprio Homem-Aranha,  (utilizando amostras sanguíneas que eles tinham tirado durante as aulas de ciências) e, assim, descobriu sua identidade secreta. Com isso, o vilão  provocou uma luta entre o original e o clone, mas cometeu o erro de deixar no clone as memórias do verdadeiro, o que também inclui o seu forte senso de justiça, forçando-o a se sacrificar para salvar seu melhor amigo, Ned Leeds. Apenas um Homem Aranha saiu vivo, e ao final, Peter joga o corpo sem vida de sua cópia numa chaminé de uma fábrica incineradora, e vai embora. Embora ele fique abalado com o acontecido, chegando a duvidar se ele é mesmo o original ou clone, e procurando ajuda até do Dr.Connors para esclarecer a dúvida, e chegando no final à conclusão de que não é o clone, e sim o verdadeiro. Por vinte anos esta história foi "apenas" mais um capítulo na vida do herói, sem nenhuma relevância, porém em 1994, esta história é retomada e com consequências que reverberam até hoje na polêmica e controversa "Saga do Clone". A Saga do Clone terá o seu momento oportuno para ser revisitada e comentada! Em 1981 é publicado  na revista "What If nº 30", um "O que Aconteceria Se..", que mostrava o que teria acontecido se o clone do herói 'tivesse sobrevivido". Não é a mesma trama usada como base para A Saga do Clone! Esta história foi publicada em "Almanaque Premiere Marvel n°06", de dezembro de 1982, pela RGE. No seriado "The Amazing Spider-Man" ( no Brasil: "O Espetacular Homem Aranha") de 1977, com Nicholas Hammond no papel principal, esta história foi adaptada no quarto episódio da primeira temporada, intitulado "Night of the Clones" (A Noite dos Clones). Embora a trama seja mais enxuta, a morte do clone é mostrada de maneira convincente, sem pontas soltas! Esta história  foi publicada originalmente no Brasil em "Homem-Aranha n° 32", de agosto de 1981 pela RGE, e republicada várias vezes ao longo dos anos, depois desta edição de "A Teia do Aranha", começando por "Origens dos Super-Heróis Marvel n°06", de julho de 1997 pela Editora Abril; pela Editora Panini em "Homem-Aranha: Grandes Desafios n°05 - A Saga Original do Clone", de julho de 2007; e pela Editora Salvat em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha 1ª e  2ª Série - n°03", de novembro de 2016 (fase de testes), e maio de 2017; e "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel n°90", de setembro de 2018.

Hook - A Volta do Capitão Gancho: Roteiro de  Charles Vess, e arte de John Ridgway, Denis Rodier,  Gray Morrow, Andrew Pepoy , and Dan Panosian.Publicada originalmente em "Hook nº 01 a nº 04 ", de fevereiro a abril de 1992. Já adulto, Peter Pan é Peter Banning, um advogado bem-sucedido, casado, pai de dois filhos e sem nenhuma lembrança de sua infância. Quando o Capitão Gancho sequestra seus filhos, para atraí-lo de volta para a Terra do Nunca, Peter tem de voltar à suas origens para recuperar o seu espírito jovem e, assim, desafiar o velho inimigo. Edição especial de 84 páginas que compila as quatro edições da mini-série que servem como adaptação em quadrinhos para o filme de 1991,  dirigido por Steven Spielberg,  baseado no romance "Peter and Wendy", de 1911, de J. M. Barrie. Foi protagonizado por Robin Williams (como Peter Pan), Dustin Hoffman (como Capitão Gancho), Julia Roberts (como Sininho), Bob Hoskins (como barrica). Esta adaptação saiu pela Marvel nos EUA, e provavelmente não houve interesse da Editora Abril em publicar esta adaptação em quadrinhos como ela estava fazendo antes, criando até mesmo um título próprio! Charles Vess é um artista conhecido principalmente por seus trabalhos nos tótulos do Sandman, Stardust, e Livros da Magia!

Graphic Novel nº 28: Pixotes: Roteiro e arte de Arnaud Dombre-"Arno". Publicada originalmente em "Kids",  Humanoïdes Associés, 1985. O álbum traz o artista francês Arno em uma das suas maiores criações: "Kids". Ou, como ficou adaptado para o português: "Pixotes"! Seu estilo é fortemente influenciado por Moebius, bem como algumas das suas idéias contidas nesta HQ. São oito histórias curtas, em sua maioria envolvendo guerras, solidão, trens e, crianças. Algumas das histórias não possuem lógica, típico das revistas européias como a Metal Hurland (Heavy Metal). A guerra sobre o ponto de vista das crianças é o tema mais recorrente e mostrado com uma sutileza e ingenuidade quase infantil.O título Graphic Novel retorna após sete meses de hiato!

Marvel Saga n°04-Thor: A Origem de Bill Raio Beta: Roteiro e arte de Walt Simonson, publicada originalmente em 'Thor n° 337" a "Thor n° 340", de novembro de 1983 a fevereiro de 1984. Nick Fury entra em contato com Donald Blake (a versão humana de Thor)  e pede para que O Deus do Trovão investigue uma nave alienígena que está vindo diretamente para a Terra. Thor aceita a missão, e parte rumo ao espaço, e ao encontrar a frota de naves espaciais é atacado pelo comandante da nave, que o confunde com um inimigo. Chegando ao interior da nave espacial,o Deus do Trovão é surpreendido por um alienígena chamado Bill Raio Beta, um ser de grande bravura e força capaz de rivalizar com a sua. O alienígena pertence à raça Korbinita, uma espécie que teve de fugir de seu planeta natal e viajava em estase. Antes de iniciarem a viagem, um dos Korbinitas foi modificado geneticamente para ganhar poderes a fim de defender sua raça durante a viagem, tornando-se Bill Raio Beta. Thor fica muito tempo sem seu martelo e retorna à forma humana. A nave cai na Terra e Bill Raio Beta segura e consegue empunhar o martelo Mjolnir, ganhando assim seu poder. Este é o início da fase de Walt Simonson que remodelou o Deus do Trovão para sempre, sendo esta a mais aclamada de todas as reformulação pelo qual o personagem passou ao longo de todos os seus anos de criação! Foi publicada originalmente em "Heróis da TV nº 101 a nº 104, de novembro de 1987 a fevereiro de 1988, e republicada também em " Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor  n°01, de setembro de 2006, pela Editora Panini; "A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel n°05-Thor: O Último Viking", de novembro de 2015, pela Editora Salvat;  "Marvel Edição Especial Limitada: Thor n°01", de abril de 2018, pela Editora Salvat; e "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel n° 93 (somente a edição "Thor nº 337"), de  fevereiro de 2019 pela Editora Salvat.

Cartas Selvagens nº01: Roteiro de: Melinda Snodgrass, Lewis Shiner, Howard Waldrop, Walton 'Bud' Simons, George R.R. Martin,  John Jackson Miller, Walter Jon Williams, Lewis Shiner, John Jackson Miller,  Howard Waldrop, Stephen W. Leigh, e arte de Marshall Rogers, Barry Kitson, Michael A. Hernandez - ‘Michael Bair’, Barry Kitson, Lee Weeks, Thomas Yeates, Timothy Truman, Barry Kitson, Doug Potter.Publicada originalmente em "Wild Cards nº 01, de setembro de 1990". Mini-série quinzenal em quatro edições, publicada originalmente pelo selo Epic Marvel, que traz a primeira adaptação da série de livros "Wild Cards" para os quadrinhos e, apesar de ter sido escrita pelos mesmos autores dos livros, e que inicialmente não fazia  parte do universo regular. No Brasil, a Devir trouxe o "RPG GURPS" e diversos cenários para esse sistema. Entre estes suplementos estava o módulo "GURPS Supers", com as regras de "GURPS" interpretadas e complementadas para a temática de super-heróis. Era o início dos Anos 90 e os quadrinhos vendiam muito bem, incluindo neste rol  as editoras independentes Dark Horse e Image que começavam a se destacar no mercado. "GURPS" tinha a licença de uma série de livros de super-heróis, até então desconhecida no Brasil, chamada 'Wild Cards", e a Editora Devir tinha a licença de publicação  no Brasil. Junto com o "GURPS Supers", a Devir ainda lançou o cenário de "Wild Cards"- Cartas Selvagens", no mesmo livro. O grupo de escritores liderados por George R. R. Martin (criador da série de livros "A Guerra dos Tronos", que mais tarde daria origem à premiada e aclamada série de TV "Game Of Thrones", na HBO), criadores e donos de Wild Cards, resolveram licenciar os direitos da série para os quadrinhos e escolheram o selo "Epic",pertencente à Marvel Comics, para lançá-lo. O Selo  Epic era independente na Marvel, e não tirava os direitos dos autores. A primeira adaptação de Wild Cards foi uma minissérie em quatro edições pela Epic Marvel, escritas pelos mesmos escritores dos livros e ilustrada por grandes nomes dos quadrinhos na época que mantinham vínculos com a Marvel. No Brasil,  a Editora Devir e a Editora Globo se uniram e trouxeram em conjunto o módulo 'GURPS Supers" com Cartas Selvagens no mesmo livro e essa minissérie de Cartas Selvagens pela Epic, fazendo uma promoção conjunta na época:Um pacote especial com "GURPS Supers" com as quatro edições da minissérie completa, ao contrário dos EUA, onde  os módulos Supers e Cartas Selvagens de GURPS foram vendidos separadamente. Lá fora, quem quisesse jogar Cartas Selvagens, tinha que ter o Módulo Básico de 'GURPS", o 'GURPS Supers" e o cenário Cartas Selvagens. Os leitores brasileiros tiveram um livro a menos, porém  ganharam uma série que funcionava como ambientação em quadrinhos. É claro que os quadrinhos também saíram nas bancas de jornais e nas gibiterias da época. Os RPGistas mais atentos veriam que o quadrinho estava defasado em relação ao cenário que vinha junto com GURPS Supers. E para você que, hoje, acompanha os livros publicados pela Leya/Omelete, saiba que a história dos quadrinhos foi a mesma até o livro 5. Esse quadrinho se passa depois dos eventos do quinto volume e é desconsiderado nos livros 6 e 7 em diante. Ou seja, a história dos quadrinhos se passa em um universo paralelo dentro do universo paralelo de Cartas Selvagens. Na história dessa primeira adaptação, um atentado ao túmulo de Jet Boy desencadeia uma investigação que traz a tona memórias amargas e ressentimentos profundos. Um evento presente que abre ainda mais as feridas de um mundo marcado pelas mutações do vírus alienígena carta selvagem. Jet Boy (codinome usado por Robert Tomlin) foi o maior piloto e Herói Americano da Segunda Guerra Mundial, ele foi o primeiro homem a pilotar um avião a jato, o lendário Avião Experimental JB-1. Ele se sacrificou heroicamente tentando impedir a liberação do "Vírus Carta Selvagem" em 1946, apesar de ter falhado, sua morte  com apenas 19 anos marcou o início da era Carta Selvagem e o transformou em uma lenda. O "Aeroporto JFK" no universo de Carta Selvagem é nomeado como "Aeroporto Internacional Tomlin". O Vírus Carta Selvagem, (também conhecido como Xenovirus Takis-A), é um organismo artificialmente desenvolvido pelos alienígenas Takisiens para aprimorar os seus poderes psiônicos. Eles decidiram então fazer um teste de campo na Terra, devido a biologia dos seres humanos serem idênticas a deles. O Vírus foi liberado sobre a cidade de Nova York em 1946, e mudou a história da humanidade para sempre. O Vírus é extremamente mortal, e devido às mutações físicas, acaba matando 90% de seus hospedeiros, que ficam conhecidos como 'Rainha Negra". Os 10% restantes sofrem mutações bizarras. A maioria se transforma em "Coringa" (Jockers), monstros hediondos e deformados. Alguns sobreviventes sortudos se transformam em "Ás" (Aces), superhumanos superdotados com incríveis poderes; já os latentes são seres humanos em que o gene da Carta Selvagem fica inativa, mas pode aflorar a qualquer momento. Curiosamente, o vírus não é transmissível de  pessoa para pessoa! Como a série de quadrinhos da Epic não passou das quatro edições de uma mesma história em formato de minissérie, esse primeiro universo paralelo de Cartas Selvagens permanece com sua história em aberto. Novos quadrinhos de Wild Cards saíram numa minissérie pela Dynamite (mini-série em seis edições publicada de dezembro de 2009 a maio de 2010), mas  e esse material não chegou a ser publicado aqui. A arte desta publicação é um espetáculo à parte, trazendo grandes nomes dos quadrinhos americanos  de uma época que não havia computador para ajudar, sendo tudo feito à mão,e com vários artistas, cada um com certo número de páginas, criando um mosaico de estilos variados com o mesmo grupo de personagens.  Algumas páginas são pintadas, e chegaram a influenciar até mesmo Alex Ross, que mais tarde revolucionaria o mercado de HQs com sua arte  em "Marvels". O Livro "Wild Cards: Guerra aos Curingas" - Volume 9, publicado no Brasil pela Editora Leya em parceria com o site Omelete em 2018, mostra o multiverso de Cartas Selvagens (Wild Cards) pela primeira vez, ou seja, apesar de contrariar os livros a partir de um certo ponto, esta série da Epic se tornou parte cânone, só não do universo original e corrente, mas é igualmente válida. Com isso, qualquer adaptação para outra mídia de Cartas Selvagens, por menos fiel que seja aos livros, estará no mesmo multiverso. Depois do lançamento da série e da promoção conjunta com a Devir, a Globo lançou essa mini-série encadernada em 1993.

Graphic Marvel n° 12: Conan-O Indomável: Roteiro de Roy Thomas e John Buscema; e arte de John Buscema. Publicada originalmente em "Conan -The Rogue", de janeiro de 1991.  Império de Turan, as intrigas geram inimizades entre familiares e os governantes. O crescente império de Turan usa sem piedade sua força quando julga adequado. A luta interna pelo poder, entretanto, é cruel. Pai matará filho, irmão matará irmão... para mostrar o poder, para manter o poder, para ganhar o poder. Em nenhum outro lugar do império esse jogo de intrigas gera apostas tão altas como entre as cidades-irmãs de Forte Ghori e Khawarizm, onde traição e assassinato são meios de vida. Conan está em Turan, uma cidade devastada pela corrupção, miséria, e luxúria.  Neste lugar decadente, involuntariamente Conan acaba por salvar o seu governante de um atentado, e como recompensa passa a frequentar a alta corte. O que parecia um privilégio, se mostra algo que vai contra a honra do Cimério, e ele acaba por testemunhar situações que causam sua revolta com os atos dos membros da nobreza, principalmente os cometidos por Zaida, filha do Rei. Subjugado, ele acaba sendo obrigado a lutar como gladiador na arena da morte criada para divertir os nobres, mas Conan possui vontade indomável e após acabar com seu adversário acaba por matar um membro da nobreza, provocando  a ira dos demais e uma caçada a ele por centenas de soldados. O Cimério assegura sua fuga levando a filha do governante como sua refém! Durante sua fuga Conan acaba por cair em um pântano dominado por monstruosas criaturas, e a partir daí a história dá uma guinada muito grande, e toda a verdade sobre a cidade de Turan é revelada, existindo um motivo macabro por trás de tudo que acontece nela. Escrita pela dupla que consagrou os títulos mensais do Bárbaro na época, esta graphic novel é um trabalho surpreendente, e merece estar na lista das melhores publicações de Conan. A arte da capa é de Joe Jusko, conhecido por suas pinturas realísticas e muito bem detalhadas, de fantasia e pin-up, que já fez várias capas das revistas do Conan, e outros personagens da Marvel!

DC 2000 nº 28: Roteiro de Grant Morrisson; e arte de Chas Truog. Publicada originalmente em "Animal Man Nº 17, de novembro de 1989. Em Glasgow, o Sr. Lennox - perigoso assassino conhecido como Coruja Branca se encontra com o Mestre dos Espelhos para que ele o ajude  com suas habilidades um jeito de entrar na casa do herói. O Sr. Lennox não tem escrúpulos em matar a esposa e os filhos de Buddy, ao contrário do Mestre dos Espelhos. Quando Mestre dos Espelhos se recusa a ajudar, Lennox puxa uma arma, mas acaba preso na dimensão do espelho. O  Homem Animal  e um grupo de ativistas invadem um dos laboratórios da Universidade da Califórnia e descobrem gaiolas cheias de macacos com os olhos fechados, como parte de experimentos de privação da visão. Indignado o herói ajuda a libertá-los. Ao saírem, o líder dos ativistas começa a colocar fogo no laboratório. Buddy está preocupado, mas não faz nada para impedí-los. Ao chegar em casa, O herói pega seu filho Cliff comendo um hambúrguer e o repreende por desistir do vegetarianismo adotado por sua família. Cliff se sente um pária porque todos os seus amigos comem carne, mas Buddy explica que há muitas preocupações ambientais a serem observadas ao comer carne. No final das contas, ele deixa para Cliff decidir por si mesmo. Mais tarde, sua esposa Ellen Baker avisa Buddy que sua associação com os ativistas levou bombeiros a serem gravemente feridos no incêndio químico do laboratório. Buddy fica horrorizado e Ellen não escode sua decepção. Ele encontra seu amigo e empresário Roger no local do acidente espacial que lhe deu seus poderes. Roger reclama que Buddy se tornou excessivamente obcecado por direitos dos animais e questões ambientais, a tal ponto que ele dá palestras em vez de conversar. Buddy fica perplexo, mas admite que cometeu um erro. Ele e Roger se separam, com Roger deixando o cargo de gerente e Buddy planejando se aposentar como Homem Animal. No dia seguinte, Homem Animal  faz uma aparição em um debate televisivo, no qual seu oponente o manipula para perder a paciência e ter um ataque de raiva no ar. Depois do acontecido, ele rompe os laços com o grupo ativista, com planos de sair da Liga da Justiça Europa, e doar seu salário aos bombeiros feridos no incêndio ao laboratório. Capa impactante de Brian Bolland! Foi republicada pela Editora Panini em "Homem-Animal n°02- Origem das Espécies", de março de 2016; e "DC Omnibus: Homem-Animal por Grant Morrison", de abril de 2021!

Até+

60 comentários:

  1. Parabéns, Elcio e Leo por essa matéria!
    Dessa fornada Wolverine número 1 é o maior destaque pra mim. Capa com uma arte linda pelo Byrne, conteúdo desenhado pelo Buscema e história fechada e fodástica. O "Uolverine", como eu pronunciava na época, estava com tudo.
    Essa HQ mais "Arma-X" (GHM) impactaram muito na época. Li e reli várias vezes essas edições sem nunca enjoar. Ainda tenho minhas edições aqui.
    Comecei a ler Capitão América justamente nessa fase do John Walker. Quando a Panini anunciou o lançamento na Marvel Vintage fiquei bastante feliz.
    Superalmanaque Marvel "Queda dos Mutantes" gostei bastante na época. Mas foi bem recortada essa história pra caber toda na edição. Na época nem estranhei nada. rs Aliás, a coleção da Panini está na minha pilha de leitura.
    Valeu.


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    1. Oi Roberto Xavier!

      Obrigado pelo elogio amigo!
      Fico feliz que tenha gostado da matéria! Recordar o passado sempre é bom, ainda mais quando se trata de algo que gostamos muito que são as HQs!!
      Essa fase do Capitão América John Walker foi muito marcante na época até porque ela foi uma das primeiras a trazer a substituição de um herói do primeiro escalão da editora (creio que foi a segunda, já que a primeira foi o Homem de Ferro por James Rhodes), gênero que se tornou comum nos Anos 90.
      Pelo menos John Walker manteve o mesmo uniforme já que não havia a má influência da Image Comics na época para a criação de uniformes mais agressivos e cheio de bolsos! Porém, Steve Rogers migrou para um uniforme negro,acompanhando a moda da época inaugurada pelo Aranha, onde todo herói tinha que vestir ou iria vestir um uniforme negro.
      Esta edição de "Wolverine nº01" se tornou uma relíquia instantânea, sendo uma das edições mais vendidas da Abril na época,e uma das mais adoradas pelos colecionadores!
      Também pudera, ela foi a primeira em capa cartonada e
      com a arte de capa em alto relevo feita pela editora, um recurso inédito e luxuoso na época, que valorizou ainda mais a espetacular arte do Byrne parecendo que o herói de fato está saltando na nossa direção!
      Esse foi um recurso utilizado poucas vezes pela Abril, e haverá mais uma edição com este acabamento na matéria, já na segunda parte dela!
      Arma X continua sendo uma obra incrível até hoje, passados mais de 30 anos! Pena que a macularam!!
      Histórias "definitivas" como ela, Ano Um, A Última Caçada de Kraven, A Queda de Murdock, e outras, deveriam ser 'tombadas" como patrimônio da indústria das HQs e serem proibidas de serem "mexidas" , evitando assim que escritores menos habilidosos as maculem!
      Abraços!!

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    2. "Esta edição de "Wolverine nº01" se tornou uma relíquia instantânea, sendo uma das edições mais vendidas da Abril na época,e uma das mais adoradas pelos colecionadores!"

      Elcio, Parabéns mais uma vez pelo seu trabalho e contribuição com essa matéria anual que virou uma das mais aguardadas.
      Sim, essa imagem do Wolverine saltando é excelente. Peguei numa promoção na Amazon a Antologia que tem essa mesma imagem. Apesar de achar a seleção fraca, só mantenho na coleção por causa da arte da capa. rs
      No início dos anos 90 no Brasil tivemos o privilégio de ler muitas histórias boas, tanto Marvel quanto DC, muitas produzidas durantes os anos 80, mas que devido ao nosso delay de uns 5 anos apareceram justamente nos anos 90. Fui adolescente nessa época, e não é só saudosismo, tive a satisfação de acompanhar muita coisa bacana não só nas HQs, mas também na música, cinema, TV aberta. Foi tanta coisa bacana que ainda estou descobrindo muito do que saiu naquela época e sua matéria ajuda bastante nessa descoberta. Valeu.

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    3. "Dessa fornada Wolverine número 1 é o maior destaque pra mim. Capa com uma arte linda pelo Byrne, conteúdo desenhado pelo Buscema e história fechada e fodástica."

      E aí, Roberto... blz?

      Brigadão por ter curtido a postagem... O Elcio deve ter levado 1 ano pra produzir esta matéria (lembrando q esta é apenas a 1º de 3 partes - Todas do mesmo "porte", rs)!

      E q fase boa do "Wolverine" mesmo, hein? Pô, praticamente no mesmo mês tivemos o 1º da revista mensal dele e ainda o "ARMA X" (edição épica de GHM), fora os inúmeros especiais e GN q saíam à parte com o nanico!

      Aliás, esse nº 1 da revista dele eu ainda tenho em perfeito estado de conservação e é um gibi q eu adoro... Bem como vc disse, amigo: Capa bonita (envernizada), arte do Buscemão, história fechada e perfeita pra começar uma revista do personagem!

      Abs!

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    4. "Fico feliz que tenha gostado da matéria! Recordar o passado sempre é bom, ainda mais quando se trata de algo que gostamos muito que são as HQs!!"

      Oi, Elcio... Tdo bem?

      Gostaria de fazer um adendo tbm... E ressaltar o qto esta coluna é gratificante pra mim (e confesso até q é a MAIS esperada por mim no ano dentre todos os blogs e sites q acompanho). Pois eu começo a LER o texto e não quero parar mais (reli pela 3º vez esta matéria enquanto estava ajustando cada parágrafo pra adequar ao formato do blog - levei a madrugada inteira relendo o texto mas curti cada linha por me remeter à um período das HQs q eu ainda não tinha voltado ao colecionismo e é mto bom ler a sua pesquisa pq eu me sinto como se tivesse voltado no tempo direto pra 92)!

      Parabéns pela EXCELENTE matéria, pesquisa, dedicação, e principalmente: Por ter escolhido o "Submundo" pra compartilhar comigo e os demais leitores do blog essa maravilhosa e saudosista viagem à uma época bem diferente da nossa atual e onde éramos felizes e não sabíamos, rs!

      Obrigado, amigo... Nesta segunda já posto a "Parte 2" no ar (q já tem uma galera me pedindo em off pra não demorar mto, kkk)!

      Abs!

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    5. "Sim, essa imagem do Wolverine saltando é excelente. Peguei numa promoção na Amazon a Antologia que tem essa mesma imagem"

      Oi, Roberto... Só pra lembrar q essa mesma imagem de capa TBM saiu na "CHM do Wolverine":

      https://rika.vteximg.com.br/arquivos/ids/302774-1000-1000/Colecao-Historica-Marvel-Wolverine-4.jpg?v=636649915297400000

      Abs!

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    6. ".. Só pra lembrar q essa mesma imagem de capa TBM saiu na "CHM do Wolverine"..."

      Bem lembrado, Leo!
      Também tenho essa coleção. E gosto tanto da imagem que anos atrás mandei fazer uma camiseta com esse desenho, ainda uso a camiseta. rs

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    7. Por coincidência, tem um camarada meu (fanzasso de XM) q fez uma tatuagem no braço com essa mesma imagem do Wolverine... Ele disse q era em homenagem à capa do WV nº 1 mesmo (sua revista favorita, rs)!

      Abs!

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    8. "Oi, Roberto... Só pra lembrar q essa mesma imagem de capa TBM saiu na "CHM do Wolverine":

      https://rika.vteximg.com.br/arquivos/ids/302774-1000-1000/Colecao-Historica-Marvel-Wolverine-4.jpg?v=636649915297400000"

      Engraçado que já tive a coleção toda e essa edição me desagradou muito, me desfiz somente dessa edição , é uma trama zoada e genérica com uma heroina bucha e o Byrne desenhando de qualquer jeito pra ganhar um trocado. Fora que fugiu demais da trama mais pé-no-chão da fase Buscema e Claremont. Mas a capa é top mesmo

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    9. "é uma trama zoada e genérica com uma heroina bucha e o Byrne desenhando de qualquer jeito pra ganhar um trocado"

      Li em algum lugar, que não lembro agora, que a arte zuada de algumas histórias pelo Byrne,arte finalizadas pelo Klaus Janson, sairam zuadas porque por engano foi enviado um rascunho ao invés da versao final do Byrne. Época dos Correios, telefones e comunicação mais precária.

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  2. Que matéria legal. Essa Wolverine nº1 eu tenho. Compre por R$20,00 num sebo há uns 20 anos atrás (ou mais :/). Aliás tenho essa coleção do mutante em formatinho completa \m/

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    1. Oi Aleph!

      Saiba que você adquiriu um tesouro da publicação de HQs nacional! Esta edição vale uma graninha hoje, bem como a coleção completa que é muito valorizada no meio do colecionismo!
      Abraços!

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    2. "Essa Wolverine nº1 eu tenho. Compre por R$20,00 num sebo há uns 20 anos atrás (ou mais :/)"

      Oi, Aleph... blz?

      Esse "Wolverine" 1 eu peguei num sebo tbm, mas lá pelo final dos anos 90... Não lembro qto paguei, mas acho q foi uns 20 pila tbm (a média de um gibi "normal" em formatinho nos sebos era de 2 a 3 pila na época, rs!

      Abs!

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    3. "Esta edição vale uma graninha hoje, bem como a coleção completa que é muito valorizada no meio do colecionismo!"

      Verdade, Elcio...

      Nem mesmo a publicação dessa fase na "CHM do Wolverine", diminuiu o valor de mercado dos formatinhos... números baixos do wolvie ainda valem uma boa grana!

      Abs!

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  3. Grande Leo e Elcio, blz? 1992 é um ano que tenho muita nostalgia, pois foi justamente quando comecei a colecionar quadrinhos de verdade, comprando com a mesada e o troco do lanche. Antes, meus pais que compravam, ou ganhava de alguém, mas em 92, eu ia nas bancas e escolhia os títulos.

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    1. Oi Guilherme!
      Que bom que a matéria lhe despertou boas recordações!
      bons tempos em que podíamos comprar HQs com o troco do lanche hein?
      Hoje é praticamente impossível fazer isso, a não ser que você tenha uma mesada bem vultosa, ou compre poucas publicações, já que as edições mais baratas (as mensais) custam em média R$ 25,00 a R$ 30,00, e os sebos não aliviam no preço como antes, onde a gente com pouco dinheiro comprava bastante coisa legal!
      Abraços!

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    2. "1992 é um ano que tenho muita nostalgia, pois foi justamente quando comecei a colecionar quadrinhos de verdade"

      E aí, Guilherme... blz?

      Eu recomecei a colecionar GIBIS a partir de 1995 (depois de exatos 10 anos de afastamento)... Mas logo me enfurnei em sebos e busquei mta coisa q eu tinha perdido naqueles 10 anos em q eu vivia q nem um rato de fliperama, kkk!

      Abs!

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    3. "bons tempos em que podíamos comprar HQs com o troco do lanche hein?"

      Tempos q não voltam nunca mais, amigo...

      Daqui pra frente, GIBI vai ser coisa só de tiozão bem de vida e q tenha mto saudosismo pra continuar mantendo o vício em quadrinhos. Não consigo ver novos e jovens leitores sendo formados com gibis custando mais de 100 pila no mercado!

      Abs!

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    4. Grande Elcio, só complementando a questão dos preços que você falou... Semana passada fui à casa dos meus pais e depois do almoço fui dar uma conferida nos formatinhos que deixei por lá e resolvi ler o Esquadrão Suicida que saía no gibi da Liga. Tudo no plástico e com preço que comprei na gibiteria do bairro. Sabe quanto? 30 centavos cada!

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  4. Notícia fora do tópico, mas bem interessante...No site da Panini anunciados os volumes 16 das Sagas do Batman e Superman. Referente ao Super vai ter mesmo "A Saga do Exílio", logo, teremos entre 19 ou 20 volumes no horizonte. Fechará com chave de ouro. Essas "Sagas" são praticamente mensais iremos pra 2 anos em breve.

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    1. Valeu mesmo pela notícia, Roberto...

      Embora eu tenha parado com ambas as coleções, fico feliz em saber q a tão esperada e pedida "Exílio" vai ser publicada em formato econômico (chegaram a cogitar lançar em capa-dura essa fase qdo o projeto inicial da "saga" era pra ser apenas uma assinatura anual em 12 vol)!

      Abs!

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    2. Oi Leo!
      Eu fico feliz que a minha idéia e matéria esteja agradando, e eu agradeço muito a você amigo por ter deixado ela sair do papel!
      Os anos 90 foram muito controversos em relação à publicação de HQs, muitos criticam este período de forma severa, sendo que as coisas não são bem assim.Se formos pedir para um leitor veterano citar alguma coisa desta época as histórias mais lembradas são "A Queda do Morcego", "A Saga do Clone", e "Heróis Renascem"!
      Mas será que foi só isso? Os Anos 90 só se resumem às mega sagas? Não teve bons materiais, só crise criativa??
      Os Anos 90 foi uma época desafiadora para a indústria de HQs no geral, seja pelo surgimento da Image que abalou o mercado com roteiros rasos e personagens agressivos, e vendendo horrores; a mudança cultural inevitável, e o surgimento de outras formas de diversão para competir com o mercado de HQs pela atenção dos leitores, bem como a maturidade dos que cresceram lendo HQs, e nesta fase da vida buscavam outras formas de diversão e vivenciavam outras experiências de vida!
      E claro, o surgimento da internet!
      O objetivo de minha matéria é ir resgatando aos poucos esta época, mostrando as transformações culturais, políticas, e sociais, e claro, mostrar o que de fato foi os Anos 90 nas HQs mostrando também o lado bom desta época, e não só o lado ruim, afinal a balança precisa ser equilibrada!
      No "Visões de 1993", iremos começar de fato a imersão nos Anos 90 com dois títulos muito importantes desta época, sendo um da Marvel e da DC, mas ainda prevalecerá uma dose muito grande de nostalgia dos anos 70 e 80!
      A partir do "Visões de 1994" , a coisa mudará totalmente de rumo, a imersão será completa e de forma vertiginosa! Tenho algo muito grande planejado, será uma matéria especial e também gigantesca, a maior já feita até agora!
      A matéria será tão grande que começarei a escrevê-la dois anos antes, logo depois de terminar "O Visões de 1993"!
      Os sites especializados em HQs estão ficando muito defasados, sem foco; justo no momento de grande expansão do mercado de HQs, mesmo no momento de crise econômica e editorial vigente!
      Vídeos e podcasts não abrangem muita coisa, além de serem muito custosos; a escrita ainda prevalece sobre estas duas mídias, portanto é necessário focar, já que o leitor\colecionador sempre procura informações, e nem todos usam as redes sociais!
      O Submundo HQ é um dos poucos que ainda restaram neste formato, com atualizações constantes e matérias variadas, sendo o melhor canal para informações sobre HQs no Brasil!
      Se tornou o lugar perfeito para minha idéia de viagem ao passado criar vida, em outro site ou formato seria inviável!
      Ademais, espero que editores vejam materiais perdidos no tempo, e os resgatem do limbo.Tem muita coisa boa desta época esquecida que precisa ser republicada e redescoberta!
      Uma vez mais agradeço a todos que gostaram da matéria e a você pela oportunidade!
      Abraços!

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    3. E aí, Elcio... blz?

      Eu é q agradeço por vc ter escolhido o "Submundo" pra compartilhar essa coluna maravilhosa q vc tá vendo q agradou em cheio mesmo e é uma das mais esperadas pelos leitores do blog em geral (as "Visões" tem uma ótima audiência tbm, o q é um desempenho considerável pra uma coluna q não trata de lançamentos recentes - o q por regra, são as postagens sobre lançamentos as q costumam gerar maior audiência)!

      Mas a coluna de "Visões" é sucesso pq fica visível o empenho e dedicação q vc teve pra produzí-la... É diferente daqueles textos didáticos e no "piloto automático" q vemos por aí qdo alguém resolve escrever sem botar no texto mta emoção e experiências pessoais de quem viveu cada momento e leu cada gibi relatado na matéria. Acho q esse é o diferencial: Ao relatar em detalhes as suas leituras e lembranças de 30 anos atrás, vc acaba guiando o leitor por uma viagem no tempo (e a gente se sente como se tivesse voltado mesmo: LITERALMENTE, rs)!

      Sobre os anos 90 em geral... Penso q a década toda levou uma má-fama por remeter à lembranças imediatas da "Era Image", "Saga do Clone", "Wolverine sem-nariz", falência da Marvel, Rob Liefeld, "Superman Elétrico", etc!

      Mas o povo tbm esquece q a década de 90 produziu alguns dos MELHORES GIBIS de todos os tempos: "Preacher", "Hitman", "Marvels", "Reino do Amanhã", Ascensão da linha Vertigo, "Sandman", "Sin City", Criação do selo Marvel Knights, e o INÍCIO da Era Moderna dos FILMES de super-heróis, com o 1º "BLADE - O Caçador de Vampiros" (de 1998)!

      Eu cheguei a escrever uma farta matéria sobre isso (q teria 3 partes SÓ sobre os anos 90), mas acabei deixando "engavetada" nos meus arquivos, kkk!

      "A matéria será tão grande que começarei a escrevê-la dois anos antes, logo depois de terminar "O Visões de 1993"

      Eita... Essa promete então, hehe: Mal posso esperar pra ver (vai ser o "Ben-Hur" das matérias do blog, rs)!

      E obrigado pela sua visão e compreensão sobre o formato do "Submundo"... Vc entende perfeitamente então a razão pela qual eu me recuso a migrar (por hora) pra um formato de canal de youtube ou pág no fêisse, né? Tem coisas q é impossível converter pro formato de vídeo (SALVAR as capas dos GIBIS e imagens, por exemplo: Eu sou um q adoro ter várias imagens e capas arquivadas e somente o formato "arcaico" dos blogs permite q isso seja feito). LER uma matéria escrita tbm é melhor do q assistir alguém falando sobre a mesma coisa (pelo menos é o q eu penso - sei q mtos inscritos em canais de youtube irão discordar, rs). Enfim, sempre vou preferir este formato ESCRITO de blog, mesmo q um dia eu decida criar um canal de vídeo, o mesmo será apenas um "complemento" ao blog (um "braço" do blog - e nunca o contrário)!

      Abs!

      Excluir
    4. "Os anos 90 foram muito controversos em relação à publicação de HQs, muitos criticam este período de forma severa, sendo que as coisas não são bem assim.Se formos pedir para um leitor veterano citar alguma coisa desta época as histórias mais lembradas são "A Queda do Morcego", "A Saga do Clone", e "Heróis Renascem"!"

      Ainda pretendo ler A Queda do Morcego, mas das 3 citadas, a impressão que tenho é que ela é a que menos desagradou os leitores. Vou fazer mais uma observação: comoarando com o chorume atual da maioria das histórias da Marvel e DC, essas são obras-primas.


      "Os Anos 90 foi uma época desafiadora para a indústria de HQs no geral, seja pelo surgimento da Image que abalou o mercado com roteiros rasos e personagens agressivos, e vendendo horrores; a mudança cultural inevitável, e o surgimento de outras formas de diversão para competir com o mercado de HQs..."

      "Mudança cultural inevitável" Pois é, gosto muito da arte de vários artistas dos anos 70 e 80, mas algo precisava mudar, se não fosse pra mudar, então que vivessem só de republicações. Na minha opinião, deveriam resgatar o que fez sucesso nonpassado e tentar melhorar, há artistas bons na atualidade, mas a industria (assim como o mundo na minha opinião) está em colapso. E prefere pagar qualquer mixaria pra não parar a máquina, é como o desenho dos Simpsons, que todo mundo sabe que já devia ter acabado há tempo, mas sempre vão continuar a fazer mais uma temporada, porque se tem 30 temporadas pode ter 31, se tem 31, pode ter 32 e assim por diante. Diferente dos anos 90, duvido muito que haverá alguma nostalgia das pessoas que leem as hqs da marvel de 2015 pra 2022, so alguns poucos titulos como Immortal Hulk ou o Venom do Donny Cates serão lembrados.



      "Os sites especializados em HQs estão ficando muito defasados, sem foco; justo no momento de grande expansão do mercado de HQs, mesmo no momento de crise econômica e editorial vigente!"

      Acredito que há excesso de pessoas querendo encontrar seu "lugar ao sol", agendas políticas que tem destruído a sociedade e crise financeira, pois quadrinhos são luxo, e esse clube de influencers tá ficando cada vez mais isolado, é cada vez mais notoria a falta da autenticidade desses caras ao elogiarem algo. Eu não me incomodo de ficar de fora desse clube, eu compro hq pra ler e me entrenter, não é pra fazer parte de galera.



      "Vídeos e podcasts não abrangem muita coisa, além de serem muito custosos; a escrita ainda prevalece sobre estas duas mídias, portanto é necessário focar, já que o leitor\colecionador sempre procura informações, e nem todos usam as redes sociais!"

      Sobre podcasts serem custosos, acho que discordo, creio que o trabalho maior seria fazer o conteúdo bombar e se a conversa seria fluída e agradaria o público.


      "O Submundo HQ é um dos poucos que ainda restaram neste formato, com atualizações constantes e matérias variadas, sendo o melhor canal para informações sobre HQs no Brasil!"

      Concordo totalmente, em se tratando de matérias escritas, creio que seja o que mais frequento. Não sei se foi já sugerido, mas já pensou em fazer um apoia-se, Léo?

      Excluir
    5. "Diferente dos anos 90, duvido muito que haverá alguma nostalgia das pessoas que leem as hqs da marvel de 2015 pra 2022, so alguns poucos titulos como Immortal Hulk ou o Venom do Donny Cates serão lembrados."

      Falaste tudo, amigo...

      Tbm não consigo imaginar "nostalgia" ou "saudosismo" NENHUM dos leitores no futuro por esta fase atual q estamos vivendo, rs... Acho q é assim q TERMINA tudo: Vai chegar um dia em q ninguém mais vai querer lembrar ou celebrar um passado q não lhe traga boas memórias e o esquecimento do público é q vai soterrar de vez a indústria de HQs!

      É q nem os "Simpsons" q vc citou... Das 30 temporadas, eu só vi as 15 primeiras (metade) e são essas q eu mantenho gravadas em DVD e q eu sempre lembrarei com carinho. Já vi uns episódios salteados de temporadas posteriores e não gostei (acho q já deviam ter parado faz tempo)!

      "Acredito que há excesso de pessoas querendo encontrar seu "lugar ao sol", agendas políticas que tem destruído a sociedade e crise financeira, pois quadrinhos são luxo, e esse clube de influencers tá ficando cada vez mais isolado, é cada vez mais notoria a falta da autenticidade desses caras ao elogiarem algo. Eu não me incomodo de ficar de fora desse clube, eu compro hq pra ler e me entrenter, não é pra fazer parte de galera."

      Mais um parágrafo com o qual eu concordo em 100%, amigo... Eu vejo de vez em qdo alguns canais de youtube com os caras comprando recomendando um OMNIBUS atrás do outro (com uma FILA deles no cenário de fundo dos vídeos) e fico pensando: pra q público será q eles tão falando? A parcela de leitores q consegue acompanhar tudo isso (só os encadernados deluxe) é tão restrita q nem mesmo nos comentários dos vídeos vc encontra o público interagindo e agradecendo as dicas como se tivesse investido mais de 1.000 reais em gibis e lido tudo aquilo. Enfim, parece q falta uma "conexão" ali entre o gibituber e o seu próprio público (e a falta de "conexão" é a diferença social gritante entre um e outro, rs - pois só o cara do vídeo consegue comprar tudo aquilo)!

      Eu tbm nunca fui de me "misturar" em clubinhos e patotinhas... Tenho amigos no meio (outros blogueiros, alguns youtubers, leitores, editores, artistas, e lojistas) mas nunca fui de badalar mto por aí e participar de lives, podcasts, e vídeos: Sempre preferi ficar mais no meu canto, fazendo meu trabalho por aqui sem buscar sequer "patrocínio" pro blog!

      Aliás, sobre isso... Obrigado pela dica do "Apoia-se", já pensei na ideia, mas seria mais pro futuro: no caso de eu resolver criar um canal de vídeo paralelo ao blog. Aí eu acho q alguma ajuda do tipo seria bem-vinda, mas só pra colaborar nos custos de alguém pra editar vídeo (já q não sei fazer isso, rs). Sem compromisso tbm, é claro: Tipo, eu faria o trampo do mesmo jeito (com ou sem apoio), seria só uma forma de não mexer tanto no meu orçamento (já q tbm não pretendo monetizar vídeos e nem buscar patrocinadores caso eu entre de cabeça nessa vibe, hehe)!

      Abs!

      Excluir
  5. Muito desse material eu não li na época, pois eu não recebia ainda mesada. Me lembro que após assistir "Batman - O Retorno" tava louco para ler um gibi do personagem e minha mãe acabou comprando a última parte de Batman - Acossado. Foi somente no final de 1993 que eu comecei a colecionar gibi, comprando edições de Superman, Capitão América, Hulk, X-Men, SuperAventurasMarvel e posteriormente Liga da Justiça e Batman.

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    1. E aí, Marcelo... blz?

      O 1º "Batman" do Tim Burton me empolgou bastante em 1989, foi uma verdadeira "Batmania" na época!

      Mas o 2º já não me empolgou tanto... Digo, eu adorei a "Mulher-Gato" da Michele Pfeiffer (a DEFINITIVA pra mim até hj), mas achei o filme meio "morno" pra uma sequência tão esperada. Pena q cagaram de vez com aqueles 3º e 4º filmes medonhos do Schumaker (quase q acabam de vez e pra sempre com a franquia do morcego nas telonas)!

      Abs!

      Excluir
    2. Oi Marcelo!
      Batman-O Retorno estará presente aqui no "Visões de 1992"!
      Abraços!

      Excluir
  6. Sem querer você fez eu lembrar de Roxanne ,o filme. Lembra?. Eu quase nada.

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    1. Oi, Renato... Eu lembro sim de ter visto esse filme numa "Tela Quente", mas não curti não: Aquele nariz do Steve Martin era mais falso do q as cabeças dos "ConeHeads" da época, rs!

      Abs!

      Excluir
  7. - A coleção de 4 HQs da Creepy, publicadas pela Devir está em promoção na Comix com frete grátis, por R$ 225,00. Link abaixo:
    http://www.comix.com.br/combo-creepy-contos-classicos-de-terror-vol-01-04.html

    - Material de alta qualidade. Coleção rara e difícil de completar até um tempo atrás. Não sei como a Comix arrumou estoque desse material.

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    1. Valeu pela dica, Roger...

      Essa coleção da "Creepy" é uma q eu lamentei mto o cancelamento na época (junto com a "Cripta" da Mythos - q se completavam)... Recomendo mto pra quem curte um bom terrorzão clássico!

      Abs!

      Excluir
    2. O galpão de estoque da comix é tipo aquele do indiana jones que aparece num dos filmes (sem exageros). Tem coisa lá que nem eles sabem e de tão abarrotado de coisas fica até dificil o acesso.

      Excluir
    3. E aí, gustavo... blz?

      Eu acredito, pois o estoque da loja daqui TBM é algo parecido com isso e são caixas e mais caixas q não acabam mais, hehe!

      Só pra vc ter uma ideia, já tem alguns ANOS q pedi pro dono da loja me avisar se encontrar aqueles gibis de Star Wars da Ediouro em formato de cardápio de restaurante... mas são tantas caixas q a procura se torna algo impossível a curto e médio prazo. Vou esperando ele abrir caixa por caixa aos poucos (já q nem a própria loja tem espaço físico pra expor tudo)!

      Abs!

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  8. Se um dia tivesse um relançamento do "Novo Universo". Eu compraria "Força Psi" e "PN7". Se um dia tivesse,pois a tendência é não relançar. Scan em português do "Novo Universo" acredito que sejam poucos.

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    1. Eu já prefiro mais o "Estigma"... Sem dúvida era o meu preferido do "Novo Universo"!

      Abs!

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    2. Somos dois comandante pra mim o Estigma tinha a essência do super-herói Marvel, infelizmente o Byrne por rixa com Jim Shooter cagou no personagem de uma tal maneira que não tem como recuperar. Fiz encadernados das duas fases, do Romitinha e do Byrne. Vou dar um jeito de te enviar a que vale que o primeiro arco.

      Um abraço!

      Excluir
    3. Oi, LEPM... Tdo bem?

      Eu ainda lembro como eu gostava do "Estigma" do BYRNE... qdo saiu em SAM (acho q lá pelo nº 112), parecia tão realista, num estilo narrativo diferente do q a gente via na época. Me remete até às futuras versões da linha Marvel MAX tipo "Poder Supremo" (realmente, bom demais da conta)!

      E opa... Esses encadernados valem OURO, amigo: Já q são bastante remotas as chances de republicação do "Estigma" (mesmo com o nome do BYRNE envolvido). Serão muitíssimo bem recebidos aqui em casa, tenha certeza, companheiro, rs (Brigadão mesmo)!

      Abs!

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  9. Fala aí Mestre Leo!

    Dar os parabéns ao colega Elcio pela matéria deste post não é suficiente pra reconhecer o excelência e o esmero de tamanha explanação de fatos e conhecimentos da produção de quadrinhos há trinta anos atrás. E confeço que vou ter de ler por etapas esse TCC como já disse o Leo.

    Mas já aproveito pra comentar sobre o tópico destinado a publicação de Marvel Force. Nesse número em especial traz a o novo Motoqueiro Fantasma Danny Ketch. Particularmente as minhas edições preferidas eram as que traziam o Esquadrão Supremo e a Força de Ataque Morituri, o primeiro pra nossa sorte foi republicado pela Panini em Marvel Vintage, e sigo no aguardo do Morituri, apesar de que essa possibilidade seja remota.

    Mais uma vez parabéns e muito obrigado ao amigo Elcio pelo excelente trabalho, nessa publicação. Os frequentadores do SubmundoHQ são realmente agraciados com informação e opinião de qualidade superior a maioria do que se vê na mídia profissional e de forma gratuita, realmente é uma satisfação.

    Valeu, um abraço!!

    ResponderExcluir
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    1. E aí, LEPM... blz?

      Brigadão por ter curtido a postagem... É impressionante mesmo o trabalho de pesquisa e detalhamento sobre o conteúdo q o Elcio demonstra no texto. Este é o tipo de matéria q eu jamais conseguiria produzir na correria do dia-a-dia do blog: Pois é um trabalho q leva uns bons MESES pra ser feito e idealizado (inclusive, o Elcio parece q já está trabalhando na coluna do ANO Q VEM: "Visões de 1993", né brinquedo não, hein? hehe)!

      Sobre "Marvel Force"... Eu nunca tive nenhum exemplar dessa revista, e fiquei mto feliz agora em ter podido comprar o encadernado do "Esquadrão Supremo". Mas sei q a Abril tbm republicou parte do material Marvel q saía na revista, em especial as histórias do "Motóca" (q reestrearam depois em "SAM")!

      Aliás, esse confronto "Motóca X Justiceiro"... Eu não sei se é o mesmo, mas tenho um quebra entre eles numa "GHM" da Abril (mto bom)!

      Já a "Morituri"... Infelizmente, é pouco provável q veja a luz do dia novamente (e eu tbm tenho interesse em ler e conhecer esse elogiado material). O "Esquadrão Supremo" meio q SÓ foi publicado pela Panini agora, pq a equipe fez parte de um evento moderno (acho q uma nova versão de "Heróis Renascem") e a editora resolveu aproveitar o hype pra lançar o encadernado clássico!

      E mais uma vez, mto obrigado por ter curtido esta postagem... É mto gratificante poder compartilhar aqui no blog um trabalho feito com tanta dedicação. E amanhã mesmo já devo botar a "Parte 2" no ar, q tá mais sensacional ainda, rs!

      Abs!

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  10. Cartas Selvagens eu tenho o primeiro volume do livro. Nunca li a HQ. É mais uma daquelas Hqs que dificilmente serão relançadas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nunca leu, Renato?

      Tá parecendo eu, q ainda tenho gibis com mais de 15 ANOS na PILHA e q nunca consegui ler, kkk!

      Abs!

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    2. "Tá parecendo eu, q ainda tenho gibis com mais de 15 ANOS na PILHA e q nunca consegui ler, kkk!"

      Tou seguindo por esse caminho kkkkkkk

      Excluir
    3. OI Renato França!
      Cartas Selvagens de fato dificilmente será relançado novamente, por vários motivos já que o processo criativo dela foi muito complexo e ela envolve muitos outros elementos de um universo muito amplo!
      Não é um material para todos! Eu tive de pesquisar muito sobre a obra, porque fiquei perdido neste universo ao qual não sou iniciado, e a leitura da publicação de forma isolada é muito vaga!
      De qualquer forma, você tem uma relíquia na sua coleção, porque este material se tornou raríssimo!
      Abraços!

      Excluir
  11. cara, que época boa demais...tenho quase tudo que saiu nesse periodo e a nostalgia bateu legal com essa matéria...mas esse novo universo era ruim demais....e betty pop nem sabia que tinha essa hq da globo...esse mundo sem fim era bem bizarro...no mais, materia muito boa mesmo...parabens aos envolvidos...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Ajota!

      Obrigado pelo elogio!
      Voltar ao passado é bom, ainda mais assim de forma tão intensa que nos traz um turbilhão de memórias e recordações!
      A Globo publicou muito material alternativo na época como este da Betty Boop, que se tornou uma relíquia! Infelizmente, este foi o fim da Era de Ouro da editora, e neste ano de 1992 especificamente ela parou de publicar este tipo de publicação!
      Nas próximas partes da matéria isto ficará comprovado, já que a editora irá encolher muito a partir de 1993!
      Abraços!

      Excluir
    2. E aí, ajota... blz?

      Do Novo Universo eu só li o "Estigma" do Byrne (q saía em "SAM") e gostei bastante... mas os outros títulos da linha eu desconheço totalmente, rs!

      O "Mundo Sem Fim" é outro q eu nunca li, mas lembro do título nas bancas... Me despertou interesse agora por saber q era da mesma equipe criativa do "Hellblazer" (em sua fase inicial)!

      Abs!

      Excluir
  12. Fala Elcio e Léo, mais uma matéria espetacular, 1992 foi o ano que decidi me tornar colecionador de hqs de verdade, já não dependia mais do meu " paitrocínio " tinha treze anos e já trabalhava, ajudava em casa e o que sobrava, claro gastava em hqs, e não só nas hqs foi uma mudança cultural, mas na música também, colecionador de hqs e roqueiro, ainda tenho alguns discos de vinil, mas vamos ao que interessa que são as hqs, sem dúvida, o grande destaque daquele ano foi " Arma X ", lembro que na época, aquela hq causou um rebuliço, afinal, pouco se sabia sobre o passado do Wolverine, no meio dos colecionadores só se falava nisso, confesso que a princípio, não entendi muito bem a história, depois de ler a terceira vez é que consegui pegar o conceito da história e pra mim essa é a origem definitiva, nas bancas esgotou rápido, na banca onde eu comprava, o jornaleiro guardou pra mim, ele disse que os cinco exemplares que tinham chegado pra ele só sobrou um, que foi justamente o que ele guardou, Wolverine, revista mensal, também marcou época, sem filmes ou outras mídias, o personagem estava gozava de uma ótima popularidade, eu já era fã desde " Eu, Wolverine " lançada pela Abril em 87, e até hoje é um dos meus personagens favoritos, " Escolhas Malditas " meu personagem favorito, com meu artista favorito de todos os tempos, Big John, há boatos de publicarem no formato de " Shambala " do Dr Estranho, esse Aranha do Mcfarlane achava legal, mas não tudo isso que era falado na época, tanto que preferia as histórias anteriores a fase dele, o Capitão América do Gruenwald, era muito bom, lendo agora nos encardenados da Panini, como envelheceu bem, enfim a Graphic do Conan também otima, mensal do Batman, tive algumas apenas, e confesso que as edições da editora Globo, eu não dava atenção por causa da " fidelidade " a Abril, coisas de um garoto de treze anos, foi citado o Estigma, eu gostava do Novo Universo, meu favorito é o Justice, em 2020, consegui resgatar as doze edições da Abril, e relendo, ainda continua bacana, se a Panini publicasse, acho que ainda tem um bom apelo, lançam tanta coisa meia boca, bem que poderiam fazer esse resgate. Mais um show de matéria, aguardando a segunda parte. Abraços.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi Francisco Araújo!

      Que bom que você gostou da matéria!
      Já que você gosta do Wolverine, te aviso que vai ter mais material dele nas próximas partes da matéria!
      Em especial, foi um ano com bastante material dele sendo publicado, creio que Arma X e a revista mensal dele impulsionaram a Abril a lançar mais materiais do personagem que venderam muito bem na época!
      O Aranha do McFarlane na época eu achei apenas OK! Não era isso tudo, mas confesso que eu gostei do visual da Mary Jane que ele criou, deixando a personagem uma mulher exuberante, mais madura!
      Porém, as histórias desta época são bem medianas, David Michelinie não me pareceu o escritor adequado para o personagem, e as histórias escritas pelo McFarlane são bem meia-boca, rasas demais!
      Essas Graphic Novels do Conan eu acredito que a Panini vai republicá-las, mas naquele formato e preço "arranca o couro" na faixa dos R$ 250,00! Se até as tiras de jornal dele vão sair, é questão de tempo para as Graphic Novels serem republicadas!
      Existem alguns encadernados do Novo Universo lá fora, e acredito que haja chances de um dia eles serem publicados por aqui!
      Hoje em dia tudo depende de filmes, séries de TV, ou ramificações na cronologia regular, vamos aguardar que chances existem!
      Para os que gostam de música também, eu irei comentar a transformação cultural que foi a transição do vinil para o CD lá pelos idos do "Visões de 1995", quando a mídia se popularizou com força no Brasil!
      O "Visões de ..." é específico da publicação de HQs no Brasil de uma época, mas também traz comentários sobre política, cinema, música, e cultura pop em geral da época em que está sendo a matéria, até porque para a viagem ser completa é necessário trazer estes elementos conjuntamente com as HQs, ainda mais quando se interligam!
      Eu ainda não citei nenhuma música porque ainda não chegou a hora, mas em 1995 será o momento, porque além da transformação cultural do CD, teve uma balada que embalou muitos casais na época no hype de um filme baseado em HQs, e é até hoje música de alguém em especial!
      Particularmente eu acho a música enjoativa, e destoa totalmente do personagem e do clima dos filmes anteriores!
      Abraços!

      Excluir
    2. E aí, Francisco... blz?

      Eram outros tempos mesmo, hein? Eu tbm trabalhava desde cedo (aos 14), numa locadora de vídeo (q anos mais tarde eu acabaria comprando e me tornando dono do meu 1º local de trabalho)... Mas no ramo dos GIBIS eu só iria retornar pra valer mesmo em 1995: Q foi de onde recomecei minha vida de colecionador e nunca mais parei!

      Sobre o "Wolverine"... Eu TBM considero "Arma X" a origem DEFINITIVA e não me importa os retcons q fizeram depois, eu desconsidero tudo e encerro minha cronologia pessoal dos XM em meados dos anos 90 mesmo!

      No mais... concordo TBM com todas as suas demais observações qto às outras HQs citadas (só não li o "Justice" q vc falou, mas tbm curtia mto o "Estigma" q saía em SAM, rs)!

      Obrigado por ter curtido a postagem... A "Parte 2" deve ir pro ar ainda hj. Valeu mesmo, amigo!

      Abs!

      Excluir
    3. "Particularmente eu acho a música enjoativa, e destoa totalmente do personagem e do clima dos filmes anteriores!"

      Engraçado que outro filme ao usar uma famosa música da banda que rivalizou com essa que você citou, não ficou forçado, ademais é o tipo de banda datada, antes que venham me criticar, eu explico: na adolescência provavelmente deve ser uma das bandas que os jovens mais irão curtir, mas ao ganhar maturidade e conhecer outras bandas, você vê que a banda do outro carinha que se suicidou, entre muitas outras, são bem mais interessantes.

      Excluir
    4. " Eram outros tempos mesmo, hein? Eu tbm trabalhava desde cedo (aos 14), numa locadora de vídeo ", eu de office-boy, profissão que nem existe mais, hoje se alguém entre treze ou catorze anos trabalhar, vem estatuto da criança e adolescente, dá até cadeia.

      Excluir
  13. Acabei de ver. Apenas hoje (01/05) todo o site da Panini com 30% de descontos para compras à partir de 350 reais. A promoção da semana está valendo para as outras faixas de descontos.

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  14. Precisa utilizar o cupom PANINIWEEK

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    Respostas
    1. Obrigado pela dica, Roberto...

      Vou tentar pegar as "Tiras do Aranha 3" nessa... mas só consigo depois do dia 5 (q é qdo entra algum crédito no meu cartão, rs)!

      Abs!

      Excluir
    2. "Obrigado pela dica, Roberto..."

      Leo, valeu só para ontem.
      Peguei as pré vendas da Saga do Superman e Liga da Justiça pelo George Pérez.

      Excluir
  15. Hoje no site da Panini 25% de desconto nas comics, inclusive pré venda, com o cupom LIVECOMICS.

    ResponderExcluir
  16. "Hoje no site da Panini 25% de desconto nas comics, inclusive pré venda, com o cupom LIVECOMICS."


    Rapaz, obrigado pela dica. Já garanti tudo o que eu queria e que tava na pré-venda.

    ResponderExcluir
  17. Boa época a maior parte disso chegou aqui,e eu comprei.Adorava o Cap e latinha dessa fase apesar da luta a sério entre eles só acontecer em Guerra Civil.O Mac era muito bom a colocar a Mary Jane em roupas intimas minúsculas.

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    Respostas
    1. Nisso o Mac era bom mesmo, amigo... hehe!

      Abs!

      Excluir

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