15/03/2021

"Visões de... 1991" (Parte 3): "Justiceiro", "4F" (de John BYRNE), "O Casamento do Aranha", e Mais...

Nesta 3º (e ÚLTIMA) parte das "Visões de 1991" (de Elcio Abreu)... Nossa viagem de volta 30 ANOS no tempo: Chega ao fim, mas termina com chave-de-ouro em mais uma enxurrada de quadrinhos da mais alta qualidade que inundaram as bancas naquele ano inesquecível de 1991:

"Justiceiro" (Nova Revista Mensal), "Marvel Saga 2 - 4F" (BYRNE), "Homem-Aranha nº 100 - O Casamento do Ano", "Wolverine & Destrutor - Fusão", "X-Men Vs. Vingadores", "Cap. América nº 150" (a Batalha no Olimpo), "Superalmanaque Marvel 4" (Homem de Ferro e Thor), "Clássicos Ilustrados - A Ilha do Tesouro", "GHM 33 - Surfista Prateado", "Os Mundos Fantásticos de Moebius 3 - Um Conto da Garagem Hermética", "Jornada nas Estrelas", "Marvel Force 6 - Guardiões da Galáxia", e Mais!

Confira abaixo:

SETEMBRO:

Super-Homem nº 87: Roteiro e arte de George Pérez. Publicada em "Action Comics nº 643", de julho de 1989. Após um período exilado no espaço, o Homem de aço retorna à Terra, e já de início precisa deter o ataque do descontrolado Tumulto! Enquanto isso, com suas maquinações criminosas cada vez mais expostas, o inescrupuloso Morgan Edge não aguenta e seu coração entra em colapso. Morgan Edge foi criado por Jack Kirby, que se baseou na fisionomia do ator Kevin McCarthy, bem como traços do ator e executivo de TV James Aubrey, do qual Kirby tinha grande repúdio. Nas HQs, Morgan Edge é o presidente da Galaxy, conglomerado que abrange a emissora de TV WGBS e o jornal “Planeta Diário”. Além de empresário, ele também é líder do grupo criminoso, conhecido como Intergangue, que tem grande aparato tecnológico cedido pelo planeta Apokolips, lar do tirano Darkseid. O grupo foi formado para destruir o Superman e desacreditar Lex Luthor, principal inimigo do herói e, assim, tornar Morgan Edge o principal chefe do crime da cidade de Metrópolis. Edge fez sua estréia em “Superman's Pal, Jimmy Olsen nº 133”, de outubro de  1970, que foi republicado pela Editora Panini em "Lendas do Universo DC: Quarto Mundo - Jack Kirby” n° 1, de agosto de 2019. Esta edição de "Action Comics" não traz somente o Superman de volta à Terra, ela traz também o herói de volta ao título onde ele fez sua estréia em 1938. Tudo acontece depois de Crise nas Infinitas Terras, onde o herói é reformulado por John Byrne na série de seis edições "Man Of Steel". Então, com todo o foco de histórias do herói centrado nesta edição, a revista "Action Comics", a partir da edição de nº 584, de janeiro de 1987, passa a se tornar uma publicação de "Encontros DC" do Superman com outros heróis, começando por Superman e Novos Titãs. A partir da edição de nº 601, de 24 de maio de 1988,  o título se torna semanal, passando a se chamar "Action Comics Weekly", tornando-se uma antologia de histórias, onde o Lanterna Verde passou a ser publicado regularmente na revista, após a editora cancelar o título "Green Lantern Corps". Muitos outros personagens tiveram histórias publicadas na revista, como a Mulher-Gato, Asa Noturna, Deadman, Vingador Fantasma, Arsenal (ou Arqueiro Vermelho), Cão Raivoso (que apareceu na série de TV Arrow), Gavião Negro, SHAZAM, entre outros! A edição final da revista no formato semanal de nº 642, de 14 de março de 1989, traz uma história escrita por Neil Gaiman mostrando o encontro do Superman com o Lanterna Verde, mostrando que os dois são velhos amigos e conheciam suas respectivas identidades heróicas. Na época, esta história foi polêmica, já que Gaiman se recusou a mudar esta parte da história, e isso causaria contradições na cronologia do herói. Em 2000, mais de dez anos depois, e superados os problemas de continuidade, Neil Gaiman e a DC entraram num acordo e resolveram enfim publicar a história em uma edição especial chamada "Green Lantern/Superman: Legend of the Green Flame", mantendo o roteiro original inalterado. Na história, os dois personagens se unem após Jordan procurar Superman em busca de conselhos por estar questionando seu próprio valor como super-herói. A conversa entre os dois os leva a um museu onde encontram em exposição uma relíquia improvável: uma bateria energética similar à utilizada pelo próprio Lanterna Verde. Esta história foi publicada pela Panini na revista "Wizard Brasil n° 3", de dezembro de 2003.

Marvel Force nº 3: De Howard Mackie e Mark Teixeira. Publicada em "Ghost Rider” nº 1, de maio de 1990. Ao presenciarem um roubo em andamento no cemitério de Cypress Hill, Daniel Ketch e sua irmã, Barb, acabam acidentalmente se envolvendo num confronto de gangues. Atingida por uma flecha, Barb é levada por seu irmão até um ferro velho, fugindo dos assassinos que os perseguem. Daniel encontra uma moto e, ao tocar involuntariamente na tampa de combustível dela com as mãos sujas do sangue inocente de sua irmã, transforma-se no novo Espírito da Vingança, o Motoqueiro Fantasma. Talvez a estréia mais importante da revista de heróis Marvel da Editora Globo. Aqui, temos um título que estava no Top 10 de vendas dos EUA, e sua estréia no Brasil sacudiu os leitores e alavancou ainda mais as vendas da revista da Globo. Ao contrário das histórias do antigo Motoqueiro Fantasma (Johnny Blaze), que era mais um road movie com ele tentando se livrar de sua maldição pra poder ficar com sua namorada; este Motoqueiro (Danny Ketch) segue mais para a vertente de vigilante urbano, enfrentando o crime nas ruas, e sendo bem mais violento e sombrio que seu antecessor. Pode-se dizer que este visual do personagem se tornou o definitivo, sendo usado, inclusive, nos 2 filmes do personagem em 2007 e 2012, com Nicholas Cage no papel principal. Esta edição de estréia possui 42 pág, e assim que a Abril adquiriu os direitos de publicação do personagem, ela republica esta história em 2 partes em "Superaventuras Marvel nº 127 e 128", de janeiro e fevereiro de 1993. Porém, nesta época a Abril usava cores muito escuras na revista e isso atrapalhou o resultado final, sendo esta edição da Globo ainda a melhor em qualidade gráfica! O título do Motoqueiro durou 68 edições, sendo publicado até dezembro de 1995.

Homem-Aranha nº 99: De David Michelinie e John Romita Jr. Publicada em "The Amazing Spider Man nº 291 e nº 292", de agosto e setembro de 1987. Pega de surpresa com o pedido de casamento de Peter, Mary Jane recusa mais uma vez, dizendo que achava que eles eram "apenas amigos!" A garota revela fatos de sua infância, e diz não acreditar em "casamentos' devido aos acontecimentos que presenciou em sua família: em especial a vida de sua irmã, que desmoronou devido à uma união que começou cheia de paixão e resultou em tragédia, ao ponto dela estar presa! Nesse ínterim, o Esmaga-Aranha está de volta, agora sob o comando do filho de Alistair Smythe, que quer vingança pelo seu pai: o criador original da armadura feita para destruir o herói! Após todos esses acontecimentos, Mary Jane compreende que as coisas com ela podem ser diferentes do que aconteceu nos casamentos de sua família, e aceita o pedido de Peter Parker! Esta história foi republicada em "Coleção Definitiva do Homem-Aranha nº 14" da Salvat em outubro de 2017.

Animal n° 21: Roteiro de Peter Milligan e arte de Brett Ewins. Publicada em "Strange Days nº 2", de 1984. A revista traz a estréia de Johnny Nemo, criação autoral de Milligan, que é um detetive particular ultraviolento e desbocado, vivendo na "Nova Inglaterra” no ano de 2921, num cenário totalmente "cyberpunk", um lugar lotado e imundo, cheio de corpos mutilados, repleto de viciados, fascistas com armaduras que falam latim, freiras explosivas, e até um estranho culto religioso que adora o testículo esquerdo de Bing Crosby (1903-1977, cantor americano de muito sucesso, que atuou também em diversos filmes da Era de Ouro de Hollywood, como em "Lua de Mel em Paris", de 1939). Johhny Nemo fez sua 1º aparição na antologia de quadrinhos americana "Strange Days", depois apareceu numa mini-série de 3 edições pela Editora Eclipse em meados dos anos 80. Anos depois, as histórias foram reimpressas (em preto e branco) nas primeiras 12 edições de" Deadline", uma história em quadrinhos mensal britânica com o objetivo de dar uma chance a novos talentos, criada pelos ex-artistas da 2000 A.D Ewins e Steve Dillon. Depois de um hiato de mais de dez anos, Johnny voltou em "Johnny Nemo: Existentialist Hitman of the Future", coletânea de 7 histórias raramente vistas, bem como "Time for Nemo", uma nova trama escrita especialmente para a coleção. Johnny Nemo é uma HQ muito subversiva, que infelizmente não teve sorte no Brasil, quem sabe alguma editora se interesse por este material e publique na íntegra. Tank Girl, sua companheira de mix na revista, ganhou uma nova chance no Brasil, e talvez Johnny Nemo também consiga um dia (quem sabe)!

Wolverine & Destrutor: Fusão nº 1: Roteiro der Walter Simonson e Louise Simonson, e arte de Jon J. Muth e Kent Williams. Publicada em "Havok & Wolverine: Meltdown nº 01", de jullho de 1989. Mini-série quinzenal em 4 edições. Um plano diabólico coloca o mutante Destrutor como peça-chave para a destruição da Perestroika soviética, e somente Wolverine pode impedir que isto se realize. Walt e Louise Simonson escrevem uma história ligada a eventos reais da época. A história começa com um grande e detalhado prólogo de 13 pág com personagens mostrados apenas em silhueta lidando com o acidente nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Vemos a conversa entre duas pessoas que são identificadas apenas pelos nomes Dr. Nêutron e General Fusão (e só aparecem suas mãos) que deixam a entender que o acidente foi premeditado e que este não atingiu seu verdadeiro propósito. Depois, somos levados para uma pequena cidade no México, onde Logan e Alex Summers curtem "férias” arrumando confusão em bares, sob a aposta de não usarem seus poderes mutantes. Eles acabam sendo vítimas de um misterioso ataque que acaba os separando e cada um recebe a informação de que o outro morreu. A partir daí, a história se divide e vemos Logan investigando as coisas à sua maneira e Alex sendo enfeitiçado pelos lábios de Scarlett, identidade de "Quark", uma agente russa especialista em manipular mentes à base de drogas específicas. Publicada pelo Selo Epic da Marvel lá fora, temos uma obra brilhante e muito violenta, que mistura política com ficção juntando a tragédia de Chernobyl, a Glasnost, e a Perestroika. Não há muitas explicações sobre o assunto, exigindo do leitor um prévio conhecimento dos acontecimentos geopolíticos da segunda metade da década de 80. Para quem não é desta época, "Glasnost" foi a política de democratização e liberdade nos meios de informação instituída no governo de Mikhail Gorbatchov na antiga União Soviética. "Perestroika', que literalmente significa "reconstrução", recebeu a conotação de reestruturação (abertura) econômica. Gorbachev percebeu que a economia da União Soviética na época estava falhando e sentiu que o sistema socialista necessitava de uma reforma, isto seria feito pelo processo da Perestroika. O objetivo principal era reduzir a quantidade de dinheiro gasto em defesa e, para fazer isso, Gorbachev sentiu que a União Soviética deveria: desocupar o Afeganistão, negociar com os Estados Unidos a redução de armamento (os acordos de Yalta), e não interferir em outros países comunistas. A Perestroika falhou no seu objetivo principal que era reestruturar a economia soviética. As razões para o seu fracasso foram examinadas por muitos economistas e historiadores, sendo uma das razões citadas para esse fracasso, o fracasso em promover e criar entidades econômicas privadas e semi-privadas e a indisposição de Gorbachev em relação a uma reforma na agricultura soviética. Outra possível razão seria a má-vontade dos oficiais de alto escalão do Partido Comunista da União Soviética, e da facção liberal apoiada pelos EUA e que tinha como principal líder Boris Yeltsin em aceitar as medidas da Perestroika. Enquanto os primeiros não queriam mudanças, os últimos queriam que elas acontecessem mais rapidamente, e isso gerou forte oposição ao projeto da Perestroika. Contrariamente às reformas no Afeganistão, a Perestroika não só falhou no propósito de trazer benefícios econômicos imediatos para a maioria das pessoas, mas o desmantelar da economia planejada criou o caos econômico, o que constituiu um fator importante para o colapso da União Soviética. Com a sua implementação, a pobreza aumentou pelo país, e os benefícios sociais foram removidos, como os subsídios e descontos fiscais. O programa fez com que os preços subissem, as taxas de juros aumentassem, novos impostos foram criados, e os benefícios fiscais à industria foram cortados, e o sistema de saúde soviético desapareceu. As alterações registadas na política externa contribuíram para afastar o espectro de uma guerra, que temia-se, poder ter inicio na Europa e alastrar a todo o mundo, e permitiu a dissolução do Bloco do Leste, reaproximando as duas Alemanhas numa única república. Com esta pequena noção de história da Geopolítica dos Anos 80, fica mais fácil para aqueles que não viveram esta época, ou que jamais tiveram contato com a obra, entender o quão complexa é a trama desta magnífica mini-série! A arte das HQ é feita por dois artistas. Jon J. Muth (que ilustrou "Moonshadow” e "Sandman") e Kent Williams ("Blood-Uma História de Sangue", e capas de "Hellblazer"). A arte é pintada! Wolverine é bem estilizado com  antebraços grossos que lembram os do Popeye, e posição corporal  animalesca, nunca ereta. O Destrutor ganha um tratamento mais refinado, estilo galã de cinema. A vilã Scarlett é uma mulher belíssima, sensual, e voluptuosa. Esta publicação não é para todos os públicos, mas é sem sombra de dúvidas uma obra  imprescindível em qualquer coleção! A Abril publicou esta mini-série pela primeira vez em 1989, e optou por republicá-la novamente no formato de mini-série, contrariando sua própria política de encadernar mini-séries já lançadas anteriormente, algo que ela já fazia há alguns anos. “Fusão” Foi republicada este mês pela Panini em capa-dura!

Longshot: Escrita por Ann Nocenti e ilustrada por Arthur Adams. Publicada em "Longshot” nº 1 a 6, de setembro de 1985 a fevereiro de 1986. Esta edição, na verdade, é o encadernado da 1ª mini-série do personagem, que saiu no mix de "Superaventuras Marvel nº 77 à 84", entre novembro de 1988  a junho de 1989. A Abril desmembrou as edições originais da mini-série entre os nº 81 a 83 de SAM para se adequar ao número de pág da revista. Este tipo de procedimento era algo muito comum na Editora na época! Longshot é o mutante cujo poder é a sorte. Sua marca registrada é seu cabelo mullet (corte de cabelo muito popular entre os anos 80 e início dos 90). Vindo do Mojoverso, Longshot é um clone filho (e pai) de Shatterstar projetado para lutar contra os sem espinhas, nome pelo qual é conhecida a raça do vilão Mojo, e foi criado pelo geneticista Arize, que criava escravos para servir Mojo. Um deles era Longshot, que projetou secretamente de modo que tivesse a pureza e o espirito livre pra um dia poder lutar contra a tirania do tirano. Para isso, ele, utilizou os códigos genéticos de um viajante do tempo chamado Shatterstar (filho de Longshot). Crescido nas máquinas para transformar-se um escravo guerreiro, Longshot tentou se libertar de Mojo, mas acabou transformando em uma de suas atrações televisivas. Tempos depois, Longshot reencontrou seu criador, que lhe contou sua verdadeira origem e o incentivou a lutar por sua liberdade. Longshot torna-se o líder dos rebeldes escravos, conduzindo seus companheiros escravos contra os Sem-Espinhas. Os rebeldes acabaram falhando na sua tentativa de insurreição, Longshot teve sua mente apagada e foi novamente escravizado. Sem a memória e nem sequer sabendo seu nome, Longshot escapou para Terra através de um portal inter-dimensional. Ao cair nesta dimensão ele se depara com uma realidade muito diferente da sua e tem dificuldades em entender o que acontece gerando muitas confusões; e, além disso, as mulheres se apaixonavam por onde ele passava. Uma delas foi a dublê, diretora, e atriz de filmes de ação Rita Ricochete (que se tornaria a Espiral no futuro), que o conheceu enquanto trabalhava em um de seus filmes. Um capanga de Mojo chamado Gog vem a esta realidade atrás de Longshot, fingindo ser seu aliado. Absorvendo a energia do sol, seu tamanho aumenta aos poucos e sua aparência vai se modificando, tornando-se mais assustadora, e seu ódio por Longshot vai se tornando pessoal. Longshot volta para seu mundo com Rita, os dois passaram a lutar juntos pela libertação de seu povo, porém, Rita foi capturada pelos lacaios de Mojo e entra em estado catatônico. Mojo obriga Arize a transformá-la em Espiral, com o poder de dançar entre os lapsos do tempo e espaço com o propósito de voltar ao passado e impedir ela mesmo, ainda como Rita, de se unir a Longshot. Fadada a falhar sempre e gerar um círculo vicioso temporal em sua eterna reprise. Longshot luta contra Espiral e derrota Mojo, com a ajuda de Rita Ricochete, Quark, e o Dr. Estranho. Ele, Rita e Quark retornam ao Mojoverso para libertar os escravos. Percebe-se que é uma HQ muito complexa até mesmo para a época, Ann Nocenti e Arthur “Art” Adams, tiveram como primeira oportunidade na editora, lançar um novo herói. Longshot era um projeto que foi recusado por todos na Marvel, então fazia sentido entregar nas mãos de dois iniciantes (algo comum nas editoras na época, dar um personagem em decadência ou criar um novo para testar o potencial de novos escritores e artistas). Ann Nocenti era apenas uma assistente de editor e Art Adams um desenhista novato. Os dois tiveram grandes ideias que foram muito bem aproveitadas nos anos seguintes, incluindo a criação de vilões como o Mojo e a Espiral, além do Mojoverso. Nocenti optou por trabalhar com o conceito de "sorte" e como isso poderia ser aplicado a um super-herói, daí  a explicação sobre os poderes do personagem. Longshot ainda possuía leves poderes psíquicos, com a capacidade de “ler” a história de objetos e encontrar resquícios psíquicos das pessoas que os utilizaram anteriormente. Art Adams foi responsável pela criação visual dos personagens. De início, lhe entregaram alguns designs para onde Longshot aparecia com um uniforme todo branco e cabelos curtos. O artista não gostou e optou por remodelar para algo mais "roqueiro", com um uniforme de couro e o jeito de Bon Jovi. Porém, não é o Bon Jovi a inspiração para as feições do herói, e sim, outro cantor da época: Limahl, que fez sucesso na época e um dos seus maiores hits é "Never Ending Story" a música tema do filme "A História Sem Fim", de 1984! Art Adams foi o precursor da onda de heróis com "pochetes", algo que virou moda nos anos 90 nas criações (principalmente de Rob Liefild). O artista não gostava da ideia de que os heróis pudessem tirar armas simplesmente "do nada", e sem a menor explicação possível! Como as principais armas de Longshot eram pequenas facas em forma de cutelo, ele achou certo criar um cinturão de bolsos transversal sob o tórax, de onde ele poderia tirar esses acessórios de combate de forma rápida e eficaz.

The Spirit nº 16: roteiro e arte de Will Eisner. Última edição! 4 histórias da criação máxima de Will Eisner! Esta revista do herói em formato americano trazia todos os meses histórias clássicas da década de 40, mas, infelizmente, foi cancelada por baixas vendas! O herói ainda ganhou um encadernado de histórias clássicas pela Abril em outubro de 1992, chamado "The Spirit - Histórias Clássicas dos Anos 40", que na realidade era o encadernado do nº 5 ao 8 da revista. Entre os anos de 1994 e 1995 ele foi publicado pela Editora Devir. Em 1997, ele ganha uma edição especial publicada pela Metal Pesado chamada: "Will Eisner's Spirit Magazine n°01". Em fevereiro de 2008 a Panini publica o especial "Batman & The Spirit n° 1", de Jeph Loeb e Darwyn Cooke. A partir de junho deste mesmo ano, a Panini lança um título mensal do herói de 52 pág, só que desta vez com histórias mais atuais, escritas e desenhadas por Darwyn Cooke. O título durou apenas 5 edições e foi lançado no hype do filme do Spirit dirigido por Frank Miller. O filme estreou em 25 de dezembro de 2008 nos EUA, mas logo as péssimas críticas e a parca bilheteria vieram a público, e isto, com certeza, impactou na revista publicada pela Panini, que ainda teve duas edições publicadas após o fiasco do filme, sendo uma (a nº  4) em janeiro de 2009, e a derradeira (nº 5) em maio de 2009. Depois disso, o personagem voltou a ser publicado pela Devir em dezembro de 2010, agora em encadernados em capa-dura. Este encadernado "The Spirit - As Novas Aventuras", trouxe histórias escritas por Alan Moore e Neil Gaiman, dentre outros. Em outubro de 2012, a Devir lança o 2º número; mas, infelizmente, a publicação parou nesta edição e não tivemos mais aventuras dele publicadas no Brasil. Spirit é um personagem que não vende bem por aqui, e fica difícil alguma editora se arriscar a publicá-lo novamente, ainda mais em tempos difíceis economicamente devido a vários fatores, além da crise editorial que assombra o mercado brasileiro desde 2018.

O Melhor do Justiceiro n° 1: Roteiro de Mike Baron e Roger Salick, e arte de Whilce Portacio e Jim Lee. Publicadas em "The Punisher” nº 8, 9, 12, e 13 - de 1988; e "The Punisher Annual nº 2", de agosto de 1989. Coletânea de 5 histórias do Justiceiro, sendo quatro já publicadas anteriormente em "Superaventuras Marvel” nº 90, 91, e 94, de 1990, e uma inédita que é o "Annual nº 2", porém, só tem 6 pág dela na edição, mostrando as técnicas de luta usadas por Frank Castle. Por ser uma edição de 64 pág e com ligação com a saga "Ataques Atlantes", ela foi desmembrada em 3 partes e publicadas posteriormente em "Grandes Heróis Marvel nº 40", de junho de 1993; "Homem-Aranha” nº 120, de junho de 1993; e "Superalmanaque Marvel nº 8", de julho de 1993. A capa da edição é de Joe Jusko!

Grandes Heróis Marvel nº 33: Quarteto Fantástico: De Stan Lee e Jim Shooter e arte de: John Buscema, Jerry Ordway, Al Milgrom, Barry Windsor-Smith, Marc Silvestri, Kerry Gammill, e Ron Frenz. Publicada em "Fantastic Four nº 296", de novembro de 1986. Após retornar do Planeta Bélico criado por Beyonder, O Coisa encontra Alícia Masters, sua namorada, mantendo um romance com Johnny Storm, o Tocha Humana. Desiludido com a vida, ele deixa o grupo e se auto-exila na Ilha Monstro, lar do famigerado Toupeira. Reed Richards recebe a visita de um amigo de infância do coisa, que o culpa pelo acidente que deixou Ben Grimm transformado num monstro. Remoendo sua culpa, Reed vai ao encontro de seu velho amigo e o encontra trabalhando como assistente do Toupeira, que aproveita a situação e transforma o tocha humana num monstro com suas experiências, e aí como diz o sobrinho favorito da Tia Petúnia: "Tá na hora do pau"! História fraca, daquelas para cumprir tabela! É notória a defasagem cronológica desta história em relação às demais da Marvel publicadas neste ano pela Abril! Surfista Prateado: De Steve Englehart e Marshall Rogers. Publicada em: "Silver Surfer nº 1 e 2" de julho e agosto de 1987. O Surfista pagou um alto preço por desafiar Galactus e ficou preso à Terra graças à barreira criada pelo Devorador de Mundos. Isto agora está prestes a mudar, com a ajuda do Quarteto Fantástico! Já do outro lado da barreira, ele encontra seu antigo mestre, que lhe faz um pedido: Salvar sua arauta nova, capturada pelos Skrulls. Altruísta como sempre, o Surfista vai e salva a garota, e Galactus perdoa seu "crime", livrando-o para sempre da barreira invisível e deixando o herói livre para viajar para outros mundos! A capa da edição mostra o Surfista Prateado com um novo visual, totalmente "cromado", e uma nova prancha! Na verdade, a capa é da edição de "Silver Surfer nº 31" , de dezembro de 1989, edição muito à frente destas duas histórias que são de 1987; portanto, o surfista ainda está com seu visual tradicional "apenas prateado"! Já a prancha, no flashback mostrado de sua origem, ela já é mostrada com novo design, idêntico à uma prancha de surf "Malibu", mais estreita e com uma "quilha" embaixo! A Antiga podia ser considerada modelo "Stand Up Paddle Board!

OUTUBRO:

Batman nº 21: De Alan Grant e Norm Breyfogle. Publicada em "Detective Comics nº 620 e 621", de agosto e setembro de 1990. O Batman vai até o Haiti salvar os pais de Tim Drake, capturados pelo maníaco Obeah Man. Nesta época, Drake ainda era aspirante a Robin, estando em treinamento sob a tutela rígida de Bruce Wayne, que não queria que acontecesse a ele o mesmo que aconteceu à Jason Todd. Os acontecimentos aqui mostrados servem para transformar para sempre a vida do garoto. A dor da morte de sua mãe e o estado de coma de seu pai, iniciado após o envenenamento provocado por Obeah, servem como impulso para ele se tornar Robin antes do previsto. Existiam muitos pedidos de leitores para que o Robin voltasse a fazer parceria com o Batman. Os mais antigos devem se lembrar da música: "Que Fim Levou o Robin?", do grupo homônimo, que fez relativo sucesso na época.

A Teia do Aranha nº 25: De Gerry Conway e Ross Andru. Publicada em "The Amazing Spider Man nº 129", de fevereiro de 1974. O Chacal convence o Justiceiro de que o Aranha matou Norman Osborn, preparando uma armadilha para que o vigilante mate o herói. 1991 foi, literalmente, o ano do Justiceiro no Brasil, e além de ganhar várias revistas, temos sua 1º aparição republicada.

Aliens - Edição Encadernada: Roteiro de Mark Verheiden e arte de Mark A. Nelson. Publicada em "Aliens nº 1 a 6", de maio de 1988 a julho de 1989. A Abril lança encadernada em 172 pág a mini-série publicada por ela entre dezembro de 1990 e fevereiro de 1991, que serve como continuação do filme "Aliens - O Resgate" de 1986. Recentemente, a Marvel adquiriu os direitos de publicação das franquias "Alien" e "Predador", e foi confirmado que sairá "Aliens Omnibus – Volume 1", reunindo as primeiras HQs baseadas no universo de Ridley Scott. Portanto, existe uma grande chance destas primeiras histórias contidas neste encadernado serem republicadas novamente no Brasil pela Panini.

Skreemer - Edição Encadernada: De Peter Milligan e Bret Ewins. Publicada em "Skreemer nº 1 a 6", de maio a outubro de 1989. A Abril lança em 196 pág a mini-série publicada por ela entre setembro e outubro de 1990; épico sobre a violência que conta a ascensão e queda de Veto Skreemer, um chefão do crime. Após sair encadernado, Skreemer ficou no limbo editorial por 12 anos, sendo novamente republicado no Brasil, em agosto de 2003 pela Brainstore. Depois, entrou no limbo novamente e ficou mais 14 anos sem ser publicada, até que a Panini republicou o encadernado em julho de 2017.

Superaventuras Marvel nº 112: De Walt Simonson e Sal Buscema. Publicada em "Thor nº 376 a 378", de fevereiro a abril de 1987. Thor enfrenta o Homem-Absorvente, mas a maldição de Hela sobre ele o deixa debilitado, mesmo assim, ele consegue enviar o vilão para um outro planeta por um vórtice criado por Mjolnir. Loki, com suas trapaças, usa os Gigantes de Gelo para capturarem o mutante Homem de Gelo, para usá-lo como força motriz em uma máquina para aumentar o tamanho e a força deles. Os elfos chegam à Terra em busca do Deus do Trovão, com medo de que ele use o aço, que é a fraqueza deles. Thor trabalha com ímpeto como ferreiro quando é surpreendido pelos elfos e fortemente castigado, mas Loki o salva da morte. Os Gigantes de Gelo se rebelam contra Loki e invadem o castelo para capturar a fonte de gelo e destruir Loki. Mesmo sozinho, Loki enfrenta os oponentes; Thor se recupera e vê no ato de bravura do irmão a força que precisava para recuperar seu psicológico abalado após a luta com o Homem-Absorvente. Sendo assim, ele viaja à Terra em busca da armadura que construiu, revestido por ela, o Deus do Trovão volta para derrotar os Gigantes. Estas histórias foram republicadas em "Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor n° 5", de fevereiro de 2012 pela Panini, e em "Marvel Edição Especial Limitada: Thor n° 3" de abril de 2018, pela Salvat.

Os Novos Titãs n° 67: De Marv Wolfman e Steve Erwin. Publicada em "The New Titans nº 70", de outubro de 1990. Embora a revista seja dos Titãs, a história é totalmente do Exterminador, e o super grupo nem aparece. Acompanhamos o anti-herói numa missão na América Central. Cheia de ação e reviravoltas, aqui começa a se delinear mais o caráter do Exterminador, mostrando que ele não é só um mercenário, é também um homem honrado com código ético próprio. Esta história serve para preparar terreno para a revista solo do personagem, cuja 1º edição foi lançada em agosto de 1991, com a mesma dupla criativa. A capa desta edição não é a original da edição de "The New Titans nº70", esta capa pertence à primeira edição da revista solo do Exterminador feita por Mike Zeck. A publicação durou 60 edições nos EUA, de agosto de 1991 a junho de 1996, e muitas destas histórias continuam inéditas no Brasil até hoje.

Homem-Aranha nº 100: Roteiro de David Michelinie, Jim Shooter, e Jim Owsley, e arte de Paul Ryan, e Alan Kupperberg. Publicada em "The Amazing Spider Man Annual nº 21" de junho de 1987, e "Peter Parker,"The Spectacular Spider Man Annual nº 7",de outubro de 1987. Peter e Mary Jane se casam, e nós, leitores, acompanhamos passo-a-passo todos os acontecimentos que antecedem a cerimônia até o grande "sim" dos dois. De quebra, seguimos o casal em sua "tumultuada" Lua de Mel, graças à aparição do vilão Puma! Stan Lee era o escritor do Aranha nas tiras diárias de jornal, e resolveu casar Peter Parker e Mary Jane. A ideia surgiu depois de ele saber que Mary Jane havia descoberto a identidade secreta do herói  na continuidade cronológica das HQs. A partir daí, as tiras, que tinham uma cronologia independente, passaram a adotar esse fato e as histórias caminhavam para levar o casal ao altar em pouco tempo. Lee foi o grande incentivador do enlace matrimonial, para assim tentar alavancar as vendas das tiras de jornal, e sugeriu que isso também acontecesse nas HQs do herói. Muitos discordavam desta idéia na Marvel, mas Lee acabou vencendo e  Jim Shooter, editor-chefe da Marvel na época, apressou as coisas para que Peter e Mary Jane se casassem nas HQs ao mesmo tempo que nas tiras de jornal, acelerando tudo na vida dos dois personagens. Mary Jane estava há muito tempo fora da vida de Peter, nos sentidos conceitual e editorial. Desde o rompimento dos dois em 1979, Peter havia passado por vários relacionamentos amorosos, desde a última vez que se encontrara com Mary Jane, que havia deixado a cidade de Nova York em busca da carreira de modelo. Ademais, os fãs do herói já haviam aprovado Felícia Hardy, a Gata Negra, como a mulher dos sonhos e perfeita para o Aranha. Tudo ocorreu de de forma veloz e apressada, começando pela volta de Mary Jane, o rompimento traumático do herói com a Gata Negra, o resgate (forçado) da paixão interrompida,  por fim: o pedido de casamento feito por Parker, até o grande “sim” aconteceram em apenas 3 edições de "Amazing Spider-Man" nº 290 a 292. Com tudo ocorrendo conforme o planejado, a Marvel aproveitou a oportunidade para divulgar e faturar em cima do grandioso evento. Para promover edição da revista que lançaria na terça-feira seguinte, a Marvel decidiu organizar na noite de 05 de junho de 1987, uma sexta-feira, o casamento de Peter Parker (vestido de Homem-Aranha de terno e gravata) com Mary Jane Watson. O evento aconteceu no estádio do New York Mets, um time de beisebol norte-americano, onde cerca de 45 mil pessoas se reuniram para assistir à partida contra o Pittsburgh Pirates. A empresa aproveitou a ocasião para levar atores fantasiados, entreter a multidão com algo inédito, e distribuir edições especiais do gibi. Como recompensa pela ideia, a Marvel conseguiu emplacar o lançamento da edição na televisão e na mídia impressa. Antes da cerimônia, o ator que interpretava o Homem-Aranha acompanhado pela atriz que encarnava Mary Jane deram entrevista ao Good Morning America, programa matinal transmitido pela ABC. Depois, todo casamento foi transmitido ao vivo pelo Entertainment Tonight, programa de entretenimento da CBS. O jornal The New York Times também se rendeu ao grande evento e fez uma resenha sobre o casamento. A cerimônia serviu ainda para divulgar outros personagens da Marvel, que também eram atores fantasiados, como Hulk, Cap. América, Homem de Gelo, Duende Verde, e Dr, Destino. Stan Lee foi o padre que celebrou o casamento. No Brasil, na edição comemorativa de nº 100, que trouxe o casamento, foi divulgado o resultado do concurso promovido pela Abril para o grande evento. Este que vos escreve foi um dos ganhadores! O prêmio era um pôster gigante da capa de Spider Man nº 1 desenhado por Todd McFarlane, que é uma referência até hoje, onde vários heróis ao longo das décadas apareceram na icônica pose. A Abril também inseriu como brinde na edição um calendário de mesa do ano de 1992 com várias imagens feitas por Mcfarlane! Porém, nem tudo são flores, mesmo tendo usado a edição de "Superalmanaque Marvel nº 2" para adiantar a cronologia do herói, para que nesta edição de nº100 fosse publicado o casamento, as 260 pág do Superalmanaque não foram suficientes, e segundo o livro "Império dos Gibis" pág 275,  a Abril pulou "The Amazing Spider Man nº 272, 277, 278, 282, 283"; "Peter Parker, The Spectacular Spider Man nº 112, 114, 120, 122, 124, e 127". Todas estas histórias trazem acontecimentos que levam até o casamento e até hoje permanecem inéditas no Brasil. O Casamento já foi republicado aqui 2 vezes, sendo a primeira em "A Teia do Aranha nº 74", de dezembro de 1995, e em "A Coleção Definitiva do Homem-Aranha nº 14" de outubro de 2017, pela Salvat. A edição publicada pela Salvat não traz a Lua de Mel do herói, no lugar, a edição trouxe a Graphic Novel inédita: "Vidas Paralelas",  escrita por Gerry Conway, e ilustrada por Alex Saviuk. Publicada em "Marvel Graphic Novels nº 46: The Amazing Spider-Man: Parallel Lives", de maio de 1989. Em uma seção de cartas em meados dos anos 90, foi prometido a publicação desta Graphic Novel por um dos editores da Abril, mas a promessa não foi cumprida e ela ficou inédita até a edição da Salvat. O casamento sempre dividiu opiniões, e ao longo de 20 anos aconteceram muitas tentativas de desfazer o matrimônio, por mais que a união entre os dois fosse aprovada pelos fãs. Muitos dizem que após o casamento, as histórias do herói decaíram em qualidade, e Mary Jane já havia se tornado querida demais pelo público, para sair de cena sem gerar protestos. A personagem também havia aparecido na trilogia cinematográfica do herói; inclusive chegando a ficar noiva dele; e o escritor J.M. Straczynski desconstruiu Gwen Stacy na saga "Pecados Pretéritos", revelando que a garota tinha tido um relacionamento amoroso com Norman Osborn - O Duende Verde, na mesma época em que namorava Peter. Gwen Stacy foi considerada a mulher perfeita para o herói e esta "revelação" foi traumática para os fãs, que passaram a enxergar Mary Jane como a mulher ideal, pois, por mais que ela parecesse "sem juízo", ela sempre gostou dele e o ajudou e apoiou. Mesmo assim, os editores tentaram tirá-la de cena várias vezes, começando com sua morte forjada (Homem-Aranha nº 5, dezembro de 2000 - Série Premium) para induzir os leitores a esquecerem ela; insinuações e indícios de traição para sujar sua imagem igual à de Gwen Stacy, também não adiantou, pois não havia nada que inventassem em desfavor da personagem que fizesse os fãs pensarem que o Aranha deveria se separar dela. Então, um dia tudo mudou e o impensável aconteceu: Joe Quesada, editor-chefe da Marvel, nunca aceitou o casamento e numa jogada editorial picareta sacrificou décadas da cronologia do Aranha para destruir um enlace do qual nunca gostou, nem que isso importasse em abalar toda a linha editorial do Universo Marvel no processo. Quesada alegava que o "conceito juvenil" do personagem não combinava com uma vida madura e cheia de responsabilidades de um homem casado. Quesada era contra as palavras "divórcio" e "divorciado", que segundo ele não podem constar no curriculum do herói. Para realizar seu intento, ele criou um mirabolante plano que envolvia morte, misticismo, e pactos com o diabo. Nada importava, senão o resultado final de acabar com o casamento. Ele obrigou o escritor J.M. Straczynski a criar uma situação onde a Tia May ficaria às portas da morte, e depois de tentar de tudo e ficar desesperado para salvá-la, Peter consegue invocar Mefisto, que cobra o fim da união de Peter e Mary Jane como preço, para salvar a vida de May Parker. A controversa decisão editorial gerou muitas críticas e protestos, mas nada disso impediu que Quesada pusesse em prática a fase intitulada "Um Dia a Mais" (Homem Aranha nº 81 e nº 82, de setembro e outubro de 2008, da Editora Panini, e Coleção Definitiva Homem-Aranha nº 25 de abril de 2018) resolvendo todos os problemas em que o aracnídeo se meteu ao revelar publicamente sua identidade secreta na saga Guerra Civil – e, na esteira, apagou da cronologia o casamento de Peter com Mary Jane. Curiosamente, na animação "Homem-Aranha no Aranhaverso", de 2018, Peter Parker é divorciado de Mary Jane. Uma critica velada a tudo que Joe Quesada fez para acabar com o casamento de forma mirabolante e controversa!

O Incrível Hulk n° 100: De Peter David e Todd MCfarlane. Publicada em "The Incredible Hulk nº 343 a 345", de maio a julho de 1988. O Plano do Líder é colocado em ação: Bruce Banner, Rick Jones e Clay Quartermain encontram Betty Ross, mas ela está correndo risco de vida e está sendo perseguida por robôs. Estes acontecimentos servem para retardar o Hulk, enquanto o Líder prepara suas duas novas peças no seu tabuleiro: Rocha e Redentor (John Laroquette e Craig Saunders que estiveram no Caça-Hulk). Saunders, um especialista em bombas que matou acidentalmente mãe e o filho. Laroquette, que perdeu seu amor enquanto caçava o Hulk. A mando do Líder, os dois invadem uma base para roubar a Bomba Gama. Quartermain e Jones deixam Banner e Betty a sós. Após a transformação, eles se isolam para uma conversa e Betty quer ver no gigante algum traço de Banner; Hulk diz que é impossível e que ele não tem nada de Banner, então a moça conta estar grávida, e recebe um forte abraço do Gigante. O Líder manipula as informações e manda um recado ao Hulk, anunciando que uma Bomba Gama será detonada em em Middletown. Banner, Jones, Quartermain, e Betty tentam alertar o prefeito mas acabam fracassando. Rocha e Redentor são mandados ao local para retardar o Hulk e impedi-lo de achar a bomba, enquanto a Shield é acionada por Quartermain. O Líder isola a cidade com uma espécie de campo de força e o Golias Cinza é mortalmente ferido pelo Rocha, enquanto o Líder detona a bomba em cima dele, para desespero de Betty e Jones. A centésima edição da revista do Hulk não trouxe uma história de grande impacto, e saiu quase sem nenhum destaque. É conveniente reparar que a cronologia do Gigante Cinza estava bem adiantada se comparada a outras publicações da Marvel no Brasil, principalmente em relação ao Aranha, que também teve a centésima edição publicada no mesmo mês. As duas edições chegaram juntas nas bancas! Estas histórias foram republicadas em "Hulk - Além da Redenção", edição especial publicada pela Panini em junho de 2014.

Ronin nº 1: Roteiro e arte de Frank Miller. Publicada em "Ronin nº 1" de julho de 1983. Mini-série quinzenal em 6 edições. Após sua passagem pela Marvel, onde revolucionou o título do Demolidor, Frank Miller recebe um convite da DC Comics e faz seu primeiro trabalho totalmente autoral. Fascinado pela cultura japonesa, Miller cria uma psicodélica história sobre um samurai que reencarna num deficiente físico numa Nova York distópica, a tempo de enfrentar seu maior inimigo: o demônio Agat, responsável pela morte de seu mestre e sua transformação num ronin. A obra mistura ação e ficção científica com mangás e quadrinhos europeus. Existe uma influência muito grande da revista Heavy Metal e videoclipes na composição visual da trama, bem como a obra de Kazuo Koike e Goseki Kojima, em especial "O Lobo Solitário"! Ronin é uma HQ que divide opiniões. Obra-prima para alguns, e superestimada para outros; o fato é que não passa indiferente à ninguém, sendo um material que precisa ser conhecido por todo fãs de quadrinhos. Esta é a segunda vez que a Abril lança a obra em forma de mini-série. A primeira vez foi em 1988, e a lançou encadernada logo em seguida no mesmo ano. A obra ficou no limbo editorial por 12 anos e saiu novamente republicada em abril de 2003, agora pela Editora Opera Graphica em 3 edições, e encadernada em agosto de 2005. A obra volta novamente para o limbo, e após onze anos de sua republicação pela Opera, a Panini Comics a republica encadernada em dezembro de 2017.

Marvel Force nº 4: De Fabian Nicieza e Mark Bagley. Publicada em "New Warriors nº 1", de julho de 1990. Mais uma estréia de peso na revista: Os Novos Guerreiros! Surge um novo grupo composto por Jovens heróis. Uma tentativa da Marvel para criar o seu Novos Titãs? Talvez! O fato é que o grupo composto por jovens heróis de personalidades diferentes criou uma equipe disfuncional e ao mesmo tempo com grande senso de heroísmo, que precisa de orientação para dar certo. Os membros do grupo são: Radical, Namorita, Nova, Flama, Marvel Boy, e Speeedball. Radical, é o único personagem realmente criado para o grupo, sendo ele um afrodescendente e guerreiro das ruas; os demais eram personagens antigos da Editora, que faziam ponta em histórias de outros personagens, ou estavam esquecidos no tempo, como é o caso de Nova, personagem de grande sucesso nos Anos 70, que foi ao longo do tempo "desaparecendo" da cronologia regular da Marvel. Flama é a mesma personagem do desenho "Homem-Aranha e seus Incríveis Amigos", de 1981. Flama migrou dos desenhos animados para as HQS, um caso raro até hoje. Aqui no Brasil, ela era chamada de "Estrela de Fogo", tradução correta de seu nome em inglês que é "Firestar", porém nos quadrinhos ela foi batizada de "Flama", e no final o nome dos quadrinhos venceu. Namorita, a prima de Namor - O Príncipe Submarino, foi criada em 1972 por Bill Everett, e possui poderes semelhantes ao herói. Foi namorada do Tocha Humana. Speedball, foi criado por Steve Ditko e Tom de Falco e apareceu em "The Amazing Spider Man Annual nº 22", de janeiro de 1988, depois, teve um título solo que durou 10 edições. Marvel Boy é Vance Astrovik, personagem criado por Don Heck e Gerry Conway, cuja 1º aparição foi em "Giant-Size Defenders #5", de julho de 1975. Marvel Boy é um mutante com poder de telecinésia. Numa linha alternativa do futuro ele se torna membro fundador dos Guadiões da Galáxia, sendo ele o portador do Escudo do Capitão América. NÃO é o mesmo personagem da mini-série  criada por Grant Morrisson no ano 2000, que possui o mesmo nome. O Marvel Boy criado por Morrisson chama-se Noh-Varr Noh-Varr, sendo um alienígena membro mais jovem de uma equipe diplomática Kree, que estava a bordo da escuna interestelar Kree Gestalt, cuja nave é puxada em direção à Terra pelas forças do Dr. Midas, um riquíssimo e poderoso empresário, obcecado por ganhar poderes através da absorção de raios cósmicos e adquirir motores de espaçonaves movidas a raios cósmicos. Curiosamente, o grupo não surge em título próprio logo de início, eles aparecem pela 1º vez na revista "Thor nº 411 e 412", de dezembro de 1989 e janeiro de 1990, publicada por aqui em "Superaventuras Marvel" nº 134, de agosto de 1993. A equipe tem um batismo de fogo digno do nome, pois enfrentam logo de cara o Fanático, que enfrentava o Deus do Trovão, e eles acabam entrando na batalha para ajudar a deter o brutamontes. A Editora Globo pulou estas duas história de apresentação do grupo e já começou publicando as aventuras a partir do seu título solo. "New Warrions nº 1" foi republicado em "Homem Aranha nº 124" de outubro de 1993 (quando a Abril adquiriu os direitos de publicação) e pela Editora Salvat em "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel" nº 84, de junho de 2018.

Liga da Justiça nº 34: Roteiro de Keith Giffen e William Messner-Loebs, e arte de Art Nichols. Publicada em "Justice League Europe nº 9", de dezembro de 1989. Poderosa foi gravemente ferida durante o confronto com o Homem Cinza e ficou em estado de coma. Um médico informa ao Capitão Átomo e Catherine que seria difícil, talvez até impossível, curá-la, devido à sua invulnerabilidade. Sem o conhecimento do Átomo e Catherine, Sue Dibny havia entra em contato com o Superman. O Homem de Aço, então, usa uma configuração construída por  Kilowog que o ajuda com precisão na delicada cirurgia. A cirurgia, no entanto, é um sucesso, apesar de um pouco de confusão sobre a fisiologia alienígena de Kara. Uma desvantagem é que seus poderes seriam drasticamente reduzidos - algo com que Kara lida bem.

Graphic Marvel nº 9 - Surfista Prateado: De Stan Lee e John Buscema. Publicada em "Graphic Marvel nº 38",  de outubro de 1988. O Surfista sofre um poderoso ataque  de Mefisto. Galactus, seu antigo mestre, precisa intervir em favor de seu ex-arauto, que toma uma decisão inesperada. Mefisto sempre tentou capturar a alma do Surfista, sendo o principal inimigo do herói desde o seu banimento e aprisionamento por Galactus no Planeta Terra. Esta novel serve como complemento às histórias solo do surfista na década de 60, com a dupla Stan Lee e John Buscema, republicadas pela Panini nas 2 edições de "Biblioteca Histórica Marvel", de  novembro de 2008, e outubro de 2018 (um hiato de 10 anos entre uma e outra). O 1º vol. dessa coleção também saiu pela Salvat em setembro de 2016. Porém, a edição da Salvat tem uma história a menos contida na primeira Biblioteca Marvel dedicada ao herói!

Épicos Marvel n° 1 - 4F Versus X-Men: De Chris Claremont e Jon Bogdanove. Publicada em "Fantastic Four Vs. X-Men n° 1 a 4"  de fevereiro a maio de 1987. A Abril inaugura uma nova publicação destinada a trazer sagas completas! Nesta primeira edição, temos o confronto dos mutantes com a primeira família da Marvel. E tudo começa com Kitty Pryde, presa em seu estado etéreo e se desintegrando a cada dia. Reed Richards é a única pessoa com conhecimento para salvá-la e cria uma máquina capaz de reconstituir a solidez física de Kitty. Só que Reed entra em crise de dúvida e se nega a ajudá-la, despertando a fúria dos X-Men, que não deixarão passar barato o descaso e a omissão do Sr. Fantástico e tentarão forçar Reed a mudar de opinião, dando início ao conflito em si. Um diário aparentemente escrito no passado por Richards veio à público e pode causar a separação da família de heróis. Diante de tantos problemas, a salvação de Kitty acaba indo parar nas mãos do impiedoso Dr. Destino. As três primeiras edições da revista Épicos Marvel são dedicadas à conflitos. Duas entre grupos de heróis e uma contra um vilão. O curioso é que estas três sagas saíram basicamente juntas nos EUA; e se aqui Reed se recusa a ajudar os X-Men, em outra ele pede ajuda à eles! Fica meio fora de contexto cronológico, mas o importante é que pancadaria entre heróis sempre é resultado de boas vendas! Foi republicado pela Panini em "Vingadores Vs. X-Men Vs. 4F", em julho de 2015.

A Vida do Papa João Paulo II: Roteiro de Steven Grant, e arte de John Tartaglione. Publicada em "Life of Pope John Paul II", de janeiro de 1982. A história de Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II, contada em quadrinhos e baseada na biografia escrita por Mieczyslaw Malinski. A Abril publicou esta obra comemorando a visita de Nossa Santidade aqui no Brasil. Esta HQ, publicada pela Marvel nos EUA, fez parte de uma linha de publicação dedicada à biografia de líderes religiosos, mas somente a do Papa João Paulo II saiu por aqui. Esta não foi a primeira vez que a Abril publicou a biografia dele em quadrinhos, em 1980 ela já havia publicado uma biografia, mas não era esta feita pela Marvel. A arte final desta HQ é do lendário Joe Sinnot.

Gibizinho nº 2-Gibizinho da Tina: Maurício de Sousa Produções. Publicação com 26 pág, onde eram lançadas quatro revistas sob o título "Gibizinho", todas com a mesma numeração variando apenas o personagem-título. A partir da edição 27, de janeiro de 1993, a revista passou a sair mensalmente, chamando-se "Gibizinho da Mônica", com 132 pág.

Classic Illustrated nº 8 - O Morro dos Ventos Uivantes: Roteiro e arte de Rick Geary. Publicada em "Classic Illustrated nº 13", de outubro de 1990. Adaptação em quadrinhos da obra de  Emily Brontë escrita em 1847, que se tornou um clássico da literatura inglesa. O locatário da propriedade de Granja da Cruz dos Tordos, localizada em Gimmerton, Yorkshire, fica adoentado. Durante este período, a governanta Ellen Dean, chamada de Nelly, lhe conta a história que presenciou na propriedade do Morro dos Ventos Uivantes. No início da trama, o patriarca da família Earnshaw faz uma viagem e, ao retornar, traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano (sua procedência jamais é revelada na história). O órfão recebe o nome de Heathcliff. Toda a afeição que o patriarca lhe demonstra causa ciúmes em seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo o amor do pai.  Catherine, a irmã de Hindley, se simpatiza com Heathcliff. O Senhor e a Senhora Earnshaw morrem, e Hindley se torna o proprietário do lugar e das terras,  sujeitando Heathcliff a várias humilhações, que se torna bruto e melancólico. Apesar do grande amor entre Heathcliff e Catherine, ela se casa com Edgar Linton, por ele ter melhores condições de sustentá-la. Heathcliff parte do Morro dos Ventos Uivantes e, ao voltar, está rico, chamando a atenção de Catherine e despertando ciúmes em Edgar. Catherine e Edgar tem uma filha, Cathy, mas Catherine morre logo depois do parto. Heathcliff fica arrasado e decide se vingar tanto de Edgar como de Hindley: Primeiro, ele se casa com Isabella, irmã de Edgar (com o tempo, Isabella se arrepende de ter se casado com Heathcliff e, descobrindo estar grávida, decide abandoná-lo, tendo longe dele, um filho chamado Linton). Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para Heathcliff. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, perde sua herança. Apesar disso, ele considera Heathcliff uma pessoa da mais alta moral, não permitindo que falem mal dele. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy. Ela descobre que ficou sem bens quando Linton morre e Heathcliff lhe mostra um testamento onde seu falecido filho lhe passava tudo que possuía. Pensando já ter se vingado, Heathcliff percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo sozinho em sua loucura e solidão. Heathcliff morre, e como último desejo, é enterrado junto com Catherine, seu grande amor. Deste dia em diante, muitos juram ver sempre um casal vagando pelas planícies do Morro. A publicação ficou em hiato por três meses, e retorna a partir desta edição!

NOVEMBRO:

Justiceiro n° 1: Roteiro de Carl Potts e arte de Jim Lee. Publicada em "Punisher War Journal nº 10 e 11", de novembro e dezembro de 1989. O Justiceiro ganha a sua 1º revista solo no Brasil, em  formato magazine (21 x 27,5 cm) e em preto e branco: nos moldes da "Espada Selvagem de Conan" e "Aventura e Ficção", e trazendo somente histórias inéditas. Com sua popularidade em alta, tanto aqui no Brasil quanto nos EUA, a revista solo do personagem se mostrava uma aposta certeira. Mas não foi bem isso o que aconteceu, e ela foi cancelada após 8 edições!

Os Livros da Magia n° 1: Roteiro de Neil Gaiman e arte de John Bolton. Publicada em "The Books of Magic nº 1", de 1990. Mini-série quinzenal em 4 partes, sendo uma das obras que antecederam a criação da linha "Vertigo" na DC (hoje Black Label), dedicada à histórias para o público adulto. A mini-série deu origem a uma série mensal de mesmo nome, escrita por John Ney Rieber, tendo 70 edições publicadas entre 1994 e 2000. Timothy Hunter, é um garoto de 13 anos que descobre ter potencial para se tornar "o maior mago da atualidade". Esta HQ de Gaiman narra o personagem e os eventos relacionados à essa descoberta, o título mensal de Ney Rieber acompanha o seu crescimento. Enquanto a Editora Globo ficou com os direitos de publicação do Sandman, a criação máxima de Neil Gaiman, a Abril adquiriu os direitos da série Livros da Magia. Embora Gaiman tenha criado e trabalhado com o personagem somente nestas 4 edições iniciais, Tim Hunter é uma das suas maiores criações, sendo um personagem muito querido pelo público. Embora tenha muitas semelhanças com Harry Potter, criação da escritora inglesa J.K.Rowling, Timothy Hunter foi criado primeiro: em 1990, e Potter surgiu pela primeira vez em 1997 no livro "Harry Potter e a Pedra Filosofal". Tim Hunter é um garoto inglês magro, de cabelo preto, que usa óculos e anda de skate e possui o potencial para se tornar o maior bruxo do mundo. As histórias mostram Tim saindo por mundos, vendo as vantagens e desvantagens de ser um bruxo, viaja através do tempo e escapa da morte na companhia de John Constantine - o Mago Profano, e interage com outros personagens da DC, como Dr. Oculto e até mesmo Sandman, já que pertence ao mesmo universo. Livros da Magia traz uma história sobre a aceitação da magia, e como o destino pode ser lido de diferentes formas. J.K.Rowling escreveu mesmo que sem intenção Harry Potter é para um público infanto- juvenil; enquanto Gaiman apresenta as aventuras de Tim para um público um pouco mais maduro. Mesmo assim, as semelhanças não ficam somente na aparência física dos personagens, já que Hunter possui uma coruja chamada Yo-Yo e numa das edições o garoto aparece com uma marca na testa. Segundo as críticas, ela traria proteção a ele. Aparentemente, Neil Gaiman nunca se interessou em processar J.K Rowling por plágio! Esta mini-série traz a curiosidade de cada edição ser ilustrada por um artista diferente: Na 1º edição, a arte é de John Bolton; na 2º é de Scott Hampton; na 3º edição a arte é de Charles Vess; e na 4º é de Paul Johnson. Livros da Magia foi republicado diversas vezes ao longo dos anos por várias editoras; sendo a primeira vez que a obra saiu encadernada foi em outubro de 1992 pela Abril; entre julho e outubro é republicado novamente em formato de mini-série pela Opera Graphica, e saindo encadernado pela editora em 2005; por fim: saiu encadernado duas vezes pela Panini, a primeira em agosto de 2013, e a segunda em abril de 2019.

Homem-Aranha - Edição Extra -O que aconteceria se o Homem-Aranha não tivesse se casado com Mary Jane Watson?: De Danny Fingeroth e Jim Valentino. Publicada em "What If...?  n° 20 e 21", de dezembro de 1990 e janeiro de 1991. Vimos o casamento do Aranha com Mary Jane, agora é hora de conhecermos uma outra realidade, onde Peter Parker não se casa com Mary Jane e as consequências do rompimento da relação na vida dos dois, principalmente na do aracnídeo. É um conto sombrio e contundente, justamente para constratar o clima de festa e alegria do casamento; e se no casamento tudo se encerra com amor e esperança no futuro, nesta realidade termina em tragédia! Embora este seja mais um "O Que Aconteceria Se...", que se torna realidade na cronologia regular do Universo Marvel, após a lambança editorial criada 20 anos depois (nos EUA) por pressão do Joe Quesada, que queria o herói solteiro novamente, e sem ser divorciado, apagando "magicamente' o casamento do herói com Mary Jane, conforme mostrado em Homem-Aranha nº 82, publicado pela Panini em outubro de 2008, e na Coleção Definitiva do Homem-Aranha nº 25 de abril de 2018. Poucos anos depois, saiu publicada a história em quatro partes  intitulada "Um Momento no Tempo" (Homem-Aranha nº 121 e nº 122 de janeiro e fevereiro de 2012, Panini) que explicava de forma mais abrangente de acordo com as declaraçãoes de Mary Jane o porquê do casamento não ter acontecido! É aquele tipo de história que não explica de forma convincente, porque não tem como justificar a picaretagem editorial criada e se torna ainda mais constrangedora que a idéia por trás dela. Nenhum dos conceitos usados nas 2 histórias desta edição foram usados como elementos para o "não casamento" na cronologia regular, o que as tornam únicas, e podem ser consideradas como uma das melhores da publicação da revista "What If...". A capa da edição é do lendário John Romita!

Star Trek - Jornada Nas Estrelas  nº 1: De Peter David e James W. Fry. Publicada em setembro de 1989. Star Trek- A Nova Geração, roteiro de Michael Jan Friedman e arte de Pablo Marcos, publicado em "Star Trek: The Next Generation n° 1", de outubro de 1989. Com o filme "Jornada Nas Estrelas VI - A Terra Desconhecida" prestes a estrear e acompanhando o sucesso da série "A Nova Geração" nas tardes de sábado na Rede Manchete, a Abril lança em formato americano e 52 pág uma nova revista mensal trazendo juntas as 2 séries de Star Trek tanto a clássica, quanto a Nova Geração! Nesta época, os direitos de publicação de Star Trek pertenciam à DC. Em 1980, a Abril publicou a adaptação em quadrinhos de "Star Trek-O Filme", cujos direitos na época pertenciam à Marvel Comics.

TEX nº 265: De Claudio Nizzi e Claudio Villa. Publicada em "TEX nº 355", de 1990. Tom Devlin, o chefe de polícia de San Francisco desapareceu e ninguém sabe o seu paradeiro. Então, seus amigos Mike Tracy e Brennan chamam Tex e Carson para ajudá-los a esclarecer o mistério. Ao descobrirem que membros da força policial estão envolvidos no desaparecimento, eles recebem a inesperada ajuda de um inimigo do passado, mas, para que ele os ajude, terão antes que tirá-lo à força da prisão de Alcatraz.

Nathan Never nº 1: Roteiro de Michele Medda, Antonio Serra e Bepi Vigna, e arte de Claudio Castellini, Roberto De Angelis, Sergio Giardo. Publicado em "Nathan Never nº 1", de junho de 1991. A série de ficção científica italiana é lançada no Brasil pela Editora Globo apenas 5 meses depois da Itália. Nathan é um agente especial em um futuro próximo semi-distópico, onde o combate ao crime é compartilhado entre a polícia e agências de detetives corporativos, como a empregadora Agenzia Alfa, a qual pertence o herói. A série usa como inspiração o personagem Rick Deckard de "Blade Runner" e a série " Fundação", de Isaac Asimov. É publicado mensalmente na Itália desde 1991 pela Sergio Bonelli Editore; no Brasil, o personagem passou por várias editoras: Globo, Ediouro, Mythos, e atualmente a Editora Graphite.  

Capitão América nº 150: Roteiro de Roger Stern e arte de John Buscema. Publicada em "The Avengers nº 279 a 285", de maio a novembro de 1987. A revista do Sentinela da Liberdade atinge a marca de 150 edições (um feito inédito para a época em revista de super-heróis) e para celebrar, a revista ganha 150 pág e traz completa a saga "A Vingança dos Deuses" (ou "Batalha no Olimpo") publicada em 7 partes lá fora na revista da equipe. A Mansão dos Vingadores é invadida pelos Mestres do Terror, comandado pelo Barão Zemo. Pegos de surpresa, os Vingadores sofrem grandes baixas, e além de derrotados, são aprisionados e até torturados. Os vilões acabam sendo subjugados por um poderoso contra-ataque, comandado por Vespa e Thor, que conseguem retomar a mansão. Hércules, um dos primeiros a tombar diante dos Mestres do Terror, fica em estado de coma, podendo a qualquer momento perder sua imortalidade divina. Uma grande humilhação para um guerreiro do Olimpo, algo que jamais havia acontecido até então. Sendo assim, os deuses greco-romanos querem vingança contra os responsáveis pela desgraça de seu campeão. Mas eles não buscam revanche contra os vilões que foram os responsáveis por tudo, o foco são os Vingadores, que eles querem  humilhar e sacrificar.

Super Powers n° 23: Roteiro de George Pérez, e arte de Tom Grummett e Steve Montana. Publicada em "Wonder Woman nº 32 a 35", de julho a outubro de 1989. Celebrando os 50 anos da Mulher-Maravilha, a Abril dedica uma edição de seu almanaque trimestral à Guerreira Amazona. Cerca de mil anos Antes de Cristo, cinco deusas gregas criaram uma nova raça de mulheres que seriam incumbidas de levar  ao mundo a filosofia e a paz fundamentada no Olimpo, lar dos Deuses gregos. Estas mulheres lindas e perfeitas foram chamadas de Amazonas. Artemís, uma das deusas criadoras, presenteou as irmãs Hipólita e Antíope, com 2 cinturões de poder chamados Cinturões de Gaia. Anos depois, o semideus Héracles (ou Hércules para os Romanos) visitou as Amazonas, e as subjugou, roubando um dos cinturões, mais especificamente o dado à Hypólita, a Mãe da Mulher-Maravilha. Antíope vai em busca de vingança contra o semideus e deixa o seu cinturão com Hypólita, porém ela foi transportada pelos deuses para a Ilha Paraíso, lugar onde nenhum homem pode pisar, e Antíope pensa que ela e as outras amazonas foram mortas. Três mil anos depois, as amazonas querem novamente reiniciar sua antiga missão, e escolhem a MM como sua representante. O Laço da Verdade usado por ela foi forjado a partir do cinturão de Gaia deixado por Antíope. Recentemente, o laço foi roubado pela Mulher-Leopardo, e a busca pelo artefato levou a MM ao Egito, onde confrontou, não só sua inimiga, como também um grupo de amazonas herdeiras da Rainha Antíope, que possuem o cinturão roubado por Hércules. Existe uma guerra interna pelo poder entre as amazonas, onde um grupo quer tomar o poder das outras. Nesta época da revista solo da personagem, George Pérez cuidava só dos roteiros e não mais da arte, e isto é sentido de forma significativa, pois a arte de Tom Grummett é apenas mediana se comparada à de Pérez. Não que comprometa a publicação, mas deixa a desejar em muitos aspectos.

Viagem à Tulum n° 1: Roteiro de Frederico Fellini e arte de Milo Manara. Publicada em "Viaggio a Tulum", de 1989. Investindo pesado em publicações européias, a Editora Globo lança esta Graphic Novel no formato de mini-série em 3 edições, trazendo a parceria entre o consagrado Diretor de cinema Frederico Fellini e Milo Manara: o mestre das HQs eróticas. Esta HQ, na realidade, é a versão em quadrinhos de um roteiro de cinema escrito por Fellini e Tullio Pinelli e jamais produzido; a HQ foi criada como a expiação de um sonho impossível, uma forma do Diretor colocar um ponto final na tentação de um dia levar esse roteiro para as telas. Fellini era um grande fã de histórias em quadrinhos. Ele próprio foi caricaturista e quadrinista em Roma, profissional, inclusive durante a libertação da Itália Durante a 2º Guerra Mundial, desenhando os soldados americanos ou situações cômicas envolvendo artistas de cinema. Mesmo depois que  começou a dirigir filmes, Fellini seguiu desenhando, criando Sketches de cenas, situações, e sequências inteiras para a maioria de seus trabalhos, um material que já foi reunido e publicado num livro chamado "Federico Fellini: The Book of Dreams". Ao lado de Manara, Fellini misturou acontecimentos reais de sua viagem à cidade de Tulum, no México, e outros eventos que protagonizou ao lado do amigo Manara na Cinecittà (um complexo de teatros e estúdios localizados na parte oriental de Roma, onde é realizado a maior parte da produção cinematográfica italiana, e programas de TV) contendo elementos dos quadrinhos europeus, especialmente de Moebius, e do surrealismo esotérico do cineasta chileno Alejandro Jodorowsky, a quem Fellini tinha grande admiração. Manara queria Fellini  como o protagonista da graphic novel, mas o diretor se recusou  e convenceu o artista a usar a figura de Marcello Mastroianni como seu alter-ego. Mastroianni trabalhou com Fellini em 2 de seus filmes considerados obras primas:" A Doce Vida" (1960) e "8½" (1963), que lhe proporcionaram o sucesso internacional e a fama de galã. O roteiro de Fellini segue o mesmo critério de seus filmes, com alegorias, metáforas, símbolos de todos os tipos, diversas alusões sexuais (já nas primeiras pág temos a Anita Ekberg de "As Tentações do Dr. Antonio") e grandes doses de esoterismo e sonho. Viagem à Tulum é um filme de Fellini, só que em quadros imóveis, e para quem não conhece bem a filmografia do diretor, a obra é completamente sem sentido, já que esta  graphic novel foi escrita como uma revisão crítica de sua filmografia, uma aventura complementar à obra do cineasta e que aborda todos os seus filmes: portanto, não é um material de fácil compreensão para todos. É uma HQ cheia de referências, direcionada para um público específico! Saiu encadernada uma única vez no Brasil em 1992, pela Editora Globo.

Melhores do Mundo - Edição Encadernada: Roteiro de Dave Gibbons e arte de Steve Rude. Publicada originalmente em "World's Finest  Nº 1 a 3", de agosto a outubro de 1990. Edição de 148 pág que traz as 3 partes da mini-série publicada semanalmente entre maio de junho do mesmo ano, que mostra o Superman e o Batman trocando de cidade para assim poderem deter a sinistra aliança criada entre Lex Luthor e o Coringa.

Os Mundos Fantásticos de Moebius n° 1: Roteiro e arte de Jean Giraud "Moebius". Publicada em " Métal Hurlant n° 6", de março de 1976. Mini-série em 4 edições, trazendo obras consagradas do artista francês. Nesta 1º edição é publicada a "A Garagem Hermética", que na realidade é um asteróide da constelação de Leão que abriga um universo compacto. O Major Grubert orbita o asteróide em sua nave espacial “Ciguri”, e supervisiona o desenvolvimento dos mundos ali contidos. Vários seres tentam invadir a garagem, incluindo Jerry Cornelius, oriundo do Planeta Terra, ele é um agente do Nagual (um deus, possivelmente Jahveh) e antagonista do Major Grubert. A Garagem Hermética é uma das obras mais conhecidas e aclamadas de Moebius; totalmente autoral, é ao mesmo tempo caótica e delirante, cômica e poética, misturando elementos de faroeste e ficção científica; HQs de super-heróis e misticismo. Moebius explicou que a HQ foi propositalmente improvisada, por isso, às vezes é um tanto confusa! É na Garagem Hermética que se passa as aventuras de Príncipe de Aliors, publicada no mês de junho! Já foi republicada encadernada em 1992, pela Editora Globo, e em junho de 2012 pela Editora Nemo.

Superalmanaque Marvel nº 4: De Walt Simonson e Sal Buscema. Publicada em "Thor nº 379 a 382", de maio a agosto de 1987 (Lado A). Roteiro de David Michelinie e arte de Bob Layton e Mark D. Bright. Publicada em "Iron Man nº 219 a 224", de junho a novembro de 1987 (Lado B). O Superalmanaque Marvel perde a sua periodicidade anual e passa a ser publicado semestralmente por um período de tempo, com 240 pág ao invés de 260 por edição, e a partir daqui o número de pág irá variar bastante. Nesta edição, a Abril usou o formato "Vira-Vira" (ou flip-flop), onde um lado fica de cabeça pra baixo enquanto o outro fica na posição correta para ser lido. A publicação também perde a sua capa cartonada e passa a ter capa comum como as demais revistas publicadas em formatinho pela editora. São 9 histórias no total, 4 do Thor e 5 do Homem de Ferro. Thor: Os Gigantes de Gelo são rechaçados, e jurando vingança, armam um novo plano: Despertar a Serpente de Midgard Jormungand, filha de Loki e inimiga mortal de Thor. O Deus do Trovão e Jormungand se enfrentam num combate épico (de acordo com a Mitologia Nórdica, a serpente é a responsável pela morte do Filho de Odin) Porém, aqui o resultado do embate é diferente! Após vencer a serpente, Thor tem de enfrentar o Destruidor: a armadura capaz de destruir deuses, e os Gigantes de Gelo aproveitam que Thor está ocupado e prepararam um ataque final. Na terra, Thor tenta um movimento inesperado e sua armadura jaz inerte sem um corpo no chão, e o impossível acontece: O Destruidor levanta com o Mjolnir. A alma de Thor se apossou da armadura do Destruidor e tendo se tornado invencível, o Deus do Trovão invade Hel, destruindo tudo ao seu redor. Hela liberta Thor do encanto que o fragilizava e o transporta para Asgard, a tempo dele impedir o ataque dos Gigantes de Gelo ao Reino Dourado. Pertencente à aclamada e revolucionária fase do herói escrita por Walt Simonson, já foi republicada duas vezes no Brasil, em "Os Maiores Clássicos do Poderoso Thor n° 5", de fevereiro de 2012, pela Panini, e "Marvel Edição Especial Limitada: Thor n° 3", de abril de 2018 pela Salvat. Homem de Ferro: Espionagem industrial, retorno de velhos amigos e inimigos, inauguração de sua mansão (a mesma mostrada nos filmes do herói) e enfrenta o enigmático vilão conhecido como "O Fantasma", que pretende assassinar Tony Stark seu alter-ego. O vilão é o mesmo que aparece no filme "Homem Formiga e Vespa", de 2018: só que no filme o personagem é uma mulher. David Michelinie reformulou o Vingador Dourado no final dos Anos 70, criando uma fase emblemática para o herói: uma atmosfera à la James Bond, com lindas mulheres, lugares paradisíacos, vilões maquaivélicos, e explorando mais o lado executivo de Stark, além de suas fragilidades como um homem comum. Michelinie também criou o personagem James Rhodes, que se tornou guarda costas do ferroso, e um tempo depois assumiu a armadura por um tempo, e em seguida seguiu o seu caminho como Máquina de Combate. O escritor valoriza seu trabalho na primeira fase que escreveu as HQs do herói e traz de volta vilões que usou no passado em suas histórias, como: Nevasca, Besouro, Chicote Negro, e Força. Infelizmente, seu retorno depois de um hiato não é tão marcante quanto a sua primeira fase.

Lobo - O Último Czarniano n° 1: Roteiro de Keith Giffen e Alan Grant, e arte de Simon Bisley. Publicada em "Lobo nº 1", de novembro de 1990. Lobo é convocado por Vril Dox para transportar um prisioneiro, só que a missão pode ser muito mais difícil para O Maioral do que ele espera. Neste ano de 1991, a Editora Globo conseguiu os direitos de alguns personagens da Marvel, e seguindo na mesma linha, ela pega um da concorrente - a DC Comics, e publica uma mini-série em 4 edições trazendo a primeira aventura solo do "Maioral"! Os personagens da Marvel que ela publicou neste ano não estavam ainda saindo pela Abril, muitos sequer ainda nem tinham dado as caras por aqui, devido à defasagem da janela de publicação de 5 anos em relação aos EUA. No caso do Lobo, foi o contrário, já que o personagem estava saindo regularmente nas revistas de linha publicadas por ela, inclusive no mês de novembro, foi publicada uma aventura dele junto à Legião dos Super-Heróis em DC 2000 nº 23. Aparentemente, a Abril nem se importou, já que o Lobo era um personagem com pouco apelo popular, e não tinha conquistado a legião de fãs que tem hoje, com suas histórias subversivas publicadas nos Anos 90. Esta mini-série saiu encadernada pela Globo em 1992 e foi republicada pela Panini em "O Evangelho Segundo Lobo", em outubro de 2008 e em dezembro de 2016: na republicação do encadernado.

Épicos Marvel nº 2: X-Men Versus Vingadores: Roteiro de Roger Stern, Tom de Falco (na edição de nº 4) e arte de Marc Silvestri e Keith Pollard (na edição de nº 4). Publicada em "X-Men Vs. The Avengers n° 1 a 4", de abril a julho de 1987. A história se passa no período em que Magneto é aliado dos X-Men e está sendo caçado pelos Vingadores para ir a julgamento em uma corte internacional pelos crimes cometidos na época em que ainda era um vilão comum. Também estão no encalço do Mestre do Magnetismo, os Super-Soldados Soviéticos (com destaque para a primeira aparição do segundo Dínamo Escarlate). Tudo começa quando um pedaço do Asteróide M cai na Terra e Magneto tenta encontrar parte de sua antiga base de operações para evitar que ela caia em mãos erradas. Lá dentro, Magneto recupera seu antigo capacete, um poderoso artefato capaz de retirar de qualquer ser humano o preconceito contra mutantes. Magneto, então, decide se entregar e aceitar o resultado do julgamento, qualquer que ele seja. O centro da trama é o dilema moral de Magneto em utilizar ou não sua arma e trava um diálogo sobre a moralidade do ato com o Cap. América. Magnus julgava que todos os seres humanos eram preconceituosos em relação aos mutantes, mas se espanta ao ver que o Capitão nunca teve tal sentimento. Sendo assim, Magneto decide não usar os poderes de seu elmo, porém, durante o julgamento, ele teme que sua condenação à morte incite a fúria dos mutantes contra os humanos e, pensando em evitar uma guerra entre humanos e mutantes, utiliza a tecnologia do capacete no juiz do caso e acaba absolvido. Porém, o indulto gera uma revolta dos humanos contra os mutantes e o perigo de uma guerra iminente continua. É um bom material, e apesar da premissa de pancadaria desenfreada, se mostra mais do que isso, sendo mais um capítulo da eterna guerra dos mutantes contra o preconceito e a discriminação! Foi republicado pela Panini em "Vingadores Vs. X-Men Vs. Quarteto Fantástico", em julho de 2015.

Marvel Saga n° 1: Vingadores - A Saga da Coroa da Serpente: Roteiro de Steve Englehart, Jim Shooter (edição nº 150) e arte de George Pérez. Publicada em "The Avengers nº 141, 142, 144,  147, 148, 150, e 151", de novembro e dezembro de 1975; fevereiro, maio, junho, agosto, e setembro de 1976. A Editora Abril inaugura uma nova publicação, destinada a trazer encadernada (em formatinho) as grandes sagas do Universo Marvel já publicadas. Aqui, temos a emblemática Saga da Coroa da Serpente, uma das mais aclamadas do grupo de heróis, que envolve viagens no tempo e o confronto com a versão da "Liga da Justiça" da Marvel conhecida como "Esquadrão Supremo". A trama se inicia quando o Cap. América convoca os Vingadores a investigar o envolvimento da Petróleo Roxxon e a Corporação Brand. Thor e Serpente da Lua partem para tentar localizar o Gavião Arqueiro, perdido no fluxo temporal, ao usar a máquina do tempo do Dr. Destino pra trazer o Cavaleiro Negro de volta do passado, o que os obriga a se dividir em 2 grupos, e é quando entra em cena O Esquadrão Supremo! Destaque para a 1º aparição da segunda Felina-Patsy Walker! A Panini republicou esta saga em "Coleção Histórica Marvel: Os Vingadores nº 8", de março de 2015. Porém, existem diferenças entre as duas edições, já que a Panini publicou dois conflitos anteriores do grupo de heróis com o Esquadrão Supremo e que mostra a 1º aparição do grupo em "The Avengers nº 85 e 86", de fevereiro e março de 1971. A Panini também publicou completa a "Avengers nº 142": enquanto na Abril só saíram 16 pág, na Panini saíram as 18 como na edição original, e "Avengers nº 143" de janeiro de 1976, que também saiu com apenas 16 das 18 pág na edição da Abril; depois a editora publicou a edição de nº 149, inédita na versão da Abril, e pulou a de nº 150 e 151, que saíram somente na Abril Porém, a Editora cortou 6 pág da edição de nº 150 e 10 das 17 da edição 151! Enfim, as 2 edições se completam, apesar dos "cortes" tradicionais da Abril em suas revistas.

Classics Illustrated n° 9 - A Letra Escarlate: Roteiro de P.Craig Russell e arte de Jill Thompson. Publicada em "Classics Illustrated n° 6", de março de 1990. Adaptação em quadrinhos da obra de  Nathaniel Hawthorne publicada nos Estados Unidos em 1850. A trama se passa na colônia de Massachusetts Bay, na Nova Inglaterra, no ano de 1666, época da colonização dos Estados Unidos. Puritanos e índios algonquinos chegam a uma trégua em seus violentos conflitos, e diante desse pano de fundo, a jovem Hester chega da Inglaterra, engravida, e se recusa veementemente a dizer o nome do pai da criança. A comunidade puritana na qual Hester vive não aceita essa escolha e a obriga a usar a letra A, de "adúltera", sempre visível sobre suas roupas.

DEZEMBRO:

Batman nº 23: De John Ostrander, e arte de Mike Mckone e Flint Henry. Publicada em "Detective Comics nº 623 e 624", de novembro e dezembro de 1990. Um Serial Killer está aterrorizando Gotham City, matando casais e deixando o símbolo do Batman com o sangue das vítimas no local. Acusado de ser o autor dos crimes, o Cavaleiro das Trevas precisa provar a sua inocência e descobrir quem é o responsável para impedir novos assassinatos. É o tipo de história que, infelizmente, não vemos mais nos dias atuais, com o herói caçando bandidos comuns nas ruas de sua violenta cidade. É aquela HQ de investigação, juntando peça por peça do quebra-cabeças até encontrar o verdadeiro responsável. Devido às mega-sagas, perdeu-se muito desse lado do herói, já que tudo hoje tem de ser um mega evento, com um mega vilão e um mega plano, e o Batman "raíz", vigilante com habilidades de detetive, ficou há muito para trás! A bela capa desta edição feita por Jim Aparo pertence à edição de "Batman nº 444", que ainda viria a ser publicada no Brasil, em "Batman Anual nº 2", de janeiro de 1992.

Superaventuras Marvel n° 114: De Ann Nocenti e Rick Leonardi. Publicada em "Daredevil nº 277", de fevereiro de 1990. O Homem Sem Medo retorna à revista com histórias inéditas, após ficar ausente quase o ano inteiro, da revista que o consagrou no Brasil.

Justiceiro nº 2: Roteiro de Carl Potts e arte de Dave Ross. Publicada em "Punisher War Journal nº 14 e 15", de janeiro e fevereiro de 1990. Fanáticos de uma Seita terrorista invadem a Redação do Clarim Diário e fazem reféns J.J.Jameson  e  Mary Jane, forçando o Homem-Aranha a se unir ao Justiceiro para salvar sua esposa e seu chefe. A arte da capa desta edição pertence à Jim Lee, que na época estava em começo de carreira!

Homem-Aranha nº 102: De Peter David e Sal Buscema. Publicada em "Peter Parker, The Spectacular Spider-Man n° 134 a 136", de janeiro a março de 1988. Recém casado, Peter retoma à sua rotina com sua nova vida, mas a notícia de que Stan Carter, conhecido como o Devorador de Pecados (assassino responsável pela morte da Capitã Jean Dewolff) é solto, o deixa revoltado e ele vai ao encontro do criminoso. Ao encontrar o assassino, ele descobre que a surra que deu nele (no confronto para capturá-lo) o deixou com graves sequelas físicas. Enquanto isso, Electro retorna para a cidade e começa a cometer crimes, mas o trauma de ter ferido gravemente uma pessoa, impede o Aranha de tomar uma atitude mais dura para deter o vilão, e é quando o bandido se aproveita da situação para chamá-lo publicamente de covarde num programa de TV, causando o efeito midiático contra o herói. O Devorador de Pecados, então, resolve agir, para tentar se libertar do fantasma de seu alter-ego assassino que tanto o atormenta em alucinações, e sequestra um garoto apontando uma arma de forma ameaçadora para criança, é quando a polícia chega e o mata a tiros, mas quando a verdade vem à tona, prova que Stan Carter venceu seu alter-ego, pois a arma não estava carregada. Esta história foi uma forma da Marvel encerrar de forma mais convincente o arco do Devorador de Pecados, já que na saga original ele é "absolvido" de seus crimes e enviado à um hospital psiquiátrico, monstrando que Carter não era um homem ruim, e sim, uma vítima de acontecimentos traumáticos e do uso de drogas e bebidas, o que desencadeou uma "ruptura" em sua personalidade. A HQ foi republicada em "Homem Aranha: A Morte de Jean De Wolff", em março de 2013 pela Panini, e em "Coleção Definitiva do Homem Aranha nº 8", de julho de 2017.

Marvel Force n° 6: Roteiro e arte de Jim Valentino. Publicada em "Guardians of the Galaxy nº 1", de junho de 1990. A estréia dos Guardiões da Galáxia, grupo de herói que protegem o cosmos no século XXXI. em sua 1º missão, o grupo sai em busca do escudo perdido do Cap. América. Hoje mundialmente conhecidos e com 2 filmes de sucesso, o grupo foi criado no final da década de 60 por Arnold Drake, o mesmo criador da Patrulha do Destino, da DC Comics. No começo, os membros do grupo eram apenas quatro: Charlie-27, Martinex, Vance Astro, e Yondu. Em 1976, dois novos integrantes ingressaram no grupo: Nikki, oriunda de Mercúrio, e Águia Estelar, do Planeta Vesper). Com o passar dos anos, a Marvel foi acrescentando e retirando personagens da série, mas a formação dos cinemas com: Senhor das Estrelas, Gamora, Drax, Rocket Racoom, e Groot, só veio a surgir em 2008, durante a saga "Aniquilação". Esta revista solo do grupo, no início da década de 90, durou 62 números, sendo publicada até julho de 1995, mas por aqui teve apenas 6 edições publicadas!

Capitão América nº 151: Roteiro de Mark Gruenwald e arte de Tom Morgan. Publicada em "Captain America nº 332 a 334", de agosto a outubro de 1987. Steve Rogers é convocado em Washington pelo "Comitê de Atividades Super-Humanas", que lhe dá o prazo de 24 horas para decidir entre ser um símbolo para a nação, ou ser um Vingador. Neste ínterim, um nacionalista e extremista que se auto intitula "Ogiva Nuclear" se encontra no topo do monumento Washington, sendo esta a chance do Super Patriota (John Walker) entrar em ação e salvar o dia. Depois do ocorrido, fica a deixa para Steve Rogers optar por renunciar, entregando o uniforme e o escudo, e deixando vago o posto de Cap. América. Surgem vários candidatos para substituí-lo, mas a agente do governo Valerie Cooper sugere o Super Patriota, que se tornou o herói do momento por salvar o dia e a nação. Não é a primeira vez que Steve Rogers abandona o manto do Sentinela da Liberdade, ele já havia feito isso nos anos 70 ("Captain America nº 180", de dezembro de 1974; no Brasil foi publicada em "Capitão América nº 11", da Bloch em dezembro de 1975) quando ficou desiludido com o governo americano. Na realidade, isso foi mais uma daquelas reformulações dos quadrinhos, com o intuito maior de mudar o uniforme tradicional dos heróis para cor preta! Isso foi muito comum entre os anos 80 e 90, e vários heróis vestiram trajes negros, afinal ficava estiloso e vendia bem! A partir deste momento, Steve Rogers passa a usar um traje assim e um escudo sem símbolo, adotando a alcunha de "Capitão"!

Homem-Aranha - A Última Caçada de Kraven - Edição Especial Encadernada:  Roteiro de J.M. DeMatheis e arte de Mike Zeck. Publicada em "Web of Spider Man nº 31"; "The Amazing Spider Man nº 293"; "Peter Parker, The Spetacular Spider Man nº 131", "Web Of Spider Man nº 32"; "The Amazing Spider Man nº 294"; e "Peter Parker, The Spetacular Spider Man nº132", de 1987. Lançada no formato de mini-série no mês de maio, a Editora Abril encaderna a saga numa edição de 168 pág.

Um Conto de Batman - Gothic — Edição Especial Encadernada: Roteiro de Grant Morrisson e  arte de Klaus Janson. Publicada em "Batman-Legends of Dark Knight nº 6 a 10, de abril a agosto de 1990. Lançada no formato de mini-série no mês de maio, a Editora Abril encaderna a saga numa edição de 160 pág. Esta mini-série foi republicada no Brasil em capa-dura pela Panini em dezembro de 2020!

Badger - Alucinado: Roteiro de Mike Baron e arte de  Denys Cowan, Jay Geldhof, Steven Epting, Malcolm Jones III, Jill Thompson, Denis Kitchen, e Neil Hansen. Publicada em "Badger Goes Bersek nº 1", de setembro a dezembro de 1989. Lançada no formato de mini-série nos meses de março e abril, a Editora Abril encaderna a saga numa edição de 114 pág.

Graphic Marvel nº 10: Homem-Aranha -_Espíritos da Terra: Roteiro e arte de Charles Vess, publicada em "The Amazing Spider-Man - The Spirits of The Earth", de março de 1990. Mary Jane recebe uma herança de um parente distante que morava na Escócia e o casal aproveita para fazer uma segunda lua-de-mel, indo  conhecer o lugar e o legado deixado por sua tia afastada. A visita ao Reino Unido os leva a uma típica aldeia escocesa, um lugar com muitas lendas e ruínas antigas. Uma maldição ronda o lugar e os moradores estão decididos a irem embora; o herdeiro da antiga aristocracia local desapareceu e uma anciã  fala constantemente da força da magia e o poder das fadas  no lugar. Sendo um homem da ciência, Peter não acredita nas lendas e tenta desvender o que acontece no local. Com uma bela arte, esta edição pode não agradar a todos, principalmente os fãs mais tradicionais do Aranha, por justamente tirar o herói do seu habitat e colocá-lo diante de algo que pode ser o sobrenatural. Coincidência ou não, todas as Graphic Novels do herói publicadas no Brasil nesse período possuem o sobrenatural como tema principal, a começar por "Marandi" (publicada em 1988, pela Abril), e "A Essência do Medo" (publicada em agosto de 1993).

A Teia do Aranha nº 27: De Gerry Conway e Ross Andru. Publicada em "The Amazing Spider Man nº 135 e 136", de agosto e setembro de 1974. Harry Osborn descobre que Peter Parker, seu colega de apartamento, é o Homem-Aranha. Convencido de que Peter matou seu pai, Harry assume a identidade do Duende Verde e vai em busca vingança. Esta edição traz, também, o 2º encontro do aracnídeo com o Justiceiro, e a origem do Tarântula. A Abril aproveita a oportunidade para republicar 2 histórias emblemáticas do herói contra o Duende Verde original, que é justamente quando o vilão tem a sua verdadeira identidade revelada e descobre a do Aranha, publicadas em "The Amazing Spider Man nº 39 e 40" (de agosto e setembro de 1966), que embora já tivessem sido publicadas tanto pela EBAL (fevereiro de 1971), como pela Bloch (agosto de 1976), só tinham saído uma única vez pela Abril, em "Marvel Especial nº 1", de outubro de 1986. É uma chance de situar os novos leitores da época sobre os eventos ocorridos anteriormente! Esta história, que traz a vingança de Harry contra Peter, serviu como base para a subtrama da trilogia do Aranha nos cinemas (2002, 2004, e 2007) dirigida por Sam Raimi; quando Harry Osborn (James Franco) assume a identidade de Duende e busca vingança contra Peter (Tobey Maguire). Foi republicada pela Panini em "Coleção Histórica Marvel: O Homem-Aranha n° 11", de outubro de 2015.

Grandes Heróis Marvel nº 34: De Carl Potts e Jim Lee. Publicada em "Punisher War Journal nº 17 a 19", de abril a junho de 1990. O Justiceiro precisa ir até o Hawaii para ajudar o Microchip a salvar sua sobrinha capturada por criminosos. Com um roteiro simples e sem reviravoltas, o grande atrativo aqui é a arte de Jim Lee, em início de carreira, que cria um Frank Castle muito imponente fisicamente, e cenas de luta cinematográficas, com chutes no estilo Van Damme, além da bandana na testa: uma clara homenagem ao Rambo.

Os Mundos Fantásticos de Moebius n° 3: Roteiro e arte de Jean Giraud - "Moebius". Publicada em "Le Bandard Fou", de 1974. Certo dia, em um planeta desconhecido, o pacato dono de um ferro-velho acorda com com uma ereção gigantesca. Ele, então, se torna o mais procurado por toda a galáxia, seja por uma mulher ninfomaníaca chamada Lady Kowalsky atraída pela sua condição, passando pela polícia genética, e uma estranha seita de fanáticos. Pela sinopse, percebe-se que é uma história erótica, algo bastante comum nos quadrinhos, já que temos vários exemplos de publicações do tipo em HQs diversas. A coleção de Moebius lançada pela Globo pertence ao gênero de ficção científica, assim como esta história com pitada de erotismo, algo um tanto incomum na época, onde se classificavam HQs pelo gênero. A Globo optou por uma capa equivocada em termos comerciais, e esta edição foi parar na seção de revistas eróticas na época, com um plástico opaco cobrindo toda a capa! Um tanto ousado a editora escolher uma capa com um totem no formato de um membro masculino viril onde a ida para a seção erótica poderia inviabilizar  as vendas para os colecionadores menores de 18 anos, bem como a procura por tal edição em banca para os colecionadores, que jamais pensariam que a capa da mini-série faria a edição parar na seção erótica das bancas de revistas. Hoje, uma capa com esta ilustração causaria uma grande polêmica e poderia sofrer um violento boicote entre os colecionadores e a editora sofrer sanções judiciais. Ainda que naquele tempo os costumes fossem mais conservadores, a quebra de paradigmas estava acontecendo como uma ruptura normal na sociedade, que estava evoluindo e quebrando tabus. A partir do politicamente correto, a sociedade se voltou  para dentro de uma concha e começou a procurar, em todos os meios, coisas para rotular como errado e assim evitar ofender, ou discriminar grupos de pessoas que são vistos como desfavorecidos ou discriminados, especialmente grupos definidos por gênero, orientação sexual, ou raça. Creio que a polêmica capa, pode ser vista conforme o entendimento de cada um, no meu caso, vejo como uma sátira, que é o que é a história em si!

Groo-O Errante nº 20: Roteiro de Mark Evanier e arte de Sergio Aragonés. Publicada em "Groo, The Wanderer nº 39 e 40", de maio e junho de 1988. Groo acha que devorou Ruferto no jantar da noite passada, mas o cão, na realidade, foi sequestrado por dois atrapalhados bandidos que esperam conseguir uma recompensa com o animal. Entre encontros e desencontros, o cão retorna para seu dono e eles vão em busca de novas aventuras.

Marvel Saga n° 2: 4F - O Julgamento de Reed Richards e Galactus: Roteiro e arte de John Byrne. Publicada em "Fantastic Four nº 242 a 244" de maio a julho de 1982 (com 52 pág das 66 originais); e "Fantastic Four nº 257, 258 , e 262", de agosto e setembro de 1983, e janeiro de 1984. A Abril publica encadernada uma compilação de histórias da aclamada fase de John Byrne frente ao grupo, que saíram no mix da revista do Aranha entre 1987 e 1989. A história começa com a namorada de Johnny Storm, Juliette D’ Angelo recebendo a visita dele, que chega ao seu apartamento totalmente abatido. Julie, então, telefona pra sede do 4F e Reed lhe conta o que aconteceu. O Quarteto é convocado por Terrax, um dos arautos de Galactus, pra derrotar e destruir seu mestre, que está enfraquecido e quase sem nenhum poder. A cidade de Manhattan havia sido retirada do lugar por Terrax, mas seus habitantes não sabiam de tal acontecimento, devido à força de Sue Storm, que estava mantendo invisível o efeito dos poderes do arauto e para os habitantes tudo não passava de um simples apagão. Enquanto isso, Ben, Reed, e Johnny invadem a nave de Galactus, e Terrax tenta enfrentar o Devorador, que mesmo  enfraquecido, retira a energia que havia dado pro seu arauto (que acaba combalido no chão). Galactus se prepara para devorar a Terra, mas é impedido por Thor, Homem de Ferro, e Dr. Estranho. que faz um encantamento que assusta o Devorador de Mundos, e é quando o Sr. Fantástico ataca junto com o Coisa, derrubando o poderoso gigante. Reed decide salvar a vida de Galactus criando um aparelho para restaurar suas energias. Assim que Galactus se recupera, pergunta para Reed porque ele o salvou, e o Sr. Fantástico diz ao poderoso gigante que seu "jeito altruísta" não permitira ele deixar de ajudar um ser vivo. Reed chama Galactus para acompanha-lo até o Edifício Baxter e lá procura outros mundos para que ele possa devorar. Galactus diz que está muito fraco e ainda se encontra no dilema de destruir a Terra para se alimentar, neste momento, Frankie Raye se oferece para ser a nova arauta de Galactus, para que assim ele poupe nosso mundo, um gesto idêntico ao de Norrin Radd - O Surfista Prateado, para preservar seu planeta natal. Galactus aceita, e vai embora chamando Reed de amigo. Algum tempo depois de ter salvado o gigante, Lilandra (Imperatiz de Shiar) aparece para Reed e lhe adverte que caso Galactus destruísse outro mundo, a culpa seria totalmente dele: que o salvou da morte. Frankie Raye, agora sob a alcunha de "Nova" encontra o planeta dos Skrull para Galactus se alimentar. Ela enfrenta a poderosa frota espacial dos alienígenas transmorfos, mas eles são facilmente abatidos por seu imenso poder. Galactus destrói o planeta Skrull, e as energias envoltas no processo alimentam o gigante. Victor Von Doom contempla seu povo na Latvéria, mas logo depois volta sua atenção para o pequeno Kristoff. O soberano trata o garoto como se fosse seu próprio filho, só que na sua inocência, o menino diz que o poder de Magneto é páreo até para o do soberano, o que causa um ataque de fúria no vilão, escorraçando-o da sua frente. Os robôs do Dr. Destino vão até um hospital e resgatam um paciente todo enfaixado, que na verdade é Terrax, que está gravemente ferido após o ataque de seu ex-mestre. Von Doom faz um acordo com o ex-arauto para restaurar sua energia cósmica, mas em troca, ele terá de destruir o Quarteto Fantástico. Destino cumpre sua promessa, porém, Terrax não sabe que lhe restam apenas 10 horas de vida, e após este tempo seu corpo será destruído. Terrax vai ao encontro do grupo e os enfrenta, mas o poder dele é grande demais até para todos eles juntos. Então, Destino enfim revela seu grande plano, e luta contra Terrax, mas o ex-arauto frita sua armadura deixando-o inerte, e é quando o Surfista Prateado chega e iguala a situação voltando a energia cósmica para Terrax, detonando o corpo dele e o transformando em uma bola de fogo incandescente que se pulveriza. Após a batalha, o Surfista fica exausto e é levado ao Edifício Baxter para se recuperar. Depois, Sue e Norrin Radd vão até a Mansão dos Vingadores, mas a Feiticeira Escarlate diz a eles que Reed desapareceu misteriosamente. Sue decide ir procurar por seu marido indo ao encontro do Vigia na Lua, que os transporta por uma distância impossível pelo espaço ao encontro de Reed Richards. Eles encontram Reed quase morto e o libertam. Até que o Vigia intervém, e toda a verdade sobre o desaparecimento do Senhor Fantástico é revelada, já que existe um tribunal espacial acusando Reed de destruir o planeta Skrull. Durante o julgamento, um Skrull sobrevivente conta como o planeta foi destruído e culpa Richards pelo acontecido; outros alienígenas relatam a mesma história de morte e destruição feita por Galactus. O Sr. Fantástico toma sua defesa e alega que sua compaixão não deixou que Galactus morresse. O tribunal acata a confissão e fica a seu favor, mas Lilandra fica contra e decreta a morte de Reed. Apesar de Uatu ter seu voto de não interferir, ele age como advogado de defesa. Reed confessa ser culpado, no entanto, pela lógica, diz que "Galactus não é bom e nem mau", seguindo apenas e seu papel numa ordem maior do universo. O Vigia convoca Odin, pai de Thor para testemunhar, e ele conta a origem de Galactus, narrando que Galan (nome verdadeiro de Galactus) era um cientista do planeta TAA que fez a triste descoberta que seu universo estava morrendo. Todo o seu povo partiu pro centro do universo, mas somente Galan sobreviveu e foi transformado graças a ajuda de um Vigia, e também, da Consciência Universal. O Big Bang criou o ser que após alguns milhares de anos se tornaria Galactus. Odin também conta que Reed não tem culpa pelas ações do gigante, mas Lilandra não aceita as alegações, até que Nova surge com Galactus. o Devorador defende a nobreza do ato de Richards, então, O Vigia e Galactus convocam Eternidade, a entidade cósmica que soma “todas”as coisas do universo, como se fosse uma personificação viva de tudo que existe. Eternidade faz com que todas as mentes se tornem apenas uma revelando-lhes a verdade cósmica e um futuro incontestável. "Presença" ilustre de John Byrne no julgamento do herói, na adaptação brasileira, do editor-chefe Sérgio Figueiredo (Figa). Foi republicada pela Panini em "Os Maiores Clássicos do 4F nº 3 e 4" (junho de 2006 e setembro de 2008) porém, a história que traz justamente o julgamento de Reed Richards não foi republicada, porque a coleção da Panini foi cancelada na época. Mesmo no "Marvel Omnibus: 4F por John Byrne nº 1", lançado em novembro de 2020 esta história não foi republicada, ficando a mesma para a edição de nº 2.

Épicos Marvel n° 3: Mefisto Versus Heróis Marvel. Roteiro de Al Milgron e arte de John Buscema. Publicada em "Mephisto Vs... nº 1 a 4", de abril a julho de 1987. Mefisto elabora um plano para se apoderar da alma de Thor, e pra isso, ele vai tentar ludibriar e derrotar os maiores heróis do Universo Marvel – Os Vingadores, o Quarteto, o X-Factor, e os X-Men! Seu ataque começa com o 4F, tentando abduzir um de seus membros, forçando Sue Richards a tomar uma drástica decisão. Abduzida por ele, o Sr. Fantástico pede ajuda ao X-Factor para salvar a alma de sua esposa, mas tanto ele quanto o grupo falham inicialmente em sua missão, então os X-Men entram em cena, onde Vampira tem um plano para deter o diabólico vilão, mas acaba falhando e sendo beijada literalmente pelo demônio. Conseguindo enganar os heróis, Mefisto vai ao encontro dos Vingadores, para finalmente tentar concluir o seu plano! Esta é aquela típica saga gratuita, que diverte por ser despretensiosa! Infelizmente, não foi republicada no encadernado da Panini que traz as batalhas entre grupos de heróis, lançadas no mesmo ano pela Abril!

Classics Illustrated n° 10: A Ilha do Tesouro: Roteiro e arte de Pat Boyette, publicada em "Classic Illustrated nº 17", de janeiro de 1991. Adaptação em quadrinhos da história de Robert Louis Stevenson, “A Ilha do Tesouro” (Treasure island), lançada originalmente em forma seriada entre 1881-82, na revista "Young Folks" (somente em 1883 foi publicada em livro). Jim Hawkins, garoto cujos pais são proprietários e moradores de uma pequena pensão numa cidade litorânea da Inglaterra, vive diversas aventuras após a chegada de um velho lobo do mar. Fatos acontecem, até que o menino se vê em um navio indo em busca de um tesouro.


 Até+

62 comentários:

  1. Wolverine & Destrutor: Fusão é uma HQ que sempre tive curiosidade para ler, pois ela foi matéria até mesma de um jornal da tve. Homem Aranha 100 eu tenho ela em formatinho e bem guardada

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    1. Oi, Marcelo... blz?

      Essa "Fusão" eu nunca li inteira tbm... só tive a 1º parte da mini e lembro q era mto boa. Vou pegar certo essa edição agora qdo chegar por aqui!

      O HA 100 eu tbm tenho o formatinho em perfeito estado... e o repetéco q saiu na Salvat (q comprei mais por trazer a graphic novel "Vidas Paralelas", q tava inédita no Brasil)!

      Abs!

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  2. O que dizer além de PARABÉNS por este texto e pesquisa espetacular???!!!

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    1. Brigadão mesmo, marco antonio...

      Essa mega-postagem do Elcio dificilmente será igualada ou superada este ano aqui no blog, rs... Entrou pra História do "Submundo" como a maior postagem de todos os tempos (praticamente uma monografia, hehe)!

      Abs!

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  3. Parabéns e muito obrigado por esse trabalho maravilhoso, Élcio. Valeu, Leo!

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    1. Valeu mesmo, Eduardo...

      O Elcio já está trabalhando nas "Visões de 1992" (pro ano q vem)... Mal posso esperar pra embarcar de novo numa trip dessas, rs!

      Abs!

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  4. Realmente essas matérias contendo as publicações do ano de 91 são mesmo dignas de nota. Que trabalho primoroso, imagino a quantidade de horas de dedicação, pesquisa, preparação de texto, revisão e diagramação. As palavras pra definir só podem ir na linha de: fantástico, primoroso, diferenciado, e no capricho.

    E o melhor de tudo ofertado gratuitamente aqui pros leitores do blog do SubmundoHQ. Descobrir esse recanto da internet foi um achado, informação de primeira, sobre um assunto do seu interesse, e com frequentadores com capacidade de opinar de maneira apaixonada e ao mesmo tempo racional e com respeito e educação. Demais parabéns Elcio e Leo.

    Sobre o relato dessa 3ª parte das visões, gostava muito da iniciativa Marvel Force da Globo, pois foi lá que li uma série que gostei demais e nunca mais ouvi falar que era a Força de Ataque Morituri do roteirista Peter B. Gillis com a arte de Brent Anderson este último viria a fazer a arte da consagrada série Astro City.

    Bom é isso. Agradeço e digo enquanto tiverem disposição e paciência, continuem na missão eu particularmente não perco uma postagem.
    Um abraço!

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    1. E aí, LEPM... blz?

      Mto obrigado mesmo por ter curtido esta mega-postagem do Elcio... Fico mto feliz e grato pelo fato do "Submundo" ter sido escolhido e tido o privilégio de abrigar uma postagem tão extensa e complexa qto esta (nem quero imaginar qto tempo o Elcio deve ter levado pra produzir esta matéria, mas chuto algo em torno de MESES, já q ele começou a trabalhar desde agora nas "Visões de 1992" pro ano q vem, kkk)!

      Um trabalho primoroso mesmo... q só de ler já nos remete à uma viagem no tempo pra 30 ANOS no passado (só falta o Delorean mesmo, rs)!

      Qto ao "Força de Ataque Morituri"... andaram rolando uns TPs importados na Amazon (fiquei com o cartão de crédito coçando, hahaha):

      https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/61zsPGOh4AL.jpg

      Abs!

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  5. Quanto material interessante, e como frisado o Justiceiro chegando ao mainstrein não só da Marvel, mas das HQs, aquela época o personagem tinha três títulos nos EUA, era o prenúncio da era Image( que eu particularmente não gosto), com os anti heróis se destacando cada vez mais, como Wolverine, Lobo, entre outros, essa edição do " Melhor do Justiceiro " é o Clint Eastwood vestido como o Justiceiro, já tive essa edição, o casamento do Aranha também foi marcante aquele ano, lembrei desse calendário e do concurso, Fusão já tinha lido quando lançou em 1989,eu com dez anos, aquilo explodiu minha cabeça, mas emprestado, e quando relançou comprei e pode parecer exagero de minha parte, mas é uma obra prima do mesmo nível de Watchmen, Cavaleiro das trevas, melhor caracterização do Wolverine, brutal e implacável, Destrutor com cara de James Dean,além do acidente de Chernobyl, no qual essa HQ é calcada, houve também o caso do Césio 137, aqui no Brasil, tenho as edições da Abril mas vou pegar essa da Panini, enfim 1991, um ano emblemático, onde de fato passei a colecionar, já que podia comprar, e quando virei um roqueiro, Nevermind do nirvana, Black álbum do Metallica, é isso foi um ano muito interessante, mais uma vez parabéns Élcio e Léo, uma pesquisa detalhada, não só com as informações das publicações, todo o contexto da época, sensacional mesmo. Agora é esperar visões de 1992. Abraços.

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    1. E aí, Francisco... blz?

      O "Justiceiro" teve um belo empurrãozinho do FILME do Doplh Lundgreen na época, q mesmo não sendo das melhores adaptações de HQs, ainda era um BOM filme de ação (correto, violento, e tinha boa parte do espírito da HQ - só achei q faltou a camisa com a caveira). O filme ajudou a alavancar os gibis e o anti-herói caiu nas graças do povão, rs!

      Ele só não segurou a revista mensal, pq (na minha opinião) o formato magazine era inadequado... funcionava pro "Conan" (Espada Selvagem) pq os originais já eram assim (P&B), mas o "Justiceiro" era um gibi EM CORES q tava sendo "readaptado" pro P&B. Eu mesmo, não gostei do formato e preferia ele no mix da "SAM" (q é onde ele se firmou mais)!

      O "Fusão" eu não li ainda (não posso opinar, rs)... Mas vou comprar certo assim q chegar na loja daqui (depois desse lockdown maldito)!

      Falando em "Chernobyl"... tem uma série de TV de mesmo nome q anda passando na HBO e q me recomendaram por ser excelente e ter levado uns prêmios por aí (tá na FILA pra eu assistir uma hora dessas)!

      Abs!

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    2. Oi Leo!

      Esta revista do Justiceiro foi um fracasso comercial gigantesco, tanto que a Abril vendia em packs as edições no famoso "pague um e leve dois"!

      Foi assim que eu comprei as duas primeiras edições da revista na banca em abril de 1992 (me lembro até hoje), e ainda as tenho na coleção!

      Em 1992, teve muito "saldão" de HQs, e vou comentar sobre isso na matéria, pois foi um ano de muitos cancelamentos!Treze HQs presentes aqui no "Visões de 1991" foram descontinuadas em 1992!!

      Enquanto o mercado americano de HQs expandia lá fora com o surgimento da Image e toda a revolução que ela causou na indústria, o Brasil encolhia!

      Em meio a tudo isso ainda assim teremos muita coisa bacana para ser relembrada!

      Abraços!

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    3. Oi, Elcio... blz?

      Dessa revista do "Justiceiro" só tenho o nº 1 mesmo, q trazia uma HQ do Jim Lee... o resto eu cheguei a ter tbm, mas estava num lote q o MOFO consumiu no meu antigo apartamento!

      Esses "sladões" eram ótimos mesmo pra gente comprar um monte de coisa abaixo da metade do preço... mas eram um mau sinal pras vendas e sabíamos q aquilo q aparecia em packs era pq vendeu mal e não teria mais continuidade!

      Abs!

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    4. Eu dessas revistas Justiceiro só comprei ate ao crossover com Aranha.depois só me lembro de o voltar a ver na Sam como um regresso triunfal lol

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    5. Oi, Optimus... blz?

      Essa do crossover com o aranha já foi logo no nº 2... Acabei ficando só com o nº 1 mesmo. O problema dessa revista (pelo menos pra mim) era ser em P&B qdo o original era em cores. Eu acabava gostando mais do Justiceiro no mix da SAM!

      Abs!

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  6. Já li também essa história de aposentarem o Justiceiro e ainda fica pior, num canal desses YouTubers militantes, estavam comemorando a possibilidade do Justiceiro se assumir bi... na lógica de acéfalos deles, seria um golpe no fascismo e nos conservadores, sem falar no Capitão América gay que vão lançar em comemoração aos oitenta anos do Capitão. Lacração veio pra ficar. O último que sair apague a luz.

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  7. Eu ainda vou me.divertir com o choro desse povo quando as vendas despencarem. O único jeito dessas bizarrices venderem muito é se a Marvel tiver lavando dinheiro pra Disney.

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  8. Interessante como as coisas mudam. Nesta época o perfil do consumidor de quadrinhos era muito diferente do de hoje. Antes comprava se para ler e reler, pouco importava a questão de ter para ostentar. Hoje compra se mais para ter do que para ler, vide os acumuladores que acham cult se dizerem leitores de quadrinhos e ostentar estantes até tortas de tantos encadernados que nunca serão lidos.No mais, excelente matéria, e colaboração do Élcio.Forte abraço Léo, e ainda bem que vc mantém o melhor espaço relacionado a HQs da internet.

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    1. E aí, Wesley... blz?

      Realmente, amigo... Há 30 anos atrás o leitor de baixa renda TBM comprava gibis (diferente de hj, q as HQs viraram um produto elitizado e direcionado pra um público classe média alta pra cima)!

      O próprio formato dos gibis já nos mostra isso... em 91, o cara ainda comprava um gibi na banca com o q tinha sobrando na carteira e levava pra ler no BUSÃO ou no metrô. Hj em dia, quem é q vai ler um capa-dura de 100 reais no busão?

      A prática de se acumular gibis tbm não era algo tão comum e trivial como virou nos dias de hj... não existia a prática do "lombadismo" (colecionar gibi pra formar lombada) até pq, eram raros os encadernados!

      Outro público mesmo... outra mentalidade de colecionismo!

      E mto obrigado por ter curtido esta super-postagem do Elcio e curtir o "Submundo" em si (q teve a honra de abrigar uma matéria deste porte, hehe)!

      Q venha... 1992, rs!

      Abs!

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    2. Mas já havia mini lombadismo com as lombada dos hiper disney pelo menos aqui.A minha mae comprava anos dessa edições entre outras

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  9. E aí, Lierson... blz?

    Mta coisa boa de primeiríssima qualidade mesmo nesta última parte das visões de 91, hein?

    A melhor sentença pra definir essa viagem no tempo é: "A gente era feliz e não sabia", rs!

    O "Justiceiro" nos dias de hj é um personagem "deslocado" no tempo... A ideia de um vigilante exterminando "vítimas da sociedade" por aí, já não agrada mta gente e vimos q mesmo a série de TV dele teve q dar uma certa "amenizada" (tentando "humanizar" um pouco o personagem). A própria ideia de um matador à solta nas ruas fazendo justiça com as próprias mãos já remete à uma atitude "fascista" e "opressora". O próprio "Juíz Dredd" teria problemas tbm pra se encaixar entre o público atual, da mesma forma q o "Conan" está tendo (nem no puteiro ele pode ir mais sem ter q "se explicar" pro leitor, kkk)!

    Qto ao "Starman"... não achei nenhuma menção à ele na postagem, lembra em q parte estaria essa citação pra eu poder arrumar?

    Abs!

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  10. "Já li também essa história de aposentarem o Justiceiro"


    Pois é, Francisco... Te confesso q diante desse quadro q estamos vendo (com lacrações rolando todo mês, ranço feminazi contra heroínas "gostosonas", capitão gay, etc), vou te confessar q até prefiro q aposentem o "Justiceiro" mesmo (pra não estragarem o personagem)!

    Até pq... não vão superar mesmo a fase MAX do ENNIS, então já podem aposentar o Castle - melhor assim ("missão cumprida, soldado")!

    Abs!

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  11. Excelente trilogia do saudoso ano de 91.

    Às vezes, quando refletimos sobre o passado, temos um olhar de nostalgia que pode não corresponder à verdade, mas no quesito gibis, os anos 80 e início dos 90 eram muito melhor que a década em que vivemos sim, basta comparar esses lançamentos com os atuais.

    A edição 100 do Aranha é uma das poucas em formatinho da minha coleção da época que consegui salvar e guardo com muito carinho. Lembro de ter comparado em uma loja de conveniência, junto com uma do Hulk que vinha com a Saga de Thanos 1 de brinde, voltando da escola com meu pai num fim de tarde, quando paramos o carro para beber um refrigerante.

    E parabéns por ter vencido o concurso do gibi do Aranha!!! Imaginava que décadas depois ia estar falando sobre isso na internet?

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    1. E aí, Guilherme... blz?

      Tem toda razão, amigo... Nosso saudosismo NÃO está nos pregando nenhuma peça em relação aos GIBIS de ontem e hj!

      De fato, a qualidade das HQs de 30 anos atrás era mto superior em quantidade E qualidade ao q vemos nas bancas atuais. A impressão q fica é q os gibis modernos são mais rasteiros e descartáveis em comparação com o q vimos aqui:

      -MOEBIUS
      -John Buscema
      -George Pérez
      -Jim Lee
      -BYRNE
      -Walt Simonson
      -Frank Miller
      -Neil Gaiman
      -Will Eisner
      -Marv Wolfman
      -Peter David
      -Manara
      -E até o Frederico Fellini

      É até covardia comparar esses caras aí com o q temos HOJE no mercado atual, rs!

      Abs!

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    2. Oi Guilherme!

      Obrigado pelo comentário e pela congratulação!

      JAMAIS imaginei que um dia eu ia comentar isso com alguém!

      Tirando meus familiares, que sabiam que eu era um dos ganhadores do concurso, nunca comentei com ninguém, nem com amigos na época, já que naquele tempo era o tipo de prêmio para se ter "vergonha" de ter ganho, pois HQs eram consideradas coisa de criança, e literatura marginal; e você com 17 anos ganhando um prêmio desses era para se envergonhar de "estar se portando como uma criança"!

      Infelizmente, este era o costume da época, e eu era sozinho no colecionismo, meus amigos da época não curtiam HQs!!

      Mesmo passados todos estes anos, nunca comentei com ninguém mesmo sobre ter ganho o pôster, até uns meses atrás, quando comentei sobre ele no Facebook do Submundo HQ!

      Acredito que o fato de eu ter mantido isso em silêncio nos dias de hoje seja porque é um fato muito antigo, aconteceu há muitos anos atrás, muitos sequer viveram esta época, sabem ou se lembram disso, então se torna algo "vazio" para ser comentado!

      Concurso geralmente é lenda urbana, as pessoas vêem mas não dão importância; a maioria não participa, e sequer procuram saber quem ganhou pois geralmente não é ninguém que elas conhecem ou acreditam que virão a conhecer!

      Eu tenho ele até hoje, guardado na própria embalagem! Nunca quis mandar emoldurar para com o tempo não perder a figura!

      Vou bater uma foto e postar lá no Facebook do Submundo HQ, com embalagem e tudo!

      Abraços!

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    3. Olá, Elcio. Depois, se você puder, coloque o link da sua foto do pôster aqui. Não consegui achar no Facebook do submundo hq (como não tenho conta na rede social, talvez isso atrapalhe localizar...)

      Realmente, na nossa época, ser nerd não era popular como hoje em dia, fora que afastava as garotas... hehe Quando era adolescente, passei a esconder esse meu lado e até acabei mesmo virando uma pessoa "normal" durante um tempo, pois parei de colecionar gibis com 14 anos, só lia muito raramente, e voltei já barbado com 23 anos.

      Hoje em dia, parece que ser nerd tem o efeito contrário, acaba atraindo as meninas mais bonitas e inteligentes. Nascemos na época errada... hehe

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    4. E aí, Guilherme... blz?

      O grupo do "Submundo" no face é SECRETO... Só vê o conteúdo quem fizer parte do grupo. Vc está convidado, caso um dia resolva criar ou ativar uma conta por lá, blz?

      Em tempo... Apenas a "página" do submundo é liberada pra visualização no face! Já no "grupo", sequer pode ser encontrado sem um convite enviado por mim no próprio face!

      Abs!

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  12. "Eu ainda vou me.divertir com o choro desse povo quando as vendas despencarem."


    Mas JÁ despencaram, rs...

    A Marvel e DC só devem manter os gibis na ativa ainda apenas pra venderem o peixe pro CINEMA e TV!

    Agora sobre a "Lavagem"... tbm não duvido q aconteça TBM (no ramo empresarial eu aprendi q mesmo uma empresa de pequeno porte vai precisar passar por um "ajuste fiscal" do tipo se quiser seguir adiante qdo as dívidas e os bancos baterem na porta - agora imagine as grandes empresas do entretenimento então)?

    Abs!

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  13. Oi Lierson!

    Obrigado pelo comentário!

    Sim, o erro foi meu, eu acabei confundindo os autores!

    Peço desculpas!

    John Ostrandeer escreveu vários personagens, mas nunca o Starman!

    Ele escreveu Star Wars, que outro tipo de "estrela"!

    Obrigado por ter identificado o meu erro, que passou batido, devo ter tido um lapso de memória!

    Abraços!

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  14. Fala Leo... Excelentes Matérias.

    Só uma observação... As feições do DESTRUTOR na Mini Série FUSÃO foram baseadas no Ator JAMES DEAN

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    1. E aí... blz?

      Obrigado por ter curtido estas postagens... Ano q vem tem mais, rs!

      E eu gosto qdo retratam algum ator famoso nas feições de um personagem de HQs... O James Dean teve uma curta carreira (morreu cedo demais), mas virou um rosto icônico do cinema!

      Abs!

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  15. Falando em concurso, no final do ano de 1991 teve um concurso da abril que iria premiar os melhores desenhos enviados com vários prêmios e o principal deles era uma moto. O meu vizinho ganhou a moto. O que isso tem a ver comigo. A edição que saiu o resultado era uma do aranha do incio de 92. Ele comprou a edição e, após ver o resultado, talvez comemorando, jogou a edição em cima do meu telhado. Quando eu achei aquela edição que iniciava com o venon aterrorizando a MJ eu voltei ao mundo das histórias no qual eu havia me afastado há alguns anos. Desde o início de 92 voltei a ser um leitor e colecionador por causa da felicidade do meu vizinho.

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    1. Oi, André... Tdo bem?

      Hahaha, q coisa mais louca, meu... Mas podemos considerar q vcs 2 (vc e seu vizinho) tiveram sorte: Já q esse acontecimento tbm mudou a sua vida (de colecionador), rs!

      Abs!

      Excluir
  16. PANINI E SEUS PORSCHES DE PAPEL

    Embora eu não tenha vivido a época que está sendo assinalada nessa série de matérias relativas ao que foi publicado nos anos 90, e, portanto, desconheça a grande maioria dos títulos abordados aqui, considero o saudosismo algo muito positivo; simplesmente porque serve pra compensar amplamente as agruras que se observa quando a época presente se encontra em crônica decadência. Porém, a realidade atual às vezes precisa voltar à tona para que não acabe sendo esquecida - e as suas agruras não nos peguem de surpresa.

    Afirmo isso porque a banca de jornal onde costumo adquirir o mangá Lobo Solitário recebeu uma quantidade ínfima de exemplares, que acabaram rapidamente, não me dando tempo de garantir algum pra continuar a minha coleção. Percorri então inúmeras outras bancas no Centro do Rio e NENHUMA delas tinha recebido sequer um único exemplar desse mangá. Aquelas bancas que não se encontravam fechadas (falidas) ou já não eram mais bancas de jornal ou tinham quantidades ridículas de títulos de HQs disponíveis. Um cenário mais abjecto do que se tornou a visão das bundas da Gretchen e da Rita Cadillac juntas. Segundo meu pai, estas foram umas ex-boazudas do passado, e que hoje viraram medonhos tribufús !

    A piada até que tá boa mas acontece que a p#®®@ da Panini, como sempre, caga no Código do Consumidor e demonstra mais uma vez a sua total falta de moral.
    A edição 25 do Lobo Solitário foi (desculpe o eufemismo) ABUSIVAMENTE MAJORADA, custando agora R$ 37,00 (R$ 36,90 para os incautos).
    E no site da Amazon, os exemplares estão sendo oferecidos a R$ 60,00 + R$ 13,00 de frete.
    Virou puteiro o que já era uma zona este país, ou vice-versa ???

    Tudo isso que se observa no mercado de HQs, monopolizado em grande parte pela mafiosa Panini, já não é mais o resultado da livre iniciativa típica das sociedades capitalistas. O que a Panini e os seus asseclas congêneres estão fazendo é, pura e simplesmente, prática predatória e lesiva ao consumidor (desculpe novamente o eufemismo).
    E qual é o órgão governamental responsável por coibir este e tantos outros abusos dessa editora de vigaristas e estelionatários, que sempre vende produtos defeituosos, mal traduzidos, mal revisados, com preços hiperinflacionados e sempre acaba ficando por isso mesmo ???
    É ao Dalai-Lama que precisamos recorrer ???

    P.S.: ao término desse comentário, fui informado sobre qual o órgão do governo responsável. Chama-se uma tal de "Casa-da-mãe-joana".
    Dei uma olhada na Wikipédia e isso existe mesmo.

    Tony

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    1. Oi Tony!

      Eu não conheço o Rio de Janeiro, mas já ouvi relatos de colecionadores que não encontram HQs nas bancas da cidade!

      Na banca que eu frequentava havia um cliente que era militar e foi transferido para o Rio de Janeiro, e ele mantendo o contato com a dona da banca, informou que não estava conseguindo comprar HQs na cidade por não encontrar as publicações em banca, e no final das contas ela passou a enviar as edições para ele daqui (Campo Grande-MS) pelo correio.A sorte dele é que havia uma agência dos correios bem na frente da banca, e o frete chegava a ser irrisório por todos os materiais que ele pedia!

      Se não me engano este problema de distribuição na cidade do Rio de Janeiro começou na época do atraso no pagamento de salário dos servidores públicos e aposentados, e se agravou mais ainda na Intervenção Federal em 2018!

      As bancas de revistas estão em rota de extinção, não há como negar isso, e o que já estava ruim desde a falência da Abril se agravou mais ainda com a pandemia.É muito difícil um jornaleiro hoje sobreviver com a queda absurda de vendas dos materiais impressos e os lockdowns necessários e obrigatórios para conter o avanço do vírus!

      A Panini não envia muitos materiais para serem distribuídos em bancas, já soube disso há muito tempo. A cada banca que fecha eles diminuem mais a quantidade de publicações destinadas àquela cidade, não distribui o que vinha antes para as que sobraram!

      As tiragens da Editora estão baixas, bem baixas mesmo, e agora a editora está abrindo pré-vendas para antecipar um número X de tiragens já pagas!

      Hqs sempre vão existir, e sobreviverão ainda por um tempo no formato impresso, mas o modo de comprar é que mudou; bancas de revistas fatalmente irão sucumbir em poucos anos, passando a compra ser só via internet, ou fisicamente em lugares que houver Comic Shops!

      Sobre o caso da Amazon, bem, a loja virtual costuma receber as publicações da Panini de 15 dias a 30 dias depois de lançadas no site ou em bancas.

      O caso é que existem livrarias, e bancas de revistas que fazem marketplace no site da Amazon, e eles costumam inflacionar o preço de capa quando a edição não está disponível na loja e ainda colocando um frete com preço absurdo!

      O melhor a fazer é esperar um pouco que a publicação chega na Amazon! Tudo que sai com exceção dos exclusivos da Editora chegam na Amazon, pode demorar um pouco mas chegam!!

      Abraços!

      Excluir
    2. Olá, Elcio !

      Obrigado por suas informações referentes à logística adotada pela Panini e os reflexos que isso agora está acarretando no que concerne à distribuição, à disponibilidade dos títulos, à questão envolvendo preços e também à presença do marketplace no site da Amazon. São aspectos de um problema que eu ignorava posto que esses tipos de situação não costumam ser muito debatidos. Os sites sobre HQs são exíguos e os poucos sites relevantes não dão espaço nem margem para tratar de coisas que, direta ou indiretamente, acabam afetando os leitores e os colecionadores de quadrinhos. Normalmente, esses sites postam matérias com um determinado enfoque e isso estabelece um parâmetro que circunscreve e limita os comentários. A única excessão de fato que verifico é aqui no Submundo HQ, onde o Leo não apenas possibilita essas abordagens "Off-Topic" mas ele próprio dá-se ao paciente trabalho de responder a cada um dos participantes do bolg, interagindo com todos sem se colocar na condição de estrelato. Isso, por si só, já é uma grande lição para quem busca não apenas orientação sobre quadrinhos mas, também, a como se conduzir adequadamente na vida. Afinal, a estatura de um homem é proporcional ao seu grau de humildade - entendendo-se com isso que um verdadeiro homem também jamais poderá ser pisado por causa da sua humildade !!!

      Aproveito a oportunidade para parabenizá-lo por essa série de matérias relativas ao que foi publicado de mais importante no mercado de HQs dos anos 90. Uma época que não vivi mas sei que assinala praticamente o limite entre duas eras - como se constata facilmente nos dias de hoje.
      Qualquer um verifica que este se trata de um trabalho de fôlego, minucioso e direcionado a um público que não está inclinado a simples leviandades, mas que realmente busca e aprecia informações de qualidade extensivamente abordadas.
      Afinal, "LER é aprender - e aprender é realmente viver".

      Nesta época atual de quase total decadência (Jimmi Hendrix ignorava o que viria depois quando disse que fazia a música dos "tempos repugnantes"), é sempre fundamental dispor da experiência de quem tem algo a acrescentar.
      Tive a sorte de crescer num ambiente onde apenas as boas referências (geralmente do passado distante) eram permissíveis.
      Posso então afirmar que crescer assistindo Stan Laurel e Oliver Hardy, Ultraman, Pica-Pau e Thunderbirds; crescer ouvindo John Williams, Gentle Giant, King Crimson e Renaissance; e crescer lendo Daniel Defoe, Edgard Allan Poe, Lovecraft e Fritjof Capra é algo que faz MUITA DIFERENÇA na vida, pois nos torna seletivos, fazendo com que apreciemos e reconheçamos o mérito apenas daquilo que realmente tem valor.
      E o valor de espaços como o Submundo HQ, onde podemos dispor de informações consistentes sobre quadrinhos (afinal, também cresci lendo Fantasma, Flash Gordon e Tio Patinhas) é algo indiscutível.

      Abraço!

      Tony

      Excluir
    3. P.S.: Mike Tyson, seus nocautes espetaculares e suas imensas trapalhadas também foi outra grande referência.

      Hahaha !!!

      Tony

      Excluir
    4. Elcio, cuidado que as vezes alguns números sem explicação não chagam na Amazon. Não é comum mas já aconteceu três vezes com revistas que compro, ou melhor, comprava. A última CHM do Cavaleiro da Lua é um exemplo. Quarto Mundo volume 5 também, só apareceu no marketplace. Uns dos Sandmans 30 anos também nunca deu as caras.

      Excluir
    5. "É ao Dalai-Lama que precisamos recorrer ???"


      Isso é um trabalho para o CELSO RUSSOMANO e a PATRULHA DO CONSUMIDOR... kkk!

      Brincadeiras à parte, eu sempre digo q a Amazon tem prestado um DESSERVIÇO ao consumidor desde q permitiu q PILANTRAS anunciassem por lá gibis superfaturados. Esse caso q vc mencionou não é de um gibi vendido pela Amazon, mas de um anunciante terceirizado q a Amazon permite q DEFEQUE nos preços por lá. A Amazon devia barrar esse tipo de anunciante q não serve pra merda nenhuma no panorama do mercado atual!

      Em tempo, eu TBM tô fazendo a coleção do "Lobo Solitário" (q já DOBROU de preço desde q foi lançado pela Panini)... E dou graças a deus q falta pouco pra terminar (mais 3 edições apenas). A série é maravilhosa (disparado o melhor mangá q já li na vida), mas minha felicidade com o término da coleção se dá por todos esses transtornos q vc tbm relatou: Aumento de preço, distribuição parca (aqui no sul tbm é difícil de achar, ainda mais depois do LOCKDOWN de 1 mês q bagunçou de vez com a distribuição pras bancas)!

      E a Gretchen e Rita Cadilac tiveram seu valor nos anos 80... Juntas, fizeram a minha geração esfolar a palma da mão, kkk!

      Abs!

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    6. "A única excessão de fato que verifico é aqui no Submundo HQ, onde o Leo não apenas possibilita essas abordagens "Off-Topic" mas ele próprio dá-se ao paciente trabalho de responder a cada um dos participantes do bolg, interagindo com todos sem se colocar na condição de estrelato."


      Obrigado mesmo pelas palavras e consideração, Tony...

      E acredite, eu faria mto mais pelo blog se eu tivesse mais tempo sobrando... Pra vc ter uma ideia, lá por volta de 2012 (pouco depois de ter criado o "Submundo"), eu já cheguei a manter uma média de 4 a 5 novas postagens por semana. Na época, eu trabalhava com correção de textos pra artigos acadêmicos e agências de publicidade. Mas eu tinha as madrugadas livres pra me dedicar ao blog e à filmes e séries de TV!

      Hj em dia (quase 1 década depois), a "vida adulta" me acertou em cheio: Mulher, filho pequeno, ter q trabalhar de 8 à 10 horas por dia pra pagar as contas e sustentar a família, dívidas intermináveis com os bancos, problemas de saúde (operei a coluna há 5 anos atrás e hj já não consigo mais passar tantas horas em frente ao computador), etc. Mas apesar das adversidades, manter o blog ativo (ainda q atualizado 1 vez por semana) ainda faz parte dos meus projetos de vida (este espaço é como se fosse um 2º filho pra mim, rs: E os leitores q aqui participam: Meus amigos e brothers pra um bom papo de butéco, kkk)!

      Abs!

      Excluir
    7. "P.S.: Mike Tyson, seus nocautes espetaculares e suas imensas trapalhadas também foi outra grande referência."


      Por coincidência... Eu postei na semana passada um meme no fêisse, onde o Evander Hollyfield aparece com uma máscara (contra a COVID) pendurada em apenas 1 ORELHA e diz: "Nunca vou te perdoar, Mike Tyson", hahaha!

      Abs!

      Excluir
  17. Em Breve, contos de Robert E Howard que misturam o velho oeste e fantasia! Em breve.... VOLUME 1 da saga WEIRD WESTERN!

    "Dependendo da aceitação do projeto, colocaremos mais contos e extras muito incríveis. E dentro em breve vocês conhecerão os kit recompensas e tudo o mais...

    Daremos um foco muito importante nessa campanha nas recompensas e nas metas estendidas... o livro irá para onde os apoiadores quiserem, seja com uma meta X ou meta Y. E isso é legal, contar com o apoio e sugestões de todos, pois o livro está sendo desenvolvido pensando nos fãs e admiradores do grande escritor Robert Ervin Howard."

    -- Editora Clock Tower


    Mais informações:
    https://www.instagram.com/editoraclocktower/?hl=pt-br
    https://www.facebook.com/editoraclocktower

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Django... Esse projeto do Howard me interessa: Ficarei de olho no Catarse, e vou anunciar o lançamento numa futura coluna de notícias aqui no blog!

      Abs!

      Excluir
    2. Olá, Leo. Tudo bem?

      Esse projeto também me interessa bastante. Tomara que alcance todas as metas que a editora Clock Tower irá estabelecer. E que legal a proposta de anunciar numa futura coluna! Robert E. Howard recebendo a devida atenção no Brasil!

      Aproveito pra deixar mais algumas dicas abaixo.

      Abs!

      ---------------------------------------------------

      Título: Rei Kull: da Atlântida ao Reino das Sombras
      Autor: Robert E. Howard
      Ilustração: J.L. Padilha
      Editora: Skript

      Campanha de financiamento no Catarse neste link:
      https://www.catarse.me/reikull?ref=user_contributed&project_id=134246&project_user_id=1073070

      ---------------------------------------------------

      Título: Ratos de Cemitério e outros casos estranhos do detetive Steve Harrison
      Autor: Robert E. Howard
      Editora: Avec

      Para compra no site da Ed. Avec (com pequeno desconto), clique no link:
      https://aveceditora.com.br/produto/ratos-de-cemiterio-e-outros-casos-estranhos-do-detetive-steve-harrison/

      Amazon:
      https://www.amazon.com.br/gp/product/6586099668/ref=ox_sc_saved_title_9?smid=A1ZZFT5FULY4LN&psc=1

      ---------------------------------------------------

      E esta é uma mensagem publicada esse Domingo (28/03) no Fórum Conan, o Bárbaro (Facebook).

      "Ontem, 27 de março, Joana Russo da editora Mythos, soltou em primeira mão para o nosso canal no Youtube que o Omnibus de Conan produzido pela Dark Horse entrará em pré-venda no dia 1º de Abril. E, para melhorar ainda mais, a pré-venda acontecerá durante a feira da UNESP e, por isto, contará com um desconto referente a 50% de seu valor de capa! Isto mesmo! 50% de desconto! Esta é para conanmaníaco nenhum perder!"

      Excluir
    3. E aí, Django... blz?

      Esse lançamento do livro do "Kull" é sensacional mesmo (apesar do formato widescreen não ter me agradado)... Devo comprar de qq forma, e assim q estiver com ele em mãos, pretendo comentá-lo aqui no blog (quem sabe até numa matéria-solo só pro rei de cara cortada)!

      E q ótimo esse desconto de 50% no "Conan" da mythos, hein? Essa tá imperdível, pois melhor q isso o cara não vai conseguir depois, rs!

      Obrigado pelas dicas e links, amigo!

      Abs!

      Excluir
  18. Olá, Leo. Saberia dizer a a panini divulgou qd terá disponível a conan 31? A meu ver... está muuuuuito atrasada essa correção. E saberia se existe algum plano para algo como DC Vintage? Gostaria mt de uma encadernação com a fase de Joe Kubert com o Gavião Negro...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Um DC Vintage seria muito legal, Marcos. Arqueiro Verde e o Guerreiro, de Mike Grell, o Questão, de Denny O'Neill são as minhas sugestões, no apoio ao Gavião Negro, de Joe Kubert.

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    2. Oi, marcos... Tdo bem?

      Pelo q eu soube, A "ESC 31" já foi pra gráfica pra reimpressão... Mas ainda não tem data pra ser redistribuída. Isso pode demorar até, já q a gráfica é do exterior. Mas qdo estiver disponível novamente, a Panini deve divulgar no site e nas redes (eu avisarei por aqui tbm, pode deixar)!

      Abs!

      Excluir
    3. "Um DC Vintage seria muito legal, Marcos. Arqueiro Verde e o Guerreiro, de Mike Grell, o Questão, de Denny O'Neill são as minhas sugestões, no apoio ao Gavião Negro, de Joe Kubert."


      Ótima sugestão, Eduardo...

      Seria perfeita uma linha "DC Vintage" tbm (pra fazer um contraponto à da Marvel)... Eu incluiria nela tbm: "Starman" (James Robinson), "Hitman" (Garth Ennis), "Lobo", "Pacificador", e o "Esquadrão Suicida"!

      Abs!

      Excluir
    4. Falta só os "çabius" da Panini aceitarem esse projeto, que teria, com toda a certeza, um nicho significativo do mercado editorial dos quadrinhos. Parabéns pelo seu trabalhos, por nos oportunizar esse blog tão especial. Tudo de bom para vc e para a sua família. Um grande abraço de Cuiabá/MT. Eduardo Mendes.

      Excluir
    5. Brigadão mesmo, Eduardo...

      Espero q vc continue curtindo e acompanhando o blog, pois vem mta coisa boa pela frente: Hj mesmo deve ir ao ar uma matéria sobre o "Coringa - Antologia" (em comemoração aos 80 anos do palhaço) e logo depois um "Plantão HQ" recehadíssimo de novidades!

      Abs!

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    6. Se tiver lombada então, uma coleção dessas vai vende ainda mais

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    7. Oi, Fábio... Hj de manhã postaram no face (no grupo do submundo) as lombadas da coleção de clássicos lá fora:

      Ficou bem legal, pois a lombada traz CORES diferentes pra separar cada personagem (verde pro Hulk, vermelho pro demolidor, etc)... Se mantiverem assim aqui, vai ser ótimo pra quem quiser colecionar um personagem específico!

      Abs!

      Excluir
  19. Tb gostaria do quarto mundo do John Byrne, Orion de Walter simonson... Guerreiro seria outro sonho. Aquela coleção de Sagas Completas da eaglemoss seria interessante se tive publicado algo assim, mas escolheram mt coisa ruim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "Tb gostaria do quarto mundo do John Byrne, Orion de Walter simonson... Guerreiro seria outro sonho."


      Verdade, marcos...

      O "4º Mundo" do Byrne (e até o "OMAC" do Byrne) seriam continuações naturais pra serem relançadas aqui após o término das do KIRBY q acabaram de sair!

      Abs!

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  20. E lógico, não esquecer de Esquadrão Atari.

    ResponderExcluir
  21. Para mim, seria melhor ainda se publicado pela pipoca e nanquim.

    ResponderExcluir
  22. Opa, valeu mesmo, Lierson... Já vou arrumar no texto!

    Abs!

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  23. Renato França de Azevedo Silva31/03/2021, 18:15

    Elcio, as editoras do Brasil tinham que contratar você

    ResponderExcluir
  24. Opa amigo, boa tarde. Cheguei aqui no seu blog através de recomendações, pois estou em um dilema e me disseram que talvez você pudesse ajudar.

    É o seguinte, comecei acompanhar Tex já tem alguns meses, estou pegando a mensal normal e mensal de Tex willer, e estou gostando demais. O porém é que despertou em mim a vontade de colecionar as histórias antigas do personagem, e com tantas opções fiquei entres duas: Tex coleção e Tex edição histórica.

    E eis meu dilema, não sei qual das duas escolher. Sei que a coleção só comporta um número, enquanto a histórica comporta um arco de história.

    Vejo vantagens e desvantagens em cada uma delas, as vantagens da coleção é que eu teria disposição de todas as capas de forma individual, assim como o preço bastante convidativo de cada número. Já as vantagens da histórica é ao fato de justamente serem arcos completos e independentes entre si. As vantagens de uma são as desvantagens da outra, e vice-versa.

    Sei que estou em um dilema grande e não consigo me decidir qual escolher, peço ao amigo que se possível dê alguma orientação ou dica do que posso fazer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí... blz?

      Seja bem-vindo ao "Submundo" então, amigo... e agradeça à quem recomendou o blog pra vc, rs!

      Vou tentar te ajudar da melhor forma possível... É o seguinte: "Tex" é uma das melhores séries pra se colecionar hj em dia, pois ele tem mais de 15 títulos regulares com periodicidade diversa e cada um abrangendo uma determinada fase ou época de sua cronologia!

      Assim... As 2 revistas q vc citou ("Tex coleção" e "Tex edição histórica") são praticamente "irmãs": Pois A "Tex Coleção" começou desde o nº 1 (lá nos anos 80) com a proposta de publicar TODAS as histórias mensais do Tex desde sua origem (em 1948). E assim tem sido: A "Coleção" já publicou todo o Tex em ordem até aqui e é a 2º revista de maior longevidade do Tex no Brasil (a 1º é a mensal do "TEX" mesmo)!

      Já a "Ed. Histórica" nada mais é do q uma encadernação de arcos completos tirados de "Tex Coleção" (por isso eu disse q ambas são "irmãs", rs). Essa é a diferença entre as 2 revistas: "Tex Coleção" é fininha e geralmente termina com um "continua na próxima edição". E a "Ed. Histórica" só traz arcos completos e fechados a cada edição (q não tem nº fixo de pág e varia conforme o necessário pra se fechar um arco)!

      Outra diferença entre as 2 revistas é a janela de tempo entre uma e outra... A "Coleção" tá alguns ANOS na frente da "Ed. Histórica" (até pq, esta precisa estar anos em defasagem justamente pra ir publicando os arcos sem q o leitor veja as mesmas histórias se repetirem em tão pouco tempo)!

      Particularmente falando... Eu prefiro a "Ed. Histórica", pois gosto mais de ler sagas e arcos fechados (fica melhor de colecionar tbm)!

      Abs!

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  25. O meu Superalmanaque Favorito de sempre que prepara a Guerra das Armaduras e de bonus tem o fim da fase do Thor,tambem gosto muitos dos Marval Saga e claro dos epicos Crossovers,por esta altura ja lia tudo Marvel e dc.

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    Respostas
    1. Foi uma bela sacada mesmo esse "Superalmanaque" dos 2 lados com o Ferroso e Thor em fases excelentes dos 2 personagens... Adorei essa edição tbm!

      Abs!

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