15/03/2021

"Visões de... 1991" (Parte 2): "O Demolidor Mata o Rei do Crime", "Aquaman", "Pacificador", e Mais...

A 2º Parte das "Visões de 1991" (de Elcio Abreu) está no ar... Numa sequência ainda mais insana de lançamentos nas bancas de 30 ANOS atrás: 1991 - Um Ano Inesquecível pros leitores brasileiros!

"SAM 106 - O Demolidor Mata o Rei do Crime" (O Que Aconteceria Se...), "Demolidor Especial 3" (de Denny O'Neil), "Cap. América - Ed. Extra Comemorativa de 50 Anos"(BYRNE), "Aquaman 50 Anos - A Reconquista da Atlântida", "O Pacificador", "GHM - O Homem de Ferro do Futuro" (é o "Homem de Ferro 2020" da Panini), "Dreadstar 10", "Justiceiro - O Filme", "Os Melhores do Mundo", "Marshal Law", "Homem-Aranha: A Última Caçada de Kraven", "Raça das Trevas" (de Clive Barker - o criador de "Hellraiser"), e Mais!

Confira abaixo:

 

MAIO:

A Última Caçada de Kraven nº 1 a 3: De J.M. DeMatheis e Mike Zeck. Publicada originalmente em "Web of Spider Man nº 31 e 32", "The Amazing Spider-Man nº 293 e 294", e "Peter Parker, The Spetacular Spider-Man nº 131 e 132", de outubro e novembro de 1987. Por anos, "Kraven - O Caçador" conheceu a derrota nas mãos do Aranha, seu maior algoz. Decidido a restaurar sua honra, o lendário caçador traça o plano de derrotar seu inimigo e tomar seu lugar, pois desta forma ele se tornaria melhor que seu adversário e conseguiria a sua redenção, derrotando o Aracnídeo de forma honrosa. Assim, conseguiu atrair o herói para uma armadilha e o aprisionou, lhe aplicando um poderoso sedativo, que fez com que o Aranha ficasse desacordado por 2 semanas. Kraven enterrou o herói  vivo no cemitério da mansão Kravinoff e partiu para as ruas usando uma réplica do uniforme negro e fazendo uso de poções que permitiam simular os poderes do Aranha, saiu combatendo o crime à sua maneira. Esta é, sem sombra de dúvidas, a história mais sombria do Homem-Aranha, e na época chocou os fãs do herói que eram acostumados com histórias de tom mais leve. A Saga também mostrou a verdadeira face de Kraven, que era tido apenas como um vilão com trajes espalhafatosos, fala empolada, e postura arrogante. Inicialmente, esta história não foi concebida para o Aranha, e sim para o "Magnum" (Simon Williams), que seria derrotado pelo seu irmão "Ceifador", e descobriria que ficou enterrado num caixão por meses; mas foi negada pelo editor chefe da Editora na época (Tom de Falco). Depois, o escritor tentou emplacar a história por 2 vezes na DC com o "Batman", mas não conseguiu. Então, no final de 1986, lhe ofereceram o título do Homem-Aranha e foi a sua última chance de empurrar a história, até que, por sorte, ela veio a ser adaptada criando um clássico instantâneo pro Herói Aracnídeo! Na época, a Editora Abril publicou a saga fora do momento cronológico correto, já que ela se passa após o casamento do herói com Mary Jane, que só seria publicado 5 meses depois; e isso levou a editora a "alterar" a tradução num determinado ponto que é quando a Mary Jane está no apartamento de Peter deitada na cama com todos os pertences encaixotados, pensando no relacionamento de ambos. Existe um diálogo onde ela diz: Versão Editora Abril: "De alguma, forma eu pensei que vivendo com ele as coisas seriam um pouco diferente. Ficar perto da lareira... beber vinho branco... passar a noite fazendo amor... mas, é claro, pra isso a gente precisa ter alguém... e meu alguém... meu namorado não está aqui" Decidimos morar juntos" (Edição nº 01, página 34, Editora Abril). Versão (correta) Editora Salvat: "De alguma, forma  pensei que ser recém-casada  seria um pouquinho diferente. Ficar perto da lareira... beber vinho branco... ficar agarradinho... mas, é claro que, pra isso, a gente precisa ter alguém... e meu alguém... meu marido... não está aqui." ("A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel, n° 9 - A Última Caçada de Kraven", novembro de 2013, página 39). Tal frase ia de encontro com as aventuras antes do casamento publicadas nas mensais da época, onde Mary Jane e Peter estavam sempre próximos, porém, como amigos, já que o Aranha estava insistindo no seu relacionamento com a Gata Negra, e Mary Jane tinha pavor de compromisso, tanto que ela relutou em aceitar o pedido de casamento, só aceitando depois de uma série de acontecimentos relacionados à sua família! São pequenos detalhes que precisam ser esclarecidos, para contextualizar o leitor, já que Abril não prezava muito pelo respeito e pelos materiais que publicava, e alterar traduções era algo corriqueiro. A Última Caçada já foi republicada várias vezes no Brasil, saindo encadernada no mesmo ano de seu lançamento (dezembro 1991) pela Abril, em "Os Maiores Clássicos do Homem-Aranha" pela Panini em junho de 2004, Na Coleção Oficial de Graphic Novels 9 da Salvat em novembro de 2013, relançada novamente pela Panini em capa dura no Selo Panini Books, em dezembro de 2015, e na "Coleção Definitiva do Homem-Aranha" nº 35 de outubro de 2018, que traz como bônus uma história da mesma dupla criativa da obra original, publicada em uma edição especial intitulada: "Amazing Spider Man: Soul Of The Hunter",  que se passa algumas semanas depois da morte de Kraven, e Peter ainda sente os efeitos dos horrores que passou enterrado vivo. Assombrado por sua consciência e talvez pelo espectro do caçador falecido, ele precisa enfrentar seus medos e encarar a própria finitude. A saga ainda foi adaptada para livro por Neil Kleid com 320 páginas, e foi publicada no Brasil pela Editora Novo Século, em março de 2017.

Superaventuras Marvel n° 106: Roteiro de Danny Fingeroth, e arte de Greg Capullo. Publicada em "What If...?  n° 2", de agosto 1989. Aqui temos uma história na realidade alternativa da saga: “A Queda de Murdock”, onde o herói vai ao encontro do Rei do Crime após ter sua mansão explodida, e mata o vilão com um tiro, disparado da arma de um dos guardas do metrô que o herói conseguiu se apossar. Sendo perseguido pela polícia e pelo vilão Rosa (Richard Fisk) filho do Rei, e outros gângsters, e com o estado mental abalado, Matt Murdock enfrenta o Justiceiro e o Homem-Aranha, acreditando que ambos são monstros, e acaba se sacrificando para salvar a vida do Rosa, que por sua vez assume o manto do Demolidor. Esta história pertence à segunda série do selo "What If...? " , sendo esta a mais longeva do título, durando 114 edições - de julho de 1989 à novembro de 1998. Existe uma matéria aqui no "Submundo" sobre esta série!

Homem-Aranha n° 95: Roteiro de  Peter David, e arte de Tom Morgan, e Alan Kupperberg. Publicada em "The Amazing Spider-Man" n° 289, de junho de 1987. Embora a capa da edição anuncie que a "verdadeira" identidade do Duende Macabro será revelada nesta edição, as coisas não são bem assim, digamos que é apenas uma "verdade relativa", pois ela traz, sim, a revelação da identidade de um dos homens que assumiram o manto do vilão, no caso aqui "involuntariamente". A verdadeira identidade do Duende Macabro foi um segredo que a Marvel e seus editores guardaram durante mais de uma década. O fato é que assim como foi com o Duende Verde no início de sua carreira, que ninguém sabia quem era, foi feito o mesmo com o Macabro, só que ao contrário de Norman Osborn, que levou para o lado pessoal a rivalidade com o Aranha, o Macabro sempre preferiu não ir por este caminho, embora tivesse planos de dominar o submundo do crime de Nova York, ele nunca foi louco como o Duende Verde, pelo contrário, ele sempre foi lúcido em seus planos, e quando as coisas saíam de seu controle ele se valia de "testas de ferro" e desaparecia até surgir uma chance para voltar à ativa. Vários homens usaram o manto de Duende Macabro, e aqui temos um deles - Ned Leeds, repórter do Clarim Diário, marido de Betty Brant (Leeds), e que foi assassinado na edição anterior em Berlim. Nas histórias, tudo indicava que Ned Leeds era o Duende Macabro, já que a cada edição que ele aparecia, seu comportamento demonstrava que havia algo errado com ele e sugeria que ele fosse o vilão. Então, nesta edição é revelado que ele "é de fato" o duende, e isso não causou nenhuma surpresa nos leitores que já acompanhavam a trajetória dele há tempos. O que realmente surpreendeu, é que ele não era o verdadeiro Duende Macabro, e sim: que foi manipulado pelo verdadeiro vilão, servindo apenas como um "bode expiatório" para desviar o foco, enquanto o verdadeiro se escondia nas sombras! A  história que traz a verdadeira identidade do duende só seria publicada no Brasil  em dezembro de 1998, em "Grandes Heróis Marvel nº 62", com a publicação da mini-série em três partes: "Hob Goblin Lives" de 1997!

X-Men nº 31: De Chris Claremont e John Romita Jr. Publicada em "Uncanny X-Men" nº 209 e 210, de setembro e outubro de 1986. Uma das mais mais marcantes sagas dos mutantes tem início nesta edição: "Massacre de Mutantes", que tem início quando "Os Carrascos", grupo criado por Gambit, e liderado pelo Sr. Sinistro iniciam a missão de assassinar todos os Morlocks, pois o Sinistro os considera uma aberração para a "perfeição" que para ele tem de ser o Homo Superior. Os X-Men e o X-Factor fazem o possível para evitar o massacre, mas não conseguem e acabam tendo grandes baixas.  Colossus, Noturno e Lince Negra ficam seriamente feridos. No X-Factor, o Anjo tem suas asas amputadas. Muitos Carrascos são mortos pelos X-Men, Morlocks, ou pela polícia, porém o Sr. Sinistro fez clones dos Carrascos (com exceção de Dente-de-Sabre e Maligna) em número infinito para repor os combatentes mortos. A saga teve grandes consequências no mundo mutante: Psylocke, Cristal, Longshot e Destrutor (ele se juntou aos X-Men, porque a sua namorada, Polaris foi possuída pela Maligna) entraram para substituir Lince Negra, Noturno e Colossus nos X-Men. No X-Factor, o Anjo ficou tão desesperado com a amputação de suas asas, que ele saiu do grupo e pegou seu jato particular para se matar. Porém, o vilão Apocalipse o salvou, e fez lavagem cerebral nele, transformando-o em seu "Anjo da Morte" e dando-lhe novas asas metálicas, que lançavam projéteis afiados. Porém, ele se liberta da influência maligna do vilão pouco tempo depois. Esta saga trouxe mudanças significativas ao universo mutante, com reflexos futuros. Foi republicada na íntegra pela Abril em "O Melhor dos X-Men n° 2" de dezembro de 1997, e pela Panini 2 vezes em: "Os Maiores Clássicos dos X-Men n° 3" de outubro de 2005 e em "X-Men: Massacre de Mutantes", em julho de 2013.

Super Powers n° 21: Roteiro de Alan Moore, e arte de Dave Gibbons e Kurt Swann. Publicadas em "Superman Annual" n° 11, de 1985; "Superman n° 423", de setembro de 1986; e "Action Comics  n° 583", de setembro de 1986. Aqui, temos 2 histórias pré-Crise do Superman escritas por Alan Moore, que se tornaram clássicos absolutos. A primeira: "Para o Homem que tem Tudo", mostra Batman, Robin e Mulher-Maravilha indo à Fortaleza da Solidão no dia 29 de fevereiro, o dia do aniversário do Superman, para lhe dar parabéns e lhe entregar presentes; porém, ao chegarem, eles encontram o Super num estado de transe, tomado por uma estranha forma de vida alienígena chamada Clemência Negra. Enquanto sonha, o Superman vislumbra seu mais profundo desejo, uma vida perfeita em Kripton, que nesta realidade nunca explodiu. A Mulher-Maravilha enfrenta o vilão responsável por tudo: Mongul, enquanto a Dupla Dinâmica tenta remover o hospedeiro do Superman. Esta história já foi adaptada para o desenho Liga da Justiça Sem Limites em 2004, sob a supervisão da equipe de criadores Alan Moore e Dave Gibbons; e no 13º episódio da série da Supergirl em 2016, sob o título: "Para a Garota que tem Tudo". As duas outras histórias: "O Que Aconteceu com o Homem de Aço?" - Partes 1 e 2, mostram o Superman desaparecido e as pessoas bolando várias teorias sobre o que aconteceu realmente com o herói. Esta história é a última do Superman pré-Crise, ou Superman original, como muitos preferem chamar. Depois de "Crise nas Infinitas Terras", o Universo sofre um reboot e o herói também, ganhando um novo recomeço nas mãos de John Byrne, desde a sua origem. Alan Moore até hoje se posiciona contra este tipo de decisão editorial, porque segundo ele, desrespeita o trabalho dos criadores e escritores mais antigos. Este material já foi republicado várias vezes no Brasil, em fevereiro de 2003 pela Opera Graphica em "Superman - O Adeus", em outubro de 2006 pela Panini  em "Grandes Clássicos DC nº 9: Alan Moore," em  julho de 2013 pela Panini em "Superman - O Que Aconteceu Ao Homem de Aço?", e pela Eaglemoss em abril de 2018 em "DC Comics - Coleção de Graphic Novels n° 63".

Graphic Marvel nº 06: Justiceiro - Retorno ao Grande Nada: De Steven Grant e Mike Zeck. Publicada em "The Punisher: Return To Big Nothing", de janeiro de 1989.  Enquanto desbaratava uma quadrilha de tráfico de armas, o Justiceiro acaba de encontro com uma questão mal resolvida de seu passado; onde antigos companheiros de pelotão aproveitaram as conexões com a Guerra do Vietnã e formaram um cartel de drogas entre a Ásia e os EUA. Agora cabe ao Justiceiro pôr fim à essa quadrilha de traficantes, mostrando que, para ele, não existem limites quando se trata de combater o crime e a corrupção.

Moonshadow nº 12: De J.M. DeMatheis e Jon J. Muth, Kent Williams, George Pratt. Publicada em "Moonshadow nº 12", de fevereiro de 1987. A obra-prima de fantasia chega ao fim no formato de mini-série! Em 1992 ela é republicada pela Editora Globo em formato encadernado no selo "Minissérie Completa Globo No. 6", com 404 pág; e em dezembro de 2019 ela é novamente republicada no formato encadernado pela Editora P&N em capa dura com 540 pág, trazendo o epílogo da série intitulado "Epílogo: Adeus, Moonshadow", publicado em janeiro de 1997, mas não mais pelo Selo Epic (Marvel), e sim, pelo Selo Vertigo da DC.

American Flagg! n° 6: Escrita e ilustrada por Howard Chaykin. Publicada em "American Flagg! n° 9", de junho de 1984. Esta é a última edição da revista mensal de American Flagg, criação máxima de Chaykin. Infelizmente, além do curto tempo de duração da revista, o título ficou em hiato no Brasil por 24 anos, quando a Editora Mythos adquiriu os direitos de publicação da obra e republicou, em novembro de 2015, um encadernado que engloba tudo que já foi publicado do personagem no Brasil, indo mais além, até a edição nº 12 do título. Porém, ainda precisam sair mais encadernados para poder completar a série no Brasil, já que são 50 edições no total!

Os Melhores do Mundo n° 1: De  Dave Gibbons e Steve Rude, publicada originalmente em "World's Finest" n° 01, de agosto de 1990. Escrita pelo lendário artista Dave Gibbons (de Watchmen), esta mini-série quinzenal em 3 partes, com estilo retrô, mostra bem as diferenças de personalidade e modus operandi entre o Superman e o Batman, bem como as respectivas cidades que eles protegem. Uma aliança entre Lex Luthor e o Coringa força os heróis a trocarem de cidade para poder detê-los. Foi republicada em encadernado pela Editora Abril com 148 pág em novembro de 1991; e saiu novamente em formato de mini-série em junho de 2003 pela Mythos; e republicada novamente no formato encadernado, porém com 180 pág, em outubro de 2017 pela Panini.

Graphic Globo n° 8 - Excalibur: De Chris Claremont e Alan Davis. Publicada em "Excalibur Special  Edition nº 1", de abril de 1987. A história que mostra como se formou o grupo de heróis chamado Excalibur composto por: Lince Negra, Lockheed, Meggan, Cap. Britânia, Noturno, Penettra, Yap, Saturnyne, Dispersora, Bagageiro, Ferro, Cruel, Laçadora, Feliz, Bibelô, Gelatina, Fênix II, Technet, Excalibur, Lobisomens Guerreiros, e Warwolves! A Globo (antiga RGE) havia deixado de publicar heróis da Marvel desde 1982, quando todos os direitos de publicação passaram para a Abril. Esta Graphic Novel causou uma grande surpresa na época por vários motivos; sendo aqui o início uma pequena revolução que agitou o mercado de quadrinhos da Marvel na época. Comentarei de forma mais profunda e abrangente este assunto mais para a frente. Esta história saiu republicada em "Excalibur nº 1" pela Panini em julho de 2015, e "Heróis Mais Poderosos da Marvel nº 85" de julho de 2018, pela Salvat.

Liberdade - Um Sonho Americano nº 1: De Frank Miller e Dave Gibbons. Publicada em "Give Me Liberty: An American Dream n° 01" de junho de 1990. Mini-série bimestral em 4 edições, publicada pela Editora Globo, que mostra o início da parceria do escritor com a Dark Horse. Nascida em 11 de março de 1995 e falecida em 11 de março de 2095, Martha Washington é uma garota afrodescendente, que cresceu no conjunto habitacional Cabrini - Green em Chicago (chamado "The Green") com sua mãe e dois irmãos na extrema pobreza, causada pela políticas econômicas do presidente Erwin Rexall. Martha é uma estudante comum, mas exibe um grande dom para programação de computadores e hacker. Seu professor a incentiva a ser uma aluna melhor e, como ele mora fora do The Green, traz itens contrabandeados pra ela. Uma noite, Martha aparece na sala de aula e descobre que seu professor foi assassinado pelo Homem do Gelo, um criminoso que trabalha para um gângster local chamado Papa. Antes de morrer, o professor conseguiu esfaqueá-lo no pulso, e essa distração permitiu que Martha agarrasse sua arma, o anzol de um pescador da costa e o atingisse no ombro. O Homem do Gelo a persegue pela escola até um vestiário, mas antes que ele possa matá-la, morre de hemorragia causada pela excessiva perda de sangue pelo ferimento. Martha, então, é posteriormente encaminhada para um hospital psiquiátrico. Na instituição, ela descobre que estão sendo realizadas experiências em crianças para alterar geneticamente suas mentes, transformando-as efetivamente em computadores humanos. Tal instituição acaba sendo fechada devido a cortes no orçamento nacional e Martha acaba ficando desabrigada. Mais tarde, ela se junta à Força de Paz PAX, onde começa sua jornada heróica, lutando em muitas batalhas durante a segunda Guerra Civil Americana. Durante este confronto, sua mãe e irmão morrem quando Chicago é destruída por uma arma nuclear. Martha Washington não é um nome escolhido por acaso por Miller, trata-se do nome da esposa do primeiro presidente americano George Washington, que lutou na Guerra da Independência dos Estados Unidos. No Brasil, a minissérie foi publicada 3 vezes: inicialmente como "Liberdade – Um Sonho Americano", lançada pela Editora Globo entre maio e novembro de 1991; em seguida, a editora lança encadernada a minissérie apenas como "Liberdade" em agosto de 1992; e por fim, a Mythos a publicou também como um encadernado, em fevereiro de 2006, com o título  "Liberdade – A Qualquer Custo". Em abril de 2006, a Mythos publicou o encadernado "Martha Washington Vai À Guerra", que é a continuação da minissérie original, lançada pela Dark Horse entre maio e novembro de 1994 (da mesma dupla criativa e com o título original "Martha Washington Goes to War"). "Liberdade" foi a 1º obra de Frank Miller publicada fora do mainstream Marvel/DC, na qual o autor pôde expor vários de seus pensamentos com criticas severas acerca do mundo naquela época pós-fim da Guerra do Iraque.

DC Especial nº 6 - O Pacificador: Roteiro de Paul Kupperberg e arte de Tod Smith. Publicada em "Peacemaker nº 1 a 4" de janeiro à abril de 1988. Existem muitas maneiras de se conquistar e manter a paz. Uma delas é fazendo guerra, algo em que o Pacificador é especialista. Christopher Smith, o Pacificador, é um homem violento, porém, eficaz e preciso no combate ao terrorismo internacional. É também um homem perturbado, sendo considerado por muitos como realmente louco! Tendo violentas crises emocionais por causa do tipo de serviço que realiza, ele acredita que seu falecido pai (um carrasco nazista) está sempre conversando ao seu lado, instigando-o a matar. Esta edição traz encadernada a mini-série original que serve como estréia do personagem na DC. É um material muito bom, violento demais para os padrões da época, sendo um excelente thriller de espionagem, que não foge dos clichês do gênero, já que tramas de terrorismo sempre caem no convencional; o que é o diferente aqui é realmente o personagem totalmente insano, um instrumento cego de matar e despido de moral e consciência. Criado pelo escritor Joe Gill e o desenhista Pat Boyette, Pacificador apareceu pela 1º vez no título de espionagem “Fightin 5” n° 40 (novembro de 1966) lançado pela Charlton. O Pacificador era, na verdade, o diplomata Chistopher Smith. Por trás de seu aspecto almofadinha, escondia-se um gênio da mecânica e armamento que possuía um arsenal avançadíssimo escondido numa montanha da Suiça, mas abominava seu uso, o que demonstrava claramente que era um esquizofrênico. Com o cancelamento da série, o herói ganhou seu próprio título, que durou de março a novembro de 1967. Após o fechamento da Charlton no começo da década de 1980, os direitos do personagem foram adquiridos pela DC. Sua estréia na nova editora foi em uma mini-série em 4 edições, publicada de janeiro a abril de 1988, e serviu como base para Alan Moore criar o personagem "Comediante" em Watchmen, já que sua idéia inicial era usar o personagem, mas a editora vetou, forçando o escritor a criar outro personagem genérico com características parecidas. Será interpretado por John Cena no filme "Esquadrão Suicida", e ganhará também uma mini-série solo no canal de Streaming HBO MAX, mostrando eventos ocorridos antes do filme.

Marshall Law nº 1: Roteiro de Pat Mills e arte de Kevin O'Neil. Publicada em "Marshall Law Nº 01", de outubro de 1987. Mini série em 6 edições: Joe Gilmore (alter ego de Marshal Law) é um dos muitos ex-soldados com super poderes criados pelos Estados Unidos para lutar na "Zona", a guerra travada na América do Sul (uma forte alusão à Guerra do Vietnã, onde muitos dos soldados que voltaram sofreram trauma pós-guerra) em San Futuro (antiga cidade de São Francisco) devastada por um violento terremoto. Gilmore  entra para a polícia de San Futuro, passando a usar a alcunha de Marshal Law, um caçador de heróis e super-seres degenerados e enlouquecidos, que se tornaram foras da lei, sendo que ele próprio precisa enfrentar seu auto-desprezo por ser aquilo que ele mais odeia: Um Super Herói! Marshal Law possui força sobre-humana e não pode sentir dor, e usa como arma um arame-farpado enrolado no braço, que lhe permite lutar com seres muito mais fortes e poderosos que ele, além de outros tipos de armamentos. Marshal caça um serial killer que está ligado de alguma forma ao popular Super Herói conhecido como "Espírito Público". Esta publicação saiu originalmente pelo Selo Epic da Marvel, que era destinado a publicações adultas, e hoje seus direitos de publicação pertencem à DC Comics. Ao contrário do que a Abril vinha fazendo com suas mini-séries, ela jamais encadernou Marshal Law, e foram necessários exatos 28 anos para a mini-série sair encadernada no Brasil, agora pela Panini. A edição da Panini, publicada em maio de 2019, traz, além da mini-série original, alguns especiais que saíram posteriormente à série, sendo quase todos inéditos no Brasil, como o prólogo "Medo e repulsa" ("Marshal Law: Fear And Loathing") publicado originalmente em junho de 1990; "Marshal Law-Crime e Castigo" (Crime And Punishment: Marshal Law Takes Manhattan") que saiu publicado lá fora em 1989, e por aqui numa edição especial, publicada pela Abril em agosto de 1991; "Terra de Cego" ("Marshal Law: Kingdom of The Blind") publicado também em 1990; "Tribunal Secreto" - parte 1 ("Marshal law: Secret Tribunal #1") publicado em janeiro de 1993 ('Tribunal Secreto" - parte 2"), publicado em janeiro de 1993, "Superbabilônia" ("Super Babylon") publicado em janeiro de 1992, e "Abomináveis Mortos" ("Toxic!" 1-8, 14-15).

Fantasma Extra n° 29: Roteiro de Lee Falk e arte de Sy Barry. Publicada em "The Phantom n° 101", de 1968: Tiras diárias publicadas em jornal entre 06/05/68 e 06/07/68. Lon, parente do presidente Luaga, e Lila, filha do ex-ditador Bababu, vivem um romance proibido, e as coisas se complicam mais quando o rapaz é acusado de um crime que não cometeu e onde as provas estão contra ele! Porém, o Fantasma fará tudo para provar sua inocência. Estas tiras, quando republicadas, tiveram o título alterado para “The president's son”, o que foi um erro, já que na história original o personagem é "sobrinho"do presidente. A partir desta edição, o título muda para "Gibi Apresenta: Fantasma", mas mantém a numeração, não sendo zerada! Estas histórias já haviam sido publicadas antes em dois momentos distintos pela própria editora quando ela se chamava RGE: Em "Fantasma" n° 154, de julho de 1969, e em "Superalmanaque do Fantasma" n° 2 de dezembro de 1980.

Lobo Solitário nº 9: Escrita por Kazuo Koike e com arte de Goseki Kojima. Última edição da primeira série publicada pela Nova Sampa. Neste mesmo ano, a editora lança 3 edições intituladas "Lobo Solitário Especial " com 256 pág cada, e retorna com a segunda série da publicação em 1993, publicando 9 edições, sendo a última lançada em 1996.

Proteus - A Aventura da Ciência em Quadrinhos nº 1: Escrita por Jean-Gérard Imbar e ilustrada por Jean-Louis Hubert. Publicada em "Encyclopédie En Bandes Dessinées n°01", de 1980. Mini-série em 5 edições! O professor Hubertus, especialista em robótica e cibernética, acaba de criar sua obra-prima: Proteus, um andróide quase humano. Como o deus grego a quem deve seu nome, Proteus é um super-herói extraordinário, capaz de se transformar em qualquer objeto ou ser, animado ou inanimado. Os segredos científicos e tecnológicos do professor despertam a atenção de Cyber, um cientista extraterrestre. Ele envia à Terra uma astronave fantástica tripulada por robôs para raptar o professor Hubertus. Mas Cyber não previa que, assumindo a forma de um dos robôs vindos do espaço. Proteus conseguiria Infiltrar-se na nave raptora. Assim, nosso herói parte para uma incrível aventura no espaço, ao lado de seu criador, professor Hubertus, e de Suzy, Gil e Mumuni, órfãos que o grande cientista adotou como seus herdeiros. É um material voltado para o lado educacional, sendo bastante didático. Basicamente, a aventura foi escrita de forma minuciosa, encaixando tudo que o autor quis de forma a instigar o leitor a se interessar por ciência, em especial por Astrofísica! Esta coleção trazia em cada uma de suas edições um encarte de 16 pág contendo informações e curiosidades científicas, que complementavam a história em quadrinhos. As histórias são simples e bem ingênuas; no estilo do desenho animado "He Man e Os Mestres do Universo", sendo mais voltada para crianças até 10 anos de idade. Proteus foi uma aposta arriscada da Abril por causa da grave crise econômica, e a arte das capas eram muito simples e pouco atraentes para o leitor médio! Ademais, a revista era publicada no formato americano, o que encarecia mais o preço da publicação numa época em que várias edições foram canceladas justamente por saírem neste formato e terem baixas vendas por causa do preço! Porém, devo ressaltar que a arte interna da publicação é boa, bem diferente da arte simplória das capas!

Graphic Disney n° 2 - Ducktales, O Filme: (sem créditos). Adaptação para os quadrinhos do filme  "Ducktales - O Tesouro da Lâmpada Perdida". Continuando a comemoração dos "50 Anos da Revista do Tio Patinhas no Brasil" traz a quadrinização do filme do desenho de grande sucesso, onde o "Tio Patinhas" e seus sobrinhos junto ao atrapalhado Capitão Bóing,  procuram o Tesouro de Collie Babá, e nele há uma lâmpada mágica! DuckTales, que no Brasil passou a se chamar "DuckTales: Os Caçadores de Aventuras" foi uma série de desenhos animados dos estúdios Disney, produzido entre 1987 e 1990,  inspirado nas séries de quadrinhos da Disney, por Carl Barks. É  a série de animação mais famosa já produzida pela Disney, pelo fato de ter sido a que teve mais episódios (100 no total). Além da série, também foi produzido o longa-metragem: "DuckTales the Movie: Treasure of the Lost Lamp", lançado logo após o término da série em 1990. O episódio-piloto de Duck Tales foi transmitido nos Estados Unidos em 11 de setembro de 1987. No Brasil, a série foi transmitida entre 1988 e 1997 pelo SBT, com a dublagem feita na Herbert Richers para a televisão, pela qual a série se tornou mais conhecida no país. A emissora investiu pesado na época  no desenho, fazendo vários comerciais antes de sua estréia, tendo inclusive, uma música que se tornou "hit" na programação da emissora na época, cantada pelo eterno Bozo: Luís Ricardo. Difícil haver uma pessoa no Brasil que já não tenha ouvido a música de abertura da série animada! Em  13 de abril de 2009, a série animada voltou a ser transmitida no Brasil novamente, só que agora pela Rede Globo, no programa infantil TV Globinho, hoje, infelizmente, extinto pela emissora. Duck Tales teve título próprio no Brasil pela Abril, que durou 25 edições, de março de 1988 a novembro de 1991. Esta Graphic Novel é infinitamente superior em qualidade se comparada à edição de nº 1!

Classic Illustrated nº 6 - As Aventuras de Tom Sawyer: Escrita por Mark Twain, e com arte de Mike Ploog, publicada originalmente em "Classics Illustrated  n° 9" de maio de 1990. Adaptação em quadrinhos da obra de Mark Twain publicada em 1876, sendo esta uma das mais importantes da literatura norte-americana. Tom Sawyer é um garoto que vive com a sua tia Polly, seu irmão Sidney e a sua prima Mary numa pequena cidade nas margens do Rio Mississippi, nos Estados Unidos, no século XIX. Tom é muito esperto, e junto com seu amigo Huckleberry Finn, se metem em várias aventuras. O personagem foi inserido no filme: "A Liga Extraordinária" em 2003, mesmo não estando presente na obra original de Alan Moore. A justificativa, é que precisava ter um personagem americano no grupo, já que todos os outros são ingleses!

JUNHO:

Batman nº17: De Marv Wolfman e Jim Aparo. Publicada em "Batman" Nº 450  e 451, de julho e agosto de 1990. A morte de um juiz confirma os temores de Batman e do Comissário Gordon de que o Coringa está de volta, e isto, além da preocupação, traz memórias dolorosas do sofrimento que o vilão causou aos dois (a morte de Robin e o aleijamento de Bárbara Gordon) e eles questionam se resistirão ao desejo de matá-lo. O criminoso ataca durante uma palestra, porém, o método de agir do palhaço está muito diferente. Desde que o Batman teve seu último confronto com o Coringa, num helicóptero que explodiu na  cidade de Washington, ficou no ar a dúvida da possível morte. É claro que o Coringa é um personagem importante demais para morrer, ainda mais de forma tão banal; portanto, sua volta era aguardada por todos! Aqui, temos um imitador do Palhaço do Crime, um admirador que faz qualquer coisa para ficar igual ao vilão, inclusive pulando no tanque de ácido que resultou na transformação física do original. O resultado não foi igual, porque os produtos químicos não eram mais os mesmos, estando eles mais fortes, ao ponto de "dissolver" o corpo humano! O verdadeiro Coringa aparece na trama, mas nas sombras, e muito ferido. Não era a hora dele retornar ainda de forma triunfal! A mini-série "Três Coringas", lançada recentemente lá fora (e que em breve será publicada pela Panini) escrita por Geoff Johns, traz conceitos utilizados nestas duas histórias.

Super-Homem Nº84: Roteiro de Roger Stern, Jerry Ordway, George Pérez, e arte de Mike Mignola, Curt Swan. Publicada em "Action Comics Annual  n° 2", de junho de 1989. Em seu exílio pelo espaço, após ter seu aparelho de respiração danificado, o Superman é aprisionado (enfraquecido pelo tempo sem exposição ao Sol Amarelo) e vai parar no Mundo Bélico, um monstruoso planetóide onde diversos guerreiros se enfrentam numa arena ao modo dos gladiadores romanos. O Homem de Aço se torna um destes gladiadores, e na medida em que vai enfrentando adversários temíveis, vai conquistando a simpatia do povo do Mundo Bélico e o ódio e inveja do soberano desse planeta: O ardiloso Mongul! Uma das histórias mais emblemáticas e aclamadas pelos fãs do herói, e serviu de base para o duplo episódio "Planeta Arena", da série animada da "Liga da Justiça" (2001-2004).

Graphic Marvel nº 7 - Viúva Negra: A Mais Fria das Guerras: De Gerry Conway e George Freeman. Publicada em "Marvel Graphic Novel n° 61", de abril de 1990. Natalia Alianovna Romanova, foi educada para servir ao Estado Soviético como bailarina no balé de Bolshoi e aprendeu a ser leal a seu país. A doutrina severa a que foi submetida a ensinou à jamais amar ninguém, reprimindo todos os seus desejos; até conhecer Alexi, o homem que aqueceu seu coração e lhe mostrou o amor pela primeira vez. Alexi era o Guardião Vermelho, e sua morte repentina devastou sua alma e destruiu seus sonhos. Para honrar sua memória, ela se tornou a maior espiã da Guerra Fria, uma mulher cujas habilidades mortais e sangue frio correndo nas veias lhe deram o codinome de Viúva Negra. Indo para o Ocidente, ela conheceu e enfrentou os inimigos de seu país: Os heróis americanos Homem de Ferro, Gavião Arqueiro, e os Vingadores. Natasha enfrentou todos eles, até o dia em que descobriu que havia sido enganada e manipulada por seus mestres para pensar que eles eram seus verdadeiros inimigos. Decepcionada, ela desertou para os EUA e se aliou àqueles que outrora considerava seus desafetos. Agora, o passado retorna e, com ele, a estarrecedora revelação, já que seus antigos mestres lhe dizem que Alexi pode estar vivo. Essa história se passa em 1987, anos antes da queda da URSS em julho de 1991, sendo uma das primeiras histórias a explorar, de fato, as origens da personagem! Continua sendo uma boa história, ainda que muito superficial como um todo, pois não há grande aprofundamento no passado da viúva! A arte de George Freeman fica a desejar, deixando a personagem com a aparência de uma mulher bem mais velha, e desprovida de beleza!

Liga da Justiça Internacional nº 30: De Barbara Randall Kesel e Rick Leonardi. Publicada em "Secret Origins" Nº 20, de novembro de 1987. Uma história humana e sensível que conta toda a trajetória da Batgirl desde a época pré-Crise até o momento atual da cronologia (da época), narrada pela própria personagem. Esta história muda toda a perspectiva sobre ela, mostrando que sempre foi mais que uma simples versão feminina do Batman, e que Barbara Gordon é uma mulher determinada, que precisou lutar muito e se impor para chegar onde queria, e assim, sair da sombra de ser "apenas" a filha do Comissário de Polícia de Gotham. Foi republicada em "O Melhor do Batman nº 2" de novembro de 1997.

Robocop - Adaptação Oficial do filme: Roteiro de Bob Harras, e arte de Javier Saltares, Alan Kupperberg e Tony Dezuñiga. Publicada em: "Robocop n° 1", de novembro de 1987. Baseado no roteiro cinematográfico de Eduard Neumeier e Michael Miner. O polical Alex Murphy é brutalmente assassinado e posteriormente revivido, transformado por executivos e cientistas corruptos num policial invencível, metade homem, metade máquina em um projeto da corporação OCP para pacificar as ruas da violenta Detroit. Batizado de Robocop, ele terá que perseguir seus assassinos e combater a corrupção dentro da própria corporação que o construiu. Robocop é mais um dos personagens de cinema que fazem tanto sucesso, que acaba extrapolando a mídia de onde foi criado originalmente e passa a fazer parte da cultura pop, sendo licenciado para vários outros produtos como: Action figures, lancheiras, desenhos animados, video-games, e claro, HQs. Esta versão é a mesma que saiu publicada em "Aventura e Ficção" nº 8, de novembro de 1987, porém, com capa diferente e totalmente à cores, além do formato americano, já que na revista anterior saiu publicada no formato magazine. A Marvel costumava publicar adaptações em HQs de filmes de grande sucesso, principalmente nos Anos 80, infelizmente muitos destes títulos permanecem inéditos por aqui! Os desenhos são bem simples, não sendo iguais à arte da capa, e a história é apenas um vislumbre do que é o filme, com algumas pequenas alterações. Esta publicação é um mero caça-níquel de qualidade bem duvidosa! Robocop foi dirigido pelo competente diretor holandês Paul Verhoeven, que mistura ação vertiginosa, violência exacerbada, e humor negro de forma competente; tornando o filme um dos mais marcantes dos Anos 80! Infelizmente, o diretor não participou das sequências, algo que refletiu e muito na qualidade dos demais filmes, que são bem inferiores ao filme original, sendo o 3º o fundo do poço da franquia!

Superalmanaque DC n° 2: Roteiro de Paul Kupperberg, John Ostrander, Kim Yale, e arte de Steve Erwin, John K.Snyder III, Rick Hoberg, Doug Rice, Tom Mandrake. Publicada em  "Checkmate" nº 15 a 18, de março a junho de 1989; "Suicide Squad" nº 27 a 30, de março a junho de 1989; "Manhunter" nº 14, de junho de 1989; e "Firestorm" nº 86, de junho de 1989. A Conspiração Janus: Amanda Waller, diretora da Força-Tarefa X (agência de espionagem do governo que compreende o Xeque-Mate e o Esquadrão Suicida) começa a enviar seus agentes em missões que parecem ter interesses unicamente pessoais; levando o  Esquadrão Suicida a entrar em conflito com outros grupos e agências. Nesse ínterim, Amanda Waller é atacada pelo Xeque-Mate. A história é construída de forma lenta e minuciosa, levando um tempo para descobrir que Amanda não mudou de lado e não é o “Janus” (deus romano das mudanças e transições, que possui 2 caras). Após um atentado  contra sua vida, ela passa a manipular as situações como se fosse realmente uma agente dupla, colocando uma agência contra a outra, para descobrir onde os traidores estavam infiltrados, sendo esta a única forma de acabar com os planos do verdadeiro vilão da história: "Kobra", um super-terrorista fanático em busca de poder! O Kobra é uma organização terrorista equivalente à H.I.D.R.A da Marvel na DC! O universo de espionagem da DC é muito bom, e geralmente traz histórias de alto nível, mas infelizmente, a editora tem, por hábito, relegar este núcleo de personagens. A Conspiração Janus foi um crossover em 11 partes, reunindo as principais agências de espionagem, o Xeque-Mate e o Esquadrão Suicida, tendo ainda participação na saga: O Pacificador, Nuclear, Caçador (Mark Shaw), e Capitão Átomo. Destas 11 partes, 10 foram publicadas  nesta edição, ficando de fora a última parte da saga, publicada originalmente em: "Captain Atom" nº 30.

Príncipe de Aliors n° 1: Roteiro de Moebius, e ilustrada por Eric Shanower. Publicada em “The Elsewhere Prince nº 01”, de maio de 1990. Mini-série mensal em 6 edições, publicada lá fora no Selo Epic Marvel. A série se passa em um asteróide que possui dimensões paralelas simultâneas. Este lugar é chamado de Garagem Hermética e foi criado pelo Major Grubert, que mantém o controle sobre estes mundos, a bordo da nave Ciguri. Certo dia, um jovem artista se junta a um grupo de viajantes mercenários, e ao pararem para descansar por uma noite em uma pequena aldeia, surge um garoto que deseja ser guerreiro e que está cansado da monotonia de sua vila. Logo em seguida, os homens acabam sendo todos mortos em uma sangrenta batalha contra uma criatura com a aparência de um besouro, conhecida como Jouk. Após o incidente, a história se foca nas aventuras dos dois únicos sobreviventes do combate, o artista e o recém-chegado integrante. 

DC Especial nº 7: Aquaman - A Reconquista da Atlântida: Roteiro de Robert Loren Fleming e Keith Giffen, e arte de Curt Swan. Publicada em "Aquaman nº 1 a 5, de junho a outubro de 1989. Publicação que saiu no formato de mini-série nos EUA. Aquaman retorna à Atlântida depois da morte de seu filho, e acaba no meio de uma conspiração pelo trono da cidade aquática, já que a Rainha Mera é tida como morta, abrindo um vácuo de poder. Capturado e jogado novamente na prisão, ele luta para retomar o trono! Na reformulação do personagem pós-Crise, seu uniforme laranja e verde é um uniforme da prisão de Atlântida (chamada Aquário), e Aquaman, é um apelido desonroso com o intuito de humilhá-lo! Mera, na verdade, não está morta, ela acabou enlouquecendo pela dor da morte de Arthur Jr, e foi internada em um hospício em Poseidonis. Pouco depois, uma força alienígena conquistou Atlântida e Arthur é obrigado a salvar a cidade, mas é impedido por Mera, que escapou, e pessoalmente culpou Arthur pela morte de seu filho. Em um acesso de raiva, Mera deixa a dimensão de Aquaman. Apesar de tantos problemas, Aquaman recupera o trono, mas abdica do poder, não querendo estar limitado somente à uma "pequena porção de mares"! Esta edição é comemorativa, sendo uma homenagem aos 50 anos do herói!

JULHO:

Um Conto de Batman - Gothic Nº 1 a 5: De  Grant Morrisson e Klaus Janson. Publicada em "Batman - Legends of Dark Knight" nº 6 a 10, de abril a agosto de 1990. Mini-série em cinco edições. Um conto surreal escrito por Grant Morrisson que abusa de metáforas e referências à clássicos da literatura, misturando sonhos e lembranças esquecidas da infância de Bruce Wayne com o sobrenatural. Em seus primeiros meses como combatente do crime, Batman se vê diante de um mistério que remonta à séculos. Há 20 anos, um criminoso conhecido como Sr. Whisper foi morto por outros mafiosos, por matar e mutilar crianças. Mas ele está de volta em busca de vingança, matando um a um os chefes do crime da cidade, que desesperados, convocam o herói para ajudar a detê-lo. Ao investigar o caso, Batman descobre que o Sr. Whisper, na verdade, era Manfred, um ex-monge capuchinho que fez um pacto com o diabo e que lhe concedeu 300 anos de vida. Agora, Batman precisa impedir o maníaco de destruir Gotham antes do pacto terminar. Morrisson usou muitos elementos Shakespearianos, além de outras referências literárias, como o poema "A Balada do Antigo Marinheiro", de Samuel Taylor Coleridge; "Fausto" de Goethe;  "O Monge" de Mattew Gregory Lewis; e 'Don Giovanni', criado originalmente por Tirso de Molina e imortalizado na ópera homônima de Wolfgang Amadeus Mozart; além da referência ao filme noir alemão "M" de 1931 dirigido por Fritz Lang. É uma história fora do convencional do Cavaleiro das Trevas, sendo muito aclamada pelos fãs do herói, e do escritor Grant Morrisson. Saiu encadernada pela Abril em dezembro de 1991; e em novembro de 2020 pela Panini.

Superaventuras Marvel nº 109: De  Mike Baron e Erik Larsen. Publicada em 'The Punisher' nº 21, de julho de 1989. O Justiceiro acaba envolvido no mundo das apostas ilegais do boxe, e sendo envenenado pelos envolvidos para que o plano deles se concretize. História escrita por Mike Baron criador do Badger (listado nos lançamentos de abril) e arte de Erik Larssen, um dos fundadores da Image Comics e criador do Savage Dragon.

Batman nº 18: De Peter Milligan e Kieron Dwyer. Publicada em "Batman" nº 452 e 453, de julho e agosto de 1990. Mais uma história surreal de Batman, que usa o sobrenatural como tema! Tudo começa em 1764 num celeiro em Gotham Towne, onde um grupo de homens, que aparentemente são membros da Maçonaria (tendo inclusive a presença de Thomas Jefferson, ex-presidente americano) estão praticando um ritual para invocar um demônio com o intuito de controlá-lo. Para que o ritual tivesse êxito era necessário sacrificar uma garota, e isso, os homens presentes não têm coragem de fazer. No meio do ritual acontece algo, eles entram em pânico e fogem, esquecendo a garota trancada no porão para sempre. O Demônio que eles tentavam invocar era "Barbatos", o Duque dos Infernos, governante de trinta legiões de demônios, contando com quatro reis como seus companheiros para comandar suas legiões. Barbatos faz parte da "Chave Menor de Salomão",  um livro com  descrições detalhadas dos Principados-Maiores e menores, Potestades e Hostes da Maldade e até anjos que Salomão entendeu "como" comunicar-se com sua incomparável Sabedoria. O livro traz todas as conjurações necessárias para invocá-los e obrigá-los a obedecer ao conjurador. O Lemegeton é dividido em 5 partes: Ars Goetia, Ars Theurgia Goetia, Ars Paulina, Ars Almadel e Ars Nova. Pra quem gostou do tema e se interessar, é possível comprar facilmente o livro nas livrarias! Barbatos possui a forma muito semelhante à de um morcego, tanto que sua origem muito provavelmente pode ter sido esta. Obviamente o escritor fez questão de que o demônio fosse esse para que pudesse não apenas utilizar elementos sobrenaturais numa época em que o personagem fazia sucesso pelo mundo desvendando crimes e sendo sinistro como também aprofundar mais a simbologia deste herói tão rico. No presente, o Charada vem deixando enigmas com pistas fáceis para o Batman desvendar, mas cada uma delas leva o herói a alguma coisa  brutal. O vilão é retratado de forma bem diferente do tradicional, totalmente  louco e descontrolado, e sedento por sangue; sendo a revelação para tudo isso, a grande surpresa interligando fatos do passado com o presente! Peter Milligan é um escritor pertencente à "Invasão Britânica" dos quadrinhos nos Anos 80; mais conhecido por histórias do Selo Vertigo com temáticas mais adultas, possuindo obras aclamadas como: "Skreemer", "Shade- O Homem Mutável", "O Extremista", Homem Animal", "Alvo Humano", "Hellblazer" (sendo o roteirista que trabalhou por mais tempo com o personagem), "Enigma", dentre outros. Embora seu forte sejam histórias adultas, ele também trabalha em tradicionais de super heróis tanto para a Marvel como para a DC: Elektra (ao lado de Mike Deodato), Demolidor, X-Men, Lanterna Verde, Miracleman, Namor, Liga da Justiça Dark, Robin, e inclusive, escreveu: "Batman no Brasil' que saiu pela Abril em março de 1993. No mês de setembro, iremos recordar uma criação dele junto a Brett Williams: Johnny Nemo! Em sua primeira incursão no título do herói ele basicamente trouxe o universo de Hellblazer ao encontro do Batman. Essa história é muito aclamada pelos fãs do personagem, e muito pedida para ser republicada; sendo considerada por muitos a melhor história do Charada!

Marvel Force nº 1: De Chris Claremont e Alan Davis. Publicada em "Excalibur nº 1" de outubro de 1988. O grupo tenta a todo custo deter os Lobisomens Guerreiros que usam pele humana para se disfarçar. Continuação direta da Graphic Novel publicada anteriormente no mês de maio! Depois de nove anos sem publicar HQs da Marvel, a Editora Globo (antiga RGE) lança nas bancas a revista "Marvel Force", causando furor no mercado, até então dominado pela Abril, que detinha o licenciamento de publicação dos heróis da Casa das Idéias. A Globo acabou conseguindo a licença de diversos personagens da Marvel que haviam sido deixados de lado pela Abril como: Pantera Negra, Cavaleiro da Lua, Esquadrão Supremo, Força de Ataque Morituri, Quarteto Futuro, Guardiões da Galáxia, Novos Guerreiros, Excalibur e Motoqueiro Fantasma. Porém, isto é apenas uma "meia verdade"! De fato, a Abril tinha excluído da sua linha de publicação alguns dos títulos aqui listados e publicados pela Globo, outros estavam com o momento cronológico adiantado para o publicado pela Abril na época, sendo um exemplo disso o grupo Excalibur, que tinha Kitty Pride e Noturno, sendo que na cronologia vigente da Abril eles ainda estavam nos X-Men durante a saga "Massacre de Mutantes", que trouxe consequências sérias para a equipe, principalmente para Kitty! O mercado americano de HQs é muito amplo, e mesmo o Brasil sendo um mercado forte, é uma tarefa quase impossível lançar tudo que sai lá fora da Marvel ou DC, por vários motivos. É normal, até nos dias de hoje, alguns títulos das duas editoras serem descartados e não serem publicados no Brasil, a contragosto dos leitores que gostariam de ver exatamente tudo publicado lá fora saindo por aqui! Motoqueiro Fantasma, Excalibur, e  Guardiões da Galáxia, estão na lista dos cronologicamente adiantados! Essa nova empreitada da Editora Globo irritou a Abril, que moveu ação judicial até que e conseguiu os direitos dos personagens Marvel de volta, principalmente Excalibur, Motoqueiro Fantasma, e Cavaleiro da Lua. A Globo ficou apenas com a Força de Ataque Morituri, Doctor Zero, e Esquadrão Supremo, que foi publicada em 'GIBI Apresenta: Marvel Force". A publicação teve vida curta, mas marcou época,sendo lembrada com muito saudosismo pelos colecionadores! Em 1994, se encerrou de forma definitiva a história da Marvel Comics na Editora Globo. Esta história saiu republicada em "Wolverine" nº 14, de abril de 1993, "Excalibur nº 1" pela Panini em julho de 2015, e "Heróis Mais Poderosos da Marvel nº 85" de julho de 2018, pela Salvat.

Os Caçadores nº 15: Roteiro de Denny O'Neil, com arte de  Denys Cowan, e Rick Magyar. Publicada em "The Question" nº 17 e 18, de julho e agosto de 1988. O Questão vai a Seattle para capturar dois bandidos que se autodenominam "Butch Cassidy' e "Sundance Kid", e acaba encontrando o Arqueiro Verde. Último número da revista, uma das melhores publicadas na época! Vários motivos impactaram  o cancelamento da revista, já que ela tinha um valor elevado pros padrões de HQs da época por ser publicada em formato americano e papel couchê, um diferencial muito grande, já que tirando as mini-séries de de luxo e Graphic Novels, o resto era publicado em papel jornal. A forte crise econômica vigente na época foi outro fator determinante, obrigando o leitor a selecionar o que comprar, e mesmo a publicação trazendo material com temática mais adulta, e com ótimas histórias, eram personagens menores; não tinham grande popularidade. Estamos falando de tempos que nem o Batman conseguia segurar um título solo por muito tempo, mesmo tendo um filme de grande sucesso! Prova disso, foi descaso da editora com os títulos pertencentes ao mix após o cancelamento da revista, onde O Questão foi descontinuado de forma definitiva, ficando dezoito números do título totalmente inéditos por aqui (lá fora a publicação teve 36 edições), mais um anual (1988) e 5 especiais ("Quarterly" specials) publicadas em 1991. O título "The Shadow Strikes!" Também foi descontinuado no Brasil. O Arqueiro Verde teve um pouco mais de continuidade, ganhando uma edição de Super Powers em fevereiro de 1993, e depois uma edição da revista DC 2000 nº 43 de julho de 1993, trazendo duas histórias que se passavam cronologicamente antes das apresentadas na edição de Super Powers. Ao todo, o Arqueiro Verde escrito por Mike Grell teve 24 edições publicadas no Brasil, um número bem distante das 80 publicadas lá fora; isso sem mencionar 3 anuais, sendo dois somente escritos por ele (nº 4 e 6), e outro só desenhado (nº 5), e a mini-série que reconta a origem do personagem pós-Crise chamada "Green Arrow: The Wonder Year", de 1993. Infelizmente, a aclamada fase de Mike Grell, por ser muito extensa, tem poucas chances de ser republicada na íntegra no Brasil! Curiosamente, esta última edição da revista Os Caçadores trazia o anúncio de um novo título: Doc Savage! Só que este ficou só na promessa, não saindo em nenhuma publicação da editora pós-cancelamento da revista! O Questão ganhou o encadernado "O Questão: O Zen e a A Arte da Violência", de 2009, sendo esta uma republicação das histórias trazidas anteriormente na revista do Batman de 1987/88, não sendo estas as histórias publicadas nesta revista. Já o Arqueiro Verde ganhou a republicação das 6 primeiras edições publicadas nesta revista em DC Graphic Novels nº 93 - "Arqueiro Verde: Lua de Caçador", de maio de 2019 pela Eaglemoss .

Grandes Heróis Marvel nº 32: De Fred Schiller e Bob Wiacek. Publicada em "The Amazing Spider Man Annual" nº 20, de agosto de 1986. O Homem-Máquina, o herói cibernético do século XX, reapareceu no futuro, e com a ajuda de uma gangue de supergênios adolescentes, combateu a Baintrônica, uma empresa de tecnologia que criminosamente monopolizou o mercado robótico do ano 2020. A empresa, então, contrata o Homem de Ferro de 2020 - Arno Stark, para cuidar de seus interesses e caçar o Homem-Máquina. Descendente de Anthony Stark, Arno carrega todas as piores características de Tony Stark e nenhum traço de moralidade ou heroísmo, usando a armadura do Homem de Ferro somente em benefício próprio, como ferramenta de espionagem industrial e como mercenário. O Homem de Ferro do futuro mancha um legado heróico e age como um criminoso, e existe um motivo para isso: No ano de 2015, cinco anos antes de enfrentar o Homem-Máquina, uma tragédia destruiu a vida de Arno Stark, transformando-o num ser humano frio e amargurado, e essa tragédia está ligada ao Homem-Aranha. Embora a premissa pareça ser algo grandioso, na verdade é uma história apenas mediana, com uma conclusão pouco interessante. Esta história vem a ser uma sequência direta da mini-série escrita por Bob Layton e desenhada por Herb Trimpe e arte final de Barry Windsor Smith, publicadas em "Heróis da TV" nº 102 a 105, de dezembro de 1987 a março de 1988. Foi republicada pela Panini em "Homem de Ferro 2020: O Homem do Ano", em setembro de 2020; trazendo junto a republicação da mini-série do Homem-Máquina, que saiu publicada numa edição especial pela própria Panini em novembro de 2015; e pela Salvat em "Os Heróis Mais Poderosos da Marve"l nº 95, de fevereiro de 2019.

Elric - Navegante Nos Mares do Destino n° 1: Roteiro de  Roy Thomas, e arte de George Freeman e Michael T. Gilbert. Publicada em "Elric: Sailor On The Seas of Fate n° 1",  de junho de 1985. Mini-série em 4 edições. Esta publicação traz a adaptação do romance "Sailor on the Seas of Fate", de Michael Moorcock, mostrando Elric numa busca desesperada de conhecimento, na qual pretende restaurar a glória de Imrrir a capital de Melniboné. Para tal feito, Elric se juntará a outros valorosos guerreiros, juntos eles são os Quatro que são Um. E sua missão é impedir que dois irmãos feiticeiros roubem a energia primordial de nosso mundo. No ano anterior (1990) a Editora Globo publicou a Graphic Novel do personagem que saiu lá fora no Selo Epic da Marvel. Esta mini-série saiu pela Editora First, uma editora que atraiu muitos artistas tanto da Marvel como da DC para nela trabalharem de forma autoral  livre das restrições do Comic Code, podendo produzir material destinado ao público adulto. É a editora que publicou American Flagg, Classic Illustrated, Grim Jack, Jon Sable, Nexus, e Dreadstar. Em 1984, a editora processou a Marvel Comics, alegando que ela inundou o mercado com novos títulos em 1983 especificamente para fechar a First e outras novas empresas. No mesmo processo, a First também processou a impressora World Color Press por atividades anticoncorrenciais, alegando que ela havia cobrado uma taxa extra da Marvel por seus negócios, e em troca, sobrecarregou a First e seus colegas independentes. O processo correu na justiça por grande parte dos anos 80, sendo finalmente ser resolvido em 1988. A editora encerrou suas atividades em 1992. Esta mini-série saiu encadernada pela Abril em maio de 1992, e depois o personagem ficou 25 anos sem ter qualquer história inédita aqui no Brasil (somente republicações de seu encontro com Conan), até que em outubro de 2017 a Mythos publicou a Graphic Novel "Elric - O Trono de Rubi" n° 1.

Concreto nº 1: Roteiro e arte de Paul Chadwick. Publicada em "Concret nº 1" de 1987. Corpo de pedra, mais de 2 metros de altura, e pesando cerca de meia tonelada, Concreto era um homem normal chamado Ron Lithgow, secretário de um senador, até ter seu cérebro transplantado por aliens para um enorme corpo de pedra. Ele consegue escapar de seus captores e voltar à civilização. Submetido a vários testes pelo governo americano, ele tenta se readaptar à vida civil, espalhando a história (a pedido das autoridades) de que ele é um ciborgue experimental do governo. Paralelamente à isso, ele decide usar sua enorme força e invulnerabilidade para viver uma série de aventuras. Um curioso caso de publicação de personagem no Brasil, onde no prazo de um ano ele é publicado por duas editoras diferentes. Em janeiro de 1990  é publicado pela editora Best News tendo apenas uma única edição, depois, em 1991, ele é publicado pela Toviassú-Produções Artísticas que pertence ao grupo do Casseta & Planeta, por 3 edições apenas. Após este breve período de publicação, o personagem ficou 23 anos em hiato, voltando a aparecer em "Concreto nº 1" da Devir, em agosto de  2004, que trazia as  4 primeiras edições do título; em abril de 2014 apareceu na revista "Dark Horse Apresenta" nº 01, da Editora HQM, e posteriormente apareceu no encadernado "Concreto nº 01", numa coletânea de várias histórias. 

Odisséia Cósmica - Edição Encadernada: De Jim Starlin e Mike Mignola. Publicada originalmente em "Cosmic Odyssey" n° 1 a 4, de dezembro de 1988 à março de 1989. A Abril lança encadernada a mini-série em 4 partes publicada por ela entre agosto e setembro de 1990. Escrita por Starlin, que é especialista em sagas cósmicas; aqui temos Metron, dos Novos Deuses, libertando acidentalmente quatro espectros da Equação Antivida. Os seres seguem um plano de destruição a quatro planetas: Terra, Rann, Thanagar e Xanshi, o que conduziria ao colapso da Via Láctea. Para impedi-los, o Pai Celestial e os Novos Deuses se unem a Darkseid e convocam um grupo de heróis formado por Superman, Batman, o Lanterna Verde John Stewart, Estelar, o Caçador de Marte, e o demônio Etrigan. Apesar de não ser revolucionária e nem mesmo uma grande saga, principalmente se comparada ao trabalho feito pelo escritor na Marvel no início dos Anos 70 (A Saga de Thanos), é muito conceituada entre os fãs da editora, se tornando um clássico. Posteriormente, foi republicada pela Panini em "Grandes Clássicos DC n° 12" de novembro de 2007, e em capa-dura em outubro de 2015.

Monstro do Pântano nº 17: De Alan Moore e Rick Veitch. Publicada em "Swamp Thing" Nº 63 e 64, de agosto e setembro de 1987: Última Edição! Outra excelente publicação é descontinuada, e ao contrário da revista "Caçadores", ela era publicada em papel jornal (pisa-brite) e migrou do formatinho para o formato americano. Claro que esta migração de formato teve impacto no preço da publicação, e como mencionei anteriormente no tópico da revista dos Caçadores, este pode ser um dos motivos para o cancelamento! Uma revista de 52 pág com apenas 2 histórias, um personagem pouco convencional, e preço elevado, não atrai muitos leitores num momento de forte crise econômica. Pode parecer estranho nos dias de hoje dizer isso, mas naquele tempo Alan Moore não tinha o reconhecimento que tem hoje, e HQs... eram tidas como literatura marginal e destinada à um público infantil, não tinham o status que adquiriram depois dos Anos 2000, com a enxurrada de filmes baseados nelas. Curiosamente, esta última edição traz em seu anúncio de última pág que a edição nº 20, traria apenas histórias de John Constantine. Porém, um pequeno folder dentro da revista anunciava o seu cancelamento na edição 19. Provavelmente, tanto esta revista como a dos Caçadores, foram canceladas abruptamente após a averiguação dos números de venda das edições anteriores. Estas 2 histórias foram publicadas pela Panini em "A Saga do Monstro do Pântano" nº 6, de outubro de 2015, e março de 2019!

Robocop 2 - Adaptação Oficial do Filme: De Alan Grant e Mark Bagley. Publicada em "Robocop 2", de agosto de 1990. Um ano depois da implantação bem-sucedida da unidade de repressão de crimes-Robocop, a OCP passa a ser a maior credora da cidade de Detroit, oferecendo seus serviços e produtos, dentre os devedores estão a prefeitura e a policia. A OCP decide comandar a cidade implantando um novo programa de pacificação urbana e criação de uma nova cidade sustentável chamada Delta City. Entretanto, uma nova e poderosa droga conhecida como "Nuke" invade as ruas e os traficantes obedecem um líder religioso chamado "Cain", que lidera diversas gangues que vendem a droga por toda a cidade. Com a polícia em greve, a ameaça cresce, e Robocop acaba tendo problemas ao confrontar sozinho a poderosa quadrilha do Nuke. A OCP então resolve criar um novo "Robocop 2" utilizando a mesma formula da primeira unidade, mas todos os protótipos acabam falhando até que uma psicóloga e cientista é contratada e implanta um novo projeto, transformar dependentes químicos em máquinas obedientes. A cobaia escolhida é ninguém menos que Cain, o líder do tráfico de Nuke da cidade, e a situação foge do controle quando o robô se rebela causando pânico, destruição, e mortes de inocentes pela cidade, cabendo ao primeiro Robocop detê-lo a qualquer custo. Existia muita expectativa em relação a esta continuação do filme de 1987, mas, infelizmente, ela se mostrou inferior ao filme anterior, mesmo com bons momentos de ação! O filme optou por abraçar mais o humor negro, e abandonou o clima mais sério do 1º filme. Embora tenha violência e momentos gore, as falhas no roteiro e os momentos de humor (forçados) tiram todo e qualquer mérito que o filme possa ter; isso sem mencionar os efeitos especiais precários até para a época! Infelizmente, nem o diretor, Irvin Kershner, reponsável por "O Império Contra-Ataca", conseguiu salvar o filme, que se empalidece diante do original! Frank Miller foi um dos roteiristas, e alega que seu roteiro foi aproveitado apenas em parte, prejudicando, e muito, o resultado final. A verdade é que a relação de Frank Miller com o cinema nunca foi boa, algo comprovado no filme "Spirit" de 2008, escrito e dirigido por ele! Miller faz uma ponta no filme, como um dos químicos responsáveis pela fabricação da droga Nuke. A versão original do script de Robocop 2 escrita por ele foi transformada em HQ numa mini-série em 09 partes publicadas de julho de 2003 a janeiro de 2006 pela Avatar Press, chamada "Frank Miller's RoboCop". Steven Grant teve acesso ao roteiro original de Miller, e com o aval deste, se juntou ao artista Juan Jose Ryp para produzir o material. A mini-série ainda traz idéias não usadas no roteiro de Robocop 3, este sim, uma verdadeira tragédia cinematográfica que enterrou a franquia nos cinemas por muitos anos! Em 2014, José Padilha dirigiu o reboot da franquia, que dividiu opiniões. Em 2019, foi anunciado um novo filme, sendo uma continuação direta do filme de 1987 e desconsiderando as continuações anteriores! Muitos devem  perguntar o motivo da Abril republicar a adaptação oficial do filme do Robocop quatro anos depois. Bom, naquele tempo a vida passava mais devagar, e os filmes permaneciam meses em cartaz e ganhavam sobrevida nas videolocadoras, ficando em evidência por muito tempo, principalmente estes grandes blockbusters. Existia a cultura de ir ao cinema e discutir o filme com os amigos por dias, e até meses, esperando eles serem lançados em vídeo, para novamente serem assistidos, e reassistidos, e discutidos novamente! Portanto, não foi equivocado a editora lançar as adaptações dos mesmos em quadrinhos até mais de um ano depois do filme ser lançado nos cinemas, como é o caso de Robocop 2, e Aracnofobia. Existe outro motivo para a Abril ter lançado estas duas adaptações: O personagem ganhou um título próprio pela Marvel lá fora, que durou 23 edições, de março de 1990 à janeiro de 1992, situada cronologicamente entre o primeiro e segundo filme, e depois deste, quase chegando no terceiro. Provavelmente, a Abril tinha interesse em lançar este título por aqui, e por motivos desconhecidos deve ter desistido do projeto, até porque, em 1991, ela investiu pesado em séries derivadas do cinema para os quadrinhos. Muitos anos depois (em 1999) ela publicou em 4 partes a mini-série "Robocop versus Exterminador do Futuro", escrita por Frank Miller e com arte de Walt Simonson. A arte da capa desta edição é de John Romita Jr.

Superalmanaque Marvel n° 3: 260 pág com mix variado, trazendo os mais diversos heróis da Casa das Idéias: Vingadores: Roteiro de Danny Fingeroth e arte de Steve Ditko. Publicada em "Avengers Annual" n° 15, de 1986. Os Vingadores enfrentam  a Força Federal-grupo de vilões a serviço do governo que possuem ordem de prendê-los. Não é ainda os Thunderbolts, pois estes só viriam a serem criados em 1997, mas a idéia é semelhante. Mística se oferece como voluntária em busca de perdão por seus crimes e passa a pertencer a uma divisão da Segurança Nacional Americana comandada por Valerie Cooper. Ela e outros vilões como Blob, Pyro, Avalanche, Avalanche, Sina,Supersabre, Homem de Lata, Comando Escarlate, Muralha, Espiral, e Aracne (Mulher Aranha II). Tal grupo foi criado por Chris Claremont e John Romita Jr, aparecendo em "Uncanny X-Men nº 199" de novembro de 1985 (X-Men nº 21, julho de 1990). Vingadores da Costa Oeste: Roteiro de Steve Englehart e  Mark D. Bright, e arte de Mark D. Bright. Publicada em "West Coast Avengers Annual n°01", de 1986. O retorno do Zodíaco e a revelação de um traidor no grupo! Homem de Ferro: Roteiro de Bob Harras com arte de Paul Neary. Publicada originalmente em "Iron Man Annual  n°08' de outubro de 1986. O Vingador Dourado se une ao X-Factor e ao 4F em busca de um mutante superpoderoso que fugiu do Projeto Pégasus e que pode vir a causar uma catástrofe! X-Factor: Roteiro de Bob Layton e arte de Bret Breeding. Publicada em "X-Factor Annual nº 01", de outubro de 1986. Depois de uma semana de casos ininterruptos, o X-Factor volta para casa de outra missão e encontra seu assessor de relações públicas, Cameron Hodge, esperando ansiosamente por eles. Ele diz que há dois representantes da embaixada russa que vieram vê-los. Enquanto se preparam para a reunião, todos os X-Factor refletem sobre qual seria o interesse do governo russo no X-Factor. Logo, eles são apresentados aos diplomatas Sasha Yasinov e Major Nikoli Uzbek. Eles aprendem que passaram a estudar os métodos do X-Factor na detecção e captura de mutantes, para que possam implementar táticas semelhantes na União Soviética. Quando Scott tenta deixar de oferecer assistência para manter a cobertura segura, ele é informado de que o Departamento de Estado dos EUA aprovou a troca de informações. Scott diz a eles que sua equipe terá que ponderar sobre isso e Cameron educadamente os escolta do prédio. Sem os diplomatas, todos os membros do X-Factor concordam que isso atrairia muita atenção, porque na realidade, a operação que eles pretendem ter é apenas uma cobertura. Antes que todos concordem em recusar a oferta, Cameron diz a eles que um amigo dele ligou do Comitê de Assuntos Mutantes do Senado que quer se encontrar com eles antes que tomem uma decisão, pois isso terá um impacto na vida de centenas de mutantes atrás da cortina de ferro. Novos Mutantes: Roteiro de Chris Claremont e arte de Alan Davis. Publicada em "New Mutants  Annual nº 02", de janeiro de 1986. A aparência de Psylocke sofre uma alteração severa nas mãos de Mojo e Spiral. Cypher questiona sua existência como um mutante. X-Men: Roteiro de Chris Claremont e arte de Terry Austin. Publicada em "Uncanny X-Men Annual  n° 10", de janeiro de 1987. O treinamento de Logan continua. A capa da edição, que conta com a arte de Jim Lee é uma "adaptação" da capa de "Uncanny X-Men nº 268" de setembro de 1990, sem a Viúva Negra que foi totalmente "apagada". Esta é a última edição da publicação com capa cartonada plastificada!

DC Especial nº 8 - Poderosa: Escrita por Paul Kupperberg e arte de Mary Wilshire. Publicada em "Secret Origins n° 11" de fevereiro de 1987 e "Power Girl" nº 1 a 4, de junho a setembro de 1988. A reintrodução da Poderosa no Universo DC pós-Crise. Personagem das HQs da "Sociedade da Justiça". Apareceu pela 1º vez na revista "All Star Comics" 58  de  fevereiro de 1976 (inédita no Brasil), sendo criada em plena Era de Bronze dos Quadrinhos. Devido às várias reformulações da DC, a origem da Poderosa nunca ficou muito bem esclarecida. O que foi explicado aos leitores é que sua primeira memória foi a chegada à Terra em uma nave-simbionte de outro lugar, sendo ela descoberta pelo Superman e colocada sob a guarda da Sociedade da Justiça da América. Devido às similaridades de seus poderes com os do Superman, Kara acreditava que tinha alguma relação de parentesco com o Homem de Aço, o que evitou qualquer tipo de relacionamento amoroso entre os dois. Há alguns anos atrás, ela adotou a identidade e uniforme de Poderosa e entrou na equipe auxiliar da Sociedade da Justiça, conhecida como Super-Esquadrão (Super-Squad). Depois, ajudou a formar a Corporação Infinito, mas saiu logo em seguida, retornando para sua família adotiva, a Sociedade da Justiça e criando a identidade civil de Karen Starrcom os ensinamentos de computação da SJA e como conviver entre humanos, ela logo fundou sua própria empresa de computadores. Foi nesta época que o resto da SJA desapareceu no Limbo e ela se viu sem a única família que conhecia. Foi quando descobriu uma possível ligação entre ela e a antiga civilização Atlante. Isto levou-a numa jornada para a dimensão de Skartaris, onde remanescentes da raça Atlante ainda viviam. Ela voltou após alguns anos para ajudar a formar a nova Liga da Justiça Europa, sendo um dos membros fundadores. A Dra. Luz descobriu que, suas constantes crises de temperamento eram, na verdade, uma reação alérgica aos ingredientes de refrigerantes dietéticos, talvez devido ao seu DNA meta-humano. Mesmo assim, ela continua viciada no refrigerante, tendo que beber ao menos uma lata por dia. Logo, sua ligação com a antiga Atlantis retornou quando ela se viu misteriosamente grávida, dando à luz a um saudável menino durante a crise no tempo. Mais tarde descobriu que sua gravidez foi parte de um plano do antigo feiticeiro atlante Arion, que devido à uma profecia onde o demônio Scarabus, só poderia ser derrotado pelo bisneto do feiticeiro o que gerou sua gravidez por meios sobrenaturais. Ela descobriu que, aparentemente, era uma princesa atlante que se permitiu ser possuída por um espírito maligno na tentativa de combinar luz e trevas em um único recipiente para o ser que fosse derrotar o espírito. Para salvar sua vida, ela foi enviada para um futuro distante onde o tempo fluía anormalmente e o espírito dentro dela teria menos poder. A criança rapidamente cresceu e transformou-se no poderoso Equinox, derrotando Scarabus e informando à sua mãe que o destino dela estava completo. Arrasada por perceber que sua vida toda foi quase uma criação artificial, ela caiu em profunda depressão. Convencida de que sua origem semi-demoníaca era responsável por seus ocasionais distúrbios violentos e considerando desistir de seus poderes, ela se juntou à LJA para o que seria a última batalha daquela encarnação do grupo. Após a saga "Ponto de Ignição", que criou Os Novos 52, Poderosa se tornou a filha do Superman e Lois Lane da Terra Dois. Tanya Spears, uma garota de 17 anos (considerada a mais inteligente do planeta), Tanya Spears ficou com o legado de Karen Starr, a Poderosa, depois que esta retornou para a Terra 2. Na mini-série "O Relógio do Juízo Final", a personagem tradicional retorna ao Universo DC graças à interferência do Dr.Manhattan na linha do tempo.

Classic Illustated nº 07: A Queda da Casa de Usher: Roteiro de P.Craig Russell e  arte de Jay Geldhof. Publicada originalmente em "Classics Illustrated" n° 14, de outubro de 1990. Adaptação em quadrinhos do conto escrito por Edgar Allan Poe publicado em 1839. Perturbador, o conto investiga as profundezas escuras do subconsciente e rastreia os terrores ocultos da alma.

AGOSTO:

O Homem Aranha nº 98: De David Michelinie e John Romita Jr. Publicada em "The Amazing Spider Man" nº 290, de julho de 1987. Após muitos encontros e desencontros, Peter Parker enxerga que Mary Jane, sua antiga namorada e agora amiga, é a mulher de sua vida, e a pede em casamento mais uma vez! Esta não foi a primeira vez que o herói pediu a mão de Mary Jane em casamento, isso já aconteceu antes ("Homem Aranha nº 49", de janeiro de 1983, da Editora RGE, última edição publicada pela editora; e republicada em "A Teia do Aranha nº 44", de junho de 1993), porém, a garota, na época, declinou ("Homem Aranha nº 2", de agosto de 1983; e republicada em "A Teia do Aranha" nº 44) e foi embora de Nova York em busca do sonho de ser modelo (existe outro motivo também: Ela sabia que Peter Parker era o Homem-Aranha e não suportava ver ele arriscar sua vida todos os dias lutando contra o crime). A vida seguiu para os dois, Mary Jane foi para Miami, e Peter ficou em Nova York, tendo vários relacionamentos amorosos após o rompimento dos dois. Após uns anos fora, Mary Jane retorna já consolidada na carreira de modelo ("Homem Aranha" nº 51 e 52, de setembro e outubro de 1987) e por mais que ambos "forçassem" uma amizade, sempre havia um 'clima de tensão', algo normal entre ex-namorados que se reencontram, ainda mais quando o rompimento foi traumático! No começo, Mary Jane procurava ficar mais afastada, até o momento em que revelou que sabia do segredo de Peter Parker ("Homem Aranha" nº 76, de  outubro de 1989) e isso os reaproximou novamente, mas nesta época o herói mantinha um relacionamento com Felícia Hardy - A Gata Negra, e Mary Jane ficou ao seu lado "apenas como amiga" (igual na época em que ele namorava a Gwen Stacy), após o rompimento com Felícia o herói busca consolo nos braços de quem sempre esteve ao seu lado e a pede novamente em casamento! Esta não é a capa original da edição americana, a Abril preferiu usar a última pág da história como capa da edição por ter uma imagem "full' da imagem do pedido de forma a chamar mais a atenção dos leitores. A capa original também teria causado o mesmo efeito, sendo até mais chamativa, além de mais bonita! A Abril lançou um concurso na época, onde o leitor escrevia uma frase sobre o casamento do herói e poderia ser contemplado com um pôster do Aranha com a arte de Todd McFarlane! Esta história foi republicada em "Coleção Definitiva do Homem Aranha nº 14" da Salvat, em outubro de 2017.

Justiceiro - O Filme: Roteiro de Carl Potts em cima do roteiro do filme escrito por: Boaz Yakin e Robert Kamen, e arte de Brett Anderson. Publicada em "Punisher - The Movie Special", de janeiro de  1990. Adaptação em quadrinhos do filme de 1989, estrelado por Dolph Lundgren, Louis Gossett, Jr, e dirigido por Mark Goldblatt. A capa desta edição não é a original da publicação! A Abril usou a capa de "The Punisher Magazine nº 13", talvez com a intenção de atrair os leitores mais conservadores do personagem, pois ele está com seu tradicional uniforme, algo que ele não usa no filme, nem mesmo a emblemática caveira estampada em seu peito, porém, no final desta adaptação ele usa o símbolo, uma jogada editorial para corrigir uma falha imperdoável no filme. Curiosamente, na capa da edição original ele está usando a caveira estampada no peito, sendo esta capa mais bonita que a da edição brasileira. 

Dreadstar nº 10: Roteiro e arte de  Jim Starlin, publicada em "Dreadstar" nº 25 e 26, de junho e julho de 1986. A última edição da revista mensal do guerreiro, que teve de ser cancelada abruptamente por causa da troca de editoras (da Epic para a First Comics), onde a Editora Globo se viu obrigada a cancelar o título por razões contratuais!

A Teia do Aranha nº 23: Roteiro de Gerry Conway, e arte de Gil Kane e John Romita. Publicada em "The Amazing Spider Man" nº 119 a 122, de abril a julho de 1973. Várias histórias clássicas do Herói Aracnídeo em sequência, sendo uma delas um confronto com o Hulk, e culminando no momento mais trágico da carreira do herói: A morte de Gwen Stacy! John Romita revelou em entrevistas que se baseou em alguns quadros da morte de Gwen Stacy publicadas neste número em uma sequência das tiras de “Terry e os Piratas”, publicada em outubro de 1941, onde a personagem Raven Sherman (namorada do herói Pat Ryan) morre. Originalmente, a Abril cogitava encerrar a publicação do título nesta edição, mas voltou atrás e continuou publicando a revista por mais tempo, abrangendo toda a fase do herói nos Anos 70 e parte dos 80. A Morte de Gwen Stacy já foi republicada várias vezes no Brasil, até o momento foram oito vezes, desde que foi publicada pela 1º vez em "Homem-Aranha nº 54" de setembro de 1973, pela EBAL. Depois da republicação da história nesta edição, ela só voltou a ser republicada novamente em 2004 pela Panini, e em formato americano, na edição "Os Maiores Clássicos do Homem Aranha - A Morte de Gwen Stacy", de setembro de 2004. Posteriormente, saiu em "Homem-Aranha: Grandes Desafios n° 4 - A volta do Duende Verde", de junho de 2007; "Coleção Histórica Marvel: O Homem-Aranha n° 1, de agosto de 2013; "A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel - Clássicos n° 19 - A Morte dos Stacys", em janeiro de 2017, pela Salvat; e "Homem-Aranha: Antologia", de novembro de 2017 pela Panini.

Raça das Trevas nº 1: Roteiro de Clive Barker e arte de John Baikie. Publicada em "Clive Barker's Nightbreed n° 1", de abril de 1990. Mini-série em 10 edições, publicada nos EUA pelo Selo Epic da Marvel e escrita pelo mestre do terror Clive Barker, criador de Hellraiser, que já teve a mini-série publicada neste mesmo ano nos meses de abril a junho. Aaron Boone é um jovem atormentado por pesadelos terríveis sobre um mundo habitado por monstros em um lugar chamado Midian. Certo dia, seu psiquiatra, acusa-o de ser o autor de uma série de assassinatos terríveis que se encaixam com as descrições de seus sonhos, acontece que Midian é real, e após ouvir seu analista, e acreditar ser mesmo o responsável por tais assassinatos, ele se une a Narcisse, um sociopata que usa lâminas nos polegares, e os dois saem em busca da terra prometida, descobrindo o lugar e seus monstros. A série mostra o convívio de humanos com criaturas fantásticas, da terra onde moram os monstros. Existe uma explicação para isso, algo como uma justificativa, para cada um deles. Suas aparências podem causar desconforto a quem deles se aproxime, mas isso não os torna menos humanos (a maioria já foi igual a nós). Entender o que os fez se tornarem monstros é a grande idéia presente nesta minissérie, porém apontar monstruosidades e comportamentos absolutamente terríveis em pessoas “normais” é o ápice do enredo. Enfim, Boone e Narcisse encontram Midian, e o lugar é mais aterrador do que pensavam, sendo uma comunidade de monstros, aberrações e assassinos psicopatas que vivem isolados do mundo num cemitério, e eles são recebidos de forma bem diferente da que esperavam. Envolto em um covil de seres inóspitos e perigosos, Boone não consegue convencê-los de que é um matador e, então, inicia-se a saga para que se descubra realmente quem ele é, sua essência e o destino que o aguarda. No decorrer da história, muitas outras coisas ocorrem, leis são quebradas e Midian sofre as consequências de aceitar um ser humano comum em suas terras sagradas. O caos se instala, e com ele, uma guerra entre os que vêem em Boone uma pessoa capaz de restaurar a “ordem” - um messias, e outros que o enxergam como alguém que trará o fim de toda uma era de prosperidade aos habitantes de Midian. Raça das Trevas também é um filme, e esta mini-série em quadrinhos dá continuidade ao que foi mostrado no cinema, expandindo assim o universo de mais uma criação de Clive Barker. Porém, nos Estados Unidos, Raça das Trevas foi lançada como uma minissérie em 25 edições, que fecha a historia, portanto, a edição brasileira é incompleta, sem que a trama seja concluída. Sabemos que este tipo de situação aconteceu várias vezes no mercado de quadrinhos daqui e muitos materiais ficam incompletos por "N" razões, onde muitas vezes o colecionador é obrigado a adquirir publicações importadas para ter a sua coleção completa, ou em último caso, se conformar com a situação! O filme é pouco conhecido no Brasil, porque foi um fracasso comercial e de crítica, sendo pouco divulgado, ao contrário de Hellraiser, que fez muito sucesso nos cinemas, e home vídeo. Existe previsão de virar uma série de TV num futuro  próximo!

Demolidor Especial nº 3: Edição especial com 116 pág dedicadas somente ao Homem Sem Medo. Cinco histórias do herói, onde 4 delas pertencem à fase Denny'O Neil, que assumiu o título após a saída de Frank Miller, e uma última escrita por Jim Owsley. Com arte de David Mazzuchelli. Publicada em "Daredevil  n° 216", de março de 1985. "O segundo segredo": Celta, um terrorista do IRA (Exército Republicano Irlandês) foi para a prisão com a ajuda de Glorianna O'Brien; agora ele está solto e disposto a se vingar, cabendo ao Demolidor deter o maníaco. Nesta história, Matt Murdock conhece Glorianna O'Brien, sua namorada, que se tornou ex na saga "A Queda de Murdock" e acabou tendo um caso amoroso com Foggy Nelson. O visual do vilão lembra muito o herói pulp "O Sombra"! Publicada em "Daredevil n° 217" de abril de 1985. " Visões roubadas": Um ex-agente da KGB chamado Cossaco possui um equipamento capaz de causar cegueira momentânea nas pessoas. Ele usa seu artefato na Viúva Negra, só que agora ele enfrentará um cego de verdade, onde sua arma não faz efeito. Publicada em  "Daredevil  n° 221, de agosto de 1985. "Intriga em Veneza": A história que se passa imediatamente após a morte de Heather Glenn (publicada em "Superaventuras Marvel nº 60", de junho de 1987). Quando Heather se suicidou, alguns homens saquearam seu apartamento, e o Demolidor vai até a Itália descobrir os motivos. Publicada em "Daredevil  n° 222", de setembro de 1985. "Jornada de Terror": Um terrível gás que causa medo é usado em um avião fazendo-o cair. Porém, um dos passageiros é a Viúva Negra, alguém muito importante para o Homem Sem Medo, e ele vai fazer o possível para encontrá-la. Roteiro de Jim Owsley, e  arte de Dan Jurgens e Geoff Isherwood. Publicada em "Daredevil n° 224", de novembro de 1985: "Abe": O Demolidor enfrenta o segundo Sunturion e precisa a todo custo impedir que ele consuma a sua vingança contra seu ex-empregador. O primeiro Sunturion foi um adversário do Homem de Ferro criado por David Michelinie e Bob Layton; e apareceu em "Iron Man nº 143", de fevereiro de 1981. Esta história foi publicada na mini-série "Homem de Ferro nº 4", publicada pela Abril em fevereiro de 1988; e republicada encadernada em "Homem de Ferro", de abril de 1988". Embora Denny O'Neil seja um grande escritor de tramas urbanas, sua fase no Demolidor não foi marcante, apesar de boa; e a prova disso é que a Abril, na época, "retalhou" toda a fase do escritor à frente do título, literalmente "escolhendo a dedo" o que publicar, talvez não botando fé nele, e adiantando logo o retorno de Frank Miller para o título em "A Queda de Murdock"! A editora não publicou a saga em quatro partes que mostra como o Mercenário recuperou a capacidade de andar após ficar tetraplégico no confronto com o herói depois de ser jogado do alto de um prédio e teve seu esqueleto revestido de Adamantium ("Daredevil nº 197 a 200"). Todas as 5 histórias aqui publicadas se passam antes da "Queda de Murdock", que por coincidência, saiu republicada e encadernada no ano anterior em "Demolidor Especial" Nº 2, o que demonstra nitidimante a bagunça cronológica da Abril em relação ao herói! Literalmente, a publicação deste encadernado foi um "ato de boa vontade" para com o personagem no ano em que ele ficou relegado na revista que o consagrou no Brasil: Superaventuras Marvel! E falando em histórias cortadas do herói, a editora pulou o encontro dele com o Beyonder em Guerras Secretas II, que deveria estar incluída neste encadernado na sequência numérica dos títulos aqui publicados, já que tal edição é a de nº 223. Esta foi a última do título! Parte desta edição foi republicada pela Panini no encadernado "Demolidor: Amor em Vão", de dezembro de 2020. O encadernado trouxe as edições de nº 216, 217, 221, e 222!

DC 2000 nº 20: Roteiro de John Ostrander e arte de Tom Mandrake. Publicada em "Firestorm nº 87, de julho de 1989. O Nuclear com Arkadin mostrou ser uma fase de transição, e em 1989 John Ostrander mudou fundamentalmente o caráter do personagem, revelando que o Nuclear era um "Elemental do Fogo". O Firestorm, agora se tornou uma espécie de cruzado ambiental, formado por Ronnie Raymond, Mikhail Arkadin e Svarozhich, um clone soviético do Nuclear anterior, mas com uma nova mente. O professor Stein, que não faz mais parte da fusão do personagem, continuou a desempenhar um papel importante. Após a transição para o Firestorm elementar, todos os personagens principais da série desapareceram dos quadrinhos por algum tempo após o cancelamento do título do personagem em 1990.

A Espada Selvagem de Conan nº 82: De Don Kraar e Mike Docherty. Publicada em "The Savage Sword of Conan nº 127", de agosto de 1986. Conan  salva Valéria de caçadores de recompensa contratados por um mercador da Hirkânia que tem contas a ajustar com a Irmandade Vermelha. Conan e ela partem em busca do Cálice de Tarim, uma relíquia sagrada, pertencente a uma seita fanática.

Marshal Law - Crime & Castigo: De Pat Mills e Kevin O Neill. Publicada em "Crime And Punishment: Marshal Law Takes Manhattan", de janeiro de  1989. Edição especial. Marshal Law, policial especial cuja missão é  caçar vilões e super heróis (pois ambos são contrários a lei), invade um hospício de segurança máxima, onde todos os maiores heróis do mundo estão internados. Em busca de  um chamado "Perseguidor", que tem um mandado de prisão contra ele, Marshal Law invade sozinho o hospício e enfrenta todos os heróis para capturar o Perseguidor e levá-lo a julgamento. Muito sarcasmo e humor negro nesta história que é uma sátira aos heróis da Marvel, sendo o "Perseguidor" uma paródia do Justiceiro. Foi republicado pela Panini em "Marshal Law - Edição Definitiva", de maio de 2019!

Cap. América - Edição Extra Comemorativa 50 Anos: Roteiro de Roger Stern e Mike W. Barr, e arte de John Byrne e Herb Trimpe. Publicadas em "Captain America" nº 247 a 253, de julho de 1980 a janeiro de 1981; e "What If...Nº 26", de abril de 1981. O aniversário de 50 anos do Cap. América foi muito modesto, assim, para a data não "passar em branco" foi lançada esta edição especial de 180 pág trazendo a marcante fase de Roger Stern e John Byrne na revista do herói, que foram publicadas anteriormente na mensal da edição nº 55 a 58, de março de 1984. São os confrontos do herói contra o Homem Dragão, Batroc e Mr.Hyde e Barão Sangue, além de um "O Que Aconteceria se...", que mostra se, de fato, o Capitão tivesse aceitado a idéia de se candidatar à presidência dos Estados Unidos e vencesse as eleições. É claro, que mesmo diante de tanta bondade, altruísmo, e patriotismo do herói, a carreira política iria se mostrar mais pergiosa que a de super herói. Esta história foi publicada pela primeira vez em Capitão América nº 78, de novembro de 1985, da Editora Abril, e republicada uma única vez nesta edição especial comemorativa. É uma das melhores histórias da publicação de realidades alternativas da Marvel! As outras histórias da dupla Roger Stern e John Byrne ("Captain America nº 247 a 253"), foram republicadas em "Os Maiores Clássicos do Capitão América nº 1", de maio de 2008, pela Panini; e em "Os Heróis Mais Poderosos da Marvel nº 07", de maio de 2015, pela Salvat.

Até+

59 comentários:

  1. E aí, gente, belezura?

    Parabéns ao Elcio por essa recontagem de tantos diversos títulos BONS. Dreadstar, American Flagg, Marshal Law, Última Caçada de Kraven, Caçadores, Monstro do Pântano, Robocop, Batman Gothic, Capitão de Stern e Byrne, DD do O'neil e Mazzuchelli, Batman de Milligan, Príncipe de Aliors.
    Por garimpo e muita sorte, tenho quase tudo aqui em casa. Eta época boa de se ler.
    Élcio, o American Flagg lamento dizer que não deve mais ser republicado, pois a Dynamite não quis continuar a publicação, e ficaram só nesse que a Mythos replicou (cujas vendas devem ter sido pífias aqui também).
    O Batman do Milligan deve sair na coleção Saga do Batman. É uma história muito boa essa, tenho ela importada.
    Enfim, uma ótima recontagem do passado brilhante dos quadrinhos.
    Grande abraço.

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    1. Oi Lierson!

      Obrigado pelo elogio e pelo comentário!

      Realmente o ano de 1991 foi um ano em particular muito especial para a publicação de HQs no Brasil, mesmo com a alta inflação que na época batia o recorde de 20% ao mês!

      Lamento saber que American Flagg ficará somente neste único encadernado que saiu pela Mythos.Embora eu já desconfiasse que a Mythos não iria publicar a segunda parte (de três se não me engano, pelo que foi dito na época) por ter decorrido muito tempo (cinco anos se não me engano), ainda existia a esperança de que o material pudesse ser lançado por outra editora mais dinâmica como o Pipoca e Nanquim, que se compromete e lança a publicação e suas continuações!

      Independente do caso do American Flagg, a Mythos não costuma publicar as continuações de suas publicações, sendo isso um descrédito da editora.

      Dreadstar é um exemplo, lançaram dois encadernados anos atrás (2016 e 2017), e disseram recentemente ter o interesse de continuar o título, mas estavam esperando o Jim Starlin terminar a continuação que ele está fazendo..., enfim, sabe-se lá quando e se irá ter continuação por aqui!

      Então acabei comprando o box importado da Amazon por R$ 200,00 que traz a série clássica completa, e de quebra é o preço somado das duas edições da Mythos juntas que ficaram incompletas!

      Essa "Saga do Batman" da Panini trará toda esta fase de início dos Anos 90 publicada na mensal da Abril 30 anos atrás! Vai ser bom este material ser apresentado para um público que não viveu esta época, e reapresentado para os que viveram!

      Espero que a publicação venda bem para ter longevidade e ir além, preenchendo inclusive as histórias puladas por aqui na primeira metade dos Anos 90!

      Continue acompanhando que ainda tem muita coisa bacana na 3ª parte da matéria!

      Abraços!

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    2. E aí, Lierson... blz?

      Valeu por ter curtido a postagem (neste findo eu boto a 3º parte no AR e garanto q vai fechar com chave-de-ouro este COMBO TRIPLO de anos 90, rs)!

      Q títulos fodásticos mesmo, hein? Tbm tenho boa parte deles bem garimpados em diversos formatos (curioso q mtos deles tbm foram encadernados recentemente: "Marshal Law", "Gothic", "American Flagg", "Dreadstar", "Monstro do Pântano", "Demo do O'Neil", etc)!

      Triste saber do destino (ou falta dele) do "American Flagg"... Acho q fica só nesse mesmo então. Q pena!

      Abs!

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    3. "Independente do caso do American Flagg, a Mythos não costuma publicar as continuações de suas publicações, sendo isso um descrédito da editora."


      Oi, Elcio... Vamos incluir aí tbm a série: "Campos de Batalha" (do Garth Ennis):

      A Mythos lançou só o 1º Vol. e seriam uns 3 no mínimo... Baita HQ de guerra q ficaremos desfalcados no Brasil 9eu sempre torci pra q saísse pela Devir, q bem ou mal, costuma terminar o q começa)!

      Abs!

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  2. Boa tarde, Elcio e Leo. Essa parte 2 ficou sensacional, ouso dizer até que conseguiu superar a parte 1, que já tinha uma qualidade enorme. Só gibi nota 10 acompanhados de comentários profundos, digno de um jornalista vencedor do Pulitzer, que trouxeram muita coisa que eu não sabia. Tipo, geral sempre comenta que a Última Caçada de Kraven era para ser uma história do Batman, mas acabo de descobrir que antes era uma do Magnum.

    Aproveitando, por que cargas d' água "traduziram" Wonder Man como Magnum??? Será por causa do seriado do Tom Selleck? Apesar de até gostar do nome do herói, eu chamo ele assim até hoje (não sei se a Panini "corrigiu"), temos que convir que foi uma mega ultra liberdade poética.

    Abraços, e aguardando a parte 3.

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    1. Oi Guilherme!

      Obrigado pelo elogio e pelo comentário!

      Fico feliz que você tenha gostado da matéria, e sim, realmente esta segunda parte da matéria ficou insana com o tanto de publicações que saíram à medida que o ano de 1991 avançava!

      Eu sempre gosto de comentar as curiosidades, e as malandragens que a Abril fazia acerca dos títulos que ela publicava!

      Nós leitores das antigas sofremos estelionato por parte da editora durante todo o período que ela publicou Marvel e DC no Brasil, com páginas cortadas, arte adulterada, traduções erradas e adaptadas conforme a vontade do tradutor como foi o recente caso da tradução racista na coleção A Espada Selvagem do Conan, onde o tradutor da Panini pegou a tradução da Abril com conteúdo racista e usou na publicação, sendo que a tradução da Abril desvirtuava o texto original, e o personagem não diz nada daquilo no original!

      Na minha opinião tinha de ter uma ação coletiva contra a Abril por crime contra o consumidor, por todos os anos em que ela publicou quadrinhos cometendo todos estes absurdos propositalmente!

      Se bem, que a Editora está falida, e a responsabilidade seria repassada para os editores que iam alegar "N" motivos para tais absurdos!

      Mas, como é Brasil, isso jamais irá acontecer, mas uma nota de pedido de desculpas seria justo para com os leitores!

      Nunca vi nenhum comentário ou explicação para o nome do personagem "Wonder Man" ser "Magnum' no Brasil, mas acredito que seja por causa do seriado sim, que fazia muito sucesso na época com o Francisco Milani dublando o personagem!

      Convenhamos que Magnum é um nome bacana e emblemático, porque "Homem Maravilha" ou "Maravilhoso" ia pegar muito mal, onde teria leitores achando que ele seria a versão masculina da Mulher Maravilha na Marvel!

      O Magnum cai no mesmo caso de "Ajax" para o Caçador de Marte, cujo nome ficaria muito grande para colocar no balão dos formatinhos, e aproveitaram o lançamento do produto de limpeza na época, e batizaram o herói da DC por aqui com o mesmo nome!

      Acompanhe a 3ª parte da matéria que ainda tem muita coisa bacana!

      Abraços!

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    2. Ei Elcio, na fase Bloch da Marvel, traduziram como ´Homem Maravilhoso´, mas era a fase ´Jovem Guarda´ das HQs...
      Abçs, Bruno-SP

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    3. E aí, Guilherme... blz?

      Brigadão mesmo por ter curtido a matéria... Foi um trabalho de pesquisa e organização fenomenal do Elcio, e a 3º e última parte ainda vai surpreender tbm (ela vai ao ar neste findi e trará mtas recordações ainda mais saudosas desse ano de 1991)!

      Curiosamente... Esse trabalho magnífico do Elcio tbm trouxe mtas informações e detalhes de bastidores q eu mesmo não conhecia e fiquei surpreso com mtos deles: Pra vc ver q SEMPRE temos mto a aprender sobre o mundo dos quadrinhos. Eu vivo e respiro HQs há mtos anos, mas ainda sou um reles APRENDIZ (me sinto um eterno "Daniel San", kkk)!

      Sobre o "Magnum"... Não faço a menor ideia de onde tiraram essa tradução, rs. Só sei q na EBAL era "Poderoso" e na BLOCH era "Homem-Maravilhoso" (êta nomezinho bom pra uma zueira, hahaha)!

      Abs!

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    4. Oi Bruno!

      Eu tive pouco contato com edições da EBAL e BLOCH, pra falar a verdade, só tenho uma da EBAL do Homem Aranha, e da BLOCH nenhuma, até tive chance de ter, mas quando vi as cores e a tradução da época, resolvi poupar meu dinheiro e não adquirir!

      Mas agradeço pela sua informação, não sabia que ele já teve seu nome traduzido "ao pé da letra" no Brasil!

      Vendo desta forma, Magnum realmente é um nome muito melhor para o personagem no Brasil!

      Abraços!

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  3. Renato França de Azevedo Silva15/03/2021 15:13

    Nunca fiz esse episódio da Super Girl.
    Desconfio que seja inferior a versão dos quadrinhos. Não sabia que Miracleman já foi escrita pelo Peter Mulligan É boa? Quando saiu Robocop 4 nas locadoras. Eu pensei que fosse o filme , e não o seriado. Eu achei razoável.

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    1. Oi Renato França de Azevedo Silva!

      Dá uma olhada na primeira temporada da Supergirl que você vai ver o episódio que é um dos primeiros da série!

      Ele é um episódio bacana, mas é claro que não chega aos pés da história do Alan Moore, por vários motivos!

      Mas mesmo assim, é uma boa homenagem a esta história tão emblemática do Superman!!

      Eu nunca li o Miracleman do Peter Milligan com Mike Allred, ele é inédito por aqui, mas pode ser que seja bom!

      Peter Milligan é um bom escritor de personagens, de preferência sem "amarras" editoriais. Ele se dá bem em títulos mais adultos, como os vários que ele escreveu no Selo Vertigo(hoje, Black Label),como Hellblazer, Shade-O Homem Mutável, Homem Animal, Alvo Humano, etc.

      Porém seus trabalhos em heróis mais convencionais costumam ser bem medíocres como Elektra, Robin, dentre outros, este do Batman é exceção, apesar de polêmico!

      Ainda teremos mais um título escrito por ele na 3ª parte da matéria!

      Este Robocop que você deve estar falando é o "Crash And Burn", de 2001 que é uma minissérie para a TV em quatro partes, que passou no Brasil como um filme!

      Neste, o filho dele é um executivo da OCP, e tentam recriar o Robocop novamente!

      É bem meia boca, e merece ser esquecido! Robocop só presta o primeiro, sendo o segundo apenas tolerável, e o terceiro pavoroso!

      O remake tem seus defensores, mas eu não me encontro no meio deles, acho o filme muito fraco, e bem inferior ao original que é um clássico!

      Abraços!

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    2. Renato França de Azevedo Silva16/03/2021 12:56

      Eu estava referindo-me ao seriado de 1994. O de 2001 nunca vi. Achei o desenho do Robocop produzido por Stan Lee,bom
      https://m.imdb.com/title/tt7647722/

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    3. OI Renato França de Azevedo Silva!

      Tinha me esquecido que o seriado tinha saído em vídeo para locação no Brasil!

      Eu não sou fã da série, achava ela medíocre demais com o inimigo dele principal sendo "o cara do ácido", que parecia um Freddy Kruger de quinta categoria!

      Assisti a poucos episódios e achei bem ruinzinha, só não era pior que o desenho animado! Lembra desse?

      Abraços!

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    4. "OI Renato França de Azevedo Silva!

      Tinha me esquecido que o seriado tinha saído em vídeo para locação no Brasil!

      Eu não sou fã da série, achava ela medíocre demais com o inimigo dele principal sendo "o cara do ácido", que parecia um Freddy Kruger de quinta categoria!

      Assisti a poucos episódios e achei bem ruinzinha, só não era pior que o desenho animado! Lembra desse?

      Abraços!"

      Robocop pra mim é só o do Verhoeven e a crossover nas hqs com o Exterminador do Futuro que foi desenhado pelo Simonson e escrito pelo Miller

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    5. "Este Robocop que você deve estar falando é o "Crash And Burn", de 2001 que é uma minissérie para a TV em quatro partes, que passou no Brasil como um filme!"


      Esses NOVOS filmes (q originalmente eram telefilmes ou minis pra TV - não lembro ao certo) eram MEDONHOS de tão ruins... Na época eu ainda tinha locadora e esses VHS alugavam pra caralho (listas de reservas), eram 4 fitas no total (com 4 telefilmes do robocop):

      E no dia seguinte vinha a reclamação dos clientes q alugavam essas bombas... Eu nunca tive paciência, nem mto tato e educação com gente idiota (mesmo q sejam meus clientes) e lembro q eu respondia coisas do tipo:

      -"Amigo, eu só alugo os filmes... não escrevo, não dirijo e nem produzo: se o filme é ruim, tem q reclamar com quem fez"!

      Hahahaha... Só costumo ser simpático com quem é legal, rs (não com esses malas q "cagam pra dentro", kkk)!

      Abs!

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    6. Oi Leo!

      Ha,ha,ha! Eu imagino as coisas que um dono de locadora de videos deveria passar na época, já que não era nada fácil lidar com um público variado e com gostos específicos em sua maioria!

      Imagino na sessão dos "filmes educativos" (eróticos) as pessoas que pediam sugestão de filme, com gostos peculiares, e o balconista\dono tendo de dar sugestão ao cliente!

      Como eu sempre gostei de filmes, eu já era prevenido, e quando ia na locadora já sabia bem o que queria levar, eu assinava a revista SET na época e já sabia de antemão sobre os lançamentos do mês, enredo, e muitas vezes a nota da crítica, que às vezes eu seguia como parâmetro de qualidade do filme e outras não!

      Mas era difícil alguma trasheira da época com nota medíocre da crítica realmente ser bom!

      Esse da Raça das Trevas que citei na matéria eu nunca vi por aqui nas locadoras da época, bem como o desenho animado Pride of X-Men! Vim assistir aos dois agora para fazer a matéria!!

      Videlolocadora era o meu segundo lugar favorito para espairecer depois das bancas de revistas!

      Abraços!

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    7. "Robocop pra mim é só o do Verhoeven e a crossover nas hqs com o Exterminador do Futuro que foi desenhado pelo Simonson e escrito pelo Miller"


      Penso da mesma forma q vc em relação ao "Robocop", L...

      Sou fanzasso do personagem (cheguei ao ponto de gastar uma grana preta mandando importar um boneco dele da Neca junto com um ED-209 parrudo q "fala")... Mas pra mim só vale o 1º filme (q tenho em DVD e uma cópia da "Versão do Diretor" - mais violenta e sangrenta ainda)!

      Tbm considero 2 gibis dele: O crossover com o "Exterminador" q vc citou... E o encadernado da Avatar baseado no roteiro do Frank Miller pro 2º filme (esse é fóda demais tbm e tenho importado):

      http://www.avatarpress.com/robocop/robo1fm.jpg

      Abs!

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    8. "Imagino na sessão dos "filmes educativos" (eróticos) as pessoas que pediam sugestão de filme, com gostos peculiares, e o balconista\dono tendo de dar sugestão ao cliente!"


      Hahahaha... Essa era a pior parte mesmo: Se bem q quem mais ouvia merdas nesse sentido era a minha recepcionista (a coitada da guria recebia uma saraivada de cantadas e gracinhas qdo alguém alugava um pornozão, kkk)!

      Difícil tbm era segurar o riso qdo aparecia alguém alugando filmes com zoofilia e bizarrices... "Emoções Sexuais de um Cavalo"; "Vovó Não é Sopa" (a atriz principal era uma véia desdentada, rs); e "Elas são Fódinha - Gozando q nem Gente Grande" (pornô com anãs)!

      Eu lembro de ensinar a menina da recepção a não olhar na cara do cliente nessas horas... pra não cair na risada, kkk!

      Abs!

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  4. A continuação da matéria é como "O poderoso chefão 2" ainda melhor que a primeira, tive muitas dessas, a começar por SAM, que é e sempre vai ser a melhor revista ja publicada no Brasil, gostava muito da série " O que aconteceria se... " sempre com finais dramáticos, uma das melhores foi em SAM 132, Justiceiro matando o Demolidor, falando em Justiceiro " Retorno ao Grande nada " outra pérola esquecida, essa eu tenho é sensacional, a adaptação do filme é bem meia boca, o filme até que é legal, o Aranha aquela época era imperdível, guerra de gangues, identidade do Duende Macabro, casamento, como era bom ler o Aranha, hoje eu passo longe desse tal " Aranhaverso " outra que lembro bem era " Os Caçadores " só tive as três primeiras, devido pouca grana, mas era uma revista muito boa, há dois anos consegui a coleção completa e como são boas as histórias, principalmente o Questão, um personagem incrível, mas muito mal aproveitado, o Arqueiro com uma pegada mais urbana e realista era muito bom também, os Superalmanaques tanto Marvel como DC, também muito bons, sem falar nas outras publicações listadas, que ainda estou atrás de algumas que não li na época, como essa do Batman com o Charada que é um vilão que não gosto, mas as críticas sobre essa história são ótimas, Pacificador também, Aquaman é um personagem que não gosto, embora a tenha tido uma boa fase com o Peter David se não me engano, enfim, essa volta no tempo, lembra aquela frase, " éramos felizes e não sabíamos " mais uma vez parabéns Élcio e Léo. Soube que vão relançar a saga do Hulk na encruzilhada, parece que os veteranos estão sendo ouvidos... Abraços.

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    1. Oi Francisco Araújo!

      Fico feliz que você esteja gostando da matéria, e te falo que a terceira parte ainda reserva muitas surpresas! Tem muita coisa bacana ainda para ser relembrada que foi publicada no ano de 1991!

      Abraços!

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    2. E aí, Francisco... blz?

      Valeu mesmo por ter curtido esta 2º parte da matéria... É um "Império Contra-Ataca" tbm em relação à 1º, kkk (sequência de filme q já era bom e q consegue ser ainda melhor)!

      A "SAM" tbm é a minha revista mix favorita de todos os tempos ("HTV" vem em 2º lugar e "Disney Especial" em 3º): Insuperáveis entre as mixes lançadas até hj!

      " éramos felizes e não sabíamos "... Essa frase se provou uma das grandes verdades pra TUDO: Desde os GIBIS q tínhamos (e q a gente comprava com o troco do pão e eram HQs fabulosas) até o cinema (sem as frescuras e lacrações de hj), música (essa nem se fala), e a vida em geral (tive uma infância mais segura e feliz do q o meu filho terá)!

      Sobre a "Encruzilhada"... prefiro ver o PREÇO antes de soltar rojões, rs (afinal, vão ser mais de 300 e tantas pág em capa-dura)!

      Abs!

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  5. Discordo completamente a posição em relação aos editores da Abril, eles erraram mas acertaram muito e foi graças a eles que os quadrinhos de super-heróis não sumiram do Brasil. O período da Abril foi de 79 até 2002, um período longo, sendo superado apenas agora pela Panini, antes disso tivemos EBAL, BLOCH e RGE que não davam a minima e faziam um péssimo trabalho.
    Nos Livros O Império dos Gibis do Manoel de Sousa e Marvel Comics- a Trajetória da casa da ideias no Brasil, tudo é explicado detalhadamente. Quando o Manoel lançou o seu livro ele fez diversas lives com os editores e uma delas o Jotape Martins deu uma declaração bem lúcida: "-Eu tinha um trabalho que era fazer aquelas revistas darem certo, eu tinha que vender revista e como fazer isso? trazendo o melhor do melhor.Muita gente reclama que devia botado texto explicativo, mas o que não entendem é que isso interrompe a leitura e quebra a atenção da criança e do jovem
    meu publico era a molecada de 08 a 16 anos e eles adoravam o trabalho, não era o marmanjo de 20 e pouco que vinha me abordar reclamando: poxa você cortou a página tal que eu vi na revista importada. Faça-me o favor naquela época poucos tinha acesso a gibi importado.Quando a fase do personagem era fraco, as vendas caiam eu tinha que pular pra uma melhor."

    É muito fácil hoje em dia falar dos caras ou o que eles deveriam fazer, mas fico imaginando no lugar deles numa época de super inflação e conseguir vender mais de 90 mil exemplares de um título por mês

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    1. Oi Beagle!

      Respeito sua opinião!

      Mas isso não redime a editora dos crimes contra o consumidor, ainda mais como voce disse "numa época de super inflação e conseguir vender mais de 90 mil exemplares de um título por mês", só piora o desrespeito ao consumidor final!

      Naquele tempo a pobreza era muito acentuada no país (até meados dos anos 90), muitas famílias não tinham sequer televisão, e crianças e adolescentes em sua grande maioria trabalhavam para ajudar nas despesas, seja vendendo picolé, jornais nas ruas, ajudando em obras, oficinas carpintarias, empacotadores de supermercado, banca de revistas, etc., e muitos trabalhavam para poder comprar HQs (conhecidos popularmente na época por Gibi) já que não tinham sequer televisão em casa, e os meios de diversão eram muito escassos se comparados aos dias de hoje!

      Eu mesmo tive vários amigos que trabalhavam para poder comprar HQs!

      Ser editor de HQs não é nenhuma tarefa "hercúlea" ainda mais se você gosta de HQs, tenho certeza que é mais gratificante e divertido que muita profissão por aí!

      O negócio da Abril era "números" só isso, e o leitor\colecionador literalmente "gado", não importava se cortava, adulterava, uma história, o negócio era número, e foda-se o leitor\colecionador, ele tinha que aceitar as coisas conforme a Editora fazia e ponto final!

      Está certo, era uma editora, e precisava vender para se manter, mas se o objetivo da editora era mirar no público infantil, e não no adulto; agrava mais o crime porque se aproveitava da "inexperiência e desconhecimento do consumidor"!

      Ademais, naquele tempo não era muito difícil vender HQs, já que havia desenho animado de super heróis a rodo na TV, e poucas opções de diversão, era só televisão no geral, pois videogame e videocassete era pra muito poucos!

      Hoje é difícil o público se renovar, dada a quantidade de opções de diversão, mesmo com vários filmes e séries de TV de super heróis sendo lançados em peso todos os anos, já que o público em sua maioria assiste apenas como diversão escapista, e não se interessam em procurar HQs!

      Eu ainda vou entrar no mérito na queda de vendas de HQs de tempos em tempos, e pode ter certeza que o negócio não são (ou eram) as histórias (naquele tempo quem lia aprovava e gostava de tudo)! Mas isso vai demorar ainda, será lá pelo "Visões de 1996"!

      Existe um site americano que lista os maiores absurdos já feitos nas publicações de HQs, e nesta lista só tem materiais publicados pela Abril.

      Infelizmente, eu não achei mais o site, mas caso eu o encontre novamente o postarei aqui!

      No "Visões de 1992", já no mês de janeiro haverá uma publicação que a Abril cortou uma página inteira, e olha que ela não era pra crianças pelo preço e formato da época!Ela saiu republicada recentemente pela Panini e com a página cortada incluída!!

      Vou comentar o fato na matéria!

      Os Editores da Abril cometeram crime contra o consumidor "sim", mesmo após o Código de Defesa do Consumidor entrar em vigor em 1990, e se aqui fosse um país mais "sério" caberia uma punição sim, e um pedido de desculpas!

      Enfim, esta é minha opinião, não quero polemizar, mas quem gosta de ser enganado?Quem gosta de gastar seu suado dinheiro em algo adulterado??

      Quando compramos algo, o compramos acreditando na qualidade do produto e idoneidade da empresa!

      Se a Abril não tivesse pegado as HQs de super heróis, outra editora pegaria com certeza, basta ver a "sacanagem" que ela fez com a Globo, que tinha pego os personagens que ela não se interesava em publicar, e foi bater na porta da Marvel para adquirir a licença de publicação dos mesmos, prejudicou a editora rival, e ainda não publicou na íntegra os títulos que pegou e muitos sequer publicou!

      E os que publicou, alguns foram com cortes, e cores muito escuras, ao contrário do bom trabalho gráfico da Editora Globo!

      A Abril tem sim uma importância muito grande para a História de publicação de HQs de super heróis, mas isso não redime os erros por ela cometidos!

      Abraços!

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    2. Nossas editoras refletem um mercado mambembe. A Abril é isso: amor e ódio, boas coisas publicadas de modo mal feito (ou feito do jeito dela).
      Discutir quem tem mais culpa é meio inusitado, mas eu acho que, a longo prazo, a Panini será mais prejudicial ao mercado de quadrinhos no Brasil do que a Abril foi. São tempos diferentes - os anos 80-90 da Abril e os atuais da Panini - e razões distintas, contudo, arrisco a dizer que a primeira, de um jeito ou de outro, formou (ou deformou pelos cortes e a cronologia própria) leitores de Marvel-DC e a segunda está "congelando" esse mercado, preferindo o hoje, lucrar com quem já lê, e pouco se importando com a formação de novos leitores. E aí, que futuro haverá?
      Pode ser mero sinal dos tempos. Acho memorável a qualidade dos produtos da Panini, mas sou um tiozão com grana para comprar esses produtos gourmets e se fosse adolescente, ficaria só olhando. E buscaria outro lazer. Em pouco tempo, o adolescente de hoje será o que eu sou hoje e terá outro hobby. E eu já estarei no outro plano. Então, quem vai comprar quadrinhos?
      Alvaro

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    3. Bem ou mal, vários leitores que estão na casa dos quarenta anos ou mais como eu, tem um saudosismos enorme da época da Abril, claro que quando criança, você sequer tem noção de cortes, pular histórias, entre outros, mas como o próprio JP explicou no podcast do Universo HQ, aquela época os quadrinhos eram tidos como coisa de criança,de certa forma se hoje os quadrinhos de Super-heróis e até de uma forma geral, tem um mercado consolidado no Brasil, muito se deve ao trabalho dos editores naquela época, bem ou mal repito, em 1987, quando saiu o Cavaleiro das trevas pela Abril, foi uma mudança no mercado das HQs, até outras mídias no Brasil, passaram a fazer materias sobre quadrinhos, em 1988, com o lançamento da série Graphic Novel, e outros tantos lançamentos, o mercado alcançou um novo patamar, deixando de ser só coisa de criança, claro que já tinha a ESC que era para um público adulto e maior sucesso editorial da Abril, tem o livro " O homem abril " que também trás muita informação de bastidores, enfim, na minha opinião, apesar de tudo, acredito que a Abril fez o possível e ajudou a consolidar o mercado, mesmo com todos esses erros apontados.

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    4. Boa observação, Beagle.

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    5. Sobre a Abril...

      Eu acho q nenhuma análise da atuação dela naquela época deve ser feita sem se pesar todos os prós e contras envolvidos... O fato de vender quase 100 mil exemplares de gibis não impressiona diante do contexto, pois era uma época SEM internet, com os vídeo-games e os vídeo-cassetes ainda ganhando terreno entre o público classe média, sem TV a cabo, e sem redes sociais. Era natural q um GIBI (baratinho e q cabia no bolso de quase todo mundo) atingisse essas altas cifras. Assim, não vou entrar nesse mérito!

      Mas a Abril teve seus méritos, e eles estão mais ligados ao nosso SAUDOSISMO... a maioria de nós era moleque naquele início e meio dos anos 80 e tenho certeza q temos TODOS boas lembranças daqueles gibis q marcaram uma geração. Na época eu tinha entre 10 e 15 anos e não ligava mto pros tais cortes e adulterações: eu era feliz na minha ignorância e ingenuidade juvenil!

      PORÉM... com a internet, o olhar do leitor sobre a Abril passou a ganhar novos contornos, e HOJE vemos algumas das atrocidades cometidas pelos editores da época (mtas delas indefensáveis - mesmo com as justificativas e motivações do momento). Hj em dia eu vejo meus formatinhos da Abril como algo sem mto valor (a não ser o de mercado mesmo), pois aquilo NÃO era a cronologia Marvel ou DC: Era a cronologia própria da Abril!

      Eu tbm não acho q a Abril tenha sido a melhor editora pra Marvel... ainda prefiro mil vezes a RGE (q infelizmente não teve chance de mostrar mais e durou pouco)!

      Resumindo: Tenho 2 visões sobre a Abril... a da época (saudosista, ingênua, eu era feliz sem ter a informação) e a de HOJE (os gibis da abril contribuíram pra minha formação de leitor mas não me servem mais - estou REDESCOBRINDO a Marvel e DC com os encadernados da Panini sem cortes)!

      Abs!

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    6. Leo você deu a melhor definição sobre os quadrinhos da Abril, sobre a RGE, ela teria tudo pra se consolidar mas faltava alguém que entendesse de universo Marvel, o próprio Jotape podia ter todos defeitos, mas ele era fã também, no dossiê da SAM do livro o império dos gibis ele fala que não acreditava que a RGE não estava publicando o demolidor do Miller e ele tratou de conseguir os direitos de publicação, criou a SAM e o resto é história

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    7. Oi Leo!

      Seu comentário foi direto ao ponto, e traduz a pura verdade em relação à Editora Abril!

      Eu fiquei enrolando muito, comentando sobre o contexto cultural da época e acabei deixando de entrar no mérito principal em relação à editora, que foi o que você brilhantemente disse em seu comentário!

      Eu mesmo não me livro de HQs da Abril por memória afetiva, sendo uma delas a mini-série "A Última Caçada de Kraven", com a tradução totalmente errada feita na época pela Editora que não condiz com o texto original.

      Tenho ela em duas edições encadernadas, mas deixo a mini-série como lembrança do ano de 1991, já que me lembro da banca em frente à escola que eu estudava onde comprei as três edições, e que hoje infelizmente não existe mais!

      Outro dia, passei em frente dela, e vi só o container, todo destruído e pelo que parece, atearam fogo nele. Lamentável você ver um lugar que te trouxe tanta alegria abandonado, e destruído!

      A RGE realmente foi a melhor editora que publicou a Marvel no Brasil, me lembro que quando o Aranha e o Hulk migraram para a Abril (junto com os demais personagens que a RGE publicava) eu fiquei revoltado, achava a Abril muito inferior à Editora carioca, tanto em cores como em matéria de capas!

      As capas feita pela Abril eram bem inferiores às das publicações da RGE!

      Aliás, a Abril sempre foi inferior à RGE, já que quando ela publicou Marvel Force, agora com o nome fantasia de Editora Globo, o trabalho gráfico feito por ela no início dos Anos 90 era bem superior ao da Abril, principalmente nas cores!

      Em 1996 a coisa se repetiu quando ela touxe os títulos da Image pra cá (Youngblood e GEN 13) que eram bem superiores em qualidade gráfica ao Spawn da Abril!

      Estou me antecipando muito, e já falando do "Visões de 1996"! Aliás, já tenho até um comentário muito particular sobre a queda na venda de HQs no Brasil, que começou justamente nesta época, que foi quando as editoras entraram em desespero!

      Embora aleguem que tudo começou com a queda na "qualidade" das histórias, a realidade não era só essa!

      Daqui cinco anos, em 2026 eu explico melhor isso tudo!

      Que tudo dê certo e a gente sobreviva até lá!!

      Abraços!

      Excluir
    8. "Nossas editoras refletem um mercado mambembe. A Abril é isso: amor e ódio, boas coisas publicadas de modo mal feito (ou feito do jeito dela)"


      Oi, Alvaro... Tdo bem?

      Perfeita a sua definição sobre a Abril... É isso mesmo: Ela desperta os 2 lados no leitor: Amor e ódio, kkk. A análise sobre o tempo de atuação da Abril tbm é outro ponto: Ela pode ser "fatiada" em fases e momentos. Tínhamos a Abril do início dos anos 80 q era diferente da Abril dos anos 90 e tbm tínhamos a Abril em seus momentos finais da Marvel (q decaiu vertiginosamente a partir da linha "Premium" e "Planeta DC" - pouco antes da Panini assumir as 2 majors). E por fim: Temos a Abril pós-Marvel e DC, aquela q se redimiu apenas com a linha Disney e passou a oferecer um bom trabalho revigorando a Disney (q andava largada demais enquanto a editora lidava com Marvel e DC)!

      "Discutir quem tem mais culpa é meio inusitado, mas eu acho que, a longo prazo, a Panini será mais prejudicial ao mercado de quadrinhos no Brasil do que a Abril foi."

      Só essa frase sua já renderia uma dissertação e um debate tão complexo, q guardei a ideia pra uma futura matéria só sobre isso, hehe... Afinal, a Panini tbm vai ser lembrada futuramente com sentimentos de amor e ódio após 20 anos no mercado nacional (em 2022 ela atinge essa marca), afinal: A Panini nos trouxe uma enxurrada de encadernados e nos revelou materiais q antes eram ignorados (não só pela Abril, como tbm pelas editoras menores e secundárias q tbm publicavam Marvel e DC - tipo: Mythos, Pandora, e Brainstore). PORÉM, a Panini tbm será lembrada pelos erros de revisão e os preços abusivos/elitizados dos encadernados de luxo (gourmetizados)!

      Complicado, hein? Qto mais tempo uma editora dura no mercado... mais complexa fica sua análise e mais divisão de sentimentos ela trará pros leitores, rs!

      Abs!

      Excluir
    9. "Leo você deu a melhor definição sobre os quadrinhos da Abril, sobre a RGE, ela teria tudo pra se consolidar mas faltava alguém que entendesse de universo Marvel,"


      E aí, beagle... blz?

      O q eu gostava na RGE e é o principal motivo pra eu preferir ela entre as editoras nacionais, era o fato de q ela era bem organizada qdo se dedicava à um determinado herói. Por exemplo: O "Aranha" da RGE tinha sua revista mensal (com 2 histórias SÓ dele - tiradas da "Amazing" americana) e todo o material excedente (especiais, anuais, e revistas paralelas: "Peter Parker" e "Team-Up) saíam nos adoráveis "Almanaques" e "Superalmanaques" (onde até as "TIRAS de jornal" acabavam saindo)!

      Com o "HULK" era mesma coisa... Ele tinha a mensal dele (q só na reta final passou a fazer mix com a "Mulher-Hulk") e o "Almanaque" (q servia tbm pra reapresentar outros heróis pro leitor, tipo os "X-Men"). Sem, falar na ótima revista: "Almanaque Marvel" (uma precursora de "SAM" - q trazia o "Demolidor" pré-Miller)!

      Assim... Acredito q a RGE só precisasse de mais tempo pra se consolidar entre os fãs (lembrando q ela teve apenas 5 anos de atuação com a Marvel)!

      Abs!

      Excluir
    10. "Eu mesmo não me livro de HQs da Abril por memória afetiva, sendo uma delas a mini-série "A Última Caçada de Kraven"


      E aí, Elcio... blz?

      O q eu falei mais acima sobre a Abril eu ainda vou dissecar melhor na matéria (em 2 ou 3 partes) sobre a Abril, q faz parte da coluna: "Editoras Nacionais" (q já teve postagens em anos anteriores aqui sobre: "EBAL", "Bloch", e "RGE" - as próximas serão justamente: "Abril" e Panini")!

      Qto ao "Kraven"... Eu tenho ele repetido 3 vezes na coleção, rs: Tenho um encadernado da Abril (acho q é encalhe da mini), a versão da Salvat (capa-preta), e uma republicação da Panini em capa-dura. Pretendo vender 2 delas qdo eu retomar os "CLASSIFICADOS" do blog lá no meio do ano, rs!

      As edições de "Marvel Force" eu nunca tive nenhuma... não posso falar sobre a qualidade gráfica, mas acredito em vc!

      "Daqui cinco anos, em 2026 eu explico melhor isso tudo! Que tudo dê certo e a gente sobreviva até lá!!"

      Amém... Q o "Submundo" (e cada um de nós) sobrevivamos até lá, rs!

      Abs!

      Excluir
  6. Vendo uns comentários aqui, fico imaginando o quanto era verdade aquelas cartas endereçadas aos editores reclamando que o Peter Parker namorava a fulana e não a beltrana.
    Histórias em quadrinhos são um produto de fase e que rapidamente é abandonada, mas para alguns a seriedade deixa de ser uma diversão nostálgica ou um passatempo divertido e adquire um papel sério que causa preocupação.

    ResponderExcluir
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    1. Exato, principalmente no gênero super-herois. No entanto acredito que HQs são um tipo de literatura e podem muito bem acompanhar a pessoa pela vida inteira, desde que ela saiba colocar cada coisa em sua determinada "prateleira".

      Excluir
  7. Oi Gustavo Bourscheid!

    Seu comentário basicamente tocou no ponto que eu quero comentar no "Visões de 1996"!

    É bem isso mesmo, "produto de fase", mas que as editoras não enxergaram isso na época, bem como as mudanças que aconteceram na vida de uma geração que cresceu lendo suas HQs!

    Tem mais uns pontos que eu quero abordar neste contexto, inclusive culturais da época!

    Mas só em 2026!

    Abraços!!

    ResponderExcluir
  8. Sei que não tem nada haver com o assunto da matéria, mas pra comemorar os oitenta anos do Capitão América, a Marvel vai lançar um Capitão América gay... Meu Deus, tem até comemoração pelo primeiro beijo gay no MCU, essa agenda LGBTWXSDCFHJU, tomou conta geral, no caso dos nossos amados quadrinhos, acho que o fim está próximo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Francisco... Pra mim, o FIM já chegou faz um bom tempo: Há uns 10 anos pelo menos (desde q Marvel e DC se perderam em um looping interminável de reboots e retcons)!

      Qto à esse capitão... sem comentários, rs!

      Abs!

      Excluir
    2. Oi Leo!
      Oi Francisco Araújo!

      Em 1995 quando estreou Batman-Eternamente, a viúva de Jim Henson (criador dos Muppets) levou os filhos do casal para assistirem ao filme e saiu falando mal deste, porque tinha "muita violência", e não era um filme para crianças!

      Este era o esteriótipo de filmes baseados em HQs no Anos 70,80,e 90, "filmes para crianças"!

      Em 2000 X-Men chegou aos cinemas e deu início à era dos filmes de super heróis no cinema, consolidando o gênero!

      À medida que os filmes foram se expandindo no cinema, e depois na TV, começou a atingir outras massas, e as 'minorias" (ou maiorias?) acharam o filão perfeito para representividade, e começaram a usar a influência das redes sociais para pedir aos estúdios a "representação" deles em filmes de heróis alegando os mais diversos motivos, dentre eles o preconceito contra afrodescendentes e principalmente o público LGBT!

      Como o que manda hoje é o cinema, e as HQs que eram a base para o cinema, agora obedecem à mídia mais lucrativa, resolveram agora usar a representatividade exigida no cinema nas HQs!

      Sou contra este tipo de atitude, o Capitão América é um símbolo, ele representa especificamente uma nação e toda a sua população, seja homem, mulher, pobre, rico, afrodescendentes, gays, etc, sem precisamente ser tudo isso, afinal ele é um símbolo, um líder para guiar uma nação!

      Pena que se esqueceram disso!

      Abraços!

      Hoje em dia não existe mais respeito por símbolos e figuras folclóricas, principalmente se não representarem a comunidade LGBT!


      Excluir
    3. "Em 2000 X-Men chegou aos cinemas e deu início à era dos filmes de super heróis no cinema, consolidando o gênero!"


      E aí, Elcio... blz?

      Eu ainda considero o 1º "BLADE - O Caçador de Vampiros" (de 1998), o início dessa nova Era dos filmes de super-heróis. Ele estabeleceu as fórmulas q se seguiram com a franquia mutante e todas as demais q vieram depois!

      Ironicamente, o 1º filme dos "X-Men" eu nunca gostei mto... a série só melhorou do 2º em diante (até ir pro brejo de vez com o último: da "Fênix Negra")!

      Abs!

      Excluir
  9. Não tenho palavras para esta postagem, a não ser... ADOREI!!
    Ah, os anos 1990... AQUELES ERAM OS DIAS!! não faltavam títulos nas bancas; Super - Heróis, terror, Angeli, Laerte,Glauco e o resto da turma da Circo Editorial,do saudoso Toninho Mendes,quadrinhos de teor mais adulto,e até mesmo HQs europeias, através da saudosa revista Animal! O sucesso da Animal foi tamanho, que levou a Abril e a Globo a também publicarem HQs europeias!
    Ah,sim... faltou citar que a saga de Martha Washington, de Frank Miller e Dave Gibbons, será,enfim, lançada no Brasil em edição integral, em uma edição luxuosa pela Devir! Além dos dois primeiros tomos,"Liberdade:Um Sonho Distante" e "Martha Washington Vai á Guerra", a edição trará os capítulos inéditos até hoje no país,a saber: "Feliz Aniversário,Martha Washington";"Martha Washington Perdida No Espaço"; a história curta "O Diário De Guerra De Martha Washington", e o capítulo final,"A Morte De Martha Washington". O preço da edição será de R$ 249,o que faz com que ela não seja acessível a todos os bolsos...

    ResponderExcluir
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    1. E aí, Dyel... blz?

      Brigadão mesmo por ter curtido a mega-postagem do Elcio (eu tbm adorei essa viagem à 1991, rs)!

      Q variedade de títulos q tínhamos mesmo, hein? E o melhor de tudo é q se lia GIBIS sem gastar tanto qto hj (onde, infelizmente, os quadrinhos viraram um produto de nicho - cada vez mais segmentados e acessíveis à poucos leitores)!

      Sobre a "Martha"... A edição da Devir ainda vai ser um dos destaques da próxima coluna de notícias aqui do blog (por isso não entrei mto nos detalhes da edição q está por vir, na hora em q atualizei algumas informações no texto do Elcio - já q recebei dele esta magnífica matéria no ano passado e algumas coisas já mudaram de lá pra cá: tipo as republicações de "Fusão" e "Gótico", q na época em q o Elcio me mandou o texto ainda não tinham relançamento confirmado)!

      A Martha da Devir vai ter um preço tão pesado, q eu mesmo não poderei comprar: embora eu quisesse mto ler esse material do Miller!

      Abs!

      Excluir
  10. A MARVEL (E CIA.) SE ATIRA AINDA MAIS FUNDO NO LODO

    Em comemoração aos seus 80 anos, o Capitão América será transmudado novamente - e, desta vez, em bicha!
    Uma espécie de "novo herói" para defender os oprimidos e esquecidos, posto que os heróis másculos não conseguiram dar conta do recado, e o mundo continuou injusto e violento.

    Como não poderia deixar de ser, a fantástica ideia surgiu da mente de um escritor gay e de uma artista transgênero (seja lá o que isso signifique).
    O Capitão América Gayzola usa ruge, piercing no nariz, tatuagens e brinquinhos, além de ter o visual de um típico usuário de drogas.

    Portando uma super-rosca, digo, escudo, resta saber agora como o boiola irá enfrentar vilões, fascínoras e criminosos de alta periculosidade.
    Provavelmente, os mesmos também serão transmudados magicamente para que este gayrói perfumado se dedique então a lutar contra "heteros tóxicos" e demais elementos cujo único crime é se assumirem e agirem como homens.

    Tudo isso parece uma piada e, se aceito como tal, passa então como uma coisa inofensiva e sem maiores consequências. Porém, a menção ao patético fato serve como um exercício imaginativo de como poderá ser um "VISÕES DE 2021" daqui há 30 anos, já tendo os dementes tomado conta do mundo...

    Tony

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Comentei isso também, lacração tomou conta, e agora vai ser daí pra pior, até o Justiceiro tá na mira dos lacradores.

      Excluir
    2. "um exercício imaginativo de como poderá ser um "VISÕES DE 2021" daqui há 30 anos, já tendo os dementes tomado conta do mundo..."


      Bem, até lá eu já estarei morto ou jogado num asilo... e serei poupado dessas "Visões de 2021", rs!

      No mais... são os novos tempos: A Marvel prefere redirecionar seus gibis pra um público q sequer parece se importar em comprar essas ações sensacionalistas (se as vendas estivessem disparando eu até entenderia a lacração tomando conta dos gibis, mas tá longe de ser o caso e as vendas despencam cada vez mais)!

      Enfim, passarei bem longe disso, obviamente... E enquanto mantiverem a republicação dos CLÁSSICOS, pouco me importam essas rasgações de TANGA, rs!

      Abs!

      Excluir
    3. Queria que a Marvel tivesse tido essas ideias há uns 20 anos atrás. Isso tetia feito eu economizar um bocado de grana com gibis.

      Excluir
    4. Fico imaginando o Steve Rogers conversando com esse moleque e ele falando de língua neutra, patriarcado, machismo, cultura do estupro entre outras bobagens e ele pensando; "puta que pariu, foi pra isso que lutei na 2a Guerra?"

      Excluir
    5. "puta que pariu, foi pra isso que lutei na 2a Guerra?"


      Fico imaginando um personagem da geração atual enfrentando uma GUERRA do mesmo patamar q foi a 2º Mundial... A geração em q "Palavras Machucam" (no meio do fogo cruzado e do pior da brutalidade humana). É fóda, não ia rolar!

      Abs!

      Excluir
  11. Oi Dyel!

    Fico feliz que você tenha gostado da matéria!

    Fique de olho aqui no blog do submundo HQ que ainda tem coisas muito bacanas na terceira e última parte dela!!

    Sim, naquele tempo "mais simples" do que o atual, HQs eram uma forma de diversão barata (se comparadas aos tempos atuais) e bem abrangentes, com as bancas em alta e abarrotadas de publicações de todos os tipos!

    Sobre a Martha Washington, bom eu terminei de escrever esta matéria há quase cinco meses, e enviei para o Leo para ser editada!

    Como ela ficou muito grande, gigantesca melhor dizendo, eu a enviei para ela ser editada com calma muito antes de ser anunciado que a Devir ia republicar esta ótima HQ de Frank Miller!

    Peço desculpas pelo deslize!

    A HQ está em promoção na Amazon por R$ 199,00, mas dá para parcelar mesmo na pré-venda!

    Abraços!

    ResponderExcluir
  12. "Sobre a Martha Washington, bom eu terminei de escrever esta matéria há quase cinco meses, e enviei para o Leo para ser editada!"


    E aí, Elcio... blz?

    Eu acabei atualizando algumas informações no texto sim... Já q mta coisa aconteceu de 5 meses pra cá, hehe!

    Entre os lançamentos anunciados desde q vc me enviou o texto, tivemos: "FUSÃO" e "Gótico", além da continuidade das lendas dos "Titãs" (além da fase Pérez)... Mas no caso da Martha do Frank Miller, eu só não atualizei pq ela será destaque na próxima coluna de notícias por aqui (q já entrou em fase de produção, rs)!

    E valeu pela dica da promoção na Amazon... embora por 200 eu ainda não consiga encarar nem parcelando (já q acabei de tomar um TUFO com os "Eternos" e "Tiras do Aranha" - q juntos, estouraram o limite do meu cartão, kkk)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  13. Parabéns pela parte 2 dessa belíssima matéria, Elcio!!! Oh, tempo bom esse!!!👏🏻👏🏻👏🏻

    Robocop fez parte da minha infância!! Ganhei até boneco dele!rs
    Em relação aos filmes, confesso que curti os 2 primeiros apenas! Já o terceiro... Foi uma baita decepção!kk

    A Última Caçada de Kraven foi uma das primeiras edições que comprei da Salvat!! Pra mim, uma das melhores histórias do Cabeça de Teia, mais pé no chão mesmo, do jeito que eu gosto!rs Tenho tanto a HQ, quanto o livro do Kleid, que peguei numa feirinha por 10 pila! A versão literária achei muito boa também!!

    Essa capa do "What If..." Do Demolidor com o Rei é sensacional!!! Bem que essa história poderia sair aqui um dia... Seria interessante!!!

    Os Melhores do Mundo é uma bela graphic novel!!! Na feirinha dum shopping da minha cidade, havia uma enxurrada de exemplares por 20 pila um tempo atrás...

    Excalibur vol.1 da Panini eu resolvi pegar mais pela arte do Alan Davis que eu gosto bastante! Tenho pouca coisa dele...

    Capitão América de Stern/Byrne acho que foi uma das melhores HQs que a Salvat trouxe na época... Tirando, é claro, os famosos erros de revisão!rsrs

    Abs!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, Leo... blz?

      Enquanto a linha "CHM" tava em vigor... chegou a ser anunciada uma coleção dedicada só pra série "O Q Aconteceria". Mas com o fim da linha CHM, o projeto foi pra geladeira!

      Porém, não duvido q retorne em outro formato mais pra frente... da mesma forma q o "4F" do BYRNE tbm havia sido anunciado pra sair nas CHM e acabou virando OMNIBUS!

      Seja como for... essa HQ do "demo matando o Rei do Crime", pertence à 2º série de "What Ifs" (a 1º teve apenas 47 números e a 2º teve pouco mais de 100 edições). Não sei se essa 2º série chegou a sair em TP nos EUA (a 1º eu sei q saiu completa)!

      Abs!

      Excluir
  14. "Arrasada por perceber que sua vida toda foi quase uma criação artificial, ela caiu em profunda depressão"

    Nunca vou entender pq a DC caga tanto nos personagens e na cronologia.

    Cada nova explicação só piora a situação

    Pior q isso só o caso daquele lanterna Verde q encontrou a namorada na geladeira

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa cena do Kyle encontrando a namorada esquarteja na geladeira foi chocante na época... e entrou pra lista da Wizard (anos 90) de cenas mais violentas das HQs até então!

      Ironicamente... a cena foi copiada pelo cinema e TV várias vezes (a última vez foi na série do "Sherlock", qdo o Watson abre a geladeira e se depara com uma cabeça decapitada, rs)!

      Abs!

      Excluir
    2. Pensar o quanto uma Wizard influenciava o mercado. Como o mundo mudou!

      Excluir
    3. Pois é, Fabiano...

      A Wizard já chegou a ser a minha revista informativa favorita nos anos 90 (na versão da Globo e nas importadas q eu comprava)!

      Mas ela foi perdendo a força e a influência sobre os leitores... O dia em q o Frank Miller rasgou publicamente uma Wizard durante um evento, foi um golpe pesado pra revista!

      Abs!

      Excluir
  15. Ainda me lembro do meu começo na Sam com os o que aconteceria se dos X-men no nr 99 e outros especiais que comprava pelas capas tipo Aquaman,Pacificador,etc

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, Optimus... blz?

      Eu reli faz pouco tempo essa HQ q saiu na "SAM 99" (qdo escrevi aqui uma matéria sobre a série "O Q Aconteceria Se...") e te digo q essa história envelheceu bem: Ainda é pesado o clima depressivo e de fracasso do Xavier pela morte dos "X-Men" na Ilha Krakoa. Aí tá a CAPA pra quem não lembra:

      http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/ShowImage.aspx?id=8025&path=abril/s/sam0301099.jpg

      Uma ótima HQ, sem dúvida...

      Abs!

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    2. Pois havia outra em 2 partes com o Visão e o Magnum que era bem pesada também essa saiu em Capitao América,uma que me lembro de gostar e pensar que era comic era este Proteus - A Aventura da Ciência em Quadrinhos nº 1: Escrita por Jean-Gérard Imbar e ilustrada por Jean-Louis Hubert.

      Excluir
    3. Bah, essa do "Visão e Magnum" eu sempre quis ler (sei q é um arco em 2 partes lá fora)... e nem sabia q tinha saído no Brasil (devo ter me passado nessa edição do "Cap. América"!

      Obrigado pela dica, amigo... Vou procurar pra ver em q gibi saiu!

      Abs!

      Excluir

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