20/06/2018

"BATGIRL": Desconstruindo "Bárbara Gordon"...

O "Submundo" apresenta... Mais uma magnífica colaboração especial de Martin Fernando pro blog: Traduzindo um texto original de John Ostrander:

O escritor que reformulou o "Esquadrão Suicida" (na década de 80) explica o processo de criação e transformação da "Batgirl" em: "Oráculo" (após os trágicos eventos da "Piada Mortal" de Alan Moore)...

Confira abaixo:


Olá, amigos do “Submundo”... Uma questão que anda gerando discussão entre os leitores de quadrinhos (e em toda a indústria do entretenimento) é a mudança drástica de alguns personagens em resposta à reivindicação por maior representatividade nas histórias. Muitos exemplos recentes são totalmente descartáveis, e os leitores ficam aliviados quando tudo volta ao normal. Porém, anos atrás, quando o assunto não estava tão evidente, Barbara Gordon passou por um processo de reformulação radical: a transição de Batgirl para Oráculo (consequência dos eventos de A Piada Mortal). Mostrando que, mesmo paralítica, Barbara podia continuar agindo como uma heroína, a Oráculo se tornou um exemplo bem-sucedido de reformulação, que durou mais de 20 anos. Uma prova do sucesso da personagem, além da longa duração, foram as manifestações contrárias dos leitores quando a DC anunciou, em 2011, que Barbara voltaria a ser a Batgirl (em "Novos 52"). Jill Pantozzi, colunista de quadrinhos que também é cadeirante, foi uma das suas defensoras, resumindo bem a situação: “A Oráculo é mais forte do que a Batgirl jamais poderá ser”. O curioso é que a Oráculo não apareceu pela primeira vez em um título do Batman, mas na revista do Esquadrão Suicida, quando John Ostrander, um dos responsáveis pela reformulação de Barbara Gordon, era roteirista. Neste artigo, Ostrander explica como isso aconteceu: A Warner acaba de anunciar [em julho de 2015] que está produzindo um longa-metragem animado de "Batman: A Piada Mortal" [o filme foi lançado em 2016, com direção de Sam Liu], baseado no especial de 1988 da dupla Alan Moore e Brian Bolland.

É essencial para a narrativa a cena em que o Coringa atira à queima-roupa em Barbara Gordon com uma arma de grosso calibre, para então espancá-la com violência - Bárbara é vista mais tarde com marcas e hematomas por todo o rosto - rasgar suas roupas, possivelmente para violentá-la, e tirar fotos da vítima. Alguns consideram um clássico. Outros estão se perguntando como seria possível fazer uma animação fiel a essa história, e outros ainda se questionam por que fazer isso. O “porquê”, acredito, está bem óbvio - o original fez dinheiro, é evidente que continua se saindo bem no catálogo, e os todo-poderosos estão presumindo que também renderá como um longa-metragem de animação. Provavelmente não estão errados. Li vários comentários na internet a respeito da notícia, inclusive de mulheres da comunidade quadrinística, e todos mostram indignação tanto com a ideia da HQ como com o anúncio da animação. Na época em que Batman: A Piada Mortal foi lançado, eu estava coescrevendo a revista "Esquadrão Suicida" com minha falecida esposa, Kimberly Yale (para mais informações sobre esse período, veja John Ostrander, “A História por trás da História do Esquadrão Suicida” - Disponível neste: "LINK")!

Não me leve a mal; eu era e continuo sendo um grande admirador tanto de Alan Moore como de Brian Bolland. Individualmente ou em parceria, ambos fizeram trabalhos impressionantes. Moore é um dos gigantes da indústria dos quadrinhos. É, na minha opinião, um escritor melhor do que eu, e não digo isso a respeito de muitos colegas (meu ego e minha autocrítica vão bem, obrigado). Isso não significa que Moore não possa errar, e acho que ele errou em Batman: A Piada Mortal. Na polêmica cena, alguém toca a campainha no apartamento do comissário Gordon. Barbara, toda cheia de risinhos, vai atender. Devo mencionar que não há corrente de segurança na porta, nem olho mágico para verificar quem está no corredor [na verdade há, mas de fato não foi usado pela personagem]. Nem há sinal de um policial de guarda. Trata-se de Gotham City, lar dos psicopatas fantasiados, onde é necessário um vigilante vestido de morcego para conter os criminosos. James Gordon é o comissário de polícia, e não há medidas de segurança onde ele mora? Barbara abre a porta. Como Batgirl, ela encarou vários dos malucos mascarados que vivem em Gotham. É uma mulher adulta que, na sua própria continuidade, já foi congressista por pelo menos um mandato [entre Detective Comics #424 e #488 (1972-1980)]. E, mesmo assim, simplesmente escancara a porta como uma garotinha boba.

Lá está o Coringa, portando uma arma de grosso calibre. Ele atira, Barbara é atingida em algum ponto abaixo da cintura. Pelo ângulo, Kim e eu pensamos que foi na espinha, apesar de outros acharem que na verdade foi no útero. O Coringa, então, arranca as roupas da vítima, ataca com violência, tira fotos — enquanto o pai dela, fora de cena, é mantido imóvel por seus capangas —, e possivelmente a estupra. Para Kim e eu, era algo fortemente implícito, mas, para ser justo, nada é mostrado. Conheço mulheres que foram agredidas. Conheço mulheres que foram violentadas. É algo terrível, mas pode imaginar o que é ser baleado, ter a espinha fraturada, e depois ser abusado sexualmente? A dor, o horror — eu não consigo pensar muito nisso. Kim e eu discutimos sobre a questão. Ser atingida à queima-roupa, baleada na espinha, deveria ter matado Barbara. Se não, Kim achava que o ferimento causaria uma grave infecção e, de qualquer forma, Barbara não conseguiria sobreviver. Entretanto, na história, ela conseguiu. Isso é fato. Devo destacar que, na capa dessa história, temos um close do Coringa dizendo “sorria” com a câmera apontada para o leitor. No contexto, a única explicação que posso conceber é que o leitor, o observador, é Barbara enquanto ainda está caída no chão, depois de ser baleada, supostamente depois de ser violentada. Qual a sensação? O bat-escritório já tinha aberto mão da Batgirl naquela altura. Barbara não se encaixava mais nos seus planos. Kim e eu perguntamos se podíamos ficar com ela, e fomos informados de que sim. Então a reinventamos como Oráculo.

Para nós, era importante que aquele ato tivesse consequência. Não queríamos que Barbara se recuperasse por encanto. Dada a violência por que passou, consideramos que ficaria sem movimentos da cintura para baixo, numa cadeira de rodas. Entretanto, percebemos que poderia continuar sendo uma heroína. Constava na sua continuidade que Barbara era um gênio da computação. Quero dizer, de alto nível. Então lhe demos um monte de computadores e fizemos dela a grande especialista em informação do universo DC. Tudo começou na Esquadrão Suicida, quando passou a assessorar Amanda Waller, apesar de não revelarmos a verdadeira identidade da Oráculo no início. Deixamos pistas [a partir de Suicide Squad #23 (1989)] e, por fim, mostramos que era Barbara [Suicide Squad #38 (1990)]. Kim e eu sentimos que, se fizéssemos um bom trabalho, a Oráculo poderia se tornar parte importante do universo DC. Resolveria problemas de roteiro para outros escritores: como o protagonista ficou sabendo de certa informação essencial para a trama? Recorrendo à Oráculo. Ela acabou virando um membro valioso da Liga da Justiça [JLA #17 (1998)] e liderou as Aves de Rapina em seu próprio título [Birds of Prey (1999)]. A última história em que Kim e eu trabalhamos juntos antes de minha esposa falecer foi “Oracle: Year One” [publicada em The Batman Chronicles #5 (1996)], desenhada pelo magnífico Brian Stelfreeze. Nós mostramos como, naquele ano, Barbara fez a transição de uma heroína arrasada para a dinâmica Oráculo. Ela se tornou um poderoso e amado ícone para as pessoas com deficiência física. Ao fazer de si novamente uma heroína, a Oráculo permitiu que outros se recuperassem com ela. O leitor se recuperou com ela.

Por fim, a DC acabou trazendo Babs de volta ao papel de Batgirl [Batgirl #1 (2011), no evento Os Novos 52]. Sua espinha foi curada. Ofereceram o trabalho a Gail Simone, que aceitou; ela sabia que iriam restaurar Barbara, fosse ela a roteirista ou não. Simone podia manter, como de fato manteve, os eventos de A Piada Mortal e a identidade de Oráculo como parte do passado de Barbara; tudo não seria simplesmente esquecido. Deram a entender que outra pessoa se tornaria Oráculo, só que, no meu ponto de visto, isso não funciona. Não dá para colocar qualquer um nesse papel. Foi o fato de ter sido Batgirl, de ser filha de Jim Gordon, de ter uma história própria, de ter sofrido os eventos de A Piada Mortal — mesmo que terríveis — que contribuíram para ela ser quem é. Não acredito que ninguém além de Barbara possa ser Oráculo, se for para o personagem ter algum mínimo significado. Não sei como tudo isso se encaixa num longa-metragem de animação. Também não sei qual será a reação dos pais. Tem o Batman, tem o Coringa, é um desenho animado, ótimo para a garotada, não é? Só que certamente estará longe de ser um Frozen. Se mudarem o que acontece com Barbara, também não sei se continuará a ser A Piada Mortal. Se não for, por que perder tempo? Ah, tá. É que vai fazer dinheiro. (John Ostrander - “John Ostrander: Savaging Barbara Gordon”, ComicMix, 2 ago. 2015. Tradução de Martin F. A. Gonçalves)!

Até+

PS: O "Submundo" agradece à mais esta colaboração especialíssima de Martin Fernando pro blog (após a tradução do texto sobre a morte de "Michael Fleisher" - Escritor de "Jonah Hex")... E concordo com a visão de que a "Oráculo" passou a ser uma personagem mais forte e representativa do que a própria "Batgirl"!

113 comentários:

  1. Quando Batman: A Piada Mortal foi lançada, Batgirl era mera versão feminina de Batman e não tinha um grande peso nas histórias. Porém, o clássico de Alan Moore fez com que ela passasse por uma queda quase irreversível e que caísse no esquecimento. Felizmente a ideia de trazê-la de volta como Oráculo, provou não somente o seu potencial como personagem, como também sintetizando sobre volta por cima de uma mulher que não se deixou se abalar por um trauma tão horrível como esse.
    Se há um erro no clássico de Moore é de não ter dado um espaço maior para a personagem e mostrando ela dando a volta por cima. Felizmente no longa animado, eles não somente deram um bom prelúdio para ela, como também deram um final digno e provando a sua força perante o obstáculo. Fico feliz que ela tenha voltado a andar e tendo histórias que estão agradando novos leitores. A Piada Mortal continua sendo um clássico, mas não significa que não aja uma segunda chance após uma tragédia grega.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ainda não vi a animação, Marcelo, mas imaginava que eles iriam esticar o roteiro original de alguma forma para poder preencher um longa-metragem. Aproveitar esse fato para desenvolver melhor a personagem da Barbara parece ter sido a melhor opção, adicionando à história de Moore não só a questão do trauma mas também da superação, como você apontou. Porém, na graphic novel, acho que isso reduziria o impacto do ataque do Coringa.

      Criar uma história paralela para mostrar a transição de Barbara em Oráculo foi uma ótima sacada do casal Ostrander e Yale, porque a superação passou a ser o ponto principal.

      Excluir
  2. Em primeiro lugar, esse papo de "queremos representatividade" já encheu o saco. Chega de mudar um personagem consolidado só para agradar minorias (que não vão comprar gibis).

    Agora, quando a coisa é bem feita e surge naturalmente, é outro papo...

    Temos o Professor X, telepata poderoso e fisicamente limitado. Funciona que é uma beleza, tanto que é só o cara voltar a andar que alguém ferra de novo as pernas do coitado.

    Barbara Gordon não foi aleijada para ser uma heroína cadeirante. Isso foi um desenvolvimento de uma personagem consolidada que surgiu naturalmente. E ajudou deixar de ser uma bat-alguma coisa para virar uma heroína com recursos e nome próprios.

    Dito isso, posso dizer que qualquer um pode ser a Batgirl, mas só Barbara Gordon pode ser a Oráculo. Bola fora da DC...

    Não duvido nada xavierzarem ela em breve para reassumir o posto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Podemos pensar também em personagens como Pantera Negra e Falcão. Quando foram criados nos anos 60, na época da luta pelos direitos civis nos EUA, a Marvel poderia ser acusada de oportunismo. Entretanto, ser negro era apenas uma característica desses personagens, que se mostram bem fundamentados o suficiente para continuarem relevantes até hoje.

      Excluir
    2. Criar um herói em função de algum movimento ou acontecimento é um oportunismo do bem.

      Mudar a etnia do Capitão América ou a sexualidade de um x-man é oportunismo barato que não se mantém a médio prazo.

      Excluir
  3. Foi um excelente texto, devo parabenizar. Busquei o blog do tradutor dele, e pude ler um sobre a excelente fase do Peter David, com o autor falando abertamente sobre algumas das influências dele em o fazer.
    Sobre o Os, ele fez ótimas observações sobre Piada Mortal, observações que eu não havia parado para pensar nas vezes que li Piada Mortal, mas que realmente fazem sentido. É interessante tomar essas notas, já que muitas vezes algumas obras atingem um status de "inquestionável", o que não é saudável para ninguém que tente analisar criticamente algo. Eu, por exemplo, gosto muito de Batman - Cavaleiro das Trevas 1, mas há um detalhe que não vejo ninguém comentar, que é a frieza com que o Batman lida com a morte do Alfred, nem mesmo a mencionando, ou parecendo se importar aos final das páginas, fato que nem mesmo é mencionado nas duas continuações que a mini tem.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado, Ozymandias, eu também gosto de ler esse tipo de texto, em que podemos conhecer um pouco do processo criativo de autores do calibre de David e Ostrander.

      E concordo com você. Reconhecer o valor de um clássico não significa lê-lo sem juízo crítico. Seguindo essa linha, o texto do Ostrander enriquece nossa leitura de “A Piada Mortal”.

      Excluir
  4. Reivindicação de representatividade feita por quem? Por pequenos grupos histéricos que não representam ninguém. Depois o pessoal se pergunta porque a produção dos anos 70, mesmo feita para crianças, é mais interessante que 99% dos quadrinhos da Marvel e da DC atuais.

    ResponderExcluir
  5. Eu que a agradeço pelo espaço, LEO. É um prazer contribuir para o blog e participar da comunidade do Submundo!

    ResponderExcluir
  6. Eu também acho a ideia da Oráculo algo muito bem bolado. Será que nesse caso o Alan Moore também acusou os roteiristas de estarem chafurdando no lixo dele iguais guaxinins?

    A Oráculo poderia estar aí até hoje, mas a vida dos quadrinhos americanos é assim mesmo, pegam uma boa ideia e jogam fora para colocar algo que supostamente vai vender mais no lugar (algumas vezes isso dá certo, outras, não). Salvo engano, parece que essa nova/velha Batgirl está fazendo sucesso nos EUA.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu gosto da Oráculo porque ela teve participações importantes nas histórias do Batman na época em que eu acompanhava as revistas mensais. Mas, para um público feminino e jovem, a nova/velha Batgirl parece ser muito mais interessante (sei que os primeiros números do título, pelo menos, fizeram sucesso).

      Excluir
  7. Oi Leo!

    Parabéns a você e ao Martin Fernando pela matéria!

    Quando comecei a colecionar Batman em 1989, a Piada Mortal foi uma das últimas obras já lançadas que consegui para a coleção já que ela havia sido lançada em 1988!

    Confesso que desde esta época nunca tive esta obra do Alan Moore como uma das minhas favoritas, melhor dizendo: NUNCA GOSTEI DELA, mas respeito parte da obra e considero a origem do Coringa como DEFINITIVA!

    Sobre a dúbia interpretação do crime e do final da obra, MINHA OPINIÃO é que NUNCA HOUVE O TAL ESTUPRO, talvez tenha até esta interpretação no roteiro, mas para mim o Coringa nunca foi um estuprador, creio que ele nem ligue para o sexo em si, seu obejetivo é somente criar o caos na sociedade e atormentar sua nêmese o Batman!

    Creio que a mente dele seja tão perturbada e alucinada que aquela frase que ´vilão diz no filme "Batman- O Cavaleiro das Trevas" seja a verdadeira representação do que ele é: eu sou igual a um cachorro perseguindo um caminhão de linguiças, mas não sei o que faria se pegasse um"!

    Sobre as fotos da personagem nua e ferida ao meu ver é mais uma espécie de humilhação e tortura dos personagens, sem a dita "conjunção carnal", mas de acordo com a lei de cada país, em alguns podemos enquadrar o ato como estupro de fato!

    Sobre o final onde é dito que o Batman mata o Coringa, não acho isso, creio que ele nocauteia o vilão com algum golpe traumatizante, melhor dizendo quebrando algum osso!

    As polêmicas em relação à obra serão eternas, ainda mais depois que o Moore deu algumas declarações sobre ela anos depois de seu lançamento.Mas como o escritor possui atritos muito sérios com a DC, e critica quadrinhos de super heróis pode ser que ele tenha feito de propósito para gerar polêmicas!

    Ou talvez sua idéia no original tenha sido essa, mas a DC vetou e se tivesse saído assim, teria ido para o selo Túnel do Tempo!

    Bárbara gordon deixou de ser uma versão feminina de herói e cresceu muito como personagem na época em que se tornou Oráculo.Existe uma história publicada em "Batman Chronicles #05 " que conta como foi o processo dela pós-ataque do Coringa, onde o Batman a ajuda encontrar esperança em sua condição física, através do treinamento em Eskrima (luta com dois bastões)por Richard Dragon!

    Esta história é pós Zero Hora, já que antes desta saga, o fato de Bárbara conhecer a identidade secreta do Batman é controverso, pois na obra do moore ela chama o herói de Bruce e depois numa história publicada em Super Powers # 30 do Esquadrão Suicida escrita por Jim Ostrander o herói resolve tirar a máscara e revelar sua identidade para ela, e ela (já em cadeira de rodas) se recusa a ver o rosto do herói sem o capuz e diz que se quisesse saber ela já teria feito! Polêmicas!!

    Quanto ao fato dela ter voltado a ser Batgirl, algo polêmico e desnecessário, tal fato se deve a alguns leitores que criticaram o fato do Batman ter se recuperado da lesão na coluna e ela não, etc. Tem muitos haters qua não aceitaram decisões polêmicas na DC como a morte de Jason Todd, o Superman com sunga por cima da calça, Aquaman maneta, etc. É a geração nutella politicamente correta!

    O curioso é que ela pós-Novos 52 parece uma jovem abaixo dos 20 anos, sendo difícil acreditar na bagagem de vida que ela teve antes e depois do atentado que sofreu!

    http://dc.wikia.com/wiki/Batman_Chronicles_Vol_1_5
    http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/batman-vigilantes-de-gotham-n-16/bgv0301/5074
    http://www.guiadosquadrinhos.com/edicao/super-powers-n-30/sup0301/8460

    Abraços!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. “MINHA OPINIÃO é que NUNCA HOUVE O TAL ESTUPRO, talvez tenha até esta interpretação no roteiro, mas para mim o Coringa nunca foi um estuprador, creio que ele nem ligue para o sexo em si, seu objetivo é somente criar o caos na sociedade e atormentar sua nêmese o Batman!”

      Também acho que não houve o estupro, e essa também é uma das razões para mim.

      Mas a crítica de Ostrander me fez refletir novamente sobre a obra, e isso é que eu achei legal.

      Faz tempo que li essa história da “The Batman Chronicles” #5, chamada “Oracle: Year One”, que a Abril publicou na “Batman - Vigilantes de Gotham” #16 (1998). Ela foi indicada ao Prêmio Eisner. Fiquei com vontade de ler novamente.

      Excluir
  8. Parabéns pela matéria, Martin!
    Alguns detalhes sobre a história também não tinha pegado. O bacana dos roteiros do Alan Moore é justamente isso a cada leitura um novo detalhe ou perspectiva nova descoberta.
    Pra mim "A Piada Mortal" sempre soou como uma prova da conivência do Batman, ou heróis no geral, com as ações dos seus antagonista. É como se não matar o mal pela raiz fosse necessário para manter a funcionalidade do herói. O vilão pode aprontar qualquer coisa mas não pode pagar com a vida ou prisão perpétua. O Coringa já fez por merecer a pena de morte por dezenas de vezes e nunca irá pagar por seus crimes. E quando for acusado injustamente sempre terá uma mãozinha do morcego pra livrar a cara. Roberto Xavier.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É isso aí, O Batman está limitado por esse paradoxo que é inerente ao próprio gênero “quadrinhos de super-heróis”. Se ele acabar com os criminosos e a criminalidade, perderá toda a sua razão de existir!

      Excluir
  9. Não acho que o coringa tenha violentado a Barbara. Nem subtendido isso me pareceu. No quadro que ele tira a roupa dela até tenho essa impressão, mas depois com as fotos, parece que a violência de um tiro a queima roupa e um ato sexual lesionaria ainda mais um trauma tão severo, além de acarretar uma excessiva perda de sangue. Ela teria, no mínimo, desmaiado. O choque dela despida e se contorcendo de dor seria suficiente para o que o coringa estava querendo mostrar.

    ResponderExcluir
  10. Acreditei que A Piada Mortal tinha dado um basta na carreira da Batgirl. Barbara Gordon acabaria seus dias numa cadeira de rodas sem muitas opções realísticas, além do fato de saber que seu algoz foi morto pelo Batman no final da loucura que o Coringa protagonizou. Este seria o retrato da realidade.

    Mas o politicamente correto deu a última palavra. Quiseram mais uma vez inovar. A já velha (de tão batida) conversa de superação miraculosa e blabláblá ! Neste caso, a superação de uma mulher que se torna uma heroína e acaba como uma paraplégica. Se nem o próprio Batman superou o trauma psíquico após a morte de seus pais - acabou se tornando um "homem-morcego" que caça criminosos irrecuperáveis e, se possível, os interna em um asilo de uma Gothan infestada de loucos e marginais.

    Essa "volta por cima" da Barbara Gordon representa apenas uma força e um incentivo dado aos deficientes físicos, mostrando que, na vida real, eles podem continuar, como ela seria capaz. Mas é tudo um exagero. Prova disso é que há muito pouca representatividade feminina se manifestando além dos manjados grupelhos de lésbicas revoltadas, que se tornam psicóticas após perderem a luta contra as suas frustrações. Afinal, quantas mulheres, por exemplo, se manifestam, aqui no blog, sobre quadrinhos ou a presença delas nos quadrinhos ? Nunca vi nenhuma ! Seguem silentes, pensando em roupas e sapatos, salões de beleza e barzinhos. Seguem portanto tão silentes como deveria ter ocorrido com a Batgirl.
    Afinal, depois do que foi retratado cruamente em A Piada Mortal, acreditar nesse tipo de história aí como um seguimento daqueles fatos seria o mesmo que acreditar ser possível mesmo atravessar o espaço caminhando sobre a luz de uma lanterna.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. De fato, para Kim Yale e John Ostrander, o ataque do Coringa teria matado Barbara. Se não pelo disparo na espinha em si, seria pela infecção posterior. Porém, em “A Piada Mortal”, ela sobreviveu. Os dois roteiristas, então, buscaram explicar como isso seria possível. Considerando o contexto, deixar Barbara permanentemente numa cadeira de rodas foi a consequência mais grave que eles conseguiram conceber.

      Quanto à questão psicológica, pelo que me lembro, o trauma do ataque foi uma constante nas histórias da Oráculo, mais ou menos como o assassinato dos pais de Bruce Wayne.

      Em "A Piada Mortal", eu gosto do tom sombrio e pessimista dado ao destino de Barbara (necessário para o que a Moore se propôs). Mas eu também gostei das histórias seguintes do Ostrander, e da solução que ele e a esposa encontraram, o que levou à criação da Oráculo.

      Excluir
  11. Time perfeito, Martin!
    Já que esta fazendo 30 Anos que a Piada foi contada pela DC!

    Também estou preparando uma coisa bacana na Batdeira pra lembrar a data.

    Abs,
    VAM!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É isso a! Trinta anos comemorados no último mês de março.

      Vamos aguardar para ver como a Batdeira vai comemorar essa marca!

      Excluir
  12. Se o personagem e o roteiro forem bem construídos...o protagonista pode ter 5 sexos e ser da cor rosa com bolinhas verdes que tudo mundo vai gostar. Vide a Thor que gerou um arco de Hqs memorável !

    ResponderExcluir
  13. Fala Léo,beleza?finalmente conseguir escrever no seu blog.
    Não concordo com uma coisa dita ali. a Barbara nao foi estuprada. o coringa é insano. ele queria causar dor e trauma. muito longe ele tentar estuprar a barbara. ele queria dá aos dois(principalmente ao Gordon) o mesmo que ele teve um dia e o tornou assim do jeito que é:UM DIA RUIM. foi isso o suficiente pra deixar ele insano e mudar para sempre sua vida. na minha opiniao o camarada foi equivocado em alguns assuntos aí.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu também não acho que o Coringa tenha estuprado a Barbara, pelos motivos que você apresentou.

      Porém, achei a interpretação do Ostrander bem fundamentada e gostei da maneira com que ele analisou a cena do ataque. Tanto que tive que reler esta parte para ver se eu concordava ou não com ele!

      Excluir
  14. Não concordo com as críticas do Ostrander sobre o abrir da porta e da sobrevivência. Porque ao final das contas, são irrelevantes. Até poderia ser desenvolvida uma teoria para explicar o abrir da porta, mas no final das contas, é possível que alongaria a história, desviando-a de seu foco principal.

    Uma explicação poderia ser de que ao tirar a máscara, ela na realidade "desliga" de seu cérebro todos os aspectos relacinados a sua dupla identidade, voltando a ser uma pessoa cuja vida normal é confortável e desconexa da violência de Gotham.

    Sei lá se tal explicação tem fundamento, mas no final das contas, não importa, já que a presença dela na história é um mero artefato do roteiro para permitir ao Coringa desenvolver seu plano.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. É isso mesmo, Barbara tinha uma função clara no roteiro: ser torturada. Da maneira que “A Piada Mortal” foi escrita, mostrar o ponto de vista dela seria uma distração para o que Alan Moore estava realmente interessado em tratar, ou seja, a relação entre Batman e o Coringa (além da questão de “um dia ruim”). Esses são os personagens que ele, como autor, optou por focar e se aprofundar.

      O que o texto do Ostrander indica, na minha opinião, é que ele, ao escrever uma cena, não faria de nenhum personagem, mesmo coadjuvante, apenas um “artefato do roteiro”. Como roteirista, ele opta por valorizar as motivações de todo e qualquer personagem e o contexto em que a ação acontece.

      Excluir
  15. Não vi a animação e do pouco que me mostraram nem pretendo ver tão cedo. Ganhei esse encadernado e simplesmente amei. O que fica subentendido é justamente o tom especial que faz com que fique um gostinho de quero mais. O fato da HQ também não ter sido transformada em uma mega saga contribuiu para que os acontecimentos se desenrolassem com perfeição.

    Sobre a questão de arrumar outra pessoa para ser Oráculo. Eu sou leigo nesse universo de heróis, mas acho triste quando motivações de origens de super-heróis (normalmente traumáticas e até filosóficas) de repente transformam-se em tipos de franquias do tipo: vamos fazer outros Robins, outros Batmans, outras Batgirls... e por aí vai. Não gosto dessas substituições porque banaliza a origem primogênita. Minha opinião.
    Uma coisa é fazer algo como um tipo de universo paralelo ou spin-off, como acontece com o Homem-Aranha em que ele não é o Peter. Outra coisa é bolar HQs que simplesmente façam outras pessoas assumirem a "franquia" de ser tal herói.

    E o fim da Piada Mortal? Batman estrangula ou não o Coringa? Gosto de imaginar que sim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa interpretação (a de que o Batman matou o Coringa no final da história) nos faz refletir, e faz todo sentido, apesar de, na minha opinião, não ter sido o que de fato aconteceu.

      Excluir
  16. Apenas corroborando a impressão, que me parece geral, de que o Coringa de fato não estuprou a Barbara Gordon. Quando li algo a esse respeito há alguns anos, procurei verificar se isto estava implícito ali de certa forma, mas, realmente, é forçar demais tal interpretação sugerindo uma conjunção carnal. O que houve é o que foi mesmo retratado: o Coringa e seus capangas invadem o prédio onde residem Gordon e sua filha (dá pra sacar fácil que se trata de um prédio).
    Caso alguém fosse estúpido o suficiente pra tentar interferir nessa invasão, seria sumariamente eliminado.
    Com seu objetivo previamente traçado, o Coringa chega à porta do apartamento e toca à campainha. Pouco importa se fosse atendido ou não, a porra da porta seria arrombada e pronto (desculpe o trocadilho)! Uma vez lá dentro, mete um balaço na Barbara Gordon visando exatamente o ponto nevrálgico certo; enquanto isso, o Comissário é devidamente "preparado" para o que se seguirá. Tendo mais o que fazer e almejando um tipo de prazer muito melhor para si, o Coringa despe a Batgirl e a fotografa nua, ensanguentada, contorcendo-se de dor em espasmos e convulsões por cima dos cacos de vidro da mesa sobre a qual ela caiu. Mas é só !
    Haveria alusão à tal violência sexual de que alguns falam SE houvesse um único quadrinho no qual o Coringa estivesse, por exemplo, desabotoando um botão da sua própria camisa, ou algo assim. Porém, todo o contexto ali (e no restante da história) é muito evidente no que concerne aos eventos ocorridos. Não é necessário fazer malabarismos com sugestões para perceber e sacar o que de fato ocorreu. Quem sugere o contrário, tá apenas viajando na maionese.

    Tendo aleijado a Batgirl e munido das fotos do seu ato criminoso, é a hora então de buscar o verdadeiro prazer: tentar levar o Comissário Gordon à insanidade.

    Quanto à morte do Palhaço do Crime após ele contar a sua derradeira e última piada, isto se coaduna com o próprio título da obra. A sua morte está tão claramente implícita que se torna fatalmente explícita.
    Além do que, sua morte está também igualmente clara quando o Batman agarra o pescoço do Coringa e logo depois as risadas cessam. Outra evidência disto é que, ao longe, os faróis da viatura vão se aproximando da cena e, em seguida, são apagados. Uma genialidade final do Bolland em plena consonância com as últimas frases da piada proferida pelo Coringa.

    Em tempo: a arte de Brian Bolland é absolutamente magistral nesta obra. Felizmente, a paleta apresentada pelo Higgins foi refeita pelo próprio Bolland.

    ResponderExcluir
  17. Beleza Leo e Martin?

    Bela materia Martin.

    Me surpreendi um pouco com o Ostrander dizendo que escreveu Esquadrão junto com sua esposa. Será que ela ajudou em toda a fase ou eventualmente? Enfim acho Esquadrão Suicida nessa fase um dos melhores titulos que ja existiram nas hqs.

    Sobre a Batgirl eu acho que ela passou a ser melhor utilizada após se tornar Oraculo também. Ele passou a aparecer muito mais e expansivamente, embora sua melhor retratação seja em Aves de Rapina da Gail Simone (falando em desenvolvimento). O mais bacana tb dessa fase Oraculo é que ela nunca precisou fazer discursos bosta de empoderamento ou politicamente correto. Ela era foda por si só.

    Eu sempre curti a Batgirl, e recomendo muito Batgirl Ano Um que saiu recentemente em encadernado pela Eaglemoss. Muito bom.

    Sobre A Piada mortal, acho que as pessoas no geral gostam de inventar demais. Mas a obra apesar de curta e direta levanta sim duvidas. Pra mim a respeito do final estranho, é o seguinte na minha visão: O Batman não mata o Coringa. Na minha opinião ele ri junto ao vilão de nervoso. Ele finalmente parece perceber que aquilo tudo é um absurdo. Tudo aquilo é sem sentido e que o mundo é sem sentido. Não existe resposta pra quela violencia toda. Ele percebe que não importa o que faça, ele não pode mudar aquilo tudo. Pra mim o final é totalmente baseado no absurdismo de Albert Camus.

    É como o mito de Sisifo (da mitologia grega, que dá nome a um dos principais livros de Camus), ele rola a pedra lá para cima toda hora, num esforço incomum fisico e psicologico, apenas para ver a pedra descendo novamente ladeira abaixo assim que atinge o topo. E ao mesmo tempo Batman percebe que vai ficar naquilo para sempre, porque segundo sua etica e moral, ele, pelas maos dele, não vai dar fim ao Coringa. Então é tudo absurdo.

    O final pra mim é só uma maneira inteligente e perturbadora do Alan Moore encerrar a história e fazer pensar.

    Pra mim A Piada mortal é a melhor historia junto com Um Conto de Batman de volta a sanidade (do J.M Dematteis) a retratar a rivalidade Batman versus Coringa e a mente do Coringa. São definitivas até hoje nesses sentidos.

    E continuo aqui com minha versão de A Piada Mortal da Ed.Abril. Pra mim a melhor versão, com suas cores feitas com base no expressionismo alemão. Recoloração? Não obrigado.

    Abraço!


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Apesar de não ser um conhecedor de Albert Camus, minha interpretação segue mais ou menos o caminho que você indicou, principalmente depois de assistir ao ótimo diálogo entre o Batman e o Coringa no filme “O Cavaleiro das Trevas” (quando eles estão no edifício em construção). Jonathan e Christopher Nolan podem ter se inspirado no absurdismo quando escreveram o roteiro.

      Kim Yale começou a trabalhar com John Ostrander na revista solo do Caçador (“Manhunter”, 1988, publicado pela Abril a partir de “Os Novos Titãs” #46, 1990) e na minissérie do Pistoleiro (“Deadshot” #1-4, 1988; “DC Especial” #4, 1991). Depois, quando passou a coescrever a Esquadrão Suicida -- em “Suicide Squad” #23 (1989) (“Liga da Justiça” #24, 1990) --, participou de quase todos os números, até a edição 66 (1992), quando a série foi cancelada.

      Excluir
    2. Acho que sim, os irmãos Nolan talvez tenham se baseado no absurdismo mesmo. Quem sabe não se inspiraram em A Piada Mortal e tiveram o mesmo entendimento que eu e você sobre o final dessa obra?

      O dialogo do Batman com o Coringa no fim do filme parece indicar que sim.

      Valeu mesmo pelas novas informações sobre o Ostrander e a Yale. Eu tenho essa mini do Pistoleiro ai pela ed.Abril, é muito boa. Eu espero que a Panini traga o Esquadrão do Ostrander/Yale um dia. É o esquadrão que vale.




      Excluir
  18. Leo, aqui é o Otavio. Queria saber se a chm do mestre do do kung fu vendeu bem? pelo que tenho visto na internet os comentários são bons, e encomendei o mkf 4 no mercado livre, pois adoro o paul gulacy, e vi no site da panini italia já programado para outubro o 2 do mkf. espero essa republicação desde que vc começou a falar.obrigado.

    ResponderExcluir
  19. Texto bem interessante Martin, parabéns!!
    O primeiro contato que tive com a HQ A Piada Mortal me levou a duvidar se realmente o Coringa estrupou ou não a Bárbara,pois não consigo ver o vilão como um estuprador e sim como um psicopata cuja obsessão é matar e causar dor às pessoas principalmente ao Batman. A Morte de Robin é um exemplo disso, nos mostra até onde a insanidade do palhaço do crime pode chegar.
    No mais, a obra de Moore eu acho magnífica. Nos mostra o trágico momento de Bárbara e Gordon, a origem do Coringa e o clássico confronto do Batman com aquele que se tornaria o seu pior inimigo.

    Abs
    Leonardo Goulart

    ResponderExcluir
  20. "Se há um erro no clássico de Moore é de não ter dado um espaço maior para a personagem e mostrando ela dando a volta por cima."


    E aí, Marcelo... blz?

    Talvez (quem sabe) o Moore tenha preferido focar apenas no confronto principal entre "Batman X Coringa" mesmo, e deixado as repercussões da história pra outros escritores desenvolverem (se assim o quisessem). Imagino q tenha sido o caso do Ostrander então, q viu aí a chance de seguir adiante com a trajetória da Bárbara!

    De qq forma, eu fui contra o fato da DC fazer ela se recuperar e voltar a andar... Digo, sempre achei a personagem mais FORTE tendo essas limitações e sabendo dar a volta por cima no papel de "Oráculo". Sendo "Batgirl" e vestindo um uniforme pra combater o crime, ela passa a cair na vala comum de trocentas outras personagens femininas similares (q são apenas a sombra de suas contra-partes masculinas)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  21. "Barbara Gordon não foi aleijada para ser uma heroína cadeirante. Isso foi um desenvolvimento de uma personagem consolidada que surgiu naturalmente. E ajudou deixar de ser uma bat-alguma coisa para virar uma heroína com recursos e nome próprios."


    E aí, SEMI... blz?

    Concordo plenamente com vc... Esse lance de "representatividade" tá um porre nos gibis atuais qdo vem de forma FORÇADA e gratuita (como geralmente FAZEM) pra agradar às agendas de militantes radicais e justiceiros sociais (tipo: alterarem a opção sexual de um personagem já estabelecido, q de repente - DO NADA - sai do armário da noite pro dia: O cara dorme hétero e acorda um ícone LGBT "lacrando" geral, rs)!

    Mas no caso da Bárbara foi diferente... Naquela época (os saudosos anos 80) não tinha essa frescurada toda de "TEMOS - obrigatoriamente - q ter um personagem q nos represente": Não, com a Oráculo o processo ocorreu de forma natural e DENTRO de um CONTEXTO plausível (tendo sido uma combatente do crime, não ficou forçado q ela superasse suas limitações físicas agora pra continuar ajudando a combater vilões da melhor maneira q pudesse)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  22. "Eu, por exemplo, gosto muito de Batman - Cavaleiro das Trevas 1, mas há um detalhe que não vejo ninguém comentar, que é a frieza com que o Batman lida com a morte do Alfred"


    E aí, Ozymandias... blz?

    Bem observado, amigo... Tbm notei essa frieza do "Batman" com relação ao Alfred em "DK1", sendo q na real o morcego devia considerar ele como um PAI (ou o o mais próximo disso, já q foi praticamente criado pelo Alfred desde pequeno)!

    Eu sou fanzaço do Frank Miller e tbm do Alan Moore... Mas nem por isso vou ficar CEGO aos erros e deslizes q ambos já cometeram em suas carreiras e mesmo em suas obras mais famosas e consagradas. Refletir e questionar uma obra é algo extremamente saudável sim (por mais q se goste e aprecie a mesma) e acredito q fazer o leitor PENSAR e RACIOCINAR seja exatamente o objetivo desses grandes mestres das HQs!

    Abs!

    ResponderExcluir
  23. "Reivindicação de representatividade feita por quem? Por pequenos grupos histéricos que não representam ninguém. Depois o pessoal se pergunta porque a produção dos anos 70, mesmo feita para crianças, é mais interessante que 99% dos quadrinhos da Marvel e da DC atuais."


    E aí, Carlos... blz?

    Na verdade, a Bárbara nem sequer foi a 1º personagem heróica a usar uma cadeira de rodas... Mto antes dela já tínhamos o "Prof. Xavier" (líder e mentor dos "X-Men" - q na época da "Piada Mortal" já era um sucesso estrondoso)!

    A Bárbara tbm não foi a última... E o próprio" Batman" foi parar numa cadeira de rodas após a "Queda do Morcego"! Mas seja como for, achei o processo no caso da "Batgirl" algo natural e não ficou FORÇADO (q nem as coisas" representativas" q fazem nos gibis atuais), já q continuar combatendo o crime (mesmo superando suas limitações físicas) parecia mesmo ser o caminho natural da personagem!

    Abs!

    ResponderExcluir
  24. "Eu que a agradeço pelo espaço, LEO. É um prazer contribuir para o blog e participar da comunidade do Submundo!"


    E aí, Martin... blz?

    Esse tipo de colaboração é sempre super bem-vinda aqui no blog, hehe: Brigadão mesmo pela tradução do texto e saiba q sempre q tiveres um FILÉ desses na mão, ficaremos felizes se puder compartilhar com a galera aqui no blog, rs!

    Valeu mesmo!

    Abs!

    ResponderExcluir
  25. "Eu também acho a ideia da Oráculo algo muito bem bolado. Será que nesse caso o Alan Moore também acusou os roteiristas de estarem chafurdando no lixo dele iguais guaxinins?"


    E aí, Guilherme... blz?

    "Acho" (não tenho certeza) q na época o Moore não era TÃO trollzão resmungão q nem é hj, hehe... E mesmo - provavelmente - detestando a ideia, imagino q tenha ficado quieto a respeito, rs!

    Até pq, ele continuou fazendo trabalhos pra DC depois da "piada" (principalmente na linha Vertigo)... e a "metralhadora" de reclamações veio mesmo DEPOIS q ele pulou fora do barco!

    Abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Piada foi o último trabalho dele na DC, fora seu período na Wildstorm que começou antes da aquisição dela pela DC.

      Moore NUNCA publicou nada na linha Vertigo!

      Excluir
    2. Oi, Hunter... blz?

      Ué, eu jurava q na reta final da fase Moore no "Monstro do Pântano", a revista já estivesse sob o selo Vertigo... Acho q me enganei pelo visto, pois não lembro a partir de qdo a DC passou a "considerar" Vertigo alguns títulos dos anos 80 q ainda não eram oficialmente do selo!

      Abs!

      Excluir
    3. Quando a Vertigo começou, SANDMAN já estava pelo meio! Morre já tinha ido embora faz tempo...

      Excluir
    4. Opa, valeu mesmo, Hunter...

      Me perdi nas "areias" do tempo então, rs... Mas q coisa, hein? A Vertigo parece tão enraizada na minha vida q fico com a sensação de existir há mais tempo do q pensava!

      Abs!

      Excluir
  26. "Bárbara gordon deixou de ser uma versão feminina de herói e cresceu muito como personagem na época em que se tornou Oráculo.Existe uma história publicada em "Batman Chronicles #05 " que conta como foi o processo dela pós-ataque do Coringa"


    Oi, Elcio... Tdo bem?

    Mto obrigado pela dica dessa história aí (Crônicas 5): Vou procurar ela em scans, pois me interessei em ver esse processo de treinamento e adaptação q ela passou!

    A "Piada", por incrível q pareça eu já tive em 3 versões... Cheguei a ter a GN da Abril em perfeito estado, mas vendi qdo saiu os "Grandes Clássicos DC - Alan Moore" (q é onde mantenho ela atualmente). Depois, cheguei a comprar uma versão capa-dura da Panini (por pura VERMICE, rs) mas a ed. veio com defeito gráfico e acabei trocando na loja por outra coisa (foi melhor assim, pra evitar um repetéco na coleção, já q eu manteria o encadernadão do Moore pelas outras HQs dele q vem junto com a "piada")!

    Sobre o tal "suposto" estupro... Talvez (creio eu) a intenção do Moore tenha sido deixar a dúvida no ar mesmo (q nem fez com o FINAL da história tbm). Porém, tbm acompanho a ideia de q o "Coringa" não seria um criminoso sexual (e vejo ele com sérios problemas psicológicos nessa área), embora eu acredite q ele fosse capaz de cometer um estupro se fosse apenas como "arma de guerra" (pra humilhar e destruir o emocional da vítima). Fico inclinado a considerar as 2 possibilidades no caso da Bárbara!

    Já o final com a tbm "suposta" MORTE do Coringa... Bem, se me lembro, quem veio com essa teoria foi o GRANT MORRISON: Mas não concordo com ele e acho q (pra variar) ele "viajou" na maionese com esse papo. Não consigo ver o Batman matando o Coringa naquela cena final da "piada". O q eu vi é um LOUCO rindo da piada de outro LOUCO, rs!

    No mais... Eu acho essa NOVA versão da "Batgirl" Pós-52 algo EXECRÁVEL e feito pra menininhas bobas leitoras da revista "Capricho" (nem ao menos é um público-alvo feminino "maduro" q lê e consome isso)! Tanto é, q já foi a maior choradeira mimizênta qdo postaram essa CAPA censurada - q usei pra abrir esta postagem, rs!

    Abs!

    ResponderExcluir
  27. "Afinal, quantas mulheres, por exemplo, se manifestam, aqui no blog, sobre quadrinhos ou a presença delas nos quadrinhos ? Nunca vi nenhuma !"


    E aí, Antonio... blz?

    Na verdade, já tivemos várias participações femininas aqui no blog: Arrisco dizer q foram mais de 20 leitorAs q participaram dos comentários do blog durante o AUGE do "Submundo" (lá por volta de 2012 a 2015). Mas com o tempo elas foram sumindo, acredito q por causa do próprio desgaste do BLOG como ferramenta e rede social: Sim, os canais de Youtube e os grupos de facebook foram reduzindo o público dos blogs e sites (é um MILAGRE o "Submundo" ainda manter uma seção de comentários bastante participativa diante do quadro atual, rs)!

    Mas enfim... Vale ressaltar tbm, q as leitoras q já participaram deste espaço tinham mto bom gosto pra HQs em geral e costumavam ler: Vertigo (Sandman, Hellblazer, Monstro do Pântano), Mangás, Disney, material Europeu (Moebius, Crepax, Bougeon), e até "TEX" (sim, a saudosa "Nanda" - q tinha um excelente blog de HQs tbm - era leitora assídua de TEX: razão pela qual acabou descobrindo este blog)!

    Ou seja: Falo isso pra vc ver q esses estereótipos q as editoras PENSAM atribuir às leitoras de HQs são a maior furada: Leitoras maduras gostam de gibis BONS, de alta qualidade (e não essas bobagens q a Marvel e DC querem q elas leiam: essas editoras de merda nem sabem quem é exatamente o público delas, rs)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  28. "Time perfeito, Martin! Já que esta fazendo 30 Anos que a Piada foi contada pela DC!"


    Bem lembrado, VAM...

    Putz, eu nem tinha me ligado q a "Piada" já tava fazendo 30 ANOS... Tivesse eu percebido, teria feito na hora uma menção à isso no título da postagem, rs!

    E no aguardo da sua atualização da "Batdeira"... manda o LINK aí qdo a postagem estiver pronta, blz?

    Abs!

    ResponderExcluir
  29. "Se o personagem e o roteiro forem bem construídos...o protagonista pode ter 5 sexos e ser da cor rosa com bolinhas verdes que tudo mundo vai gostar. Vide a Thor que gerou um arco de Hqs memorável !"


    E aí, Fábio... blz?

    Bem, já tivemos vários bons exemplos mesmo de personagens q foram desconstruídos e reconstruídos de forma memorável por escritores talentosos... Aliás, isso poderia até render uma postagem em separado só com essas listagens e exemplos, hein? (obrigado pela ideia indireta pra uma futura postagem, hehe)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  30. "Não concordo com uma coisa dita ali. a Barbara nao foi estuprada. o coringa é insano. ele queria causar dor e trauma. muito longe ele tentar estuprar a barbara."


    E aí, Fabiano... blz?

    Bem, essa é a sua opinião pessoal e irrestrita a respeito da situação... Mtos leitores irão concordar e outros irão discordar dos fatos apresentados, pq a intenção do Moore foi mesmo criar polêmica e DÚVIDA a respeito do q ocorreu e sendo assim: cada leitor vai tirar as suas próprias conclusões (sem q nenhum tenha a palavra final ou definitiva sobre o "suposto" estupro)!

    Eu mesmo não tenho uma opinião formada sobre ter ocorrido a violência sexual ou não na referida cena: é possível q tenha ocorrido sim, mas tbm pode ser q não (a ideia do autor é incomodar o leitor com a dúvida e acho preferível q a coisa toda fique no ar tbm: sem conclusões mastigadinhas)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  31. "Porém, achei a interpretação do Ostrander bem fundamentada e gostei da maneira com que ele analisou a cena do ataque. Tanto que tive que reler esta parte para ver se eu concordava ou não com ele!"


    E aí, Martin... blz?

    Essa suposta cena de estupro é polêmica mesmo... Eu acho tanto possível q tenha ocorrido (o Coringa poderia usar esse tipo de violência pra destruir o psicológico da vítima) como não ocorrido (ele próprio pode ter vários problemas de ordem sexual e psicológicos q o inibam a cometer esse tipo de crime - é uma possibilidade, embora ele pareça ter tido uma vida sexual agitada com a "Arlequina")!

    Mas a visão do Ostrander é bem fundamentada mesmo... Embora continue sendo uma visão pessoal do autor (q nada pode ter a ver com a ideia/intenção do Moore). Isso me lembrou da visão distorcida q o Morrison tem do "Batman" (na visão dele, o Batman seria gay - conforme o próprio autor declarou publicamente certa vez, rs)!

    Pra quem duvida: http://submundo-hq.blogspot.com/2012/04/grant-morrison-em-polemica-e-bombastica.html

    Abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O Batman é gay, o Coringa é gay, o Fantasma é gay, o Thor é gay, o Sargento Tainha é gay...daqui há pouco, até Deus será considerado gay por esses caras com fixação em gayzismo.

      Não cola. Alguns personagens foram criados para terem a identidade secreta, mas o leitor fica sabendo quem são na vida privada, o que pensam e o que desejam. Se alguns desses alegados "gays" o fossem mesmo, já teríamos tomado conhecimento há décadas pelas mãos dos seus criadores.

      Mas aí vem um gay enrustido, que vê gayzismo em tudo, afirmar que personagens, ou até figuras históricas, eram gays (o cara pensa: "Vou dizer que o Batman é gay pra criar polêmicazinha". Típico pensamento de um aviadado).
      Esse papo já encheu o saco. Muito parecido com o papo daquela corja que sempre aparece pra defender direitos humanos de um filho da puta que comete seus crimes enquanto que a família das suas vítimas ficam abandonadas e entregues ao sofrimento que esses demônios causam.

      Excluir
    2. Nada contra quem seja homossexual. Mas Sempre achei que a pessoa quando é gay e tem dificuldade de se aceitar nessa condição fica apontando todo mundo como tal. Como se converter todos antes fosse a solução. Kkk Roberto Xavier.

      Excluir
    3. Antonio e Roberto...

      O Morrison sempre adorou esse tipo de polêmica pra "chocar" os fãs e ganhar alguns likes em cima do burburinho causado por suas HQs ou declarações (q nem essa do "Batman" ser gay, q teve grande repercussão na época)! Claro, q essa é apenas a visão PESSOAL do autor: mas ele não criou o "Batman" e a opinião dele sobre o personagem não é a mesma q a minha e a de outros leitores (creio eu)!

      Tbm não concordo com a postura q alguns grupos e pessoas extremistas adotam ao querer IMPOR na marra q tudo e todos sejam enrustidos de alguma forma e ficam procurando elementos q sustentem tais afirmações pra taxar personagens e indivíduos dessa forma. Chega a ser irônico q os mesmos grupos q cobram respeito, tolerância e aceitação sejam TBM alguns dos q NÃO aceitam e q são igualmente intolerantes com quem tiver opção sexual diferente da deles!

      Se todo mundo tentar "converter" os outros naquilo q bem entender ou achar q seja o correto, vai virar uma bagunça sem fim, rs...

      Abs!

      Excluir
    4. É isso aí, Leo !
      Não me importo nem um pouco que os outros sejam gays. Normalmente, são uns caras bem engraçados. Por mim, que sejam gays à vontade se quiserem. Melhor que sobra mais mulher.

      Abs !

      Excluir
    5. Bem, como eu já sou casado... Se sobrar mais mulher não serei eu q irei desfrutar, hehe: Deixo as q sobrarem pro meu filho (qdo ele tiver idade pra essas coisas, rs)!

      Já nos quadrinhos... Não me incomodo com personagens gays DESDE Q tenham sido criados assim desde sua concepção inicial: É o caso de "Authority", "Overman", "Herr Starr" (vilão de "Preacher"), "Batwoman", etc... São todos ótimos personagens cuja opção sexual não fora IMPOSTA em cima de criações originais de terceiros! O q eu não aceito é "apropriação" indevida e adulterações de criações q não tinham esse perfil ou propósito (é o caso do "Constantine", por exemplo)!

      Abs!

      Excluir
  32. "Não vi a animação e do pouco que me mostraram nem pretendo ver tão cedo. Ganhei esse encadernado e simplesmente amei. O que fica subentendido é justamente o tom especial que faz com que fique um gostinho de quero mais."


    E aí, Fabiano... blz?

    Concordo plenamente com vc... A graça e a grande sacada da "Piada Mortal" é despertar a capacidade de REFLEXÃO e visão crítica do leitor: As situações são jogadas na mesa e nem todas tem uma explicação "mastigadinha", deixando o leitor em dúvida e imaginando o q teria de fato acontecido:

    O "Batman" matou o "Coringa" no final? O Batman demonstrou ser tão louco qto o Coringa ao achar graça da piada no final? A Bárbara foi estuprada pelo Coringa ou apenas despida e torturada? Ela sabia a identidade do Batman ao chamá-lo de Bruce? (pelo visto sim, mas qdo isso aconteceu)?

    Enfim... são mtas dúvidas sem respostas conclusivas e q nem mesmo o autor as revelou posteriormente! No fim das contas, acredito q se cada uma dessas dúvidas tivesse uma resposta EXATA na própria HQ, talvez ela não tivesse se tornado tão polêmica e atravessado 3 décadas despertando debates acirrados entre os leitores, rs!

    Abs!

    ResponderExcluir
  33. "Quanto à morte do Palhaço do Crime após ele contar a sua derradeira e última piada, isto se coaduna com o próprio título da obra. A sua morte está tão claramente implícita que se torna fatalmente explícita."


    E aí, Antonio... blz?

    Nessa análise (do Batman realmente ter matado o Coringa no final) o título da HQ (A Piada Mortal) passaria a ter praticamente um significado auto-explicativo de SPOILER do final, rs!

    Acho possível sim q o final seja esse pastiche de SUTILEZAS q dizem MTO falando pouco, hehe... E esses são elementos q fazem da "Piada" uma grande obra (tanto, q ainda mantém sua fama e importância mesmo passados 30 ANOS de sua publicação)!

    Abs!

    ResponderExcluir
  34. "Sobre a Batgirl eu acho que ela passou a ser melhor utilizada após se tornar Oraculo também. Ele passou a aparecer muito mais e expansivamente, embora sua melhor retratação seja em Aves de Rapina da Gail Simone (falando em desenvolvimento). O mais bacana tb dessa fase Oraculo é que ela nunca precisou fazer discursos bosta de empoderamento ou politicamente correto. Ela era foda por si só."


    E aí, Camus... blz?

    Destaquei esse trecho inteiro do seu comentário, pq reflete LETRA por LETRA exatamente o q eu penso tbm: Nunca achei a "Batgirl" grande coisa como heroína (nunca a vi como uma figura relevante no universo do morcego: era apenas a "menina q se vestia de morcego"), PORÉM: ela ganhou uma força descomunal como personagem qdo virou a "Oráculo" (ficou mais inteligente, perspicaz, dinâmica e convencia ajudando a combater o crime mesmo numa cadeira de rodas). Enfim, ela tornou-se: FORTE como personagem!

    E o melhor de tudo: Não precisava ficar levantando "bandeirinhas" e discursos mimizêntos de justiceiros sociais pra ser representativa: Ela simplesmente era FÓDA como "Oráculo" - por suas ações - e pronto (sem forçar a barra)!

    Tbm concordo q foi mto boa essa fase de "Birds of Prey" (tenho em 4 TPs importados q comprei a preço de banana há anos atrás: 4 Vol. com toda a fase desenhada pelo Ed Benes - mto boa a leitura e a arte "babante" do figura, rs)!

    E de CAMUS (o escritor), só li sua obra mais famosa mesmo: "A Peste"... mto bom, o cara tem um estilo q faz a gente entrar no lance psicológico da leitura (gosto disso, me lembra tbm o estilo do Lovecraft - meu autor favorito depois de Júlio Verne)!

    Abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pelo menos a Oraculo teve essa fase né, mostrou o que é ser foda. Sem ficar falando um monte de troço forçado e levantando bandeira de bosta de empoderamento e lacração. Boa parte desses leitores que surgiram nos ultimos anos usam tudo piercing no cuzin kkk Tudo bestinha. A sociedade tá nivelando pra baixo cada ano que passa.

      Uma ex minha tinha esses encadernados das Aves tambem. E alguns que sairam pela Panini. Eu curto esse material também. Pena que a Panini não lançou em encadernados.

      Cara, o Albert Camus é demais. Ele realmente escrevia!

      Abraço!

      Excluir
    2. Pois é, Camus...

      A Era da "Oráculo" acabou, mas pelo menos ela rendeu uma fase boa pra personagem... e ainda tem mta coisa boa com ela q eu não li e q deve ser republicada mais pra frente (tipo a fase inicial dela no "Esquadrão Suicida" do Ostrander - uma das séries q a Panini prometeu pra futuras edições de "Lendas")!

      E eu gostava mto das "Aves de Rapina" tbm: Caçadora e Canário destilando sensualidade no traço do Benes, "Oráculo" liderando a equipe com inteligência, e a bela "Lady Falcão Negro" de guarda-costas e motorista das meninas... Elas eram "As Panteras" da DC, rs!

      Abs!

      Excluir
    3. Vamos ver quando a Panini traz ne, eles tão a ritmo de carroça agora com Lendas DC. Tão mais preocupados em lançar encadernados carões. Saindo a ritmo alucinante.

      Fico me perguntando. Eles vão lucrar pela segunda fez com o Monstro do Pantano do Moore em menos de 5 anos, lançando agora em papel LWc e capa mole. A desculpinha deles caiu por terra (lançamos em pisa pq nos EUA é assim...lançamos em pisa pq melhora as cores, bla bla). Agora, sera que eles vão lucrar pela terceira fez dentro de outros 5 anos, lançando em capa dura e papel LWC? Não duvido da teoria!

      Boa comparação sobre as Aves kk Eram as Panteras mesmo da DC kk Eu acho que nem conseguiria trabalhar lá se fosse heroi, ia apanhar muito de tão distraido kkkk

      Abraço!

      Excluir
  35. "Leo, aqui é o Otavio. Queria saber se a chm do mestre do do kung fu vendeu bem? pelo que tenho visto na internet os comentários são bons, e encomendei o mkf 4"


    E aí, Otavio... blz?

    Eu não tenho acesso às vendagens de nenhuma HQ, mas acredito q a "CHM do MKF" esteja vendendo bem SIM: Pois ela não dura mto tempo na prateleira da loja q frequento, hehe... A loja recebe bastante e vende tudo em poucos dias (os 2 primeiros Vol. já se esgotaram até)!

    Mas pode ficar tranquilo, q a coleção tá garantida até o Vol. 12 aqui no Brasil... Vai ter mais 4 no 2º semestre (Vol. 5-8) e conclui no ano q vem com os Vol. 9-12!

    Abs!

    ResponderExcluir
  36. "A Morte de Robin é um exemplo disso, nos mostra até onde a insanidade do palhaço do crime pode chegar."


    E aí, Leonardo... blz?

    Nem me fale nessa HQ... Eu me arrependo até hj de ter perdido a versão encadernada da Panini E tbm a da Eaglemoss qdo saiu aqui (demorei demais e esgotou em poucos dias)!

    Vou ter q esperar uma nova versão ou reimpressão agora... pra ter esse clássico na estante!

    Abs!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ate hoje me arrependo de não pegar aquela edição rara da Panini que trazia junto Um Lugar solitário para morrer. Eu vi essa edição em SP a muitos anos só uma vez na minha frente, mas eu tava sem grana no momento. Hoje em dia essa é vendida ao olho da cara no Mercado livre.

      Pena a Panini não republicar, assim como faz com vários materiais ótimos/bons do Batman como O Messias. E outros que nunca quis lançar em encadernado. Da-lhe mais Cav. das trevas, Ano um, série Longo dia, e Asilo pro anos seguintes! Ainda bem que temos a série Lendas do Batman (que tá atrasada demais!), material otimo/bom e diferente.

      Detalhe pra quem não sabe, Morte de Robin tem uma continuação que saiu aqui em Batman formato americano ed.Abril número 17 pelo Marv Wolfman/Jim Aparo. Uma boa continuação trazendo a resolução final com o Coringa.

      Excluir
    2. Bom para vocês a terem perdido, pois trata-se de uma das piores hqs de todos os tempos! Cópia fajuta da idéia de Piada Mortal, levada a extremos excessivos os quais impossibilitariam qualquer história futura entre Batman e Coringa (obviamente, excetuando-se uma última), se hqs de super-heróis fossem algo minimamente sério.

      Idéia gestada por editores inescrupulosos (e caras-de-pau, já que foi lançada meros seis meses após Piada Mortal!), chancelada por leitores mentecaptos via telefone!

      A mancha na carreira de Jim Starlim, com o final mais anti-climático da história das hqs, que negou-o a chance de por em prática o cerne de sua obra: confrontação entre dois personagens que se conhecem profundamente, com um jogando o outro contra parede, prensando-o, fazendo-o admitir uma falha fundamental no seu comportamento, e com isso evoluindo. Algo que ele fez tão bem com o Super-Homem, Thanos ou o próprio Batman na história de seu reencontro com o Asa Noturna após ter escolhido o Jason Todd como novo Robin. Aliás, história tão boa quanto essa é ruim!

      Excluir
    3. Fala Leo e Camus, blz?


      Por incrível que pareça, eu vacilei e acabei perdendo a edição da Eaglemoss também. Li essa hq há muito tempo em formatinho da Abril e não sabia que existia uma continuação dessa história! Deu vontade de procurar essa outra parte em algum sebo por aí!

      Abs
      Leonardo Goulart

      Excluir
    4. Camus, Kromak, e Leonardo...


      Puxa, eu não sabia dessa continuação pelo Wolfman/Aparo... Valeu pela dica, Camus: Deve sair futuramente (creio eu nas "Lendas" do Aparo então), né?

      Tbm perdi o "Messias" qdo saiu pela Panini em capa-cartão, e esse nunca foi republicado depois (nem em capa-dura): É outra HQ q eu queria ter impressa na coleção!

      E Kromak, eu não li completa essa história da "Morte do Robin"... No máximo li uns scans nos primórdios da internet e mais da cena final mesmo. Fiquei cabreiro agora, pois achei q seria uma história mais forte e impactante (tem mta coisa da cronologia do "Batman" q recém estou descobrindo e buscando). Seja de qq forma, terei q conferir essa HQ nem q seja pela curiosidade agora, hehe!

      Abs!

      Excluir
    5. Acho que não sai essa na proxima Lendas do Aparo não, Leo. Sinto informar pra quem não curte tanto (que nem eu) que a proxima Aparo ta cheio de material de Brave and the bold tb, com o clima mais leve e simples de historias. Eu já tenho 2 encadernados dessa Lendas do Aparo, e embora o Aparo seja um dos meus desenhistas favoritos, pra mim já ta bom. Prometi a mim mesmo ter algo desse material, e quase 300 paginas pra mim ja ta bom. Eu sinceramente to rezando pra proxima Lendas do Batman ser do Wein ou Goodwin ou Breyfogle.

      Batman Messias eu tenho pela versão da ed.Abril em mini série.

      Excluir
    6. Le Um conto de Batman Acossado, Leo, da dupla Moench/Gulacy, ótima historia!

      Excluir
    7. A "Legenda de Batman" (Edição Extra de Batman de 1982 da EBAL) escrita pelo Wein c/ arte do Aparo e Byrne também (na 1ª edição) foi publicada pela DC tanto no Tales do Wein quanto no 3º Legends do Aparo.

      Acho mais provável que a Panini opte por apresentá-la na nova fornada de Lendas do Aparo. E nesse caso apenas um única edição será necessária para contê-la.

      Então CAMUS, você pode muito bem passar as suas edições do Aparo pra frente e ficar somente com esta, que terá em mãos uma das melhores histórias do personagem já escritas e por consequência também ilustradas pelo Aparo.

      - - -

      Tem também "BatAssassino" c/ 3 edições magistrais do Aparo e 2 do Chan, mas nesse caso para ficar completa imagino (e espero) que a Panini a publique em Lendas do Wein, já que também foi escrita por ele.

      Lá fora a DC também foi incluída nos dois encadernados, só que no do Aparo por motivos óbvios ficou incompleta. Vide oque aconteceu com ANO DOIS no encadernado do Davis.

      Abs,
      VAM!

      Excluir
    8. Valeu pela dica, Camus...

      Mas eu já tenho o "Acossado" anotado pra baixar ou comprar assim q for relançado (quem sabe um dia)... Pois ele já tava no teu "TOP 10" do batman, né? eu anotei todos da lista, rs!

      Abs!

      Excluir
    9. A Legenda do Batman vai sair no do Wein também Vam! Também acho essa historia muito boa. Aliais, esse Lendas do Batman fase Wein tá muito foda! Eu to ansioso demais por ela.

      Po Leo, quem dera a Panini voltasse com a série, pararam em Shaman e nunca mais. Foi o que menos entendi sobre atitudes da Panini.

      Abraço!

      Excluir
    10. E aí, Camus... blz?

      Tbm não entendi essa... pois ao q me consta, "XAMÃ" vendeu pra caralho (tanto, q é difícil de achar, esgotou rápido qdo saiu, e tá superfaturado por aí). Não entendo como não republicaram ainda e continuaram essa linha?

      Qto ao "Legenda"... Espero q no dia em q publicarem a fase do Wein, arrumem essa tradução bosta e passem a chamar de "Lenda do Batman" ("legenda" hj em dia só se usa pra FILMES, rs)!

      Abs!

      Excluir
    11. "... A Legenda do Batman vai sair no do Wein..."

      Não vai não, Camus.

      É isso que tenho falado com você aqui no SubHQ já tem algumas postagens, companheiro.

      A DC repetiu lá fora, pois ela vem fazendo isso em várias desses encadernados temáticos por criadores.

      Aqui no Brasil, a Panini vai incluí-la "somente" na nova fornada de Lendas do Aparo. E "SE" ela publicar um dia o Lendas do Wein, não irá repeti-la.

      Abs,
      VAM!

      Excluir
  37. A genialidade de A Piada Mortal está em sua ambiguidade. Não tanto pelo possível estupro, que jamais seria editorialmente admitido (como aconteceu com a Vampira em Genosha), mas justamente pelo final. Na primeira vez que li nem me liguei numa possível morte do Coringa. Eram só dois loucos rindo. Mas hoje essa possibilidade me parece bastante plausível. Só de rir ao lado de seu inimigo já fica claro que Batman sai da sua "normalidade".

    E sobre a Batgirl, convém lembrar qur a indústria de gibis não tem mais a independência das décadas passadas. A Batgirl foi reformulada para atingir o público teen e também é parte da linha de brinquedos Super Hero Girls. Claro que iriam usar a Barbara Gordon, afinal ela já era conhecida desde a série cômica.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, SEMI... blz?

      O lance da "Vampira" em Genosha a Marvel ainda tentou botar "panos quentes" algum tempo depois... Mas nada conseguiria tirar o impacto daquela HQ pra quem leu na época (não me lembro se foi republicada depois em encadernado)? Saiu tanta coisa de XM há um tempo atrás pela Panini q acabei me perdendo um pouco naquilo q eu tenho em formatinho pela Abril ou encadernado na Panini, rs!

      Qto à "Batgirl"... Eu ainda acho q a DC tinha q ter mantido a "Oráculo" como estava e de repente criado uma NOVA "Batgirl" adolescente (teen) pras leitoras da Capricho, hehe: Ela poderia ser uma espécie de equivalente ao q foi o "Wally West" pro "Flash" ou algum dos inúmeros "Robins" q o Bátema já teve!

      Abs!

      Excluir
    2. A história da Vampira saiu no encadernado de Programa de Extermínio.

      E Wally West foi o Flash no excelente desenho da Liga. Pra muitos é o Flash que vale.

      Excluir
    3. Opa, Valeu mesmo, SEMI...

      Eu tenho o encadernado do "Programa de Extermínio" sim... É q eu acho q ainda tá na PILHA de leituras atrasadas, rs!

      Qto ao "Wally West"... não conheço ele direito no gibi e nem no desenho animado, mas na nova série de TV é um personagenzinho insuportável de tão chato, rs!

      Abs!

      Excluir
    4. A série do Flash só vale a primeira e segunda temporada (primeira ótima, segunda boa). Depois virou Barrados no baile/Malhação.

      Sobre Batgirl adolescente, não curti também. A DC foi pra parada agradar adolescente que curte romance/problemas adolescentes estilo filme de faculdade.

      Excluir
    5. O Flash Wally é diferente na hq e no desenho da Liga, Leo. Na hq ele é sério/adulto, no desenho ele é tipo Besouro Azul na fase Liga comica kk

      Excluir
    6. E aí, Camus... blz?

      Eu já achei as 2 temporadas do "Flash" no mesmo nível, sendo q o final da 2º foi FÓDA demais da conta com o ator q foi o "Flash" nos anos 80 vestido de "Joel Ciclone" (fechou a temporada com chave de ouro)! Vou ver a 3º tbm, mas só no ano q vem (depois q botar outras atrasadas em dia)!

      Tenho poucos gibis do "Flash"... Mas vou sempre priorizar os q forem estrelados pelo "Barry" (pra mim, o ORIGINAL vai ter sempre um peso maior)!

      Abs!

      Excluir
  38. Acredito que a Barbara Gordon não foi estuprada nem o Coringa morto pelo Batman. Isso parece simples de se observar pela continuidade dessa história na cronologia DC. O Coringa continuou aparecendo é a Barbara nunca mencionou tal fato. Roberto Xavier.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. O respeito às considerações alheias é fundamental; mas, permita-me lembrar que "A Piada Mortal" é uma história fechada, com início, meio e um fim todo próprio - assim como "O Que Aconteceu ao Homem de Aço?".

      Em "A Piada Mortal", a Barbara Gordon conhece a identidade do Batman, como já assinalado em um outro comentário acima. Mas não ficou evidente como tal conhecimento ocorreu. Tal fato já demonstra tratar-se de uma história que, em tudo, foge das amarras da cronologia e possui um caráter único e próprio. Neste caso, então, é possível sim que o Batman tenha realmente atingido seu limite e matado o Coringa - exatamente como aquele cara que o Palhaço foi um dia, de certa forma, acabou também morrendo após a sucessão de tragédias que assolou a sua vida até ele cair no reservatório de produtos químicos.
      Quando emergiu dali transfigurado, nascia o Coringa, como um filho daquele cara que aspirava ser um comediante bem sucedido e poder sustentar a sua família, mas que acabara de morrer.
      Observa-se que o Coringa não mata a Barbara Gordon. Também não mata o Comissário. Seu objetivo, o tempo todo, foi provocar a loucura. Parece que apenas o Batman sucumbiu a esta provocação e, em decorrência, acabou pondo fim à existência daquele ser - existência perante a qual o Batman afirmava a sua tênue sanidade. Só que esta sanidade já não se sustentaria mais ao ver aquela existência aniquilada.

      Excluir
    2. É interessante mesmo como a "Piada" ainda gera tantas dúvidas e considerações a respeito de suas sequências dúbias e reflexivas, rs...

      Mas independente de quaisquer polêmicas e certezas/incertezas sobre o desfecho da trama... A "Piada" eu sempre achei q fosse pra ser uma HQ fechada e independente (tipo o "DK 1" do Miller) a qual a DC acabou "adotando" depois como parte da cronologia vigente (e com liberdade pra fazer "remendos" e "ajustes" pra se adequar à cronologia). Posso estar errado, é claro, mas é como eu imaginava q fosse (até pelo fato de ter saído aqui na coleção de Graphic Novels da Abril)!

      Abs!

      Excluir
  39. Grande Léo, blz!! Aqui é o William. Ainda estou atrás da TEX Edição Gigante em Cores nº 11 (A Última Fronteira). Excelente matéria!! Parabéns aos idealizadores!! Por falar em Batgirl bem que a Panini poderia republicar a fase do Kelley Puckett, com a Cassandra Cain como protagonista. Excelentes histórias. Para mim, a melhor fase da batgirl de todos os tempos. Um abraço!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, William... blz?

      Pois então, eu falei com o pessoal da loja daqui e parece q eles ainda teriam esse "Tex Gigante 11" em estoque... Mas o problema agora seria localizar essa edição, pois a loja daqui se mudou pra outro local (maior) e vai levar mto tempo até organizarem as MILHARES (sem exagero) de caixas e mais caixas de gibis empacotados q precisarão ser recadastrados, hehe (isso poderá levar MESES ou mais de ANO pra ser feito, já q a loja não dispõe de funcionários extras pra função)!

      De qq forma, essa história estará no "Tex Gold" da Salvat tbm (só pra relembrar: seria no Vol. 28)!

      Abs!

      Excluir
  40. Sobre o fato do coringa morrer ou não no final da HQ, pelas mãos do Bátima, tem esse texto que eu acho bem pertinente.

    Em 2008, quando o clássico A Piada Mortal (The Killing Joke), de Alan Moore e Brian Bolland, comemorou 20 anos, o desenhista deu a entender no posfácio da edição comemorativa que Batman realmente mata o Coringa ao fim da história - mistério que tem acompanhado leitores da graphic novel desde 1988. Agora, no podcast de Kevin Smith, o quadrinista Grant Morrison reitera a posição de Bolland.

    "O que eu amo na HQ é que ninguém percebe, 20 anos depois, que Batman matou o Coringa. É por isso que se chama The Killing Joke! Quando o Batman chega no pescoço do Coringa e o quebra, a risada para, simplesmente para. É realmente óbvio, se você prestar atenção. Esta é a última piada, este é o fim inevitável, esta é a piada mortal - está no título! É a história definitiva, qualquer coisa que veio depois é um eco dessa HQ. Brian Bolland mesmo diz: 'Ele vai direto no pescoço e quebra!'", diz Morrison (para um Smith atônito).

    O final dá margem a interpretações porque, além de Batman agarrar o Coringa durante a gargalhada, o barulho do carro (seria derrapagem ou sirene?) pode sugerir um atropelamento. No posfácio de 2008, porém, o desenhista esclareceu que o carro é uma viatura: "Já é hora de revelar o que acontece ao final de A Piada Mortal: nosso protagonista de pé, ali, na chuva, rindo da piada definitiva, as luzes do carro da polícia refletindo nas poças de água suja, e a mão de Batman se estende e...", escreveu Bolland em 2008.

    Fonte com textos, imagens e vídeo:

    https://omelete.com.br/quadrinhos/noticia/piada-mortal-e-obvio-que-batman-mata-o-coringa-diz-grant-morrison/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como diria o Coringa:
      HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA !!!

      Caralho, se o próprio desenhista da história afirma que o Batman mata o Coringa, quem é o grande Einstein que irá dizer o contrário ? Tá tudo lá nos últimos quadrinhos que o cara desenhou !!!
      Sequer há um único argumento criado pelo Moore nesses últimos quadrinhos pra ele mesmo contestar esse fato. O papel do Moore na trama se encerra com a piada contada pelo Coringa; os últimos quadrinhos de "A Piada Mortal" são obra exclusiva do Bolland, seguindo ou não o roteiro do Moore. E ali fica evidente o fim de tudo: O Coringa realiza a sua última piada...e morre.
      Mas, e quanto ao Batman ? Acaba enlouquecendo após ter o seu dia ruim ao matar aquele louco ?
      Isto é o que não ficamos sabendo na história. E se o Batman acabou louco na história, então o Coringa foi quem riu por último.

      Excluir
    2. E aí, Clayton... blz?

      Putz, assim fica difícil contestar o final da "Piada" mesmo, hahaha... Afinal, se a declaração parte do próprio desenhista (q elaborou a sequência gráfica da cena) então não tem mto mais o q se deixar pra imaginação, rs!

      De qq forma, sendo esse o fato descrito de maneira direta por Bolland... A DC acabou atropelando e passando por cima ao continuar mostrando o "Coringa" vivo em histórias seguintes ao mesmo tempo q manteve a Bárbara na cadeira de rodas (considerando e tbm desconsiderando a "Piada" como parte da cronologia vigente)!

      E sendo assim, com o "Batman" cedendo à loucura e matando seu nêmesis... "o Coringa foi quem riu por último" (como falou o Antonio acima, rs)!

      Abs!

      Excluir
    3. Realmente ficou estranho....a Barbara paraplégica foi levada para a cronologia enquanto o final no qual o Batman supostamente mata o Coringa ficou na história fechada. Por isso não me convenci da morte. Rs. Roberto Xavier.

      Excluir
  41. Interpretação é algo que varia de pessoa pra pessoa. Se o autor não explicita um final é óbvio que a intenção é fazer com que cada um tire sua própria conclusão. Em Dom Casmurro, por exemplo, a questão final é: " Capitu traiu ou não." Assim como A piada mortal "Batman matou o Coringa ou não". Seja lá qual for a conclusão do leitor e as evidências de cada hipótese não há 100% de certeza para nenhuma delas. Que bom! Ninguém pode impor nada pra ninguém. Cada qual com seu exercício de imaginação. Rs. Roberto Xavier.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade, Roberto...

      Independente do Bolland ter "explicado a Piada" (literalmente falando, hehe)... Eu tbm prefiro considerar (particularmente falando) q o final (e mesmo a "suposta" cena de estupro) sejam passíveis de interpretação (até por não terem sido tão explícitas)!

      É q nem o lance da Capitu q vc citou... Gosto de deixar a mente livre pra considerar as 2 opções (traiu ou não traiu)? Pra mim, a GRAÇA da "Piada" (com o perdão do trocadilho) era justamente deixar as dúvidas no ar!

      Abs!

      Excluir
    2. Leo,
      Realmente são essas "dúvidas" que são a graça da leitura. Quanto a questão do estupro em nenhum momento achei que houvesse sido consumado. E acredito que tal monstruosidade não chega a ser atribuída ao Coringa, espancar com um pé de cabra foi o mais violento que vi o personagem fazer. Roberto Xavier.

      Excluir
    3. Para mim, o próprio fato de Bolland ter que declarar, 20 anos depois, qual tinha sido sua intenção nessa sequência já é prova da ambiguidade do final.

      Bolland é um ótimo artista. Se quisesse fazer uma cena inequívoca, mesmo que por sugestões, ele teria feito.

      Mas, já que vimos a opinião de Bolland, também podemos ter a de Alan Moore:

      “[…] minha intenção no final da história foi mostrar dois personagens experimentando um breve momento de lucidez em sua estranha e provavelmente fatal relação, alcançando um momento em que ambos percebem o inferno em que estão metidos, e que só podem rir desta situação absurda. Uma gargalhada similar é compartilhada pelo casal condenado no final do memorável livro de Jim Thompson, “The Getaway” [“Os Implacáveis”, que foi adaptado para o cinema em 1972].

      (https://www.goodreads.com/questions/572772-for-years-we-have-been-left-to-wonder-due)

      Não lembrava muito bem dessa resposta, fazia tempo que tinha lido, mas ela parece se aproximar do absurdismo de Camus.

      Excluir
    4. Opa... Valeu mesmo por ter postado aí o ponto de vista do Moore tbm, Martin:

      Eu assisti "Os Implacáveis" (e seu fraco remake anos depois)... mas não lembro do final pra poder fazer uma comparação com a "piada"! De qq forma, a declaração do Moore mantém o clima de mistério em torno da dualidade da trama, rs!

      Abs!

      Excluir
  42. Eu tinha lido esse comentário do GoodReads a pouco meses atrás, e foi a primeira vez que li alguém mencionar a hipótese de assasinato. O que leva a concluir que Piada Mortal é uma daquelas obras super analisadas, (como 2001 ou Memórias Póstumas) nas quais muitas pessoas criam hipóteses muito mais malucas do que os autores provavelmente pensaram (verdadeiras "viajadas na maionese").

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, Kromak... blz?

      Já q vc mencionou "2001"... Eu já elaborei uma apresentação sobre a obra num seminário da PUC (há 12 anos atrás): Tive q ler mtas teorias (boa parte delas estapafúrdias) sobre o desenrolar e final do FILME (q mta gente ainda não entendeu, mesmo passados meio-século da estreia do filme)!

      No fim das contas, busquei as explicações mais plausíveis sobre o filme lendo os contos e livros q serviram de inspiração geral: "A Sentinela" e "Encontro no Alvorecer" (de Arthur Clarke) e "Assim Falou Zaratustra" (de Nietzsche)... E mesmo assim, mesmo buscando explicações direto na FONTE: O filme ainda gera dúvidas, incertezas, e interpretações, rs!

      Abs!

      Excluir
  43. Muito mais do que em 2001 são as especulações sobre "O Iluminado", existe até um documentário "O Labirinto de Kubrik/Room 237" cheio delas.

    E sobre a polêmica de "A PIADA", por ser é uma obra cheia de ambiguidades, pra mim o Morrison só quis "causar" em cima da história, ajudando a vender o livro dele - "SuperGods".

    E o Bolland entrou no embalo, (oque é totalmente compreensível) pois com certeza quem nunca leu a GN, foi faze-lo só por conta disso.

    Essa teorias ajudam manter uma obra ficcional ou acontecimento real (no caso JFK, por exemplo) em constante evidência, pingando sempre um din-din a mais.

    Abs,
    VAM!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tens razão, VAM:

      Tudo é MARKETING hj em dia... e polêmicas desse tipo sempre ajudam a manter a "AURA" de cult sobre uma obra q nem a "Piada", rs!

      Abs!

      Excluir
  44. Sobre 2001, não lembro aonde foi que eu li/vi o Kubrick dizendo que o significado do final depende do que cada um conclui. É propositalmente ambíguo e justamente por isso tão instigante.

    Sua sequência 2010 é um bom filme e traz algumas explicações. Queria lembrar delas, mas faz muito tempo que vi. O monolito negro é o bebê nova sempre será uma impressão muito mais longeva na memória.

    Voltando aos quadrinhos, acredito na ambiguidade proposital da piada do Moore. Aliás, o título da obra pode ter justamente esse significado, com o velho barbudo rindo até hoje de nós tentando achar pelo em ovo. 

    Ou na careca do Grant Morrison que certamente jogou pra platéia, numa tentativa bem sucedida de gozar com o pau alheio.


    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, SEMI... blz?

      O livro "2001" explica melhor algumas coisas... Mas no fim das contas, concordo com o Kubrick: O filme é mais uma experiência sensorial do q um objeto de análises e busca por respostas! É como ouvir uma sinfonia ou apreciar uma obra de arte num museu, rs!

      Tanto é, q as explicações feitas na sequência: "2010"... estragaram um pouco do imaginário deixado pelo filme original (eu até desconsidero essa continuação)! Em tempo (e a nível de curiosidade): No conto original de Arthur Clarke, o tal bebê cósmico q aparece no final do filme detona umas bombas atômicas na Terra pelo q eu me lembro, hehe!

      Abs!

      Excluir
    2. Bom, eu lembro de ter lido entrevista com O Kubrick e embora ele não entre em detalhes, diz algo "posso dizer em linha gerais o que aconteceu". E não é nada muito diferente do que diz o livro

      E 2010 é bem legal, vale a pena ver (ou ler).

      Excluir
    3. E aí, Kromak... blz?

      Eu tbm lembro de ter visto uma entrevista do Kubrick falando do filme, mas esqueci o conteúdo do q ele disse, rs... Seja como for, o LIVRO "2001" (relançado há 2 ou 3 anos atrás) já é bastante explicativo (e ainda traz os 2 contos originais do Arthur Clarke - q inspiraram o filme - de "brinde")!

      Sei q depois de "2010" ainda teve um 3º LIVRO da série... mas esse eu nunca li e nem vi ao vivo!

      Abs!

      Excluir
    4. Tem 3° E 4° livro! 2061 e 3001. Não são tão bons quanto os dois primeiros, mas valem a pena ser lidos para matar a curiosidade de como a trama se desenrola, e por alguns momentos geniais.

      2061 se passa nesse ano, pois marca o retorno do Cometa Halley a terra e organizam uma expedição para visitá-lo. Assim como em 2010, o filme é centrado na figura do Heywood Floyd que será um dos membros da expedição.

      Já 3001 é passado nesse ano pois um velho personagem de 2001 volta a dar as caras nesse ano (não é o Bowman!).

      Tem também o "Mundos Ocultos de 2001" (ou algo similar, não recordo do nome exto) em que o Clark conta todo o processo de produção do filme/livro e com muitos trechos de histórias que estavam sendo planejadas, como exploração de planetas/paisagens alienígenas, encontros com alienígenas. Mas no final, perceberam que tudo isso apenas divergia a atenção do principal. Vale muito a pena!

      Os contos originais eu não li (ou não lembro de tê-los lido), mas talvez os tenha escondidos em algum livro da minha coleção de livros do Clark.

      Excluir
    5. E aí, Kromak... blz?

      Pô, legal saber desses detalhes das sequências (nem sabia q havia um 4º livro da série, rs)... Achei interessante sim, mas lamento o fato de não serem livros q se encontrem atualmente (creio eu) e nem com previsão de serem relançados (não q eu tenha ouvido falar ao menos)!

      Eu só fui ler o LIVRO de "2001" qdo saiu há uns 2 ou 3 anos atrás num BOX imitando o monolito negro (genial a ideia, rs)... Paguei 27 pila nele (q barbada - foi numa black friday) e ele traz no final os 2 contos originais do Clarke ("A Sentinela" e o "Alvorecer" - q são bem curtinhos)!

      Já o livro: "Assim Falou Zaratustra" (outra das inspirações - filosóficas - pro filme) eu tenho em pocket pela Martin Claret (coisa de 9 pila, rs)!

      Abs!

      Excluir
  45. "... E no aguardo da sua atualização da "Batdeira"... manda o LINK aí qdo a postagem estiver pronta, blz?..."

    Tá mão! Cuidado pra não morrer de rindo...

    http://vamilustrador.wixsite.com/batdeira/single-post/2018/05/09/QUE-PIADA-FOI-ESSA-EBAL

    Abs,
    VAM!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. "A capa conceito original, com o Coringa fotógrafo, que só descobrimos o terrível sentindo lendo a edição, foi considerada pouco chamativa pelos editores na época. Afinal o que é uma edição do Batman 'SEM' o Batman na capa?!"

      Hehehe! Gostei bastante deste seu post vindo diretamente de um universo paralelo, VAM!

      É difícil superar a original, mas a capa da Edição Monumental ficou fantástica (a contra-capa também). Se bem que a Ebal aproveitou a imagem clássica para fazer um belo pôster promocional! rs

      Excluir
    2. "...vindo diretamente de um universo paralelo..."

      Eu estou "descobrindo" ele aos poucos, mas pelo que pude ver até agora, promete.

      Se pudesse já tinha me mudado pra lá inclusive, gibi por lá é baratinho, mas não passa nenhum "Raio Zeta" perto aqui de casa.

      Abs,
      VAM!

      Excluir
    3. Sensacional essa capa da "Piada" pela EBAL, VAM...

      Parabéns mais uma vez: Ficou um excelente trabalho e bem de acordo com o padrão gráfico da EBAL, rs!

      Abs!

      Excluir
    4. "...Sensacional essa capa..."

      Acho então que você vai curtir oque o Sr. Aizen planejou pra vender por reembolso postal.

      Abs,
      VAM!

      Excluir
  46. Tambem acho que o Joker nao fez nada sexual a Babs.Aquilo foi mais para tentar que Batman se passa-se e o tira-se do serio.
    E nao acho que o Morrison estivesse certo foi mais uma tentativa de polémica ou olhrm para mim.

    ResponderExcluir
  47. Grande post, Martin Fernando e LEO. O depoimento do Ostrander aí e o do link sobre o Esquadrão Suicida foram dois filés de 1ª realmente. Brigadaço pelas infos.

    Sobre as questões de A Piada Mortal, primeiro de tudo, impressiona pela força e longevidade. 50 páginas que geram discussões acaloradas no mundo inteiro até hoje, 3 décadas depois! Um autêntico fenômeno pop. Só Alan Moore e Brian Bolland mesmo.

    Pessoalmente: entendo que Barbara foi violentada e o Coringa morto pelo Batman. Há muitas evidências espalhadas pelo cenário (certas posições da Barbara nua, Gordon testemunhando tudo impotente e atado em amarras de couro sadomasô [humor negro-alcatrão], a metáfora com a lanterna/luz na poça sendo apagada) que estão lá sem qualquer motivo senão pra sugerir que uma ação maior está acontecendo off-camera - caso contrário não estariam lá, rs.

    E acho que Moore assim o fez por pensar A Piada Mortal como um one-shot elseworld. Só que a DC não quis saber quando o caixa abarrotou. Seguiu com esses elementos em frente, considerando algumas coisas (paralisia da Barbara) e ignorando outras (morte do Coringa) causando, de novo, uma grande confusão editorial e alimentando as controvérsias.

    No fundo, creio que tem mais a ver com a negação de um estupro cometido pelo Coringa. Ser maluco é o grande barato dele e poder, dinheiro e sexo são meras ferramentas para disseminar a anarquia. Pra mim é o que acontece ali, crystal clear.

    Há uma frase famosa atribuída ao Moore em que ele comenta que se o Coringa realmente violentou Barbara baleada, louco como é, ele certamente não o fez pelas vias tradicionais, “given a new hole to play with.”

    Perturbador, hm?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E aí, doggma... blz?

      Particularmente, tbm acompanho vc nesse raciocínio dos fatos apresentados... Acho q houve violência sexual com a Bárbara, mas não por "prazer" do Coringa, e sim: como arma pra mexer com o psicológico de todos os envolvidos (inclusive um impotente Comissário Gordon de espectador)!

      Minha dúvida maior seria com relação ao final... sobre o Batman ter matado ou não o Coringa. Tudo leva a crer q sim, mas prefiro deixar minha imaginação na dúvida, hehe!

      Abs!

      Excluir
  48. "Há uma frase famosa atribuída ao Moore em que ele comenta que se o Coringa realmente violentou Barbara baleada, louco como é, ele certamente não o fez pelas vias tradicionais, 'given a new hole to play with'."

    Isso seria bem perturbador mesmo!

    ResponderExcluir

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...