10/09/2026

"A Ilíada" + "A Odisséia" (Especial): A "Guerra de Tróia" em Quadrinhos (e na Literatura)...

Em raros momentos (infelizmente, cada vez mais com menos frequência)... A literatura se mistura com os quadrinhos, e, dessa junção, nasce uma "adaptação" (de um formato para outro). Nem sempre dá certo, é claro (rs). Mas temos algumas boas inspirações que depõem a favor dessas iniciativas!   

A "Iliáda/Odisséia" é uma delas... Assinada por Roy Thomas ("Conan - O Bárbaro"), a OBRA de Homero é adaptada para as HQs neste encadernado deluxe da Panini em 2 momentos distintos: Um clássico e outro moderno (de Roy Thomas)! 

Confira abaixo:

A Panini lança (no embalo de um FILME - que não merece sequer a menção nesta postagem, por desrespeitar/lacrar um dos textos mais belos e importantes da literatura mundial) um MEGA-encadernado contendo TODAS as adaptações da "Ilíada/Odisséia" pela Marvel (capa-dura, 504 pág, R$ 249,90)... As lendas imortais da mitologia grega ganham vida nestas referidas adaptações em quadrinhos. Na "Ilíada", a Guerra de Tróia atinge seu momento mais sangrento quando Aquiles, consumido pela fúria e pela honra, entra em conflito contra Heitor e os exércitos troianos sob o olhar manipulador dos Deuses do Olimpo. Já em: "A Odisséia", o herói Ulisses inicia uma longa e perigosa jornada de volta para casa enfrentando monstros, feiticeiras, criaturas marinhas, e a ira de Poseidon - enquanto tenta retornar para Ítaca e reencontrar sua família. A edição é assinada por Roy Thomas (nas versões modernas de 2007/2008) e conta com a arte dos brasileiros: Greg Tocchini (desenhos) e Artur Fujita (cores). Reúne: "Marvel Illustrated: The Iliad" (2007) 1-8; "Marvel Illustrated: The Odyssey" (2008) 1-8; "Marvel Classics Comics" (1976) 18 e 26! Todos materiais INÉDITOS no Brasil! As 2 versões clássicas (produzidas nos anos 70) são assinadas por: Bill Mantlo & Jess Jodloman (Odisséia) + Elliot S! Maggin &Yong Montano (Ilíada)!
 
Sobre o conteúdo... Não deixa de ser uma tarefa ingrata adaptar o texto de Homero pros quadrinhos, já que só a "Ilíada" é constituída por mais de 15.000 versos em hexâmetro datílico (a forma tradicional da poesia grega do séc. VIII A.C.) e a "Odisséia" vai pelo mesmo caminho narrativo (que passou por inúmeras traduções ao longo dos séculos). Mas Roy Thomas se sai muito bem na sua transposição pras HQs, o ponto mais fraco (a meu ver) reside justamente na arte (que é "moderna" demais pro estilo épico que eu - falando de gosto pessoal - preferia ter visto na parte gráfica). Contudo, as 2 versões clássicas (anos 70) possuem uma arte mais de acordo com o que eu esperava (acima, uma PRÉVIA) com muitos detalhes minuciosos nos cenários e vestimentas. Já na parte do texto é justamente o contrário: Falta um "Roy Thomas" redigindo a adaptação (que fica mais didática e resumida)! A "Ilíada" passa-se durante o 10º ano da Guerra de Tróia e trata da ira de Aquiles, causada por uma disputa entre ele e Agamemnon, comandante dos exércitos gregos em Tróia, e consumada com a morte do herói troiano Heitor. A mulher mais bela do mundo era Helena - Filha de Zeus. Ela se casou com Menelau, Rei de Esparta. Quando Páris foi até lá em missão diplomática, se apaixonou por Helena e ambos fugiram para Tróia. Agamemnon, então, assume o comando de um exército de MIL barcos e ataca Tróia, iniciando um cerco que duraria 10 ANOS!
 
A "Odisséia" é uma sequência que narra a jornada de Ulisses (ou Odisseu - dependendo da tradução da OBRA) saído da Guerra de Tróia de volta para seu lar em Ítaca. Essa viagem duraria 10 ANOS (que, somados aos 10 anos da batalha anterior, manteve o herói nada menos do que 2 décadas longe de casa e da sua esposa, rs). A jornada é repleta de perigos e desafios (alguns surreais e oníricos), sendo um dos momentos mais impactantes: O confronto com o Ciclópe (que é CAPA da versão clássica da HQ) - e o ataque das sereias! Para ILUSTRAR esta postagem, trouxe para compartilhar aqui, as 4 outras versões que possuo na coleção: 2 LIVROS e 2 HQs. Os 2 LIVROS que tenho são em formato de bolso (pocket) da Martin Claret (CAPA da "Odisséia" acima e da "Ilíada" abaixo) com uma tradução exemplar e com material extra (recomendo)! Já as versões em HQ são: "A Odisséia" pela L&PM (CAPA acima) da série: "Clássicos da Literatura em Quadrinhos" (que eu comentei aqui lá nos primórdios do "Submundo", rs). E "WAR - Histórias de Guerra" Vol. 4 (da Ópera Graphica), uma coletânea de histórias de GUERRA através dos tempos e uma delas era a de Tróia (nessa versão, de apenas 10 pág ou menos, os caras se deparam com uma Helena envelhecida após 10 anos de guerra e acham que "não compensa" mais lutarem por uma "velha" - um final "INSÓLITO", pra dizer o mínimo: kkk)!  

Até+

4 comentários:

  1. Diz aí comandante Leo!

    Um artigo sobre a tragédia grega da "A Ilíada" e "A Odisséia", está em sincronia com a exibição do "polêmico", que em tempos de redes sociais, não poderia deixar de ser, filme do consagrado cineasta Christopher Nolan, autor do considerado por muitos, eu incluso, melhor filme do Batman já produzido, Batman O Cavaleiro das Trevas de 2008. A sua versão da "Odisseia" sobre a jornada de retorno pra casa após a "Guerra de Tróia" do herói Ulisses ou Odisseu, foi cercada de polêmicas e questionamentos, o que não impediu ao que parece o sucesso de bilheteria.

    Aproveitando o inevitável Hype, as editoras de HQs que não perdem nunca esses pretextos, despejaram versões em quadrinhos tanto da "A Ilíada", que narra o conflito entre gregos e troianos, quanto da referida "A Ilíada". Destacando a Panini com um "big" encadernado, quase um "meio" omnibus com as adaptação da Marvel sobre o tema, o que afasta é o preço sugerido, pra arriscar só na "promotion" mais rara que trevo de quatro folhas.

    E vimos que vc tá bem abastecido de tragédia grega hein comandante. Muito bonitas as capas mostradas das suas edições sobre o tema. E que interessante esse final da "Guerra de Troia" incluso nesse encadernado de Garth Ennis sobre esse conflito, não é de se espantar, já que é público e notório o interesse do autor irlandês sobre o assunto.

    É isso comandante. Excelente matéria pra fechar a semana, saindo do mainstream de heróis, mangás e outros mais comuns no mercado. Um abraço e bom fim de semana a todos!

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  2. Oi Leo!
    O filme lacrador pelo menos trouxe algo bom que é esta edição da Panini trazendo a adaptação feita por Roy Thomas nos Anos 70!
    É difícil acreditar que a Panini trouxe este material e pulou por exemplo O Planeta dos Macacos da fase Marvel quando o último filme saiu e fez sucesso, tendo até uma Epic lançada lá fora!
    Enfim, que saia mais materiais deste tipo no Brasil!
    Abraços!

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  3. E aí, Leo, beleza?

    Precisou ter um filme de larga escala para esse tipo de material ser visitado, visto que poderiam lançar a qualquer momento mas nem lá fora deram importância a isso. Apesar de ser o Roy Thomas escrevendo, não é o mesmo autor das épocas áureas de Conan e Vingadores, então pode ser que a qualidade não seja tão interessante. E a arte moderna de Greg Tocchini e Miguel Sepúlveda destoaria.

    Enfim, a Mythos possui um outro projeto da Odisséia que deve ser melhor elaborado, por vir de autores europeus.

    Abraço.

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  4. Saudações, Leo !

    Quando eu era moleque, não vivia apenas de ler gibis e assistir desenhos animados do Pica-Pau e Speed Racer. De vez em quando, eu assistia alguns filmes também. E dois filmes que assisti relacionados à Odisseia que me marcaram bastante foram "Ulysses", com Kirk Douglas, e "Os Gigantes de Tessália" — um antigo e obscuro filme italiano.
    Sendo esses dois, exemplos de filmes típicos de uma época em que os homens eram retratados como guerreiros e valentes e as mulheres como beldades doces e delicadas.

    A sua descrição de que a arte, na adaptação em quadrinhos conduzida por Roy Thomas, lhe pareceu ser "moderna" demais acendeu o sinal de alerta por aqui. Afinal, também sou do tipo que tem uma verve mais..."purista", por assim dizer.

    Eu tenho alguns exemplares dessas adaptações dos clássicos para os quadrinhos da Editora L&PM — a Odisseia, inclusive.
    São bacaninhas, mas nada de excepcionais, pois se apresentam como o resumo do resumo de cada clássico.

    E por falar em clássico, assim como é uma baita surpresa acabar se deparando com o Ciclópe antropófago naqueles filmes quevmencionei, também foi uma enorme, mas grata surpresa para mim, saber que o clássico "Matt Marriot" (considerado simplesmente como o MELHOR faroeste do mundo) está sendo finalmente publicado por essas paragens. E como não poderia deixar de ser, por uma editora independente (a Strip Comic). Portanto, quase de forma artesanal.
    Assim que eu soube da notícia, saquei logo uma grana e adquiri o meu exemplar através da Editora Criativo.
    Cara, nem acredito nesse lançamento !

    Terminando essas incursões pelos clássicos mencionados, gostaria de saber, se possível, se vc, Leo, teria como me orientar sobre o título de um outro filme obscuro — desta feita, sobre Artes Marciais. Pois eu soube que vc já teve um vasto acervo de material desse gênero.

    Cara, a sinopse do filme é a seguinte :

    "Um pseudo mestre de Kung Fu vivia numa aldeia ensinando sua arte para as crianças da região, até que ele acabou sendo desafiado por um valentão local. Após o "mestre" vencer o sujeito por puro acaso, aplicando golpes desengonçados e aleatórios, o falso mestre é advertido de que aquele cara que ele derrotou era irmão de um perigoso meliante, e que os dois certamente voltariam para se vingar.
    O pseudo mestre então decide cair fora, e diz para as crianças que já não tem mais nada para ele aprender ali e que agora precisa ir embora em busca de desafios mortais. As crianças ficam tristes e chorando, enquanto que o mestre delas rapidamente se evade do local.
    No meio do caminho, o "mestre" captura e come um lagarto vivo, caga num rio, e passa alguns outros percalços até chegar numa cidadezinha.
    Lá, após várias reviravoltas e contratempos, ele se apaixona por uma salafrária de nome Mimi e acaba se tornando o delegado da cidade — muito embora os políticos corruptos da cidade soubessem que ele não entende nada de Kung Fu."

    Enfim, esse é um filme tremendamente obscuro, extremamente divertido, e que passou algumas vezes na tv do falecido Silvio Santos, juntamente com outros clássicos dos filmes de Kung Fu — como o fenomenal "A Expedição dos Dragões Condenados" (estrelado pelo incrível Bruce Li) e o grandioso "Shaolin e a Boxeadora de Bali" (protagonizado pela linda atriz Polly Shang Kuan).

    Se puder auxiliar esse humilde interlocutor a descobrir o nome do filme que descrevi, eu lhe serei muito agradecido.

    Abraço !

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