A publicação de HQs
no Brasil como um todo sofreu um encolhimento significativo, onde vários
títulos publicados foram descontinuados, sendo que somente um foi, de fato,
concluído tal como lá fora! Devido à
hiperinflação, os quadrinhos passaram a vir com um código na capa, onde o leitor,
na hora da compra, consultava o valor da publicação em uma tabela de preços
cedida pela própria editora. A tabela era trocada semanalmente, e isto
significava que por conta disso a publicação sofria reajuste semanal.
Enquanto isso, nos
Estados Unidos, tinha início a 3º revolução dos quadrinhos com o
surgimento da Image, criada por sete ilustradores e roteiristas
dissidentes da Marvel: Todd McFarlane, Erick Larsen, Rob Liefield, Jim
Lee, Marc Silvestri, Jim Valentino, e Whilce Portacio, que fundaram uma editora
que passou a ser um local onde os criadores pudessem publicar os seus materiais
sem ter que ceder os direitos autorais dos seus personagens, sendo que estes
ficavam como propriedades de quem os criou.
Com heróis
mais
agressivos e visual mais radical do que os heróis tradicionais das
outras
editoras, a Image passou a vender milhões de cópias de uma única edição,
rendendo uma fortuna para seus criadores, mas alguns conflitos entre os
sócios, perda de prazos, e a falta de experiência dos envolvidos,
contribuíram
para a derrocada da editora e o fim da sociedade: